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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

1964 - GERAÇÃO TRAIDA

GETULIO VARGAS
O Brasil sempre foi um país em que nos bastidores, alheios aos discursos demagógicos travou-se uma batalha. Batalha essa que no presente perde um pouco o sentido, pois hoje os tempos são outros, mas ela continua com outros matizes.

Converso com minha mãe hoje com 93 anos e procuro extrair dela os sentimentos de um tempo que passou, pois eles constituem uma memória da nossa história que aos poucos vai sendo esquecida, com o retorno à pátria espiritual daqueles que viveram outros períodos da nossa história política e contemporânea, e percebo nela a grande decepção que foi a morte de Getúlio Vargas, que ela não acredita que tenha se suicidado. Foi um grande trauma para o país a morte de um chefe de estado amado pelo seu povo, e que foi o responsável pelos direitos que até hoje permanecem com exceção daqueles que os "MILICOS" retiraram como a INDENIZAÇÃO POR TEMPO DE SERVIÇO que foi extinta e em seu lugar criado o FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO.

As manchetes desse tempo diziam "SÓ MORTO SAIREI DO CATETE", declaração atribuida a Getúlio Vargas ante o ultimato dos "MILICOS". Sempre eles.

Por causa do crime da rua Tonelero Getúlio foi pressionado, pela imprensa e por militares, a renunciar ou, ao menos, licenciar-se da presidência. O Manifesto dos Generais, de 22 de agosto de 1954, pede a renúncia de Getúlio. Foi assinado por 19 generais de exército, entre eles, Castelo Branco, Juarez Távora e Henrique Lott e dizia: "Os abaixo-assinados, oficiais generais do Exército...solidarizando com o pensamento dos camaradas da Aeronáutica e da Marinha, declaram julgar, como melhor caminho para tranquilizar o povo e manter unidas as forças armadas, a renúncia do atual presidente da República, processando sua substituição de acordo com os preceitos constitucionais".

Esta crise levou Getúlio Vargas ao suicídio na madrugada de 23 para 24 de agosto de 1954, logo depois de sua última reunião ministerial, na qual fora aconselhado, por ministros, a se licenciar da presidência. Getúlio registrou em sua agenda de compromissos, na página do dia 23 de agosto de 1954, segunda-feira: "Já que o ministério não chegou a uma conclusão, eu vou decidir: determino que os ministros militares mantenham a ordem pública. Se a ordem for mantida, entrarei com pedido de licença. Em caso contrário, os revoltosos encontrarão aqui o meu cadáver."
Getúlio concordou em se licenciar sob condições, que constavam da nota oficial da presidência da república divulgada naquela madrugada: "Deliberou o Presidente Getúlio Vargas.... entrar em licença, desde que seja mantida a ordem e os poderes constituídos..., em caso contrário, persistirá inabalável no propósito de defender suas prerrogativas constitucionais, com sacrifício, se necessário, de sua própria vida".

PALACIO DO CATETE NO RIO DE JANEIRO
ONDE SE DEU O TRÁGICO DESFECHO DA
MORTE DE GETÚLIO VARGAS

Getúlio, no final da reunião ministerial, assina um papel, que os ministros não sabiam o que era, nem ousaram perguntar. Encerrada a reunião ministerial, sobe as escadas para ir ao seu apartamento. Vira-se e despede-se do ministro da Justiça Tancredo Neves, dando a ele uma caneta Parker 21 de ouro e diz: "Para o amigo certo das horas incertas"!
A data não poderia ser mais emblemática: Getúlio, que se sentia massacrado pela oposição, pela "República do Galeão" e pela imprensa, escolheu a noite de São Bartolomeu para sua morte. Getúlio Vargas cometeu suicídio com um tiro no coração em seus aposentos no Palácio do Catete, na madrugada de 24 de agosto de 1954. Tancredo contou a Carlos Heitor Cony em 3 de agosto de 1984, como foram os últimos minutos de Getúlio. O depoimento de Tancredo saiu naRevista Manchete de 1 de setembro de 1984:


