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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

PORQUE DILMA MERECEU SER REELEITA. QUAIS AS DIFERENÇAS?


Se analisar-mos a diferença que existe entre os candidatos só ai já veremos diversas razões para preferirmos Dilma Rousseff. Mulher guerrilheira que lutou nos tempos duros contra a ditadura militar no Brasil. Sua presença honra a memória dos mártires que tombaram lutando por um Brasil livre para todos nós, é portanto uma política forjada na luta pela democracia e por esse Brasil que todos queremos. Veja mais abaixo sua trajetória de vida.


Aécio por sua vez, neto de Tancredo Neves de quem herdou a trajetória política, é um classe média mineiro, que não tem nem ideia do que possa ser estar preso por três anos como aconteceu com Dilma. Não sabe o que é lutar. Foi criado dentro do conforto de uma família que pôde lhe dar tudo. É o que se pode chamar de "FILHINHO DE PAPAI". Um almofadinha se assim se pode dizer. Na minha opinião trai os ideais de luta de seu avô ao se filiar a um partido que é o oposto da ideologia de seu avô que sempre se opôs ao governo militar então representado pela ARENA como partido governista. TANCREDO NEVES sempre se vinculou ao partido de oposição ao governo, ou seja o MDB que hoje é representado pelo PMDB. 


O MDB à época do governo militar era o único partido de oposição ao governo, o que se tornava permitido para dar uma fachada de "DEMOCRACIA" à então ditadura militar, e era onde se aglutinavam os políticos de oposição ao regime. Com o fim do regime militar, os políticos da extinta ARENA se aglutinam no partido que hoje tem o nome de PSDB, que representa os interesses da direita no Brasil, vinculado aos interesses capitalistas e atrelado à ideologia NEOLIBERAL, portanto partidários da influência Norte Americana no Brasil. AÉCIO fica então na oposição à Trajetória política de TANCREDO NEVES tornando-se um político de carreira, sem ideologia, que deseja o poder pelo poder.
O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SIndute-MG) está uma arara com os tucanos. E não é de hoje.
Há alguns anos a entidade vem denunciando o descaso do governo mineiro, desde a gestão de Aécio Neves, com a educação. E mais: desde o choque de gestão aplicado pelo governador Aécio em 2008, o Departamento Intersidical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o tribunal de Contas do Estado e até mesmo publicações oficiais do governo apresentam uma realidade diferente das peças publicitárias veiculadas no estado. Por isso, os professores mineiros listaram 14 motivos para a educação do estado não ir lá muito bem das pernas

  • 1- Faltam 1.010.491 vagas no ensino médio.
  • 2 - Os governos tucanos não investiram nada na alimentação escolar e o que recebem do governo federal fica parado na conta, enquanto falta comida para alunos. 
  • 3 - O tucano congelou até 2015 os planos de carreira dos servidores.
  • 4 - Não há autonomia para os professores avaliarem o processo de aprendizagem dos alunos, impondo a aprovação automática.
  • 5 - A gestão tucana acabou com o fundo de previdência dos servidores estaduais (Funpemg) que já tinha capitalizado mais de R$ 3 bilhões para aposentadoria.
  • 6 - Somente 35% das crianças mineiras conseguem vaga na educação infantil.
  • 7 - Minas não paga o piso salarial profissional nacional aos profissionais do magistério, conforme determinado pela lei federal 11.793/08 e decisão do STF.
  • 8 - Os programas do governo são apenas para propaganda, não atingem a maioria dos municípios mineiros. O Poupança Jovem por exemplo, atende apenas 9 municípios.
  • 9 - O PSDB não investiu o mínimo que a Constituição Federal determina na área da educação. Isso representa, em dinheiro, mais de R$ 8 bilhões que deveriam ir para educação e não foram.
  • 10 - O PSDB não investiu na estrutura física das escolas estaduais: 633 escolas não possuem rede de esgoto, 1.991 não possuem refeitório, 1.984 não possuem quadra de esporte coberta, 2.475 não possuem laboratório de ciências.
  • 11 - O tucano não cumpre o que assina.
  • 12 - Aécio efetivou sem concurso mais de 98 mil servidores, colocando estas pessoas em uma situação de instabilidade. Quem adoeceu depois de dedicar a vida à escola pública está na rua, sem qualquer atenção do governo.
  • 13 - A gestão tucana disfarça índices usando apenas o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e escondendo outros indicadores que mostram a real dimensão dos problemas.
  • 14 - Mas o que incomoda mesmo Aécio é a possibilidade de a população ser lembrada sobre os problemas da escola durante o período eleitoral.

