http://filotec.com.br

http://filosofiaetecnologia.blog.br
ECONOMIA TECNOLOGIA FILOSOFIA SAUDE POLÍTICA GENERALIDADES CIÊNCIA AUTOHEMOTERAPIA NOSSOS VÍDEOS FACEBOOK NOSSAS PÁGINAS

QUEREM ACABAR COM A APOSENTADORIA

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

PORQUE A PETROBRÁS NÃO PAGA O ADIANTAMENTO DA PLR - Sugestão para que a Empresa resolva esse problema.




Em primeiro lugar vamos às explicações da
Petrobras






Em nota divulgada na Agência Petrobrás de Notícias, a Petrobrás esclareceu que o Plano de Negócios 2008-2012 prevê investimentos de US$ 112,4 bilhões (média anual de US$ 22,5 bilhões), com necessidade de captações médias anuais de US$ 4,0 bilhões.

A estatal demonstrou, ainda, ter uma extensa carteira de projetos e excelentes perspectivas de crescimento, e que vem aumentando fortemente seus investimentos. Até setembro, continua a nota, no Sistema Petrobrás foram investidos US$ 20,2 bilhões (resultados em conformidade com a legislação brasileira convertido pelo dólar médio do período), um crescimento de 32% (em dólar) em relação ao mesmo período do ano anterior.

No curso de suas atividades operacionais e financeiras, a Petrobrás ressaltou que sempre acessa os mercados de capitais e bancários nacionais e internacionais. “A Companhia sempre analisa todas as alternativas de financiamento, buscando sempre as opções mais adequadas ao perfil de sua dívida, seja na parte de custos como nos prazos.

Em virtude das condições atuais do mercado financeiro internacional e a solidez do Sistema Financeiro Nacional, as companhias brasileiras, incluindo a Petrobrás, vêm utilizando com maior freqüência o mercado doméstico para suprir suas necessidades normais de financiamentos.

Além disso, a evolução do câmbio propicia melhores condições para captações no mercado interno, diminuindo a exposição da empresa a dívidas em dólar”, destacou a estatal. Os lucros recordes no terceiro trimestre de 2008, continua a nota, e nos nove meses de 2008 foram obtidos pelos excelentes resultados operacionais (aumento da produção de óleo e gás natural, aumento da venda dos derivados e melhores preços).

Até setembro a geração de caixa em suas atividades operacionais totalizaram R$ 34,7 bilhões mais R$4,4 bilhões em financiamentos líquidos. Foram utilizados R$35,2 bilhões em atividades de investimento e pagamento de R$6,2 bilhões em dividendos, resultando em uma geração líquida negativa de R$2,3 bilhões e um caixa de R$ 10,8 bilhões no final de setembro.

Esses valores fazem parte das demonstrações contábeis da Companhia, arquivada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e amplamente divulgadas ao mercado. A Petrobrás ressalta, ainda, que parte do aumento no lucro líquido é reflexo da valorização do dólar. No terceiro trimestre de 2008 houve um ganho financeiro de R$ 3,5 bilhões (variações cambiais sobre os ativos líquidos expostos) contra uma perda de R$ 1,2 bilhões no segundo trimestre de 2008, sem contudo representar maior geração de caixa para a Companhia.

Em outubro, a Petrobrás teve maiores gastos com impostos e taxas, com o recolhimento de mais de R$ 11,4 bilhões no mês. Parte desses pagamente refere-se ao Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro, devido ao maior Lucro Líquido apurado no terceiro trimestre de 2008 e participações especiais calculadas com base no valor de pico do preço do petróleo.

O Faturamento Bruto mensal médio nos nove primeiros meses do ano foi de R$ 17,3 bilhões. “As captações efetuadas fazem parte do curso normal das atividades da Companhia, que apresenta hoje baixos níveis de alavancagem financeira, permitindo aumento de captações sem comprometer a estrutura ótima de capital e a financiabilidade de seus projetos”, ressaltou a Petrobrás em sua nota. (Agência Petrobrás de Notícias/Redação)
__________________________________________________


Todas essas explicações são consequências das políticas recentemente implantadas pela Petrobras que causam desconfiança no Mercado Financeiro.