"Por volta das sete e meia, oito horas da manhã, ouviu-se o estampido seco. Desceu o elevador, às pressas, o Coronel Dornelles, um dos oficiais de serviço na presidência. Nós subimos apressadamente para o quarto onde o presidente se achava. Os primeiros a entrar foram o General Caiado, Dona Darci, Alzira, Lutero e eu. Encontramos o presidente de pijama, como meio corpo para fora da cama, o coração ferido e dele saindo sangue aos borbotões. Alzira de um lado, eu do outro, ajeitamos o presidente no leito, procuramos estancar o sangue, sem conseguir. Ele ainda estava vivo. Havia mais pessoas no quarto quando ele lançou um olhar circunvagante e deteve os olhos na Alzira. Parou, deu a impressão de experimentar uma grande emoção. Neste momento, ele morre. Foi uma cena desoladora. Todos nós ficamos profundamente compungidos; esse desfecho não estava na nossa previsão. O presidente em momento nenhum demonstrou qualquer traço de emoção, nunca perdeu o seu autodomínio, jamais perdeu sua imperturbável dignidade, de maneira que foi um trágico desfecho, que surpreendeu a todos e nos deixou arrasados."

Assumiu então a presidência da república, no dia 24 de agosto, o vice-presidente potiguar Café Filho, da oposição a Getúlio, que nomeou uma nova equipe de ministros e deu nova orientação ao governo.
Com grande comoção popular nas ruas, seu corpo foi levado para ser enterrado em sua terra natal. A família de Getúlio recusou-se a aceitar que um avião da FAB transportasse o corpo de Getúlio até o Rio Grande do Sul. A família de Getúlio também recusou as homenagens oficiais que o novo governo de Café Filho queria prestar ao ex-presidente falecido. Getúlio deixou duas notas de suicídio, uma manuscrita e outra datilografada, as quais receberam o nome de carta-testamento.
Uma versão manuscrita da carta-testamento, assinada no final da última reunião ministerial, somente foi divulgada ao público, em 1967, por Alzira Vargas, pela Revista O Cruzeiro, por insistência de Carlos Lacerda, que não acreditava que tal carta manuscrita existisse. Nesta carta manuscrita, Getúlio explica seu gesto:


Deixo à sanha de meus inimigos, o legado de minha morte. Levo o pesar de não ter podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro, e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia.
A mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos e gratuitos inimigos, numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa.
Acrescente-se na fraqueza dos amigos que não defenderam, nas posições que ocupavam, à felonia de hipócritas e traidores a quem beneficiei com honras e mercês, à insensibilidade moral de sicários que entreguei à Justiça, contribuindo todos para criar um falso ambiente na opinião pública do país contra a minha pessoa.
Se a simples renúncia ao posto a que fui levado pelo sufrágio do povo me permitisse viver esquecido e tranquilo no chão da pátria, de bom grado renunciaria. Mas tal renúncia daria apenas ensejo para, com mais fúria, perseguirem-me e humilharem-me. Querem destruir-me a qualquer preço. Tornei-me perigoso aos poderosos do dia e às castas privilegiadas.
Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não dos crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes. Só Deus sabe das minhas amarguras e sofrimentos. Que o sangue dum inocente sirva para aplacar a ira dos fariseus.
Agradeço aos que de perto ou de longe me trouxeram o conforto de sua amizade. A resposta do povo virá mais tarde..."



