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domingo, 23 de dezembro de 2012

TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL BIOIDÊNTICA



Video com o Dr. Lair Ribeiro onde é explicado a Modulação hormonal Bioidêntica




Já é bastante sabido que os hormônios que regulam tudo no nosso corpo, após a menopausa e após a andropausa (Equivalente a menopausa nas mulheres) começam a diminuir e isso provoca uma série de problemas, inclusive o envelhecimento.





Para evitar os efeitos indesejáveis desse fenômeno que é a diminuição dos níveis de hormônios no organismo os médicos da década de 80 começaram a receitar a reposição de hormônios.
O raciocínio é simples. Se o corpo para de fabricar os hormônios, pode-se simplesmente repor.
Ocorre que os resultados não foram bons. A administração de hormônios sintéticos não se revelaram uma boa opção. Observou-se um aumento do câncer de mama entre as mulheres que passaram a adotar a reposição hormonal, e uma tendência ao aprecimento de câncer. Isso explica-se porque hormônios sintéticos estimulam a capacidade de proliferação celular, desenvolvendo tumores, pois se ligam aos beta e aos alfa.

Isso fez com que a reposição hormonal voltasse a estaca zero. Ninguém mais queria fazer isso, mas os estudos avançaram. Descobriu-se que os hormonios sintéticos não faziam bem, e hoje surge a técnica dos hormônios bio-identicos que são esses sim a chave para reduzir o envelhecimento e rejuvenescer.

A menopausa acomete mulheres na faixa dos 40 a 50 anos e produz vários efeitos desagradáveis.


Noites de insônia, ondas de calor, irritação constante e certo cansaço crônico. Não há dúvida: se isso ocorre depois dos 40 anos, é chegada a hora da menopausa ou climatério, período marcado pela diminuição gradativa da produção dos hormônios femininos no qual a menopausa é apenas um episódio - o da última menstruação. O xis da questão é saber como enfrentar essa fase, e nesse ponto duas correntes antagônicas se defrontam.


Alguns médicos não hesitam em prescrever, e suas pacientes em adotar, a reposição hormonal como forma de evitar os sintomas indesejáveis. Outros só indicam a reposição em casos extremos, após esgotadas outras terapias, por temer efeitos colaterais.
A partir dos 40 anos, em geral, os ciclos começam a ficar irregulares, muito curtos ou longos demais, as chances de uma gestação diminuem e a mulher pode menstruar sem ovular antes dos 48 ou 50 anos - quando o nível de hormônio é tão baixo que se instala a menopausa. Nos cinco anos seguintes, a vagina fica seca e a mulher está mais sujeita a sofrer dor e sangramento. Ocorre a insônia porque a falta de hormônio desregula o centro de vigília e do sono no cérebro. Também ocorrem os fogachos, como os médicos costumam chamar as ondas de calor, e geralmente vem associados de suores, rubor e taquicardia.
O "declínio biológico", é ocasionado pela queda do estrogênio,na mulher e no homem pelo declínio da testosterona o qual é responsável pelos atos de procriar na mulher e no homem pela libido, como também o ato de amamentar ou se relacionar sexualmente, tem papel decisivo na manutenção do equilíbrio de quase todos os órgãos e das funções do corpo: do controle do humor à administração das gorduras, da conservação da elasticidade das paredes dos vasos sanguíneos à saúde do sistema nervoso, da aparência da pele à textura do cabelo. O efeito da queda do hormônio varia em cada caso e existem opções para amenizá-lo.
O tratamento por reposição hormonal.


Muitas mulheres escolhem a reposição hormonal como forma de combater os problemas aqui descritos. Mas a reposição hormonal traz uma série de riscos à saúde, como o sangramento vaginal, aumento de peso, além do aumento de risco de câncer de mama, de útero e mais recentemente as pesquisas apontam para o risco do câncer de pulmão.

