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sábado, 7 de janeiro de 2012

CONFLITOS DAS RELIGIÕES CRISTÃS

ELLEN G. WHITE
Esse é um blog Cristão, e acho que dá para perceber, mas não é vinculado a nenhuma crença religiosa específica, simplesmente pelo fato de que Jesus não fundou nenhuma religião em especial. Ele fundou o Cristianismo. 

O Cristianismo deu origem a todas as outras religiões ditas Cristãs. Elas divergem entre si em alguns pontos, mas todas elas tem como único objetivo seguir a Jesus, e esse é o ponto crucial. 

Para seguir a Jesus, não é preciso prender-se a dogmas religiosos, porque o "SEGUIR A JESUS" é simples e ao mesmo tempo o grande desafio para todo Cristão. Basta fazer uma só coisa que está contida em uma palavra de quatro letras. AMAR.

Foi Jesus mesmo quem disse. Amai a Deus antes de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.
Este é o primeiro e grande mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.
Mateus 22:37-40

A seguir acrescenta que desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.Veja então que tudo está contido na palavra AMAR.


AMAR A DEUS
AMAR AO PRÓXIMO
AMAR A SI PRÓPRIO.


Algumas dessas coisas podem parecer simples, mas não são, e não adianta ter conhecimento, ter sabedoria, ter títulos, ter um bom comportamento, fazer tudo o que manda a lei, se não se fizer o que manda essa simples palavra. AMAR.


Sobre isso o apóstolo Paulo inspiradamente já dizia: 


Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;

Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;

Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

1 Coríntios 13:1-13

Veja que Paulo situa o AMOR como a maior de todas as virtudes, acima da fé, e da esperança. Na verdade a LEI DE DEUS é a lei do AMOR, e nisso eu concordo com a minha Prima LEILA que me presenteou com o livro "A GRANDE ESPERANÇA" escrito por ELLEN G. WHITE.

ELLEN G. WHITE é uma profetiza dos tempos modernos da religião Adventista do sétimo dia, Igreja da qual eu fiz parte até os meus vinte anos, e hoje recebendo o livro "A GRANDE ESPERANÇA" vou debater o livro, face a verdade, porque a verdade é uma só. Não podem existir duas.

É bem verdade também que eu não sou o dono da verdade, mas estou em busca dela, portanto se alguém tem outro parecer sobre esse assunto, o espaço está aberto para todos que o desejarem.

Devo levar em consideração o que escreveu essa profetiza, o que eu muito respeito porque escreveu inspiradamente. Mas quem foi ela? Vamos nos debruçar sobre sua história e suas revelações.


A Sra. White foi uma figura controversa em seu tempo, gerando ainda hoje muitas discursões, especialmente entre outros grupos cristãos, assim como de pessoas de outras religiões. Ellen afirmou ter recebido uma visão logo após o Grande Desapontamento Milerita.

Num contexto onde muitas outras pessoas alegavam também ter recebidos visões, ela era conhecida por sua convicção e fé fervorosa. Randall Balmer, a descreveu como "uma das figuras mais vibrantes e fascinantes da história da religião americana."

Já Walter Martin afirmou que ela era "uma das personagens mais fascinantes e controversas do seu tempo a aparecer no horizonte da história religiosa." Ellen White é a autora feminina maistraduzida de não-ficção na história da literatura, bem como o mais traduzido autor de não-ficção americana de ambos os sexos. 

Seus escritos tratam de teologiaevangelizaçãovida cristãeducação e saúde (ela foi uma defensora dovegetarianismo). Ellen também promoveu a criação de escolas e centros médicos.

Durante sua vida, ela escreveu mais de 5 mil artigos e 40 livros. Hoje em dia, graças as compilações feitas de seus manuscritos, mais de 100 títulos estão disponíveis em Inglês e 52 em português. Alguns de seus livros mais populares são Caminho a CristoO Desejado de Todas as Nações e O Grande Conflito.
QUANDO EM TRANSE, RECEBENDO AS MENSAGENS, ELLEN WHITE FICAVA
PARALIZADA SEM MOVIMENTOS RESPIRATÓRIOS. FOI DE FATO UM DOS
GRANDES FENÔMENOS DA MEDIUNIDADE.

Ellen G. Harmon nasceu em Gorham, Maine, dia 26 de novembro de 1827 na família de Roberto e Eunice Harmon. Ela, junto com sua irmã gêmea Elizabeth, eram as mais jovens de um grupo de oito irmãos. 
Logo no começo de sua adolescência, Ellen e a sua família aceitaram as interpretações bíblicas de um fazendeiro que se tornou pregador Batista: Guillerme Miller. Junto com Miller e outros 50.000 adventistas, sofreu uma amarga decepção quando Cristo não regressou no dia 22 de outubro de 1844, a data que indica o fim da profecia dos 2.300 dias de Daniel capítulo 8. 

Em dezembro de 1844, Deus dá a Ellen sua primeira de quase 2.000 visões e sonhos. Em agosto, 1846, casou-se com Tiago White, um ministro adventista de 25 anos com quem compartilhou a convicção de que Deus a tinha chamado para que fizesse a obra de uma profetisa. Pouco depois de se casarem, Tiago e Ellen começaram a guardar o sábado como sétimo dia, conforme o quarto mandamento de Êxodo capítulo 20.

Mãe de quatro rapazes, Ellen experimentou a dor de perder por meio da morte a dois de seus filhos. Herbert morreu poucas semanas depois de nascer e Henry morreu aos 16 anos. Seus outros dois filhos, Edson e William, chegaram a ser ministros adventistas. 

Ellen White foi uma escritora promissora. Começando em 1851, quando publicou seu primeiro livro, estende-se num volume de artigos, livros e folhetos. Entre eles alguns são puramente devocionais, enquanto outros são seleções de muitas de suas cartas pessoais com conselhos escritos na decorrência dos anos. Outros são históricos e delineiam a contínua batalha entre Cristo e Satanás pelo controle dos indivíduos e das nações.