Uma versão datilografada, feita em três vias, e mais extensa desta carta-testamento, foi lida, de maneira emocionada, por João Goulart, no enterro de Getúlio em São Borja. Nesta versão datilografada é que aparece a frase "Saio da vida para entrar na história". Esta versão datilografada da carta-testamento até hoje é alvo de discussões sobre sua autenticidade. Chama muito a atenção nela, a frase em castelhano: "Se queda desamparado". Assim, tanto na vida quanto na morte, Getúlio foi motivo de polêmica. Também fez um discurso emocionado, no enterro de Getúlio, na sua cidade natal São Borja, o amigo e aliado de longa data Osvaldo Aranha que disse: "Nós, os teus amigos, continuaremos, depois da tua morte, mais fiéis do que na vida: nós queremos o que tu sempre quiseste para este País. Queremos a ordem, a paz, o amor para os brasileiros"!|Osvaldo Aranha
Osvaldo Aranha, que tantas vezes rompera e se reconciliara com Getúlio, acrescentou: "Quando, há vinte e tantos anos, assumiste o governo deste País, o Brasil era uma terra parada, onde tudo era natural e simples; não conhecia nem o progresso, nem as leis de solidariedade entre as classes, não conhecia as grandes iniciativas, não se conhecia o Brasil. Tu entreabriste para o Brasil a consciência das coisas, a realidade dos problemas, a perspectiva dos nossos destinos".
No cinquentenário de sua morte, em 2004, os restos mortais de Getúlio foram trasladados para um monumento no centro de sua cidade natal, São Borja.223
Consequências imediatas do suicídio
Há quem diga que o suicídio de Getúlio Vargas adiou um golpe militar que pretendia depô-lo. O pretendido golpe de estado tornou-se, então, desnecessário, pois assumira o poder um político conservador, Café Filho. O golpe militar veio, por fim, em 1964. Golpe de Estado que foi feito, essencialmente, no lado militar, por ex-tenentes de 1930.
Para outros, o suicídio de Getúlio fez com que passasse da condição de acusado à condição de vítima. Isto teria preservado a popularidade do trabalhismo e do PTB e impedido Café Filho, sucessor de Getúlio, por falta de clima político, de fazer uma investigação profunda sobre as possíveis irregularidades do último governo de Getúlio.
E, por fim, o clima de comoção popular devido à morte de Getúlio, teria facilitado a eleição de Juscelino Kubitschek à presidência da república e de João Goulart (o Jango) à vice-presidência, (JK), em 1955, derrotando a UDN, adversária de Getúlio. JK e João Goulart são considerados, por alguns, como dois dos "herdeiros políticos" de Getúlio.
Impacto popular
No dia seguinte ao suicídio, milhares de pessoas saíram às ruas para prestar o "último adeus" ao "pai dos pobres", chocadas com o que ouviram no noticiário radiofônico mais popular da época, o Repórter Esso. Enquanto isso, retratos de Getúlio eram distribuídos para o povo durante o dia. Carlos Lacerda teve que fugir do país, com medo de uma perseguição popular.
Anos mais tarde, em 1962, na 6ª faixa do disco LP: Saudades de Passo Fundo, Teixeirinha homenageou o presidente gaúcho Getúlio Vargas, com a faixa de nome: 24 de Agosto, lembrando o impacto popular que foi a morte repentina do então presidente do Brasil. Um trecho da música de Teixeirinha mostra claramente este fato:

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Vinte e quatro de agosto
A terra estremeceu
Os rádios anunciaram
O fato que aconteceu,
As nuvens cobriram o céu
O povo em geral sofreu
O Brasil se vestiu de luto
Getúlio Vargas morreu!
Seu nome ficou na história
Pra nossa recordação
Seu sorriso era a vitória
Da nossa imensa nação
Com saúde ele venceu
Guerra e revolução
Depois foi morrer a bala
Pela sua própria mão.