Outros estudos têm também indicado que o estrogênio da reposição hormonal pode causar alterações na vesícula e apêndice, como mostra a publicação no Canadian Medical Association Journal, o aumento dos riscos de colecistectomia (cirurgia para a retirada da vesícula biliar) e de apendicectomia (cirurgia para a retirada do apêndice), nas mulheres que estão no climatério e fazem a reposição hormonal.
Estudo mostra que estrógeno não previne doenças do coração
Por muito tempo, pesquisadores acreditaram que mulheres na pós-menopausa - submetidas à terapia de reposição hormonal - acabavam obtendo uma redução no risco de desenvolvimento de doenças das artérias coronárias. No entanto, um estudo realizado em 1998 mostrou o oposto, e os cardiologistas não sabiam explicar o fato. Este trabalho, foi conduzido por Wendy Post e publicado no Cardiovascular Research Journal.
Para surpresa geral, não somente não houve proteção cardíaca para as mulheres que usaram reposição hormonal como houve maior incidência de infarto e morte no primeiro ano de uso, bem como uma incidência três vezes maior de trombo-embolismo venoso e 40% maior de doenças da vesícula biliar ao longo de quatro anos do estudo. Os resultados enganosos das dezenas de estudos prévios foram ocasionados pela constatação agora comprovada: a causa da menor mortalidade nas mulheres que optavam em usar a reposição hormonal era ocasionada por terem um padrão de vida prévio mais saudável, e não pela reposição hormonal em si.

O organismo funciona maravilhosamente até que 
os níveis hormonais começam a cair. 

Por que tanta polêmica quanto ao uso de hormônios? 


O tema não é dos mais simples porque a maioria de nós teme usar hormônios. Mas o que não sabemos é que o tipo de hormônio disponível no mercado que a muito tempo estamos usando não são iguais aos hormônios endógenos (produzidos pelo organismo humano) são simplesmente parecidos. 

Cada hormônio tem um receptor específico em nosso organismo. Assim como cada fechadura tem um chave específica, mesmo parecendo iguais, uma chave não abre outra porta - eu mesma já tentei abrir carros parecidos com o meu por distração e posso assegurar que não é possível na maioria das vezes. Mas se acaso conseguimos, certamente com o tempo acabará por danificar tanto a chave quanto a fechadura.
Sendo assim é fácil entender porque um hormônio "parecido" usado para "substituir" o endógeno não só impede que o hormônio natural desempenhe suas funções como acaba prejudicando o organismo. 
Estudos mostram que os "hormônios" utilizados na reposição hormonal da menopausa (que é mais estudada) comprovam aumento de risco para câncer de mama e doenças cardiovasculares, mas esses estudos foram realizados com hormônios sintéticos e não com hormônios bioidênticos.
Exatamente por causa disso iniciou-se a produção de hormônios com estrutura molecular idêntica à daqueles produzidos pelo organismo humano. Estamos falando dos "hormônios bioidênticos".
Não pense que porque são produzidos em laboratório eles também podem ser prejudiciais! Uma substância ser produzida em laboratório não é necessariamente ruim assim como uma substância natural não é sempre benéfica. A maioria dos veneno são naturais e matam.
O que caracteriza a bioidentidade é a estrutura molecular idêntica à do hormônio produzido pelo organismo humano. Isso significa que estamos usando uma chave idêntica àquela que originalmente veio com a nossa fechadura, só que é uma réplica feita pelo chaveiro, digo, pelo laboratório. Assim, o hormônio bioidêntico exerce a mesma função do hormônio endógeno e não causa qualquer dano ao organismo, exceto, naturalmente, se for utilizado de forma inadequada, assim como o hormônio endógeno quando produzido excessivamente também causará danos.
Exames precisos e periódicos permitem que mantenhamos as taxas hormonais dentro dos padrões considerados ótimos para o funcionamento do organismo.

A abordagem  do assunto Hormônios Bioidênticos, a Terapia de Modulação Hormonal com Hormônios Bioidênticos (TMHB) e outros temas correlatos precisa ser feita de forma séria, ética e profissional com a finalidade de apoiar, esclarecer e informar a população em geral e interessados ou envolvidos neste assunto de alguma forma, baseados em evidências, devidamente fundamentadas e referenciadas cientificamente.