Essas políticas passam por redução de despesas e que foram causadas principalmente depois da divulgação do lucro recorde do terceiro trimestre de 2008. Pois os analistas fiananceiros ao verificarem os balanços contábeis da empresa perceberam que o lucro foi acompanhado de um aumento considerável de despesas. Esse fato gerou inclusive a desconfiança de que a Petrobras não pudesse honrrar seus compromissos.

O endividamento líquido teve uma alta de 19%, atingindo R$ 31,753 bilhões. Segundo a empresa, a alta "decorreu do aumento dos financiamentos, principalmente pela contratação de linhas de crédito com finalidade de incrementar as exportações de etanol." Atingiu o equivalente a 21% do patrimônio líquido, contra 19% observados no primeiro trimestre de 2007. Cerca de 65% da dívida da Petrobras é atrelada ao dólar, enquanto que 30% é denominada em reais.

Por sua vez, os investimentos atingiram R$ 10,197 bilhões, com alta de 23% sobre o primeiro trimestre de 2007. Se destaca a forte alta dos investimentos no setor de gás natural, que foi de 82% e bateu R$ 359 milhões. Na área de exploração de petróleo, os investimentos somaram R$ 4,692 bilhões, subindo 18% sobre o mesmo período de 2007.

Quando a Petrobrás buscou financiamento no mercado interno diferentemente do que acontecia quando buscava fiananciamento no mercado externo talvez devido ao baixo custo do dólar, ocorreram reaçãoes principalmente da oposição ao governo.


O diretor financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, afirmou que a operação de financiamento de R$ 2,022 bilhões junto à Caixa Econômica Federal é trivial e não representa problemas de solvência da companhia, conforme críticas feitas pelo senador oposicionista Tasso Jereissatti (PSDB-CE).


A Tucanagem (Oposição do partido Tucano ao governo) imediatamente iniciou um processo de difamação da Petrobrás com uma reportagem de Miriam Leitão (Jornalista do Jornal O GLOBO)




O Jornalista Paulo Henrique Amorim também publicou opinião favorável à Petrobrás e contrária à reportagem tendenciosa da Jornalista Miriam Leitão, e essa não foi a única reação ao buchincho. Existiram muitas opiniões que são favoráveis à Petrobrás.


Não existem ainda balanços do lucro da Petrobrás em todo o ano de 2008, e isso com certeza está sendo aguardado com ansiedade tanto por acionistas como por empregados, esses para que possam contabilizar, em quanto ficará a PLR a ser paga em 2009. A Petrobras por sua vez já divulgou que não cumprirá a cláusula do acordo coletivo de trabalho que estabelece que a empresa iria proceder a um adiantamento de parte da PLR em Janeiro de 2008, baseada em que ainda não fez a distribuição aos acionista.


Entretanto no seu programa de investimentos e apesar da crise financeira internacional e do conseqüente adiamento da divulgação do Plano de Negócios da Petrobras para o período 2009/2013, a estatal manterá o ritmo de investimento, em 2009, contratando, construindo, e colocando em produção 20 plataformas nos próximos anos. Segundo informações obtidas pela Agência Brasil, dessas, nove deverão começar a operar entre 2009 e 2013.


Juntas, as nove unidades, quando operando em plana carga, acrescentarão à produção nacional mais de 790 mil barris de petróleo por dia e mais de 35 milhões de metros cúbicos diários de gás natural.

A primeira plataforma semi-submersível inteiramente construída no país será a P-51 e deverá entrar em operação nos primeiros dias deste mês. Os módulos de compressão de gás e de geração de energia elétrica da plataforma foram construídos em Niterói (RJ) e seu casco também foi fabricado e construído no Brasil – o que fez da P-51 a primeira plataforma 100% brasileira.

A Petrobras atingiu, no mês de outubro, o recorde de exportação de 574 mil barris por dia de petróleo nacional, totalizando 17 milhões e 806 mil barris no mês. Esse recorde superou a marca anterior em 42 mil barris por dia, em abril de 2008.