Na verdade os Militares não foram os arquitetos do golpe militar e das tentativas que existiram para depor os presidentes da república, como é o caso dessa tentativa contra Getúlio Vargas que foi frustrada pelo suicídio desse que deu sua vida pela estabilidade política do país, mas sim um grupo muito bem orquestrado de empresários, testas de ferro de interesses Norte Americanos e os próprios Americanos que procuravam controlar por meio de suborno, tanto esses empresários e testas de ferro como também os políticos que se identificavam com a ala chamada DIREITA. Esse grupo se utiliza e sempre se utilizou não só de tentativas de golpes, mas também de terrorismo, criando factoides a lá HITLER. Como é bem sabido HITLER é o grande inspirador dos manipuladores políticos pois ele conseguiu assumir o poder total na Alemanha depois que mandou secretamente incendiar o Parlamento Alemão e colocar a culpa nos JUDEUS, utilizando a necessidade de uma ditadura para controlar o CAOS. Logicamente não estava nos seus planos o retorno à democracia.

Hoje sabe-se que o golpe militar de 1964 foi articulado em WASHIGTON que cooptou toda a direita no Brasil (Políticos e Empresários, assim como grupos radicais e terroristas), assim como articulou golpes contra os governos legitimamente eleitos em toda a América Latina, como Argentina, Chile e outros países que ao mesmo tempo caminharam para regimes ditatoriais.

Nessa época vivia-se o climax da guerra fria e os Estados Unidos exerciam seu domínio aqui no Cone Sul que eles criam ser seu quintal, já que mantiveram entendimentos com a URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) sobre onde seria sua área de influência. Dessa forma um não se metia na área do outro. O Afeganistão por exemplo estava sob a área de influência da URSS e embora os EEUU (Estados Unidos da América) exercesse uma influência oposicionista lá, não interveio assim como o mesmo se deu em relação à URSS aqui.

Esse posicionamento radical dos EEUU objetivava inibir a influência da esquerda aqui na América Latina. Os Países onde eles não conseguiram transformar em ditaduras sintonizadas com os seus interesses como a Nicarágua, sofreram a oposição de grupos armados financiados pelos Estados Unidos como no caso da Nicarágua, os chamados CONTRAS. Esse posicionamento radical também tinha forte influência do partido conservador nos Estados Unidos, ou seja os REPUBLICANOS que dominavam o poder na época.

Quando o partido DEMOCRATA assumiu o poder nos Estados Unidos, a orientação mudou e iniciou a articulação para o retorno dos países Latino Americanos ao regime democrático.

Democracia por sinal é algo relativo nos países Latino Americanos, onde toda a oposição tinha sido calada ou eliminada por assassinatos e desaparecimentos, e onde os meios de comunicação estavam nas mãos dos grupos identificados com a direita, e leia-se ai a toda poderosa REDE GLOBO que detinha pelo menos 80% de toda a audiência televisiva no país e onde a Televisão tinha substituído com folga outras mídias como o rádio e os Jornais que também tinham seus principais exemplares nas mãos da direita.

A opinião pública era então manipulada escandalosamente por métodos sabiamente estudados de lavagem cerebral da população.

Os teóricos políticos como Leonel Brizola costumavam dizer que uma democracia só é legítima quando o povo tem um grau de instrução relativo, pois ai tem discernimento para avaliar o que é ou não manipulação, mas o Brasil sempre foi um país onde a educação muito sofreu, e o índice geral de instrução da população  Brasileira sempre foi bastante sofrível. 

Isso interessava a classe dominante, que assim continuava a fazer prevalecer os seus interesses. Essa classe dominante tinha verdadeiro pavor da Reforma Agrária que João Goulart queria fazer, bem como de reformas que viessem a favorecer as classes menos favorecidas. Foi por isso que a onda NEOLIBERAL varreu o Brasil a partir do Golpe Militar atuando em vária frentes. Sucateou o ensino em geral desde o básico até o Universitário e instituiu o Ensino pago, tanto as Faculdades de Esquina, como os colégios particulares, muito caros e que permitiam o acesso apenas aos queridinhos das classes dominantes. O Brasil passou a ser um país em que 25% da população tinha acesso à cidadania e 75% da população era uma população de excluídos, verdadeiros escravos que existiam para fornecer mão de obra farta e abundante aos empresários a troco de comida, pois os parcos salários não davam para muito mais do que isso.