Também publicou livros sobre educação, saúde e outros temas de especial importância para a igreja. Depois de sua morte publicaram cerca de 50 compilações, na sua maioria materiais que não se tinham publicado com anterioridade. É autora de vários milhares de artigos que foram publicados, com o decorrer dos anos, nas revistas "Review and Herald", "Signs of the Times", e outros jornais Adventistas do Sétimo Dia da época.

Não obstante sua timidez, Ellen White se converteu eventualmente num oradora pública muito popular. Isso não só nos Estados Unidos, senão também na Europa e Austrália. Demandava-se sua presença não só em reuniões adventistas, senão também em audiências não-adventistas, onde apreciavam muito seus temas sobre temperança.

Durante o ano de 1876 ela falou a uma multidão estimada em 20.000 pessoas, sua maior audiência, em Groveland, Massachusetts, por mais de uma hora e sem a ajuda de um microfone. Em sua visão de 6 de junho de 1863, Ellen White recebeu instrução sobre questões relacionadas à saúde, como o uso de drogas, fumo, café, chá, comidas com carne, e sobre a importância do exercício, a luz do sol, o ar fresco, e o auto-controle na dieta.

Seus conselhos de saúde, baseados nesta e outras visões posteriores, têm provido aos Adventistas um estilo de vida que dá como resultado que vivam uns sete anos mais do que a média de vida nos Estados Unidos.

Ellen White costumava ler muito. Deu-se conta de que a leitura de outros autores lhe ajudava em sua própria redação enquanto apresentava as verdades que se lhe revelavam em visão. Também o Espírito Santo lhe impressionava para que, por vezes, incluísse em seus próprios artigos e livros gemas literárias das obras de outros autores.

Não pretendeu ser infalível e nem que seus escritos fossem tratados em igual forma que as Escrituras Sagradas. Ainda assim, creu firmemente que suas visões eram de origem divina e que seus artigos e livros eram produzidos sob a condução do Espírito Santo de Deus. Foi basicamente uma evangelista, e sua preocupação principal na vida era a salvação das almas.

Ellen White foi uma pessoa generosa e deu um bom exemplo de cristianismo prático. Por anos guardava retalhos de tecido, pois se via a uma mulher que precisava de um vestido, podia prover assistência.

Em Battle Creek assistia a leilões, comprava móveis usados e os guardava; então se a casa de alguém se incendiava ou qualquer outra calamidade afetava uma família, estava preparada para ajudar. Antes que a igreja implementasse um plano de aposentadoria, se ela sabia de algum ministro ancião que estava com problemas financeiros, enviava-lhe um pouco de dinheiro para ajudá-lo a enfrentar suas necessidades mais urgentes.

Ellen White morreu no dia 16 de julho de 1915. Por 70 anos ela apresentou fielmente as mensagens que Deus lhe deu para seu povo. Nunca foi elegida para ocupar um cargo específico na igreja, ainda que os líderes da mesma sempre procuravam seu conselho.

Frequentou a escola só até os seus 9 anos, mas suas mensagens puseram em marcha as forças que deram a luz a todo o sistema educativo mundial da Igreja Adventista. Desde as creches até as universidades. Ainda que não tinha nenhum treinamento médico, o fruto de seu ministério pode-se ver hoje na rede de hospitais e clínicas adventistas que se encontram ao redor do mundo.

E ainda que não foi formalmente ordenada como ministro do evangelho, provocou um impacto espiritual sem precedentes nas vidas de milhões. Desde um extremo da terra até o outro.

Os livros de Ellen White continuam até o presente momento ajudando às pessoas a encontrar seu Salvador, a aceitar o perdão de seus pecados, a compartilhar esta bênção com outros, e a viver na esperança da promessa de seu cedo regresso! 

Uma coisa me chamou a atenção na história de Ellen G. White. Foi o que chamam vulgarmente de "O SONHO DIABÓLICO DE ELLEN G. WHITE"


Ela "conversou" com "Tiago White" depois de morto . 

Numa carta enviada a seu filho W. C. White em 12 de setembro de 1881 e arquivada pelo White Estate, Ellen G. White afirma que estivera clamando ao Senhor por alguns dias em busca de luz com respeito a seu dever, logo após a morte de seu marido. Certa noite, teve um sonho espiritualista, cuja origem ela atribuiu a Deus e acreditou que houvesse ocorrido em resposta às suas orações!

Sonhou que estava dirigindo uma carruagem, quando o seu marido, Tiago White, que falecera em 6 de agosto, apareceu-lhe e assentou-se a seu lado. , A irmã White saudou-o com alegria, dizendo que estava feliz por tê-lo de seu lado mais uma vez.

Na carta ao filho, ela confessa que teria dito: "Papai", -- era assim que tratava seu esposo -- "teria o Senhor me ouvido e deixado que voltasse para junto de mim para que continuemos nosso trabalho juntos?"  Então, teria olhado muito triste para ela e dito que "Deus sabia o quer era melhor para os dois"! Em seguida, pôs-se a aconselhá-la.

Tiago White disse a nossa irmã que ela e o marido não deveriam ter se doado tanto à causa de Deus, que eles haviam se desgastado fisicamente a troco de nada, que os esforços deles não eram reconhecidos, que suas motivações eram sempre mal interpretadas, que ambos deveriam ter deixado outros fazerem o trabalho...

E então, sugere que ela a partir dali não deveria mais se envolver com tantas reuniões importantes, como fizera no passado, que recusasse os convites para pregações e que descansasse, livre de cuidados e preocupações. Que quando tivesse vontade e forças, escrevesse, porque poderia fazer muito mais pela pena do que pela voz.

Em seguida, conforme o relato da própria irmã White, olhou para ela de um jeito especial, carinhoso, e perguntou: "Você vai fazer o que estou lhe pedindo, Ellen? Não irá negligenciar todos esses cuidados? Deus sabe de tudo, mas esse pessoal da igreja nunca irá reconhecer nossos sacrifícios. 

