http://filotec.com.br

http://filosofiaetecnologia.blog.br
ECONOMIA TECNOLOGIA FILOSOFIA SAUDE POLÍTICA GENERALIDADES CIÊNCIA AUTOHEMOTERAPIA NOSSOS VÍDEOS FACEBOOK NOSSAS PÁGINAS

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

AFINAL O FUTURO COMEÇOU.



O mundo mudou. Totalmente. Da década de 50 para os anos 2010-2020, existe muita diferença. A começar pelas brincadeiras das crianças e jovens. Nos anos 50 a diversão das crianças era pião, bola de gude, e principalmente soltar pipa. Também jogava-se bola, e da década de 50/60 surgiram alguns dos grandes jogadores da nossa história e que deram a arrancada para a conquista dos grandes campeonatos do mundo para o Brasil.

Na década de 50/60 as famílias à noite iam para o portão e as ruas ficavam cheias de gente e de crianças brincando. Os adultos ficavam nos portões conversando e as vezes fofocando. Por padrão as pessoas não tinham televisão a não ser algumas poucas famílias de classe média, portanto depois de ouvir as diversas novelas que as donas de casa em geral ouviam, as pessoas iam para o portão ficar conversando, principalmente nas noites quentes de verão, já que nessa época ar condicionado era uma coisa inimaginável. A maioria das famílias não tinham nem geladeira. Quem ouvisse rádio nessa hora, já que o rádio à válvula era o principal eletrodoméstico dos lares brasileiros da classe operária, (a grande maioria) iria ouvir programas humorísticos. Havia nessa época muitos programas transmitidos ao vivo, programas de auditório que tinham já suas estrelas consagradas e populares.

A grande diversão dos jovens dessa época era namorar. Era comum ao passar pelas ruas escuras, ver vários casais se esfregando nos recantos escuros das ruas à noite. Bailes também eram diversão garantida.

Não existia tanta violência como hoje, e ficar pelas ruas à noite não era tão perigoso. Cinema era uma grande atração. Programa obrigatório para a meninada nas tardes de domingo, que iam ver os cowboys do cinema americano.




Mais uma vez, o concurso para escolher a Rainha do Rádio para esse ano de 1956 navegava em águas turvas; importante para o sistema de estrelato, o mais importante para a continuidade do evento era a participação das estrelas radiofônicas, aquelas identificadas com o público ouvinte e que tivesse apelo popular.


A escolha do ano anterior - a cantora Vera Lúcia - se mostrou desastrada, porquanto a artista não se enquadrava nesse esquema, sendo, na realidade, identificada com as camadas mais sofisticadas da sociedade, podendo mesmo ser chamada uma cantora da elite. Segundo se comenta, sua vitória se deveu às manobras do animador de auditório Manuel Barcelos, que queria homenagear Carmen Miranda em sua passagem pelo Brasil, já que Vera Lúcia era portuguesa como a Pequena Notável.


Se novamente fosse escolhida outra cantora sem atrativos para a indústria cultural, o rádio, que já sofria pesados ataques das emissoras de televisão, estas ficando cada vez mais popular, as emissoras de rádio seriam as que mais perderiam com isso; Aliás, sobre esse assunto, em entrevista à Revista do Rádio (04.08.56), João Calmon (1916 - 1998), um dos papas da TV Tupi, além de atacar a Rádio Nacional, a emissora líder em audiência, esclarecia a pergunta mais ouvida quando o assunto era a televisão: como vai a TV brasileira? Com muita clarividência, assim ele resumiu a questão.
ARACY DE ALMEIDA
"O Brasil já teve uma era do rádio, sabia? E tão agitada e rica quanto a que, nos Estados Unidos, inspirou Woody Allen a fazer um belo filme com esse título, passado nos anos 30 e 40 do último século. 

A nossa era do rádio, com o proverbial atraso, foi nos anos 40 e 50, mas valeu. Os formatos eram parecidos: musicais de inúmeros gêneros, novelas, noticiários, programas de humor, seriados de aventuras, transmissões esportivas, hora certa, jingles deliciosos (jingles eram os comerciais cantados). 