Com o retorno das democracias, timidamente no início, com a lei da Anistia que perdoava os CRIMES cometidos pelos militares que torturaram e mataram, e devolvia aos antigos políticos seus direitos cassados, o país foi retornando aos poucos ao regime democrático, mas a lavagem cerebral foi tão eficaz que os primeiros presidentes eleitos eram identificados com a direita, como é o caso de Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso. Presidentes que rezavam na cartilha da direita e do Neoliberalismo, privatizando empresas públicas a preços de banana e se chafurdando nas benesses da corrupção, pois obviamente não entregaram o patrimônio público sem as suas gordas recompensas.

Entretanto para o retorno à Democracia e a anistia era necessário eliminar certas figuras que se retornassem seriam certamente caciques eleitorais muito populares. Era o caso de Juscelino Kubtcheck, João Goulart e também Carlos Lacerda que formaram no início da ditadura a chamada FRENTE AMPLA que se opunha ao Regime Militar. Em toda a América Latina por sinal pontilhavam líderes que certamente iriam incomodar, e para isso foi criado um grupo de ASSASSINOS articulados pelo ditador sanguinolento AUGUSTO PINOCHET do Chile, em cooperação com o governo Brasileiro, na ocasião o GENERAL JOÂO FIGUEIREDO, para montar uma operação denominada OPERAÇÃO CONDOR. Essa operação tinha o objetivo de eliminar as lideranças políticas que por certo iriam incomodar.
10/12/2013 14h44 - Atualizado em 10/12/2013 19h17
JK foi vítima da ditadura, diz relatório da Comissão da Verdade de SP

Documento foi apresentado nesta terça-feira (10) em São Paulo.
Texto aponta 90 indícios de que ex-presidente foi assassinado.

Tatiana SantiagoDo G1 São Paulo
132 comentários
CMV (Foto: Tatiana Santiago/ G1)Comissão Municipal da Verdade de SP apresentou
relatório nesta terça (Foto: Tatiana Santiago/ G1)
O vereador Gilberto Natalini (PV), presidente da Comissão Municipal da Verdade de São Paulo, declarou nesta terça-feira (10) que o ex-presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira foi vítima de uma conspiração política e acabou assassinado na Via Dutra, em Resende, em 22 de agosto de 1976.
Segundo Natalini, um dos fatores mais relevantes para comprovar o assassinato é a conjuntura política da época. "O Brasil procurou jogar os crimes da ditadura militar para debaixo do tapete, não só esse, mas muitos", disse Natalini.
Baseada em 90 indícios, provas e testemunhos, a Comissão da Verdade da Câmara Municipal também aponta que o laudo do exame necroscópico realizado no motorista de JK é outro fator determinante para comprovar o atentado.

“O orifício do crânio do motorista do Juscelino foi uma coisa que foi vista. O perito veio aqui e disse ‘eu vi o orifício’. O fragmento de metal dentro do crânio do cadáver na exumação ser descrito como fragmento de prego no caixão, quer dizer, aonde um prego de caixão vai entrar dentro do crânio de um cadáver? Isso é o conto da carochinha, não sei como o país pode ter acreditado nisso”, afirma ele.
“E toda a conjuntura política que rolava no país naquela época, que o Juscelino partia de uma candidatura e que o Regime [Militar] não queria a candidatura dele. Isso somado às questões do Cone Sul , vocês viram a carta do Contrera, vocês viram a articulação que houve, eles eliminaram os adversários políticos e ele foi um dos eliminados”, completou.
De acordo com o relatório da comissão, os possíveis mandantes do assassinato foram o Serviço Nacional de Informações (SNI), serviço de informação no Brasil, o general João Batista Figueiredo, com a participação do general  Couto e Silva, além do brigadeiro Villa-Forte.
Aqui no Brasil em um espaço de seis meses as três principais lideranças consideradas mais inconvenientes para os militares, foram sistematicamente eliminadas e suas mortes foram maquiadas para parecerem acidentes. Morreram assim Juscelino Kubtcheck em um acidente automobilistico na Via Dutra, e hoje a COMISSÃO DA VERDADE  atestou tratar-se de um autêntico assassinato, João Goulart que morreu quando um medicamento que vinha da França para tratamento de sua doença cardiaca foi interceptado e dentro do frasco foi colocado um medicamento envenenado. (Tal fato foi descrito por um dos integrantes do grupo que participou desse planejamento), e Carlos Lacerda que morreu em um hospital, e sobre o qual ainda não repousa um fato contundente que indique seu assassinato, mas vários indícios relatados no livro de Carlos Heitor Cony intitulado "O BEIJO DA MORTE".