O maior destino das exportações foram os Estados Unidos com 65,2%. Em seguida, China (24,1%), Europa (5,5%) e América do Sul (5,2%).

A conclusão a que chegamos é de que a Estatal investiu pesadamente e isso está prejudicando sua liquidez, mas acreditamos que ela não fugirá ao seu compromisso, entretanto gostaríamos de fazer uma sugestão para ajudar à Empresa e aos empregados.


O valor da PLR poderia opcionalmente ser convertido em ações da petrobrás e os empregados poderiam ter a PLR paga em ações da Petrobras, tornando-se sócios da Empresa, o que aumentaria sua motivação para que a empresa fosse bem sucedida. Se esses desejassem o dinheiro poderiam vender as ações, e nesse caso a empresa não desembolsaria valores, pois seria o mercado quem iria comprar e evidentemente pagar. Dessa forma a empresa capitalizaria o valor da PLR e satisfaria a empregados e à sua necessidade de se capitalizar.












11 comentários:

  1. Um colega do ENGP/EMI que não me autorizou a divulgar o nome disse que as dificuldades da Petrobras, são por causa da valorização do dólar, pois uma grande parte de suas despesas são em dólar, como por exemplo o pagamento das sondas, e comó a sua receita é em grande parte obtida em REAL com a venda de derivados, criou-se um vácuo entre o que vinha pagando e o que está pagando agora com o dólar mais valorizado. Antes ela precisava de 1,6 Reais para comprar um dólar e agora precisa de 2,3 em média.

    ResponderExcluir
  2. O grande problema é que a Petrobras, com tal decisão unilateral sem prévio aviso, põe em xeque a sua própria até agora tão valorizada imagem. Os empregados perdem a confiança. Poderiam pelo menos antecipar a informação já em outubro. Inúmeros colegas fizeram compromissos porque achavam que a Companhia agiria de forma séria e honraria seus empregados. Tal traição revolta profundamente a categoria.

    ResponderExcluir
  3. Nos tempos do FHC não houve tal atitude flagrantemente nazista. Hoje com o PT (PODE TUDO) os barbudos brincam com os empregados que, em sua maioria, os apoiaram. Colocam a já sofrida classe trabalhadora em arrochada situação e continuam com a atitude fascista e ditatorial que condenavam quando eram da oposição. A Petrobras jamais conquistará novamente a confiança dos seus empregados. Afinal, traição como agora nunca existiu.

    ResponderExcluir
  4. A notícia dia 9/1/2009 de que a Petrobras antecipa faturas a fornecedores, atingindo o montante de R$ 300 milhôes por mês, ao passo que "economiza" de R$ 240 milhões a R$ 320 milhões por boicotar os seus empregados e lançá-los num mar de dúvidas e dívidas é vergonhosa. Os lucros crescem e a gasolina, embora o barril de petróleo está barato, continua a quase R$ 3,00. A Petrobras se preocupa mesmo é em manter as aparências e deixa a sua própria casa (seus empregados) abandonada.

    ResponderExcluir
  5. A questão é que a Estatal assinou no acordo coletivo de trabalho gestão 2008/2009 que faria a antecipação de parte da PLR em Janeiro. Não haveria necessidade de PAGAR a PLR mas apenas de fazer uma antecipação de parte da PLR, para que essa antecipação fosse descontada depois, portanto não há a necessidade da assembléia de acionistas. Tudo isso cheira a uma manobra para pagar menos, primeiro dando a impressão de que a Estatal está em dificuldades, com o corte sistemático de despesas insignificantes, depois com esse adiamento. Quando chegar o momento de pagar a PLR será aquela chorumela. Infelizmente a Empresa joga sujo e os Empregados só conquistam as coisas pelo uso do seu mecanismo de pressão que é a GREVE. INFELIZMENTE.

    ResponderExcluir
  6. Quando será que a empresa irá jogar limpo? Quando será que empregados e empregadores sentarão à mesa como parceiros de um mesmo negócio e poderão se dar as mãos como irmãos. Até quando teremos acordos assinados escamoteados, chutados para escanteio?