Lamento ter-me envolvido tanto, com prejuízo para a nossa saúde... Deus não queria que fizéssemos tudo que fizemos sozinhos. Devíamos ter ido para a Costa do Pacífico e ter ficado apenas escrevendo. Temos tanta coisa importante para dizer... Você vai fazer o que estou lhe dizendo, Ellen?" 

"Bem, Tiago, agora você vai estar sempre comigo e trabalharemos juntos de novo..."

 "Sabe, Ellen, eu permaneci muito tempo aqui em Battle Creek. Deveria ter ido lá para a Califórnia, mas eu quis ajudar no trabalho e nas instituições aqui de Battle Creek. Cometi um erro... E você, Ellen, você tem o coração macio e será inclinada a repetir os mesmos erros que eu fiz. Não faça isso! Sua vida deve ser usada na causa de Deus..."

A irmã White acordou, disse que o sonho lhe parecera muito real e que, por causa dele, não sentia obrigação alguma de ir até Battle Creek. Acreditou que esse sonho, fosse uma mensagem divina em resposta às suas orações e entendeu-o como uma proibição de participar da reunião da Conferência Geral.

VEJA A CARTA COMPLETA 

Alguns dias após estar implorando por luz ao Senhor com relação à minha tarefa. À noite, sonhei que eu estava na carruagem, guiando, sentada ao lado direito. Pai estava na carruagem, sentado ao meu lado esquerdo. Ele estava muito pálido, mas calmo e composto. "Ora, pai*?", exclamei. "Eu estou tão feliz por tê-lo ao meu lado mais uma vez! Eu tenho sentido que metade de mim se foi. Pai, eu o vi morrer; eu o vi enterrado. Teve o Senhor pena de mim e deixou que voltasse para mim novamente para trabalharmos juntos como fazíamos?"
Ele parecia muito triste. Ele disse: "O Senhor sabe o que é melhor para você e para mim. Meu trabalho era muito querido para mim. Nós cometemos um erro. Respondemos a convites urgentes de nossa irmandade para assistir a reuniões importantes. Nós não tivemos coragem de recusar. Essas reuniões nos exauriram mais do que percebemos. Nossa ótima irmandade esteve agradecida, mas eles não entenderam que nessas reuniões nós carregamos fardos maiores que nossa idade podia suportar com segurança. Eles nunca saberão o resultado dessa longa e contínua tensão sobre nós. Deus desejaria tê-los feito carregar os fardos que suportamos durante anos. Nossas energias nervosas foram (39) continuamente sobrecarregadas, e assim nossa irmandade ao interpretar mal nossos motivos e ao não perceber nossos fardos, enfraqueceu nossa vontade do coração. Eu cometi erros, e o maior deles foi permitir minhas simpatias pelo povo de Deus levarem-me a carregar trabalhos sobre mim que outros deviam ter carregado.
"Agora, Ellen, convites serão feitos como antes, desejando que você compareça a reuniões importantes, como foi o caso no passado. Mas apresente essa situação perante o Senhor e não responda aos mais sinceros convites. Sua vida pende como se estivesse num fio. Você deve contar com descanso tranqüilo, liberdade de toda excitação e toda preocupação desagradável. Nós certamente contribuímos em muito com nossas penas em assuntos de que o povo precisa e sobre que tivemos iluminação, e podemos apresentar diante deles luz que outros não têm. Assim você pode trabalhar quando sua força voltar, o que acontecerá, e você poderá fazer muito mais com sua pena do que com sua voz."
Ele me encarou como se apelando e disse: "Você não negligenciará essas advertências, não é, Ellen? Nosso povo nunca entenderá sob que dificuldades trabalhamos para servi-los porque nossas vidas estavam interligadas com o progresso da causa, mas Deus sabe de tudo. Eu lamento por ter-me sentido tão profundamente inadequado e em emergências agido de modo irrazoável, sem cuidar dos princípios de vida e saúde. O Senhor não exigiu que carregássemos fardos tão pesados enquanto nossa irmandade tão poucos. Devíamos ter ido para a Costa do Pacífico antes, e dedicado nossas vidas a escrever. Você fará isso agora? Você, quando sua força retornar, pegará sua pena e deixará escritas estas coisas que há tanto antecipamos, e agirá devagar? Há coisas importantes de que o povo precisa. Faça desta sua primeira ocupação. Você terá que falar um pouco ao povo, mas fique longe das responsabilidades que nos exauriram."
"Bem," disse eu, "Tiago, você ficará para sempre comigo agora e nós trabalharemos juntos."
Disse ele: "Fiquei em Battle Creek por muito tempo. Eu deveria (40) ter ido para a Califórnia há mais de um ano. Mas eu quis ajudar o trabalho e às instituições em Battle Creek. Cometi um erro. Seu coração é terno. Você será induzida a cometer os mesmos erros que cometi. Sua vida pode servir à causa de Deus. Oh, quão preciosos assuntos Deus me faria trazer ao povo, preciosas jóias de luz!"
Eu acordei. Mas esse sonho pareceu tão real. Agora você pode ver e entender porque não sinto que é minha tarefa ir a Battle Creek no propósito de assumir as responsabilidades na assembléia da Associação Geral. Não é minha tarefa apresentar-me na assembléia da Associação Geral. O Senhor me proíbe. Isso é o bastante. -- Carta 17, 1881, pp. 2-4. (para W. C. White, 12 de setembro, 1881.) White Estate Washington, D. C. 25 de Março, 1980.
* Tratamento carinhoso entre cônjuges, em que o marido é tratado de "pai" e a esposa de "mãe".
Fonte: Manuscript Releases, Volume 10, Título do capítulo: "Ellen G. White and Family Life" [Ellen G. White e a Vida Familiar], pages 38-40.
Início: Manuscript Releases, Volume Ten, page 38, paragraph 2



AS DIFERENÇAS ENTRE O ESPIRITISMO KARDECISTA E AS RELIGIÕES EVANGÉLICAS.