Devemos alertar também que, embora as informações publicadas aqui sejam consultadas em fontes consideradas confiáveis e à disposição até o presente momento, não substituem nenhum tratamento ou orientação de seu médico. Todas as decisões relacionadas à saúde só devem ser tomadas com conhecimento e consentimento do médico.
De acordo com pesquisas recentes, a população mundial continuará crescendo nas próximas décadas e 95 % desse crescimento deverá ocorrer nos países em desenvolvimento.
Com o aumento da expectativa de vida, cresce também o número de pessoas mais idosas, sendo que atualmente para cada grupo de 45 homens que atingem os 85 anos há outro de 100 mulheres que chegam à mesma idade. Isso significa que o número de mulheres com mais de 45 anos deverá exceder os 700 milhões. E no Brasil não será diferente.
A medicina depara-se, portanto, com um desafio: dominar e controlar as consequências decorrentes da idade mais avançada, o que no caso específico da mulher é representado pelo período pré e pós-menopausa.
Uma pesquisa, realizada no Canadá, indicou que as mulheres vêem a fase do climatério e menopausa como uma etapa da vida feliz e cheia de realizações já que, em geral, não têm mais a sobrecarga de cuidar do lar e de filhos pequenos e podem dedicar-se às carreiras profissionais e a si mesmas, como é habitual nos dias de hoje.


A menopausa é o fim da fase reprodutiva da mulher. Mas definitivamente, não é o fim da fase produtiva!

Sendo assim, o desafio é ajudá-la a passar por esse período com saúde e bem-estar, livre dos efeitos incômodos do desequilíbrio hormonal, e ainda mantê-la saudável por muitos anos após a menopausa.
A menopausa ocorre em um período estratégico da vida da mulher, quando a saúde preventiva tem um impacto maior.

Nesse caso, uma ferramenta potencialmente benéfica à disposição é a TERAPIA DE MODULAÇÃO HORMONAL BIOIDÊNTICA (TMHB).