Durante 20 anos, o brasileiro viveu ao pé do rádio, sua principal fonte de informação e deleite. As vozes dos ídolos penetravam em todas as casas de família (nas que não eram de família também) e despertavam paixões e iras, embora a poucas dessas vozes os ouvintes pudessem atribuir rostos. Mas ninguém se queixava - as vozes bastavam. Em fevereiro de 1948, surgiu uma revista para mostrar não apenas como eram, fisicamente, os donos das vozes, mas também o que sentiam, pensavam e faziam fora do microfone, com quem estavam saindo, quanto ganhavam, qual era a marca do seu carro ou da pasta de dente e se ainda moravam ou não com a mãe. Era a Revista do Rádio, de Anselmo Domingos.
DALVA DE OLIVEIRA

Pelos 22 anos seguintes, até 1970, seus mais de mil números foram de leitura obrigatória para os fãs sedentos de fofocas. Hoje, folhear sua coleção pode oferecer subsídios para a História, porque a Revista do Rádio documentou a evolução do maior veículo de comunicação no Brasil e testemunhou o seu progressivo destronamento pela televisão (e, por isto, teve também de adaptar-se, passando a chamar-se Revista do Rádio e TV a partir de 1960).
DIRCINHA BATISTA

Como muitas publicações importantes do passado, a Revista do Rádio deixou de existir e a memória sobre seu funcionamento é privilégio de alguns poucos sobreviventes. O próprio Anselmo Domingos, ao morrer no começo dos anos 70, com pouco mais de 50 anos, já devia ter perdido a sua. Agora, um pesquisador carioca, Rodrigo Faour, levanta a história em seu livro Revista do Rádio, dentro da coleção Arenas do Rio, editada pelo RioArte e pela Relume-Dumará.
NORA NEY
Em 1948, Dircinha Batista foi eleita "Rainha do Rádio" substituindo a irmã Linda Batista. No ano seguinte, teve início a eletrizante disputa pelo título de "Rainha o Rádio" entre as cantoras Emilinha Borba e Marlene. Esta última, foi eleita no ano seguinte com o apoio da Companhia Antártica Paulista, que lançava o Guaraná Caçula e fez dela sua garota propaganda, tendo o total de 529.982 votos. Marlene repetiu o feito no ano seguinte. Em 1952 e 1953, a Rainha foi Mary Gonçalves. Por volta de 1950 foi criado na emissora o Departamento de Música Brasileira, que obteve um de seus maiores êxitos no ano seguinte no programa "Cancioneiro Rayol" com a série "No mundo do baião", apresentada pelo radialista Paulo Roberto.
ORLANDO SILVA
Pelo livro desfilam Emilinha Borba, Marlene, Dalva de Oliveira, Cauby Peixoto, Ângela Maria e tantos outros que seduziram o povo brasileiro através do rádio e dos discos - e da revista, que parecia acompanhá-los aonde quer que fossem. A popularidade desses cantores não tem comparação com a de nenhum outro ídolo que os sucedeu. Eles eram o Brasil urbano, suburbano e rural, e tinham admiradores em todas as classes. Seus palcos iam das boates de Copacabana, onde três doses de uísque custavam um salário mínimo, aos auditórios das rádios Nacional, Mayrink Veiga e Tupi, todas do Rio, onde provocavam alaridos e puxões de cabelo entre as macacas, como as apelidou o jornalista Nestor de Holanda. 

Como toda celebridade em qualquer lugar e época, esses artistas tinham vidas pessoais agitadas, mas a Revista do Rádio era, à sua maneira, elegante ao falar deles - imagine se Anselmo Domingos se atreveria a ofender as fãs de Emilinha ou Cauby! Ao mesmo tempo, tinha de produzir matérias com uma pitada de escândalo, para manter a peteca no ar.

O resultado era uma série interminável de reportagens sobre os noivados do criador de Conceição ou especulações alarmistas sobre a possibilidade de este ou aquele artista abandonar o rádio. Ao se ler as matérias, via-se que não era bem assim, e as fãs respiravam aliviadas. Era um jogo, mas do bem, e ninguém queria que fosse diferente.