ALLAN KARDEC
Há que se fazer justiça em relação ao movimento Kardecista. Ao contrário do que muitos evangélicos apregoam, o Espiritismo Kardecista é uma religião Cristã. Porque é Cristã? Porque busca seguir os ensinamentos de Jesus, e creem que Jesus é o CAMINHO a VERDADE e a VIDA, portanto é o expoente máximo do ensinamento Kardecista. 

Os espíritas Kardecistas não seguem os ensinamentos de ALLAN KARDEC que na verdade é apenas um pseudônimo. ALLAN KARDEC foi apenas um codificador que escreveu os livros da codificação. Ele não estabeleceu ensinamentos. Formulou perguntas e as submeteu aos espíritos que por meio de médiuns revelaram detalhes do mundo espiritual, e suas relações com o mundo físico onde habitamos, bem como as leis que regem o universo e que portanto segundo os Kardecistas, são leis de Deus. Os ensinamentos da doutrina espírita Kardecista não entram em conflito com os ensinamentos do mestre Jesus. É certo que em seus cinco livros que são os livros da codificação, estabeleceu apreciações sôbre as mensagens recebidas, dentro de sua lógica. 

O livro "O evangelho segundo o espiritismo" que os evangélicos (Religiões derivadas do ramo protestante de Martin Lutero) afirmam ser um evangelho dos espiritas e portanto diferente da Bíblia, é na verdade uma apreciação sobre os ensinos morais de Jesus.

O Espiritismo Kardecista procura entender os ensinamentos morais do mestre Jesus, dentro de uma fé que eles afirmam ser "raciocinada", ou seja uma lógica realista, evitando entrar em questões dogmáticas sobre as quais há muita controvérsia até os dias de hoje. 

Dessa forma evitam entrar em discussões como o grande conflito que se estabeleceu entre o bem e o mal, entre Jesus e Satanás, etc... 
Concentram-se em mudar o mundo por meio da reforma íntima do ser, a prática da caridade e do bem ao próximo.

Veja que o movimento Adventista do Sétimo dia que nasceu no seio da Igreja Batista, iniciou-se por volta de 1850 e tem práticamente a mesma idade do movimento Kardecista, portanto aproximadamente 160 anos. 

Se somarmos todos os Adventistas e todos os Kardecistas do mundo, por cento não irão ultrapassar a soma de um milhão de pessoas. Vivemos em um planeta de SETE BILHÕES DE SERES HUMANOS, e portanto os que professam essas duas religiões são apenas uma insignificância perante o total de seres humanos do mundo.

Dos cerca de 170 milhões de brasileiros, 26 milhões – ou seja, quinze por cento do total – se declararam, em 2000, como pertencendo à religião evangélica. O crescimento espantoso desse grupo e sua visibilidade na arena política nacional o tornaram objeto de diversos estudos. Em 1980, existiam 7.8 milhões de evangélicos no país. Esse grupo religioso também vem crescendo entre os legisladores e membros eleitos do Poder Executivo.

O objetivo desse trabalho é analisar três interpretações que emergem na literatura recente sobre o segmento evangélico. Em primeiro lugar, existe uma interpretação segundo a qual os evangélicos estariam associados a condições econômicas e sociais bastante adversas. A opção pelo evangelismo seria, portanto, característica de segmentos sociais desprovidos de recursos financeiros.

Enquanto essa primeira interpretação procura entender as razões subjacentes ao aumento do público evangélico, uma segunda busca captar seu padrão de comportamento político. Ela explicitamente vincula o público evangélico a posições usualmente associadas à direita do espectro político-ideológico. Em virtude de seu posicionamento moral e político, os evangélicos seriam, desse modo, parte da base social de uma "nova direita".

Por fim, há o tópico dos determinantes do voto. A filiação evangélica, de acordo com alguns trabalhos, geraria lealdades políticas automáticas, no sentido do privilegiamento de candidaturas de nomes ligados ao evangelismo.


Se é verdade que DEUS ama a todos por igual e que todos são seus filhos, a maioria esmagadora da população do planeta estaria alijada da religião Adventista, se essa fosse de fato a RELIGIÃO VERDADEIRA, conforme apregoam os Adventistas.

Por outro lado a religião adventista tem pouco tempo de existência perante a história da humanidade. Em torno de 160 anos. O que estaria reservado àqueles que viveram antes do aparecimento da religião VERDADEIRA?




Dir-se-á. Deus julga com justiça a cada um segundo as suas obras. É certo e verdadeiro, mas se todas as religiões Cristãs professam a crença em Deus como único e soberano em todo o universo, então que diferença existe entre uma religião e outra? 

Será que o Deus de uma religião é diferente do Deus de outra religião? Certamente que não. Ambos são o único e o mesmo DEUS que por certo ama tanto os que professam a religião "A" como os que professam a religião "B" ou "C" desde que o estejam fazendo de coração.

E o que espera Deus de cada um de nós? Que o busquemos, que o sirvamos, que AMEMOS, a ele, ao próximo e a nós mesmos.

Alguma religião cristã prega diferente disso? Não. Pregam todas a mesma coisa, e mais, até as religiões Não Cristãs pregam o amor ao próximo, portanto indiretamente são também Cristãs. Suas divergências são DOGMÁTICAS.