Aécio Neves teve vários erros, e nesse momento muitos dos políticos que fizeram carga no PSDB devem estar dando murros nas paredes. Um dos erros foi não fazer um bom governo em Minas. Eu tenho o costume de perguntar aos mineiros, antes o que eles estão achando do Governo deles, e a resposta que eu sempre ouvi é: "Os mineiros não falam bem de Aécio Neves". Isso indica que seu governo não foi bem lá.
Não teve aprovação da população. É evidente que o bairrismo conta, mas mesmo assim não deu. Então foi extremamente incompetente, porque Collor o campeão da incompetência, até hoje tem votos em Alagoas, mas com certeza também não deve ter a maioria nem em Alagoas. Áécio não ganhou nem em Minas Gerais, o estado que governou por dois mandatos consecutivos. Não era como Eduardo Campos que deixou o governo de seu estado com 80% de aprovação.

Outra cangalha pesada em cima da cabeça de Aécio Neves e essa é uma mala pesadíssima e sem alças, é carregar a herança de Fernando Henrique Cardoso, o homem que criou o FATOR PREVIDENCIÁRIO, que instituiu leis após leis para prejudicar os aposentados, que chamou os aposentados de "VAGABUNDOS", quando ele é o príncipe dos VAGABUNDOS já que se aposentou bem cedo e acumulou várias aposentadorias. Repito "V A G A B U N D O". 



Além disso fez um governo que primou pela entrega de nossas riquezas a grupos de bandidos como Daniel Dantas, e outros, utilizando-se dos Bancos Públicos como o BNDES que agora o Armínio Fraga queria destruir. Quando Aécio Neves convidou Armínio Fraga para Ministro da Fazenda, acenou de forma inequívoca qual era a orientação política que iria seguir, e isso com certeza fez muita gente pensar bem sobre o que iriam querer para o nosso país.

Por outro lado, o que fez, muita gente votar em Aécio Neves? Óbviamente não foi pelo lindos olhos de Aécio, um homem que deve ser temperamental, porque o rosto da sua atual esposa conheceu já o peso de sua mão em público, e além disso não respeita as leis, pois foi parado pela blitz da lei seca no Rio de Janeiro e não quis fazer o teste do bafômetro.

O que fez as pessoas votarem em Aécio Neves foi sem dúvida a rejeição ao PT construída semana após semana pelas mentiras e estratagemas criadas pela revista VEJA. 

Essa revista que sem dúvida está a serviço da inteligencia Americana que deseja a vota da direita no Brasil, merece a muito tempo sofrer uma enxurrada de processos por calúnia e difamação, porque é notória sua determinação de destruir o partido dos trabalhadores que vai para o seu quarto mandato no governo. 

Já está na hora do PODER fazer pesar a sua mão sobre essa estirpe de caluniadores e difamadores dessa revista podre. Está na hora das pessoas de bom senso pararem de acreditar e de ler essa revista.

A classe média que se hospeda principalmente em São Paulo e mais para o sul do país se regozija com as publicações da revista, porque no fundo esconde uma certa rejeição à melhoria econômica de certas camadas da população que eles desejariam que se mantivessem como seus escravos. Na verdade essas pessoas lamentam o fim da escravidão. Não sabem que um dia irão morrer e quando chegarem lá perante o trono divino, serão iguais ou inferiores aos que eles pensavam serem escravos. 

Por outro lado não existe país que tenha se tornado incluído no rol dos países do primeiro mundo sem ter resolvido positivamente suas desigualdades sociais, ou que tenha tirado da linha da miséria os seus cidadãos menos favorecidos, mesmo os mais ferrenhos capitalistas. O PT está atuando brilhantemente nessa linha.


DE GUERRILHEIRA A PRESIDENTE; RELEMBRE A TRAJETÓRIA DE DILMA


Dilma Vana Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947, na cidade de Belo Horizonte (MG). É filha do imigrante búlgaro Pedro Rousseff e da professora Dilma Jane da Silva, nascida em Resende (RJ). O casal teve três filhos: Igor, Dilma e Zana. A filha do meio iniciou os estudos no tradicional Colégio Nossa Senhora de Sion, e cursou o ensino médio no Colégio Estadual Central, então centro da efervescência estudantil da capital mineira. Aos 16 anos, Dilma dá início à vida política, integrando organizações de combate ao regime militar

Em 1969, conhece o advogado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo. Juntos, sofrem com a perseguição da Justiça Militar. Condenada por “subversão”, Dilma passa quase três anos, de 1970 a 1972, no presídio Tiradentes, na capital paulista. Livre da prisão, muda-se para Porto Alegre em 1973. Retoma os estudos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul após fazer novo vestibular. Em 1975, Dilma começa a trabalhar como estagiária na Fundação de Economia e Estatística (FEE), órgão do governo gaúcho. No ano seguinte, dá à luz a filha do casal, Paula Rousseff Araújo