Curioso é que décadas depois desses fatos, quando a maioria dos protagonistas desses fatos já faleceram, eles vêm à tona, e assim podemos fazer um balanço deles.

A primeira pergunta que se faz é: 1) Os militares fizeram bem ou mal ao país? Certamente fizeram muito mal. Endividaram o país tomando empréstimos no exterior, empréstimos esses que João Goulart não queria tomar para não endividar o país. E esses empréstimos para nada serviram. Três grandes projetos onde eles foram gastos atestam isso muito bem. A transamazônica da qual nada mais resta hoje. Dinheiro jogado fora. As usinas nucleares de Angra dos Reis que produzem realmente muito pouca energia e que nós tínhamos condições de construir sem ter que pagar muito caro para isso. 

A ferrovia do Aço que teve um custo muito alto e foi afinal abandonada. Portanto os Militares revelaram-se maus administradores, levando o Brasil a bater na s portas do FMI já na gestão de João Batista de Figueiredo para que o Brasil não fosse literalmente a falência. Isso era tudo o que os EEUU queriam. Passaram então a ditar as suas recomendações. Corte de gastos em Educação, Saúde e obras sociais para pagar juros aos bancos internacionais. 

QUE MARAVILHA. Os EEUU derramando dólares pelo mundo e obrigando países em desenvolvimento a frear o seu desenvolvimento, levar suas gerações a não conseguir trabalho para manter os gordos lucros dos Bancos Internacionais.

Isso só viria a mudar por ocasião da subida do PT ao poder com Luiz Inácio Lula da Silva. Ele não fez nenhuma mágica. Fez apenas o óbvio. Deixou de elevar a taxa de juros que chegou a 55% ao ano, e implementou a Indústria Brasileira. 

Hora! Ao contrário do que disse o ladrãozinho Collor, o Brasil é sim um país com alto potencial para se tornar um país industrializado. O Brasil tem potencial para se tornar no futuro uma potência, pois tem matéria prima e dimensões continentais, como a China, além de apesar de ter apenas 25% incluídos e 75% excluídos, encontra nesses 25% de incluídos o motor para o seu desenvolvimento. Se o Brasil tivesse investido em educação como s Tigres asiáticos, como queria Leonel Brizola, estaria colhendo os louros hoje. Infelizmente o PT ainda não enxergou isso.

GERAÇÃO TRAIDA E ROUBADA, que hoje poderia viver um novo país, mas que viveu um país em recessão, em falta de empregos, em miséria, em violência pela explosão demográfica nas grandes cidades e esvaziamento do campo. 

ELITE EGOÍSTA E INCOMPETENTE, uma das últimas a abolir a escravidão. Vocês irão passar e uma novas geração irá surgir e vocês terão que prestar conta. Quem mataram, quem assassinaram, de quem roubaram o emprego, quantos passaram fome por causa do que vocês fizeram. Quem já foi prestar contas, foi e quem ainda não foi, a hora se aproxima.

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