Os dois dogmas do hiper-modernismo (português) são:
1) Devemos ter uma atitude positiva, pois só este tipo de atitude nos levará a bom porto.
2) O desenvolvimento tecnológico é uma coisa inerentemente boa e deve ter prioridade sobre tudo o resto.
Primeiro, não é verdade que ter uma atitude positiva, à guisa de cordeirinho bem comportado, seja sempre bom. Ter uma atitude negativa, destrutiva, altamente crítica, isto é, olhar a sociedade, nós próprios e tudo em geral com olhos de destruidores, de terrorista (intelectual) , é bom. É porque obriga a refazer, obriga a reconstruir, a rever, a reencaminhar, etc. Ter sempre uma atitude positiva, como querem os Sócrates, os Ulrichs, e muitos outros caramelos do género, é mau! É por causa deles que vocês estão como estão. Eles mandam-vos serem positivos, e vocês são, e eles é que ganham com isso! Apesar de estarem sempre a dizer que ganhamos todos, isso é falso! Cada vez há mais exclusão, diferença de condições de base, insegurança, desemprego, etc. Não é uma questão de política. É uma questão de mentalidade e de orientação social! Não se deixem fazer. Não sejam positivos. Revoltem-se contra o dogma. Destruir é muitas vezes o melhor meio de construir. Avaliar é criar, já lá dizia o Bigodes. Avaliem! Não aceitem acriticamente tudo o que vos põem no prato. Correr ao domingo de manhã sem objectivo não é cool, é uma parvoíce. Trabalhar horas fio num ginásio para ter mais um dedo de músculo (que vai ser comido quando morrerem), ou menos dois centímetros de pneu, é uma tolice a longo prazo. Comer no japonês peixe cru só porque é in ou porque é, supostamente mas não comprovadamente, saudável, é mau. Daqui a cinquenta anos é tudo considerado ridículo. Topam? Porque é mesmo ridículo. São modas, formas datadas de ver e de estar no mundo. Positivismo? Não obrigado.

O segundo dogma é ainda mais fácil de derrubar. Desenvolvimento tecnológico nem sempre se traduz em qualidade de vida. Não é por ter agora um computador para escrever isto que sou mais feliz. Pode ser mais útil, sem dúvida. Mas nem sempre a utilidade arrasta felicidade. Uma pistola pode ser útil, mas tanto pode ser um instrumento de felicidade (para dar cabo de um pedófilo, por exemplo) como de infelicidade (para matar alguém num assalto a um banco, por exemplo). E agora algo ainda mais radical. Ter máquinas tecnologicamente avançadas para curar muita gente pode não ser bom. Quanto mais gente curada houver, e menos gente morrer, menos recursos haverá para todos. Como avaliar? Depois há também o uso da tecnologia para fins de roubo de privacidade, desumanidade e indecência. Se não houvesse tecnologia não existiriam esses problemas. O problema não se resume ao uso. O problema está em saber se vale a pena desenvolver tecnologia sem pensar antes no uso que lhe devemos dar.
Mas mesmo assumindo que a tecnologia é uma coisa boa, por que razão haveremos de lhe dar prioridade? Não há outras coisas e valores que deveriam ter prioridade? A preservação da natureza parece ser uma delas. Por exemplo, usamos (ainda) imensos e irrecuperáveis recursos naturais para construir tecnologia, que depois usamos para preservar recursos naturais – usamos petróleo para construir moinhos de ventos para deixarmos de usar petróleo, mas o que é certo é que petróleo já quase não há. Topam? É irrecuperável. Não compreendo onde está o sentido desta movimentação.
Tecnologia? Sim, claro. Dogmaticamente e a todo o custo (até a custo de pessoas), como quer o betinho hiper-moderno com nome de filósofo? Não obrigado.
Um reparo final. Há quem possa sugerir que isto é muito radical, e que o que importa realmente é ser crítico mas dentro de determinados parâmetros, com contenção, sem violência mental e verbal. Mas isto é um eufemismo. Quem segue este caminho continua a ser acrítico! Não questionar os próprios parâmetros de uma via é manter-se na via fazendo apenas ligeiras correcções de trajectória no mesmo sentido. Dito de outro modo, é chover no molhado. É abrir portas abertas. É mais do mesmo. É redundância. É camuflar os dogmas e continuar a aceitá-los acriticamente. O que é realmente necessário é subverter os dogmas.


Não é preciso entender dos mistérios de Deus, que são insondáveis para nós. Não é preciso saber mais nada. Basta seguir a Jesus que é o intermediário de Deus para nós, e seguir a Jesus é crer nele e principalmente AMAR. 

Essa é uma tarefa difícil não só para os que professam as religiões em geral, mas também para os que não professam religiões ou religiões cristãs. Esse na verdade é o grande desafio do ser humano que o levará para o caminho da salvação ou da perdição.

Muitos dizem que amam a Deus, porque professam determinada religião. Julgam-se "SALVOS", "remidos pelo sangue do cordeiro", entretanto como são seres humanos, resvalam em deslizes, pois os seres humanos não são perfeitos. 

Vez por outra sentem raiva, mágoa, falam da vida alheia, emitem críticas ao comportamento de determinada criatura, ou irmão, maltratam um determinado animal, sentem-se tristes, desanimados, resvalando para a depressão, ou seja revelam seu verdadeiro ser que é o seu lado humano imperfeito. Esquecem-se das palavras de João que afirma como abaixo.


Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?
1 João 4:20


Todas as vezes que criticamos alguém ou mesmo quando temos verdadeiro ódio de um bandido que covardemente cometeu uma atrocidade e intimamente desejamos que ele queime no fogo do inferno, estamos odiando e portanto desviando-nos da perfeição. 


MADRE TEREZA DE CALCUTÁ
Em verdade ainda não aprendemos a AMAR. Estamos apenas nos estágios iniciais. Nesse momento 300 crianças esperam por adoção sem nenhum vínculo com suas famílias de origem. Porque não a adotamos? Porque temos conveniências. Ainda não aprendemos a AMAR. Poucos seres humanos podemos afirmar que amavam verdadeiramente. A Madre Tereza de Calcutá, considero uma que de fato amou mais do que a maioria dos seres humanos, porque abandonou tudo para se dedicar à cura dos enfermos. Quantos de nós estaria disposto a isso? São poucos. Então ainda não podemos afirmar que de fato amamos. (E qual era a religião dela? Adivinhem! CATÓLICA)


A Irmã Ellen White fixa-se inicialmente em seu livro, na causa do sofrimento. De fato essa é uma pergunta FUNDAMENTAL e entre as denominações EVANGÉLICAS e ESPÍRITAS há uma divergência a respeito dessa importante indagação que no fundo reflete a questão humana da  existência.