Quando na década de setenta se injetou um vasodilatador no pênis de um paciente queimado provocando ereção, se ultrapassou um longo período de intenso sofrimento para os homens que adoeciam deste transtorno tão ultrajante para o sexo masculino. A partir desta data, não parou mais a pesquisa e como consequência, os avanços nos tratamentos deste distúrbio foram realmente surpreendentes.
Atualmente, dispomos de um verdadeiro arsenal de sustâncias que propiciam a ereção peniana, tendo apenas casos limitados de resistência, para os quais a medicina reserva tratamentos cirúrgicos consistentes nas próteses penianas. A experiência de todos estes anos nos ensinou também que o desempenho sexual satisfatório não consiste apenas em ter a ereção, seja esta provocada por sustâncias vasodilatadoras ou a prótese, mais num tripé indissolúvel que consiste em VIGOR, DISPOSIÇÃO FISICA E PSICOLÓGICA E EREÇÃO. Os portadores de próteses depois de um período aproximado de 10 anos também passam a ter problemas de ereção complementar.
Em paralelo aos avanços médicos relacionados com o distúrbio masculino, também se descobriu que, em igual proporção as mulheres sofriam de distúrbios sexuais, sendo destaque de causa, os efeitos colaterais do uso abundante de estrógenos (hormônios femininos do primeiro ciclo menstrual) em detrimento da progesterona (hormônio do segundo ciclo menstrual). Aliás, cabe mencionar que o incremento dos distúrbios sexuais da mulher teve um forte aumento a partir dos anos 60, no começo dos quais se iniciou o uso da pílula anticoncepcional, muito embora atualmente se tenha criado uma fórmula muito bem equilibrada quanto a sua carga estrogênica ou progestogênica, porém ainda com todos os efeitos colaterais que seu uso implica na fisiologia hormonal da mulher.
Tanto o homem quanto a mulher, em torno dos quarenta anos de idade, passa a ter um decréscimo nas suas taxas de concentração hormonal (hormônios sexuais), salvo um pequeno percentual do sexo masculino que preserva boas concentrações de testosterona até idade mais avançada. A mulher inicia as primeiras manifestações do fim da idade reprodutiva, isto é, a fase pré-menopáusica, com ciclos menstruais sem ovulação, até a ausência definitiva da menstruação ou fase menopáusica, onde há uma queda substancial dos estrógenos como a quase desaparição total da progesterona. Estes fenômenos todos nos alertam para a presença de distúrbios sexuais, sem excluir, é claro, todos os outros sintomas próprios da menopausa.
Tanto o homem quanto a mulher, em torno dos quarenta anos de idade, passa a ter um decréscimo nas suas taxas de concentração hormonal (hormônios sexuais), salvo um pequeno percentual do sexo masculino que preserva boas concentrações de testosterona até idade mais avançada. A mulher inicia as primeiras manifestações do fim da idade reprodutiva, isto é, a fase pré-menopáusica, com ciclos menstruais sem ovulação, até a ausência definitiva da menstruação ou fase menopáusica, onde há uma queda substancial dos estrógenos como a quase desaparição total da progesterona. Estes fenômenos todos nos alertam para a presença de distúrbios sexuais, sem excluir, é claro, todos os outros sintomas próprios da menopausa.
Continuando nosso contexto, ainda em função do aumento da população mundial principalmente entre a população mais idosa, dentre os temas médicos em evidência no século 21 estão aqueles relativos ao envelhecimento
Recentemente, um significativo interesse se desenvolveu sobre a importância da condição conhecida como climatério masculino ou andropausa. Na verdade, o termo andropausa é biologicamente inapropriado, uma vez que, diferentemente das mulheres, nas quais o ciclo reprodutivo encerra-se de forma definitiva na totalidade das mulheres, nos homens este processo não é universal, ocorre em uma parcela da população masculina e quando ocorre as manifestações clínicas são bem mais gradativas e lentas do que nas mulheres.

O termo mais apropriado seria Declínio Androgênico no Homem de Meia–idade.

O Declínio Androgênico afeta cerca de 1 em cada 200 homens e a definição do quadro clinicamente relevante algumas vezes é incerta,  portanto, é importante buscar auxílio médico para reconhecer e identificar os sinais  e sintomas e determinar a necessidade ou não do tratamento.

Consideramos este alerta fundamental para todos os homens na faixa etária dos 40 aos 65 anos, pois, as mulheres de maneira geral já têm incorporado o hábito da visita no mínimo anual ao seu médico, cabendo a ele a oportunidade de determinar a necessidade ou não de tratamento.
O homem, ao contrário, na maioria das vezes não tem o mesmo hábito incorporado e os sintomas poderão ser desprezados ou confundidos com o processo natural de envelhecimento e poderá perder-se uma grande oportunidade para melhorar consideravelmente a qualidade de vida nesta fase.
Para o homem também temos atualmente a opção da TERAPIA DE MODULAÇÃO HORMONAL BIOIDÊNTICA (TMHB).
CONHECENDO E DESMISTIFICANDO OS HORMÔNIOS BIOIDÊNTICOS

Algumas definições e conceitos para esclarecer aspectos fundamentais:
Hormônio Natural:
O termo natural diz respeito a uma substância retirada da natureza que não passa por nenhum processo de transformação industrial e pode ser de origem vegetal, animal ou mineral.
Hormônio Sintético:
O termo sintético refere-se a uma substância que passou por um processo industrial de síntese, transformação ou modificação em sua estrutura química.
Obs.: Desse modo, os termos natural e sintético referem-se à origem ou à fonte de uma substância e não estão relacionados a sua estrutura química.

Hormônio Bioidêntico: 
O termo bioidêntico refere-se a uma substância cuja estrutura molecular é exatamente idêntica à dos equivalentes produzidos pelo nosso próprio organismo, independentemente da fonte da qual se origina (assim pode ser natural ou sintética).