Neste departamento, o prato forte da Revista do Rádio era a seção Mexericos da Candinha. Embora a página mostrasse o desenho de uma mulher de óculos-gatinho, cabelo curto e pinta no queixo, Candinha não existia, era uma criação da redação - o que não impedia que artistas ligassem para a revista à sua procura, para reclamar de alguma nota que os tivesse deixado mal. Essas notas eram aparentemente inocentes: O que o meu querido Fulaninho estava fazendo no dia tal pelos lados do Leblon? Para quem estava por dentro, implicavam uma certa malícia, sabendo-se que, nos anos 50, quem não morava no bairro só o freqüentava por causa do Hotel Leblon, o motel das celebridades. Mas, em matéria de fofoca, nada muito além disto. Não havia possibilidade de a Revista do Rádio criar um problema grave para um artista a ponto de motivar um processo - como, no futuro, cansaria de acontecer com Amiga (chamada pelos artistas de Inimiga) e outros sucedâneos da revista de Anselmo Domingos.

O livro de Faour é forte na análise do conteúdo da Revista do Rádio.
Descobre-se, por exemplo, que, assim como os artistas deviam ser admirados por seu sucesso (as reportagens davam grande ênfase aos salários que eles ganhavam, seus carrões e suas viagens ao exterior), os textos deviam enfatizar que, apesar disso, eles continuavam a ser pessoas simples e humildes - ou seja, muito parecidos com os fãs. Da mesma forma, qualquer desvio da média era apontado: nenhum artista podia ser gordo ou magro demais, cantar grosso ou fino demais, vestir-se de menos ou demais - as exceções eram as que viviam de suas personalidades provocantes, como Elvira Pagã ou a nudista Luz Del Fuego. E, assim como fazem certas revistas de hoje, a Revista do Rádio adorava mostrar onde e como viviam as celebridades.

A diferença é que, para os padrões atuais, mesmo os artistas de enorme sucesso dos anos 50 viviam com relativa modéstia: em seus apartamentos, as grandes atrações eram um hi-fi (um aparelho de som) ou uma geladeira - reflexo de um país que ainda estava descobrindo os eletrodomésticos...

A revista refletia a personalidade de Anselmo Domingos, um católico extremado (começou sua carreira no rádio escrevendo novelas religiosas), homossexual (assumido e discreto), com grande visão comercial e de uma generosidade pessoal que chegava a beirar o irresponsável. Em 1947, ele percebeu a ausência no mercado de uma revista que desse maior cobertura ao rádio - outras revistas, como Carioca e Noite Ilustrada, preferiam falar de cinema - e, com um capital que lhe foi adiantado por um banqueiro de bicho, partiu para a criação de seu mini-império. 
ANSELMO DOMINGOS

Sua redação sempre funcionou em prédios próprios, a gráfica era dele também e ele soube diversificar a produção, fazendo revistas religiosas e para a enorme e rica colônia portuguesa no Rio. Faour não conta, mas, em 1959, sob o impulso da conquista pelo Brasil da Copa do Mundo da Suécia no ano anterior, Domingos criou também a ótima Revista do Esporte, na mesma linha da do rádio e destacando inclusive a Candinha.

O carro-chefe, evidentemente, sempre foi a Revista do Rádio, cuja leitura, segundo depoimentos, não se limitava aos salões de cabeleireiro e às empregadas domésticas (as madames, envergonhadas de pedi-la na banca, pediam às empregadas que a comprassem). 

O casamento de um artista esgotava a tiragem e exigia reedições. Um desquite, desde que consumado, idem - a revista conseguiu manter uma atitude olímpica até diante do tremendo escândalo que envolveu a separação de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins em 1952. Enquanto o Diário da Noite abria manchetes diárias contra Dalva (em sórdidos artigos de David Nasser, assinados por Herivelto), a Revista do Rádio, sempre ao lado de Dalva, conseguia não ser ofensiva contra seu ex-marido, grande compositor e homem influente da Rádio Nacional.