Porque sofremos? Os evangélicos entendem  que houve uma rebelião nos céus, que resultou na expulsão dos revoltosos.  Os anjos caidos. Esses no afã de destruirem a obra de Deus tentaram o homem que desobedeceu a Deus, portanto pecou. Ao pecar deu origem a todo o sofrimento por que passa. Jesus vem ao mundo então para salvar o homem do sofrimento e leva-lo para as regiões celestiais.


Os Kardecistas entendem por revelações feitas pelo espírito da verdade, que todos os seres são criados puros porém sem conhecimento e tendendo ao erro por imperfeição, são susceptíveis de errar. Por meio de experiêcias por que passam ao longo de sucessivas vidas em que reencarnam, vão adquirindo experiência e se aperfeiçoando, em um processo contínuo que os irá levar ao longo do tempo ao estado de espíritos bons, e ao longo da eternidade ao estado de espíritos próximos da perfeição que só existe uma que é Deus.

Essa visão é compartilhada pela maioria da humanidade, haja visto que é a mesma visão dos orientais que são a maioria da população do planeta.

Os evangélicos contrapõem essa afirmação dizendo que não há reencarnação, e para corroborarem sua afirmação apoiam-se na epístola de Paulo aos Hebreus que afirma:

E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,
Hebreus 9:27
É uma frase curta porém conclusiva. Os Kardecistas contrapõem-se a esse versículo, afirmando que os Cristãos da época de Jesus até o ano de 553 acreditavam na doutrina da reencarnação. No ano de 553 depois de cristo, o V Concílio Ecumênico de Constantinopla II, aboliu a crença na reencarnação e passou a considera-la uma heresia.



IMPERADOR  JUSTINIANO 
O V Concílio Ecumênico de Constantinopla II (553)
A Igreja teve alguns concílios tumultuados. Mas parece que o V Concílio de Constantinopla II (553) bateu o recorde em matéria de desordem e mesmo de desrespeito aos bispos e ao próprio Papa Virgílio, papa da época.
O imperador Justiniano tem seus méritos, inclusive o de ter construído, em 552, a famosa Igreja de Santa Sofia, obra-prima da arte bizantina, hoje uma mesquita muçulmana.
Era um teólogo que queria saber mais de teologia do que o papa. Sua mulher, a imperatriz Teodora, foi uma cortesã(meretriz) e se imiscuía nos assuntos do governo do seu marido, e até nos de teologia.
Contam alguns autores que, por ter sido ela uma prostituta, isso era motivo de muito orgulho por parte das suas ex-colegas. Ela sentia, por sua vez, uma grande revolta contra o fato de suas ex-colegas ficarem decantando tal honra, que, para Teodora, se constituía em desonra.
Para acabar com esta história, mandou eliminar todas as prostitutas da região de Constantinopla – cerca de quinhentas.
Como o povo naquela época era reencarnacionista, em sua maioria cristão, passou a chamá-la de assassina, e a dizer que deveria ser assassinada, em vidas futuras, quinhentas vezes; que era seu carma por ter mandado assassinar as suas ex-colegas prostitutas.
Mulher do povo, prostituta, comediante, Teodora - que nasceu por volta do ano 500 - tornou-se imperatriz pelo poder de seu charme e de sua inteligência e se impôs como uma das figuras mais estranhas da história.
O certo é que Teodora passou a odiar a doutrina da reencarnação. Como mandava e desmandava em meio mundo através de seu marido, resolveu partir para uma perseguição, sem tréguas contra essa doutrina e contra o seu maior defensor entre os cristãos, Orígenes, cuja fama de sábio era motivo de orgulho dos seguidores do cristianismo, apesar de ele ter vivido quase três séculos antes.
Como a doutrina da reencarnação pressupõe a da preexistência do espírito, Justiniano e Teodora partiram, primeiro, para desestruturar a da preexistência, com o que estariam, automaticamente, desestruturando a da reencarnação.
Em 543, Justiniano publicou um édito, em que expunha e condenava as principais idéias de Orígenes, sendo uma delas a da preexistência da alma.
Em seguida à publicação do citado édito, Justiniano determinou ao patriarca Menas de Constantinopla que convocasse um sínodo, convidando os bispos para que votassem em seu édito, condenando dez anátemas deles constantes e atribuídos a Orígenes [O Mistério do Eterno Retorno, pág. 127-127, Jean Prieur, Editora Best Seller, São Paulo, 1996].
A principal cláusula ou anátema que nos interessa é a da condenação da preexistência da alma que, em síntese, é a seguinte: “Quem sustentar a mítica crença na preexistência da alma e a opinião, conseqüentemente estranha, de sua volta, seja anátema” [A Reencarnação e a Lei do Carma, pág. 47, William Walker Atikinson, Ed. Pensamento, São Paulo, 1997].
Vamos ver agora essa cláusula na íntegra: “Se alguém diz ou sustenta que as almas humanas preexistiram na condição de inteligências e de santos poderes; que, tendo-se enojado da contemplação divina, tendo-se corrompido e, através disso, tendo-se arrefecido no amor a Deus, elas foram, por essa razão, chamadas de almas e, para seu castigo, mergulhadas em corpos, que ele seja anatematizado!” [O Mistério do Eterno Retorno, pág. 127-127, Jean Prieur, Editora Best Seller, São Paulo, 1996]. (Si quis dicit, aut sentit proexistere hominum animas, utpote quae antea mentes fuerint et sanctae, satietatemque cepisse divinae contemplationis, e in deterius conversas esse; atque  ideirco apofixestai id este refrigisse a Dei charitate, et inde fixás graece, id est, animas esse nuncupatas, demissasque esse in corpora suplicii causa: anathema) [Magia e Religião, Dr. Rozier, Editora Iniciação, abril de 1898, tradução para o francês por Papus. A Reencarnação, págs. 89-90, Editora Pensamento, São Paulo, 1995]. (CHAVES, 2002, pp. 185-187). 
As igrejas protestantes também rejeitam a preexistência e a reencarnação. Baseando-se, em primeiro lugar, nos anátemas do Imperador Justiniano. Martinho Lutero não aceitava Orígenes, em parte porque não gostava da prática de Orígenes de procurar alegorias nas Escrituras. Lutero escreveu: “Na obra de Orígenes não existe uma só palavra sobre Cristo”. (PROPHET, 1999, p. 213). 