Alguns exemplos:
HORMÔNIOS BIO-IDÊNTICOS

  • Estrógenos conjugados (PremarinR) - Substância extraída da  urina de éguas prenhes com ação hormonal. É uma substância natural, mas não, bioidêntica, porque refere-se aos hormônios produzidos pelas éguas e não pelos seres humanos.
  • Acetato de medroxiprogesterona (ProveraR) - Substância obtida por síntese química na indústria. É, portanto, sintética, mas não é bioidêntica.
  • Isoflavona de soja -  Fitohormônio extraído da soja, de origem natural e com alguma atividade hormonal. No entanto, não é bioidêntico aos hormônios humanos.
  • Estradiol, estrona, estriol, DHEA, pregnenolona, progesterona, testosterona, tiroxina, triiodotireonina - São hormônios bioidênticos aos produzidos pelo organismo humano, independentemente da fonte da qual se originam (natural ou sintética).
  • Terapia de Modulação Hormonal Bioidêntica (TMHB) -  Refere-se ao uso apenas de hormônios bioidênticos, no  lugar de substâncias estranhas ao organismo humano.

Considerando que: A atividade de um hormônio é determinada em parte pela sua estrutura química, que possibilita a ligação deste no que chamamos de sítio de ação  específico dentro do organismo, como se fosse num sistema de chave-fechadura pode-se concluir que, ao serem utilizadas substâncias quimicamente diferentes, esta ligação fica prejudicada podendo nem ocorrer e estas substâncias podem não exercer o efeito esperado.

Por outro lado, ao utilizarmos hormônios quimicamente iguais aqueles que por variados motivos o organismo humano deixou de produzir ou reduziu a produção, a chance desta ligação ocorrer aumenta consideravelmente e consequentemente aumenta também o efeito hormonal. Assim é possível devolver ao organismo a função do hormônio efetivamente carente.

Ainda seguindo nessa linha de raciocínio, podemos deduzir também, que da mesma forma que uma substância dentro do organismo tem um efeito, também deverá ser transformada e/ou eliminada, e nosso organismo é “programado” para fazer isto com as substâncias que reconhece. A transformação de uma substância não reconhecida como um medicamento ou um hormônio não-bioidentico pode gerar substâncias nocivas e prejudiciais que conferem o que conhecemos por efeitos adversos indesejáveis.
Concluindo:
Podemos assegurar que, a utilização de hormônios totalmente bioidênticos, quando devidamente determinada pelo médico, a necessidade da reposição ou modulação hormonal (termo preferido atualmente), proporciona ao paciente maior eficácia e segurança, com menor incidência de efeitos indesejáveis.
Ressaltamos aqui a absoluta necessidade de acompanhamento médico tanto no caso do climatério quanto no declínio androgênico, o médico é capaz de diagnosticar o quadro através da avaliação do histórico do paciente e de dados familiares, da avaliação de resultados de exames de laboratório e da sua própria experiência e avaliação clínica e decidir pela melhor forma de tratamento avaliando os benefícios e riscos relativos envolvidos em todo e qualquer tipo de intervenção de tratamento.
Obs.: Apresentaremos artigos específicos para demonstrar e aprofundar este assunto.

A EVOLUÇÃO DA TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL (TRH)

