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domingo, 24 de novembro de 2013

EIKE BATISTA - SONHO QUE VIROU PÓ.

EIKE BATISTA. O ESTOURO DA BOLHA "X".

Como de repente alguém surge do nada e monta um império sem produzir nada? Todas as vezes que eu ouvi falar de Eike Batista, assustava-me com o fato de que ele tinha uma sólida empresa de exploração de petróleo, que o guindou ao topo dos homens mais ricos do Brasil e o situava entre os homens mais ricos do planeta. O detalhe que mais me assustava de tudo isso é que a tal empresa não tinha produzido ainda nenhuma gota de petróleo.

De fato Eike Batista montou um império formado por várias empresas, sem produzir uma gota de petróleo. Na verdade Eike Batista vendeu um sonho. Há uma frase que significou muito para mim a algum tempo quando estudei liderança na Faculdade onde hoje ainda estudo. Essa frase não sai da minha cabeça e ela diz. OS LIDERES SÃO AQUELES QUE VENDEM SONHOS.

Você deve se lembrar de ter visto Eike Batista nas listas das pessoas com as maiores fortunas do planeta. Aliás, deve até ter sentido orgulho de ver o nome de um brasileiro em um desses rankings, fazendo bonito entre os mais ricos no mundo. Pois é, mas se você for dar uma espiadinha agora, vai ver que o nome do empresário não consta mais em nenhuma dessas listas.

Aliás, de acordo com um irônico artigo publicado pela Bloomberg, se Eike consta em alguma lista atualmente, essa deve ser a das próximas visitas do Papa Francisco que, como todo mundo sabe, se preocupa muito com os mais necessitados. Segundo a matéria, a situação do empreendedor é bem complicada, e analistas financeiros inclusive acreditam que Batista já tenha perdido tudo mesmo, e que o patrimônio do empresário seja negativo.

Os analistas prosseguem com sua avaliação, afirmando que é possível que Eike ainda valha alguns milhões, somando tudo o que restou e caso ele tenha algum dinheiro guardado. Ainda assim, a queda do brasileiro já é mencionada como um dos maiores colapsos financeiros e pessoais da História.
De fato. Se analisarmos os grandes líderes da história, todos eles conseguiram mobilizar nações e povos, porque tinham um SONHO para vender. Os SONHOS tem grande potencial de mobilização, porque o ser humano básicamente vive de sonhos. Sem o sonho, a vida não tem graça. 

Todos precisam de uma bandeira para lutar por ela. Seja a criação dos filhos, a criação de uma empresa, o emprego, a vida espiritual, qualquer coisa que consiga mover o olhar para o futuro e sonhar. Não foi a toa que TIM MAIA em sua música já dizia. "Mas na vida todos tem que encontrar, pelo menos vir a achar razão para viver, e na vida sempre encontrar, ter um sonho todo azul, azul da cor do mar."

Esse sonho a que se referia o TIM MAIA é o nosso tesouro, o mesmo sobre o qual o mestre de Nazareth, Jesus já afirmava. "Não acumuleis tesouros na terra onde a traça corroi e os ladrões roubam, mas acumuleis tesouros nos céus".

De fato, um dos maiores líderes da história o Hitler que foi o assunto abordado na nossa ultima matéria, conseguiu uma guerra que matou 50 milhões de pessoas, porque vendeu um sonho. O sonho do Reich de 1000 anos, o sonho da raça superior. O sonho baseado na supremacia da raça Ariana. Ele se esqueceu de Deus.

Eike Batista tinha um sonho e um plano. Cooptou várias figuras de ponta da Petrobrás. Pessoas que sabiam onde estava o Ouro Negro, o Petróleo.


PAULO MENDONÇA

A história da empresa começou com uma nota de jornal. Em 2007, depois de ler que Paulo Mendonça, então gerente de exploração e produção da Petrobrás, estava se aposentando, Eike Batista entrou em contato com o executivo para discutir a possibilidade de montarem uma companhia de petróleo. O mais importante, desde aquele momento, era formar a equipe.

"Montar uma empresa de petróleo tem duas dificuldades: a maior é ter um empreendedor como o Eike, que bota US$ 1 bilhão no risco. E a segunda é montar equipe, pois todos (os bons quadros) estão na Petrobrás", comentou Paulo Mendonça, que foi diretor geral da empresa, em entrevista ao Estado.


Rodolfo Landin

Mendonça levou para a OGX colegas da área de exploração da Petrobrás, como Edmundo Marques e Luiz Reis. Na época, a companhia era comandada por outro funcionário da estatal, Rodolfo Landim. Além dos salários, a equipe recebeu como incentivo uma parcela do capital da companhia. Segundo dados da empresa, a remuneração aprovada a seus administradores em 2009 foi de R$ 7,25 milhões. Na Petrobrás, o valor ficou em R$ 7,44 milhões, mas sem participação acionária.