Todos os segmentos do rádio mereciam espaço na revista. Os astros das novelas tinham finalmente suas fotos expostas para o público e, de vez em quando, revelava-se que o grande galã da novela xis era, na verdade, um homem feio e já de idade (porém charmoso e irresistível por causa da voz).
Ou que a vilã absoluta de todas as novelas era uma pessoa de ótimo coração e mãe extremada, nada parecida com seus personagens. O mesmo quanto aos animadores de auditórios, narradores esportivos e comediantes - nomes como os de César Ladeira, Paulo Gracindo, César de Alencar, Oduvaldo Cozzi, Brandão Filho (o primo pobre do Balança mas não Cai), Max Nunes (o maior criador de humor do rádio - e da TV - no Brasil, ainda na ativa), Milton Rangel e Daisy Lúcidi (respectivamente Jerônimo e Aninha no seriado da Nacional), Mario Lago, Renato Murce (grande revelador de calouros), Janete Clair (que já criava no rádio as mesmas novelas que faria na televisão), Helena Sangirardi (pioneira dos programas femininos), até o irritado Ary Barroso e uma infinidade de outros, todos valiam matéria na revista.

É bom acrescentar que a extrema popularidade dessas pessoas não se devia apenas ao fato de trabalharem em rádios que atingiam todo o País, como a Nacional, a Mayrink Veiga e a Tupi. Elas eram extremamente competentes no que faziam, e quem não fosse bom não tinha vez naquelas emissoras - a competição no rádio carioca era fortíssima. Havia outras emissoras no Rio, também com alcance nacional pelas ondas curtas, e nem por isso arranhavam o prestígio das três maiores.

À prosperidade da Revista do Rádio, seguiu-se a súbita derrocada, e não porque outras publicações, como Radiolândia, mais bem impressas ou escritas, ameaçassem a sua primazia - quando se tratava de lidar com artistas, ninguém tinha o know-how de Anselmo Domingos. O próprio Anselmo cavou seu buraco ao envolver-se com drogas (cocaína, éter) e sofrer as conseqüências inevitáveis da dependência: desorganização profissional, problemas financeiros, ruína pessoal. Mesmo os maiores amigos de Anselmo, como os cantores Jorge Goulart e Nora Ney, foram tomados de surpresa pela sua nova e trágica personalidade.
MARLENE

E, ao deixar os negócios em mãos de associados, sua revista declinou de estalo, arrastando tudo: as outras publicações da empresa, o parque gráfico, as instalações suntuosas. Para Faour, Anselmo pode ter sido levado às drogas por não suportar a contradição entre sua fé religiosa e o homossexualismo.
Mas nem tudo Freud explica e, para mim, Anselmo envolveu-se com drogas apenas porque teve a oportunidade para isto, sentiu que se dava bem com elas e tinha dinheiro para sustentar seu consumo. Quando se deu conta, estava fisgado e não teve como escapar. Tudo o mais que se seguiu foi apenas rotina no universo das drogas. Ao morrer, alguns anos depois da Revista do Rádio, já perdera tudo: os Cadillacs, as propriedades, a saúde e, como sói, os amigos, alguns dos quais sustentara ou a quem dera presentes apaixonados.

Durante muito tempo, nos anos 70 e 80, o rádio também perdeu espaço diante da presença avassaladora da televisão neste País. Na verdade deixou de ser o principal veículo de comunicação no Brasil, já que a televisão assumiu esse papel, mas o rádio sempre existiu em muito menor proporção. O advento da rádio FM nos anos 80 representou um importante progresso que trouxe a música de qualidade que era bem superior a música das rádios AM. Isso fez proliferar rádios em FM que transmitiam música. As transmissões de partidas de futebol também até os dias de hoje tem papel importante nas transmissões dos jogos, transmitindo comentários especializados, notícias e reportagens. Ouve-se muito mais rádio no Brasil do que se imagina, embora ele não seja nem sombra do que já foi. No lugar das atrações ao vivo, que cantavam de verdade nos auditórios, reduziu-se a um vitrolão, controlado, em muitos casos, pelo jabá. Ouvir rádio hoje, dependendo da estação, é um suplício, com locutores sempre aos berros e a música idem.

Apesar de tudo hoje nos tempos das rádios em FM, assistimos rádios que transmitem programas religiosos em grande quantidade, rádios especializadas em notícias, reportagens e esportes como a rádio CBN e BAND-FM e rádios especializadas em música, algumas com música e informação como a JB-FM. Todas essas rádios tem papel importante e são muito ouvidas. Eu particularmente sempre ouço a CBN e a BAND-FM nas minhas viagens de carro e quando estou fazendo algum tipo de serviço em casa, coloco sempre o rádio na CBN que tem uma programação voltada para noticiários, reportagens e esportes.