    ResponderExcluir
  7. Segundo o anúncio da Companhia, a data do pagamento da PLR só será definida em abril, quando será realizada a AGO (assembléia com os acionistas). O RH da empresa alega que de acordo com a legislação da PLR em vigor, o pagamento aos trabalhadores só pode ser feito após o pagamento dos acionistas. No entanto, os acionistas já têm o valor de sua provisão garantido e anunciado pela Petrobrás: R$ 7.019 bilhões, valor maior do que o total recebido pelos acionistas no ano passado (R$ 6.361 bilhões).

    ResponderExcluir
  8. Em reunião do Conselho de Administração da Petrobrás, dia 19/12, foi aprovado um adiantamento para os acionistas de
    R$ 7 bilhões e 19 milhões, conforme consta na petronet com o título "Distribuição de juros sobre capital próprio".




    É bom lembrar que o adiantamento do ano passado foi de R$ 1 bilhão e 316 milhões, ou seja, o valor deste ano é cinco
    vezes maior que o do ano anterior.




    No informe do RH para o Sindipetro-PA/AM/MA/AP, do dia 10/12/2008, está escrito o seguinte: "Quanto à PLR 2008,
    frente às novas condições conjunturais, a Companhia informa que agendará reunião sobre o assunto oportunamente".

    ResponderExcluir
  9. Durante o final da semana passada até hoje, dia 13, 98% dos petroleiros de turnos da RPBC e 80% do administrativo atrasaram a entrada ao trabalho em cerca de 30 minutos, para mostrar o descontentamento com a suspensão do pagamento da 1ª parcela da PLR.

    Nem mesmo os dias de sol forte têm feito a categoria "arredar pé" das paralisações.

    Tudo isso depõe contra o afirmado pelo gerente de Recursos Humanos da Petrobrás, Diego Hernandes, em reunião com os seis sindicatos da FNP no dia 8 último, quando o pelegão fupista declarou que não ouviu nenhuma reclamação dos petroleiros sobre a decisão - como sempre, a reunião com a FUP já havia ocorrido.

    Os petroleiros e petroleiras mostram que não aceitam pagar a conta da empresa, seja sob que justificativa for, enquanto os acionistas faturarão neste ano mais que no ano passado - R$ 7.019 bilhões (2009) ante R$ 6.361 bilhões (2008).

    ResponderExcluir
  10. Nova proposta de PLR constante no acordo coletivo 2008/2009.
    ...

    *PLRs futuras: a Petrobras propõe negociar com a FUP o regramento do pagamentos das PLRs futuras, estabelecendo prazo até o dia 25 de setembro de 2008 para conclusão desta negociação;

    *Adiantamento da PLR 2008: a empresa se compromete a efetuar o pagamento do adiantamento a partir de 10 de janeiro de 2009, com base em critérios estabelecidos na proposta;

    ...

    ResponderExcluir
  11. Nova proposta de PLR constante no acordo coletivo 2008/2009.

    *PLRs futuras: a Petrobras propõe negociar com a FUP o regramento do pagamentos das PLRs futuras, estabelecendo prazo até o dia 25 de setembro de 2008 para conclusão desta negociação;

    *Adiantamento da PLR 2008: a empresa se compromete a efetuar o pagamento do adiantamento a partir de 10 de janeiro de 2009, com base em critérios estabelecidos na proposta;

    Se não foi cumprido o que é que os petroleiros das empresas do Sistem Petrobrás estão esperando para fazer uma greve geral.
    Acredito que dessa forma eles voltariam atrás já que como todos sabem este é apenas um artifício para não pagar aquilo que temos direito.
    GREVE GERAL JÁ

    ResponderExcluir

Todos podem comentar e seus comentários receberão uma resposta e uma atenção personalizada. Seu comentário é muito bem vindo. Esse espaço é para participar. Te aguardamos e queremos seu comentário, mesmo desfavorável. Eles não receberão censura. Poderão apenas receber respostas, ou tréplicas.

SOMOS TODOS CHAPECOENSES