Na Bíblia encontramos evidências de que os cristãos da época de Jesus acreditavam na pré-existência da alma e na reencarnação. vejamos... 

E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem?

E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas.
Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?

E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.

E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus.
Mateus 16:13-17

Segundo essa passagem de Mateus 16:13-17 percebe-se claramente que os discípulos de Jesus acreditavam na reencarnação e também todo o povo Judeu, pois diziam eles a Jesus que o povo acreditava ser Jesus a reencarnação de algum dos profetas dentre os quais citaram Elias e Jeremias, além de João o Batista. Jesus por sua vez não os repreendeu como seria de se esperar se essa fosse uma crença herética.

Em outra passagem fica ainda mais claro que Jesus acreditava na reencarnação.

Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte,

E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.

E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.

E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias.

E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o.

E os discípulos, ouvindo isto, caíram sobre os seus rostos, e tiveram grande medo.

E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes, e disse: Levantai-vos, e não tenhais medo.

E, erguendo eles os olhos, ninguém viram senão unicamente a Jesus.

E, descendo eles do monte, Jesus lhes ordenou, dizendo: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do homem seja ressuscitado dentre os mortos.

E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro?

E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas;

Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do homem.

Então entenderam os discípulos que lhes falara de João o Batista.
Mateus 17:1-13

Nessa passagem de Mateus 17:1-13 que eu tive o cuidado de reproduzir na íntegra para que o contexto ficasse bem de acordo com o texto, fica claro que as escrituras de então informavam que Elias deveria vir antes de Jesus para preparar o caminho, no que os discípulos interrogaram a Jesus sobre essa profecia que estava nos escritos da época.


Jesus então lhes revela que Elias já tinha vindo. (O que seria esse "veio"? A lógica nos diz que é "REENCARNOU") E não foi reconhecido. Ao final os discípulos entendem que Jesus tinha lhes falado de João o Batista, como o Elias reencarnado. 


Essa afirmação é confirmada em outra passagem de Jesus. Vejamos:


Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele.

E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele.

Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João.

E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir.

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

Mateus 11:11-15


Nessa passagem de Mateus 11: 11-15 Jesus diz claramente que João Batista é o Elias que havia de vir. Vejo essas palavras como muito claras, sem margem para dúvidas.

Apesar de Jesus ter dito que João Batista é o Elias, ele não tinha conhecimento disso, mas também não repreendeu os que entendiam que ele poderia ser a reencarnação de Elias.

E este é o testemunho de João, quando os judeus mandaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu?

E confessou, e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo.

E perguntaram-lhe: Então quê? És tu Elias? E disse: Não sou. És tu profeta? E respondeu: Não.

João 1:19-21

Outra evidência de que João Batista era a reencarnação de Elias foi passada pelo anjo Gabriel. Veja a passagem:


Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João.

E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento,

Porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe.

E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus,

E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.

Disse então Zacarias ao anjo: Como saberei isto? pois eu já sou velho, e minha mulher avançada em idade.

E, respondendo o anjo, disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a falar-te e dar-te estas alegres novas.
Lucas 1:13-19

 Como diz a passagem, o anjo Gabriel revela a Zacarias que o filho dele João o Batista irá adiante dele (Jesus) no espírito e virtude de Elias.

Não há evidentemente nenhuma dúvida. Os textos bíblicos são muito claros.

Os Kardecistas colocam dúvidas também sôbre a autenticidade da carta aos Hebreus.

Mas por que justamente a carta de Paulo aos hebreus? Porque é única parte na bíblia onde, supostamente, segundo algumas interpretações se diz que não existe reencarnação. 

As cartas de Paulo, ao contrário do que se imagina por aí, não chegaram até nós intactas. Na verdade, nenhuma delas chegou até nós em seu estado original. Repito mais uma vez, o que chegou até nós foram algumas cópias. Ninguém tem as originais. Se perderam ao longo dos tempos e ainda assim os poucos textos que chegaram até nós não estão completos em sua íntegra. Perderam-se versículos inteiros. Outros foram acrescentados, adaptados, manipulados. 

Assim como um restaurador de quadros, coloca no desenho a forma como ele acha que deveria ser o desenho original, assim um restaurador de textos, coloca no papel o que ele acha que deveria ser o texto antigo e que foi danificado. Ele o restaura de acordo com a sua interpretação daquele contexto. Outra coisa, essas línguas antigas nas quais foi escrita a bíblia são línguas extremamente complexas. Um exemplo: a língua hebraica não possuía sinais de pontuação, tipo vírgula, ponto parágrafo, ponto de interrogação, de exclamação. Não havia sinais de acentuação, não havia tempos verbais, as palavras não possuíam espaços entre si, era tudo uma coisa só, não havia nem mesmo vogais. 


Pois bem voltando às cartas de Paulo, hoje qualquer filólogo ( pessoa que se dedica ao estudo de línguas) sabe que é impossível se afirmar com precisão se as cartas de Paulo são realmente dele, foram todas escritas por ele. Sabe-se, por exemplo, que muitas delas não são de fato dele. A carta aos hebreus é uma delas. 

Existem inúmeros indícios que atestam isso. Um deles; todos nós sabemos que a língua é uma entidade viva, ou seja, ela se modifica com o tempo e acompanha o contexto histórico de cada época. A língua retrata, por exemplo, o modo de se vestir de um povo, sua maneira de festejar, seus hábitos alimentares, seus costumes de época, suas descobertas científicas, sua evolução ao longo do tempo. Palavras tais como; homepag, e-mail, Orkut, gmail, hotmail, MSN, PC, e-book, e internet só passaram a existir após a invenção do computador, não é verdade? Antes da invenção do computador que aconteceu em mil novecentos e quarenta e cinco era impossível essas palavras existirem, certo? Ou seja, elas são conseqüência de uma descoberta, de um invento que a partir de uma data x, passou a fazer parte do cotidiano de um povo e que possibilitou o surgimento de uma nova linguagem específica àquele contexto de época. 