Quando participou do seu primeiro e único leilão, em 2007, a OGX tinha menos de 20 funcionários. O que garantiu a escolha de bons campos foi justamente a experiência dos seus diretores, "com mais de 9 bilhões de boe e 50 campos descobertos nos últimos 6 anos na Petrobrás", como destaca o comunicado à imprensa divulgado à época pelo grupo. Entretanto, o próprio Mendonça reconhece que a sorte também os ajudou.



Em alguns casos, chegaram a oferecer mais pelos blocos do que a própria Petrobrás. Ganharam 21 dos 23 blocos mediante pagamento de R$ 1,3 bilhão; R$ 375 milhões de Eike. O valor só foi conseguido na véspera, com um grupo de 12 investidores. "Os investidores que entraram naquela época viram seu capital multiplicar-se por oito", comenta o diretor financeiro, Marcelo Torres.

Ou seja resumindo. O EIKE contratou os homens que sabiam onde estava o petróleo, e no dia do leilão eles foram lá e mostraram quais os campos que tinham o petróleo e o EIKE comprou com 1,3 bilhões. De onde veio esse dinheiro? Ora, vão nos fazer crer que o homem que um dia foi vendedor de planos de seguro, e que por meio de algumas jogadas bem sucedidas de esperteza na área de compra e venda de ouro, conseguiu amealhar esse dinheiro todo? Não. Eu já vi esse filme antes. Isso veio de uma muito bem montada farsa Americana. O Eike é um testa de ferro.


A evolução do valor das ações, que subiram 218% nos 12 meses subsequentes, pode ser creditada também à estratégia de divulgação da companhia, que publicou 20 fatos relevantes desde o início do ano passado, mais do que a Petrobrás. 

Em 11 deles, informava ter verificado a presença de petróleo e gás em suas concessões. A frequência de divulgações é considerada atípica por especialistas, que não veem necessidade legal ou técnica para tanto. "Não temos nada para esconder. Muito pelo contrário", argumenta Marcelo Torres. Sobre a comparação com a estatal, o executivo diz que "o relevante é relativo".

A coisa ia muito bem enquanto a empresa não começou a produzir petróleo.

No dia 25 de 2012, Paulo Mendonça mostrava excesso de otimismo em declarações publicadas no “Economia IG”:

Atualmente existem dois poços abertos, e a produção média está em 17 mil barris/dia. Com o início da extração no segundo poço, no início do mês, a produção chegou a subir de 11,5 mil barris de petróleo para 23 mil barris/dia (ao todo), disse ele.

Um terceiro poço em Waimea começará a produzir no segundo semestre de 2012. Isso fará com que a produção atinja entre 30 mil e 40 mil barris/dia até o final do ano. Um quarto poço virá somente em 2013, e aí a produção pode variar entre 40 mil e 50 mil barris/dia.

O anúncio oficial da comprovação técnica de que a vazão dos poços seria de apenas um terço do alardeado, contrariando o que Mendonça afirmava, foi o estopim para a derrocada das ações da OGX.

Paulo Mendonça

Em 29 de agosto de 2012, o tão festejado e tão competente CEO da OGX de Eike Batista deixou de vez o grupo EBX. Ele perdeu o comando em junho depois que as ações da empresa despencaram quase 40% em dois dias como reflexo da previsão de produção menor do que o esperado no campo de Tubarão Azul. 

Em Junho o executivo virou uma espécie de assessor especial de Eike, mas isso não durou dois meses. Também sairam Paulo Ricardo Santos, diretor de exploração e Edmundo Marques e Luiz Reis gerentes executivos.

Com a demissão de Paulo Mendonça, Eike pretendia acalmar o mercado, colocando a culpa em Paulo Mendonça que tinha feito previsões otimistas demais, provocando a frustração do mercado como a feita em Maio de 2012 como abaixo.


Batista chegou a ser o homem mais rico do país, além de aparecer entre os 10 mais ricos do mundo. Arrogante, chegou a declarar publicamente que seria o homem mais rico do planeta até 2015. E começou cedo a correr atrás de seu sonho. Na década de 80 — com pouco mais de vinte anos — se lançou na exploração de ouro na Amazônia. Do ouro, passou para o minério de ferro, e depois de investir pesado na mineração, duas décadas mais tarde já tinha feito seu primeiro bilhão de dólares.

Aos poucos foi ganhando a confiança de investidores internacionais, e resolveu fundar a OGX, uma empresa concorrente da Petrobrás. Contudo, a ambição do empreendedor parecia não ter limites, e ele vendeu ao mundo o projeto de criação de uma rede de empresas interligadas, na qual uma sustentaria a outra.

Assim, Eike fundou uma série de companhias — entre elas, uma de logística, uma termelétrica, um estaleiro e um porto — que funcionariam como fornecedoras e consumidoras de seus próprios produtos. Os investidores compraram a ideia, mas o problema é que, quando saiu do papel, a OGX apresentou uma produção muito abaixo do esperado. Com isso, o sistema de “sustentação” acabou desestabilizado, afetando todas as empresas da rede em um verdadeiro efeito dominó.