  • 1943 - Allen W.  extraiu uma substância estrogênica, denominada estrógenos conjugados da urina de éguas prenhes, esta substância teve a patente vendida para Ayerst que produziu e lançou o PremarinR
  • 1966 - Wilson R .  publica o livro:  Feminine Forever, onde declarava que as mulheres após a menopausa deixariam de ser efetivamente mulheres a  não ser que fizessem uso de reposição hormonal com PremarinR  (isso tudo foi um tremendo engano, só muito mais tarde descoberto)
  • 1975 - 6 milhões de mulheres tratadas com PremarinR
  • 1989 - Uma corrente de médicos nos EUA e Europa começava a questionar a TRH comum na época e buscar opções melhores.  Dr. Hargrove JT  publicou um estudo comparando a terapia com hormônios bioidênticos e não bioidênticos.
  • 1990 - Dr.Wright JV .  pesquisa reposição hormonal com a associação de estrógenos de forma a imitar a produção do organismo feminino correspondentes a uma mulher com 30 anos de idade, considerado o auge da produção hormonal feminina.
             - Dr.Lee J pesquisa e publica vários livros sobre Progesterona bioidêntica e seus benefícios
  • 2002 - WHI - estudo de grande porte publicado pelo JAMA, envolvendo mais de 16.000 mulheres em vários centros médicos nos EUA, em terapia com a TRH convencional que utiliza estrógenos eqüinos e medroxiprogesterona, este estudo foi interrompido devido ao elevado aumento dos riscos inclusive câncer de mamas.
Deste momento em diante a TRH convencional passou a ser discutida nos meios médicos e na maioria dos casos não mais recomendada.
Chegará então a vez dos hormônios bioidênticos que, embora já utilizados nos EUA e na Europa há uma década, após 2002 passaram a ter muito mais visibilidade, sua utilização aumentou e passaram a ser conhecidos em quase todo o mundo, inclusive no Brasil. Surgiram também, como esperado, as controvérsias e discussões, que também serão abordados em artigos específicos.
Com isso, atingimos nosso objetivo de fazer um apanhado geral e esclarecer os pontos chaves, temos certeza que os leitores tanto os profissionais de saúde quanto a população em geral interessados no tema: HORMÔNIOS BIOIDÊNTICOS,  encontrarão informações valiosas e fundamentais para melhorar a qualidade de vida das pessoas em geral.
No caso de Homens com disturbios de ereção.
É de vital importância a modulação hormonal, com HORMÔNIOS BIOIDENTICOS, como suporte para atenuar e até corrigir as desordens próprias da idade onde a cognição, a força musculoesquelética, a energia, a vitalidade e o desempenho sexual entre outras aptidões, encontram-se diminuídas.
A correção metabólica é também de vital importância, como mecanismo único de aporte energético celular. Pessoas com excesso de peso ou em franca obesidade, portadoras de dislipidemia (colesterol triglicerídeos alterados), uso de determinados fármacos etc, são pacientes que estão acompanhados também de distúrbios de ereção peniana.
CLÍNICA HIGASHI
Rio de Janeiro / RJ
 - Rua Real Grandeza, 108
 (Real Medical Center) Sala 226 - Botafogo
A Clínica Higashi é formado por médicos e por outros profissionais da área de saúde e serviço, que trabalham unidos como uma grande família, com objetivo principal de transformar a vida das pessoas de forma positiva e global , unindo o avanço e a tradição.
Foto 2010 - Dr.Tsutomu Higashi (no centro), Dr. Leonardo Higashi ( a esquerda), Dr. Rafael Higashi (a direita). A Clínica Higashi é referência em medicina ortomolecular e tratamento hormonal no envelhecimento.