O que aconteceria se alguém chegasse a você com um texto datado de mil e oitocentos, onde estivesse escrito lá palavras como as citadas acima, e-mail, internet, MSN, etc.? Você, lógico, diria a essa pessoa que esse suposto texto não seria do ano de mil e oitocentos porque ele conteria em seu interior palavras que só foram inventadas e utilizadas pelas pessoas um século depois! Somente depois da invenção do computador! 

Pois bem, os filólogos e teólogos, estudiosos das línguas e culturas antigas, descobriram que muitas palavras que foram utilizadas nas cartas de Paulo que chegaram até nós não podem ser de Paulo porque não fazem parte do contexto histórico em que ele viveu. Não fazem parte daqueles costumes de época. Mas que, provavelmente, foram escritas até mesmo, séculos após a morte de Paulo, por alguém ou “alguéns” se fazendo passar por ele, por saber do “respaldo” que este adquirira dentro do movimento cristão.

Você não precisa ser nenhum filólogo, nem mesmo teólogo para constatar o que eu digo. Há uma maneira bem simples de averiguar por si só. Acompanhe minha linha de raciocínio e descubra.

Todo artista plástico, pintor, escultor, arquiteto, desenhista, modista, etc., tem uma característica que lhe é peculiar. Tem um traço, uma maneira de se expressar que é só seu, e que possibilita um pesquisador, um crítico de arte, por exemplo, identificar quando uma obra dita ser sua é falsa ou verdadeira. É como se na obra estivesse ali marcada, codificada a impressão digital do artista, que é única e insubstituível.

Todo escritor, que também é um artista, tem o seu jeito pessoal de escrever. Seu traço, seu jeito de se expressar, sua personalidade, sua impressão digital que ele deixa marcada na sua literatura. Pois bem, Paulo tinha um estilo próprio seu de escrever. Sua maneira de se expressar, sua marca, digamos assim registrada. Se pegarmos todas as ditas cartas que se diz serem de Paulo: carta aos romanos, tessalonicenses, filipenses, coríntios, gálatas, efésios, etc., enfim todas. 

Todas elas começam com uma saudação e uma despedida no final que era um costume, uma característica de Paulo, tipo: “Aos irmãos da igreja tal, graça e paz da parte de nosso senhor Jesus cristo” e se despedia da mesma forma. Pois bem, agora pegue, justamente, a referida carta aos hebreus e veja se ela contém a dita saudação e o desfecho final? Eu aguardo.

Pegou? Leu? Tem a referida característica? Tem a saudação?
Não, não é mesmo?

E não fica só nisso. Se você tiver a oportunidade de ler uma cópia do manuscrito mais antigo referente a essa carta de Paulo, verá que ela difere em muito no seu linguajar rebuscado, às demais cartas de Paulo. É uma outra linguagem, muito diferente da forma como Paulo costumava escrever. Todo bom filólogo sabe disso. A maioria dos teólogos aceita que ela não é de Paulo, mas de alguém que a escreveu se fazendo passar por ele. 

É engraçado, justamente a passagem bíblica que é largamente utilizada para rechaçar a teoria da reencarnação, pode nem mesmo ser um texto confiável.
Mas vamos em frente.

Digamos que a carta aos hebreus seja de Paulo e que ele escreveu lá que “o homem nasce uma vez, morre e segue o juízo final” e que por isso mesmo não existe reencarnação, já que o camarada depois de morto ficaria aguardando o julgamento final, que para alguns só acontecerá no final dos tempos. Ora, a coisa pode não ser bem assim. 

Se como já citei anteriormente, ninguém tem os textos originais, ninguém sabe se realmente esse texto é de Paulo, ninguém sabe se realmente no original estaria escrito dessa forma, ou pode ter sido modificada por erro de tradução ou até mesmo de propósito para desacreditar a teoria da reencarnação! Mas mesmo que no original estivesse escrito assim, mesmo que o referido texto seja de Paulo, ainda assim, não há nada que prove que pela sua interpretação não haja reencarnação. Analise comigo.

O cidadão nasce, vem com uma missão, um aprendizado, digamos assim. Durante toda a sua vida nessa existência ele é orientado pelo seu guia espiritual, seu anjo da guarda, seu mentor, chame como quiser, para que não se desvie do caminho que tem que seguir, da sua tarefa. Isso acontece através de inspirações, sonhos, visões, insights, até mesmo de aparições mesmo. 

A todo instante somos orientados a fazermos o bem, nossa consciência nos acusa quando erramos, nos pune, ou seja, somos julgados, condenados e absolvidos várias vezes aqui mesmo durante a nossa atual existência. Mas, se ainda assim, persistirmos no erro e no engano, ao desencarnarmos, passaremos então por um dito “julgamento final”, relativo àquela atual existência que acabou de se extinguir. 

É aí então onde veremos o que vai acontecer conosco, se iremos reencarnar novamente ainda nesse mesmo planeta, se iremos de acordo com o nosso merecimento e grau de evolução para um outro plano mais elevado, ou até mesmo, para um menos elevado. Foi o próprio Cristo, que segundo a bíblia, disse: “a casa de meu pai tem muitas moradas”, Jo 14:2. O que seriam essas moradas? Olhe para o céu a noite e pense: cada estrela daquelas que você ver é um sol, e ao redor de cada sol daqueles circula uma infinidade de planetas. Será que não existe vida em nenhum deles? Será que o Criador em sua infinita sabedoria os colocou ali só pra nós ficarmos olhando pra eles? 


Você pode não concordar comigo, tudo bem. Não tem problema. Duvide, questione, busque. Não vamos brigar por causa disso.
“Buscai e achareis, pedi e vos será dado, batei e vos serão abertas as portas”.

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