Parece haver uma relação direta entre o apogeu do rádio no Brasil e as melhores fases da música popular. Talvez não por coincidência, o declínio de um acompanhou a decadência da outra. Ultimamente, há sinais de fumaça no ar, apontando para uma grande volta do samba e de outros gêneros musicais legitimamente brasileiros. As rádios que fiquem espertas e sintonizem esta tendência - se quiserem voltar a ser o que eram. E, numa dessas, pode ser que, como dizia a marchinha de Miguel Gustavo em 1958, você volte a se abanar com a Revista do Rádio. (Revista do Rádio. Livro de Rodrigo Faour. Edição da Relume-Dumará/RioArte, coleção Arenas do Rio. 162 págs., R$ 23)".

Nos anos 60, aos poucos a TV foi assumindo seu papel dentro da sociedade. O principal eletrodoméstico dos anos 50 que era o rádio foi dando lugar para a TV que lentamente foi penetrando nos lares, primeiramente naqueles mais abastados e depois lenta e progressivamente nos lares mais humildes. TVs caras e complicadas mas que cumpriram seu papel.

Os anos 60 foram os anos da grande revolução e das grandes mudanças. Foram os anos em que os Beatles explodiram e junto com eles os cabelos compridos para os homens, as drogas, a maconha, o hippies, da liberação feminina, enfim, o confronto da juventude que pretendia mudar o mundo.
Foram também os anos da guerra-fria, dos golpes militares. Da revolta estudantil. Foram os anos que sofreram mudanças estruturais muito profundas na sociedade. Mudaram-se os paradigmas. Costumo dizer que a juventude dos anos 60 era muito mais rebelde e muito mais liberada do que a juventude de
hoje, comparativamente mais bem comportada. Isso a meu ver ocorria porque ainda não estava bem claro, o resultado devastador das drogas. Muita gente desse tempo, é hoje idosa e experimentou as drogas, felizmente não se deixando arrastar por elas, mas sem dúvida nem todos tiveram a mesma sorte, principalmente os mais afoitos.

Os anos 70 foram os anos em que a TV penetrou definitivamente em todos os lares da sociedade brasileira. Todos tinham TV, e a TV colorida começou a sua penetração. A TV tornou-se menos cara porque com o advento dos aparelhos transistorizados, a TV se tornou mais barata e mais confiável. Também durava mais tempo, e lentamente todos indistintamente podiam ter sua TV. 

O rádio deixou de ter seu charme e era usado principalmente para ouvir música em FM principalmente. 

Foram os anos do milagre econômico em que o país sob o domínio dos militares e impulsionado pelos empréstimos externos que desembocaram aqui no Brasil teve um impulso econômico, mas paralelamente também sofreu com as crises do petróleo e o encarecimento da gasolina e dos derivados do petróleo que escassearam por causa da crise mundial. O Barril do petróleo chegava a 40 dólares, considerado na época um absurdo. O dólar valorizava-se.

Os anos 80 foram os anos da consolidação da TV a cores nos lares brasileiros. A TV preto e branco começava a desaparecer e a TV colorida melhorava em confiabilidade e qualidade, bem como se tornava mais barata. Advento do CD que começa a aposentar os discos de vinil e as fitas de video cassete. 

Paralelamente começa a surgir um outro fenômeno que iria transformar definitivamente a sociedade e dividir os tempos em antes e depois, que é o surgimento dos primeiros micro computadores, inicialmente caros e destinados a poucos, paralelamente também bem menos eficientes. Eles no entanto iniciam uma espiral de evolução que iria transforma-los em máquinas cada vez mais rápidas eficientes e confiáveis a tal ponto que hoje um celular tem mais tecnologia e poder de processamento do que os computadores da NAZA que levaram o homem a lua em 1969. (MAS LEVARAM MESMO?) (TALVEZ NÃO.)


O SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS 95
Os anos 90 foram os anos da consolidação dos microcomputadores e da Internet. Nesses anos a informática evoluiu transformando a sociedade Brasileira. Os sistemas operacionais evoluiram grandemente e as tecnologias de rede, em paralelo com todas as tecnologias de controle microprocessadas tanto industrialmente como no cotidiano das pessoas. A política evoluiu para as primeiras eleições diretas. O Brasil ganhava nova cara deixando os anos de chumbo para trás.