Segundo os analistas, Batista fez fortuna — conseguindo que suas ações disparassem no mercado financeiro — na base de promessas. Contudo, não conseguiu cumprir com seus compromissos, prejudicando os investidores. Além disso, no início do mês, Batista foi protagonista de um calote histórico, quando deixou de pagar US$ 45 milhões em juros sobre os títulos da OGX.
No entanto, o colapso do brasileiro afetou a credibilidade do Brasil junto aos investidores internacionais, já que Eike representava o retrato da expansão econômica do país, transmitindo a sensação de que nada poderia dar errado, além de contar com o respaldo da presidente Dilma. A questão agora é: será que Batista vai conseguir pagar o que deve?


O pedido de recuperação judicial da OGX, foi apresentado e ganhou repercussão internacional. A revista Forbes deu destaque ao episódio marcante da petroleira de Eike Batista, que busca proteção da Justiça para evitar a falência. 

Relembrando que o empresário já ocupou a lista dos bilionários elaborada pela própria publicação, a Forbes intitula o pedido de recuperação judicial como “a morte do sonho brasileiro”.
A polêmica das reservas.
Em outubro de 2013, a OGX divulgou uma nova certificação das reservas de Tubarão Martelo*, na Bacia de Campos, feita pela consultoria DeGolyer & MacNaughton. O resultado mostrou que as reservas são um terço do estimado pela OGX em abril de 2012, quando foi declarada a comercialidade do campo. Na época, a companhia estimou um volume recuperável de 285 milhões de barris de óleo equivalente (inclui óleo e gás). Os números novos também mostraram que não há reservas classificadas na categoria com maior probabilidade de recuperação. Veja abaixo a classificação feita pela consultoria:

“Há apenas dois anos, Eike Batista era um dos bilionários que enriquecia mais rápido, construindo um império de energia e logística apoiado em seguidas descobertas de petróleo, com a companhia anunciando que tinha mais de 10 bilhões de barris em reservas”, relata a matéria, acrescentando que o empreendedor tinha o sonho de ultrapassar Carlos Slim, Warren Buffett e Bill Gates, se tornando o homem mais rico do mundo.

O “New York Times” fala em “queda titânica de US$ 5 bilhões”, referindo-se ao valor, em dólar, da dívida da petroleira, calculada em R$ 11,2 bilhões. A reportagem é ilustrada por uma foto do empresário ao lado da presidente Dilma Rousseff, relembrando o auge da carreira de Eike, quando a OGX era uma empresa promissora.

“A entrada do pedido pela petroleira OGX foi uma queda impressionante para Batista, que um dia foi símbolo do rápido crescimento do Brasil como potência econômica, mas mais recentemente tem representado uma elite brasileira que vê a si mesma acima das regras que governam a maior parte do país”, critica o “NYT”.

A análise do jornal americano compara a derrocada de Eike Batista à situação econômica do país, afirmando que a ascensão e a queda do empresário “espelham” o desempenho recente do país.

Os protestos de rua neste verão (inverno brasileiro) refletem o ressentimento dos brasileiros de que o governo canalizou recurosos para projetos controlados por magnatas como Batista”, destaca a publicação, que destaca a reportagem sobre a petroleira brasileira na capa de sua edição internacional na internet.

A agência de notícias Bloomberg, cuja revista “Businessweek” ironizou, recentemente, a crise vivida por Eike Batista, também repercutiu a notícia. Assim como no artigo publicado em setembro pela revista, a matéria desta quarta-feira dá destaque à perda avaliada em mais de US$ 30 bilhões na fortuna pessoal do empresário.

Conforme explicaram os analistas, Batista provavelmente começou a “cavar a própria cova” quando iniciou a venda de ativos em uma companhia para saldar as dívidas de outras, liquidando, pouco a pouco, todos os seus recursos. Os credores ainda estão decidindo sobre o que fazer com o que restou das empresas, e existem informações de que 355 dos 400 funcionários do grupo já teriam sido demitidos.

A equipe de seguranças que acompanhava o empresário também caiu pela metade, ou seja, de oito para quatro pessoas e, além disso, o brasileiro já vendeu seu helicóptero e jatinhos particulares, e não tem mais remédio que ir de carro trabalhar. Vai de ônibus, Batista! E você achando que a sua situação era complicada? Para você ver, que hoje em dia não tá fácil pra ninguém.


Perfil da empresa

*1º semestre de 2013


Quem são os credores



A OGX Maranhão não entrou no pedido de recuperação judicial e deve se tornar uma empresa independente. A empresa tem dívida de cerca de R$ 600 milhões com bancos, conforme abaixo:**
































Perfil da empresa

*10 semestre de 2013

Quem são os credores



A OGX Maranhão não entrou no pedido de recuperação judicial e deve se tornar uma empresa independente. A empresa tem dívida de cerca de R$ 600 milhões com bancos, conforme abaixo:**

Onde a OGX está

A OGX tem 31 blocos exploratórios no Brasil e cinco na Colômbia. 

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