Reposição hormonal sem riscos

Dr. Lair Ribeiro
 O assunto não é dos mais simples. Sempre se ouviu dizer que, na menopausa, a mulher precisa de estrogênio, quando, na verdade, o hormônio que mais se reduz nessa fase é a progesterona. Até bem pouco tempo também se pensou que o tipo de hormônio disponível no mercado para reposição hormonal fosse igual aos hormônios endógenos (produzidos pelo organismo humano), mas já se sabe que eles são, apenas, parecidos.
Antes de mais nada, vamos entender que a produção de hormônios pelo organismo humano começa a decrescer após determinada idade e que isso, nas mulheres, além de determinar o fim dos ciclos reprodutivos, também produz uma série de sintomas desagradáveis. Estou falando do climatério, período que antecede a menopausa, e da menopausa, propriamente dita. 
Se o organismo funcionava às mil maravilhas até os níveis de hormônios começarem a cair, parece natural que se possa ajudá-lo a continuar mantendo a sua vitalidade, sem sintomas desagradáveis, mediante um suprimento extra de hormônios. Isso é reposição hormonal.
Agora, porque tanta polêmica se, em tese, reposição hormonal é o melhor que se pode fazer para a manutenção da qualidade de vida da mulher? A polêmica é porque, em vez de os laboratórios produzirem hormônios iguais aos produzidos pelo organismo humano, fizeram um produto “parecido”. E “parecido” não é igual. Experimente abrir a porta da sua casa com uma chave muito parecida com a verdadeira: você pode até conseguir, mas vai acabar estragando tanto a chave quanto a fechadura, e, o que é pior, depois você não vai mais conseguir abrir a porta nem com a chave certa. É esse o problema. O hormônio “parecido” ocupa o lugar do endógeno, prejudica o organismo e acaba, até mesmo, impedindo que o próprio hormônio endógeno desempenhe suas funções. Depois que esses hormônios “parecidos” começaram a ser usados, as mulheres começaram a infartar mais e a ter mais câncer de mama. Coincidência? Não! Grandes e sérios estudos têm sido realizados sistematicamente para verificar os riscos oferecidos pela reposição hormonal, feita com esses hormônios “parecidos”, comprovando que ela tem aumentado os riscos de câncer de mama e de doenças cardiovasculares, entre outras. 
Mas esse problema está em vias de ser solucionado, porque, paralelamente ao pânico instalado com divulgação dos resultados desses estudos, iniciou-se a produção de hormônios com estrutura molecular idêntica à daqueles produzidos pelo organismo humano. Estou falando de “hormônios bioidênticos”. Se você está pensando que, porque são produzidos em laboratório, os “hormônios bioidênticos” também podem ser prejudiciais, engana-se! 
O fato de uma substância ser produzida em laboratório não significa que ela é ruim assim como o fato de ser natural não significa que é boa. Veneno de cobra é natural e mata. No caso dos hormônios, o que caracteriza a bioidentidade é a estrutura molecular idêntica à do hormônio produzido pelo organismo humano. Isso é o bastante. Se você for abrir a porta da sua casa com a chave original, que veio junto com a fechadura, ou com uma idêntica, feita pelo chaveiro da esquina, o efeito será o mesmo: a porta se abrirá, sem danos. Para o nosso organismo, também não interessa onde o hormônio foi produzido, desde que ele seja idêntico ao original. Esse é o ponto que a mulher precisa entender para poder argumentar com o seu médico e evitar expor-se a riscos desnecessários.
Um estudo relatou que os níveis de estrogênio, testosterona e hormônio de crescimento no sangue foram significantemente maiores em mulheres de idades entre 19-69 anos depois de 40 minutos de exercícios de resistência do que o grupo de controle que não realizou nenhum exercício! Podemos ver que até as mulheres mais velhas produzem mais hormônios anti-envelhecimento! O estudo concluiu que "uma sessão acurada de exercício físico pode aumentar a concentração de hormônios anabólicos em mulheres de uma grande gama de idades". O que isso significa? Significa anti-envelhecimento para nossos músculos, ossos e é claro, entre outros maravilhosos efeitos colaterais, boas notícias para nossa pele e saúde mental!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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    Menopause  1998 Winter;5(4):197-202
  • Hargrove JT, Maxson WS, Wentz AC, Burnett LS. - Menopausal hormone replacement therapy with continuous daily oral micronizedestradiol and progesterone.
    Obstet Gynecol  1989 Apr;73(4):606-12
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    Erratum in: Med Hypotheses 1991 Oct;36(2):178
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    World J Urol.  2003 Nov;21(5):292-305. Epub 2003 Oct 24.
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  • Morales A, Heaton JP, Carson CC 3rd. - Andropause: a misnomer for a true clinical entity. J Urol.  2000 Mar;163(3):705-12.  Comment in: J Urol. 2000 Oct;164(4):1319.

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