Os anos 2000 foram os anos da transformação da sociedade para um patamar tecnológico com cara de futuro. Foi o período da penetração dos computadores em todos os ramos da atividade humana. Os encontros passaram a ser arranjados em salas de bate papo pela Internet e as pessoas passaram a interagir pela Internet. 

Operações bancárias, imposto de renda, marcação de consultas, compras on-line, compras de supermercado enfim, foi provado que é possível viver-se por meses dentro de um apartamento ou casa, fazendo tudo pela Internet, de acordo com uma experiência colocada em execução. Os lares tornaram-se verdadeiros centros de lazer com TV a cabo com múltiplos canais que tecnicamente, atenderiam todo e qualquer interesse televisivo. 

As TVs e os monitores de computador deixam de ser aqueles antigos de tubos de raios catódicos e evoluem primeiramente para  as TVs de PLASMA, depois para as TVs de LCD e finalmente começam a sugir as TVs à LED em 3D. 

As imagens ganham uma nova dimensão e finalmente depois de muito anunciada e ensaiada, chega a imagem em alta definição e em alta definição total que é a imagem de 1920 pontos na horizontal por 1080 na vertical. A TV ultrapassa o cinema em qualidade de Imagem e som e se equipara nos efeitos em 3D.

Os cinemas que sofrem um decréscimo de interesse cada vez maior tendo em vista que a TV se torna uma concorrente de peso, busca agora criar atrativos maiores e no início dos anos 2010 busca modernizar-se para oferecer novas opções. eis que agora vem a surgir salasde cinema dos sonhos.

O maior shopping da América Latina está com duas atrações bem interessantes. Para quem gosta de diversão high-tech, o cinema da UCI New York City Center disponibiliza uma sala com tecnologia IMAX. 


Você já foi ao cinema IMAX? Se não, vá. A experiência de filme é completamente diferente. Mas tome cuidado – nem todo filme que passa no cinema IMAX é IMAX – dê uma confirmada antes para não ficar decepcionado. Se bem que qualquer filme normal já é bem melhor na telona e nas caixas de som da famosa rede UCI. No Brasil só existem salas apenas em São Paulo e Curitiba, mas hoje a UCI abre a terceira sala no nosso país. Pois é parceiro, agora no Rio também tem IMAXXX.

A sala foi inaugurada com o últimos dos últimos Harry Potter. Sim, o oitavo filme da série é também o mais rentável até aqui (bateu todos os recordes de bilheteria do primeiro fim de semana). O filme em si não é IMAX puro – é uma adaptação boa para IMAX, que já é bem melhor que filme normal, mas não tem a mesma experiência que um filme puro em 4K tem. Um exemplo de filme IMAX puro é Batman – O Cavalheiro das Trevas (que eu tive o privilégio de assistir num IMAX). São claras as cenas que são IMAX (não são todas) e você leva até susto quando começa uma.

Ultimamente os filmes em puro IMAX estão raros, pois ainda é muito caro fazer. As câmeras são monstruosas e nada práticas. Esse “remendo” que os cinemas IMAX estão fazendo é para sobreviver, já que sem muitos filmes essas salas, também caras, morreriam. Mas não é o que esperamos – a UCI planeja abrir mais duas salas ainda esse ano, uma em Cotia e outra em Porto Alegre.


Esse recurso possibilita uma experiência máxima do cinema ao utilizar uma tela cobrindo toda parede frontal da sala. O IMAX está disponível tanto em 2D quanto em 3D e nada se compara assistir aos grandes filmes em um telão gigante com muito conforto e segurança. Os ingressos variam de R$ 25,00 (2D) a R$ 34,00 (3D). “Veja mais! Ouça mais! Sinta mais!” Com um slogan desses, vale à pena conferir!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Todos podem comentar e seus comentários receberão uma resposta e uma atenção personalizada. Seu comentário é muito bem vindo. Esse espaço é para participar. Te aguardamos e queremos seu comentário, mesmo desfavorável. Eles não receberão censura. Poderão apenas receber respostas, ou tréplicas.

SOMOS TODOS CHAPECOENSES