Dedica-se, em 1979, à campanha pela Anistia, durante o processo de abertura política comandada pelos militares, ainda no poder. Com o marido Carlos Araújo, ajuda a fundar o Partido Democrático Trabalhista (PDT) no Rio Grande do Sul. Trabalhou na assessoria da bancada estadual do partido entre 1980 e 1985. Em 1986, o então prefeito da capital gaúcha, Alceu Collares, escolhe Dilma para ocupar o cargo de Secretária da Fazenda. Com a volta da democracia ao Brasil, Dilma, então diretora-geral da Câmara Municipal de Porto Alegre, participa da campanha de Leonel Brizola ao Palácio do Planalto em 1989, ano da primeira eleição presidencial direta após a ditadura militar. No segundo turno, Dilma vai às ruas defender o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT).


No início da década de 1990, retorna à Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul, agora como presidente da instituição. Em 1993, com a eleição de Alceu Collares para o governo do Rio Grande do Sul, torna-se Secretária de Energia, Minas e Comunicação do Rio Grande do Sul. Em 1998, inicia o curso de doutorado em Economia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mas, já envolvida na campanha sucessória do governo gaúcho, não chega a defender tese. A aliança entre PDT e PT elege Olívio Dutra governador e Dilma ocupa, mais uma vez, a Secretaria de Energia, Minas e Comunicação do Rio Grande do Sul. Dois anos depois, filia-se ao PT.

O trabalho realizado no governo gaúcho chamou a atenção de Luiz Inácio Lula da Silva, já que o Rio Grande do Sul foi uma das poucas unidades da federação que não sofreram com o racionamento de energia em 2001. Em 2002, Dilma é convidada a participar da equipe de transição entre os governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Lula (2003-2010). Depois, com a posse de Lula, torna-se ministra de Minas e Energia. Entre 2003 e 2005, comanda profunda reformulação no setor com a criação do chamado marco regulatório (leis, regulamentos e normas técnicas) para as práticas em Minas e Energia. Além disso, preside o Conselho de Administração da Petrobrás, introduz o biodiesel na matriz energética brasileira e cria o programa Luz para Todos.

Lula escolhe Dilma para ocupar a chefia da Casa Civil e coordenar o trabalho de todo ministério em 2005. A ministra assume a direção de programas estratégicos como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida. Coordenou ainda a Comissão Interministerial encarregada de definir as regras para a exploração das recém-descobertas reservas de petróleo na camada pré-sal e integrou a Junta Orçamentária do Governo, que se reúne mensalmente para avaliar a liberação de recursos para obras.


Em março de 2010, Dilma e Lula lançam a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), que amplia as metas da primeira versão do programa. No dia 03 de abril do mesmo ano, Dilma deixa o Governo Federal para se candidatar à Presidência. Em 13 de junho, o PT oficializa a candidatura da ex-ministra.


No dia 03 de abril do mesmo ano, Dilma deixa o Governo Federal para se candidatar à Presidência. Em 13 de junho, o PT oficializa a candidatura da ex-ministra.


No segundo turno das eleições, realizado em 31 de outubro de 2010, aos 63 anos de idade, Dilma Rousseff é eleita presidente contra José Serra (PSDB), com quase 56 milhões de votos.



Em 1º de janeiro de 2011, Dilma toma posse como presidente e se torna a primeira mulher a ocupar o mais alto cargo executivo no Brasil.


Em 2014, durante disputa contra Aécio Neves (PSDB) no segundo turno, Dilma consegue 51,64% dos votos válidos e consegue a reeleição. Dilma falou em união e reformas em seu primeiro discurso após o resultado das urnas. Em Brasília, ela negou que o país esteja dividido e pediu paz entre todos.

ARTIGO DE LULA: POR QUE O BRASIL É O PAÍS DAS OPORTUNIDADES

Por Luiz Inácio Lula da Silva

Passados cinco anos do início da crise global, o mundo ainda enfrenta suas consequências, mas já se prepara para um novo ciclo de crescimento. As atenções estão voltadas para mercados emergentes como o Brasil. Nosso modelo de desenvolvimento com inclusão social atraiu e continua atraindo investidores de toda parte. É hora de mostrar as grandes oportunidades que o país oferece, num quadro de estabilidade que poucos podem apresentar.

Nos últimos 11 anos, o Brasil deu um grande salto econômico e social. O PIB em dólares cresceu 4,4 vezes e supera US$ 2,2 trilhões. O comércio externo passou de US$ 108 bilhões para US$ 480 bilhões ao ano. O país tornou-se um dos cinco maiores destinos de investimento externo direto. Hoje somos grandes produtores de automóveis, máquinas agrícolas, celulose, alumínio, aviões; líderes mundiais em carnes, soja, café, açúcar, laranja e etanol.

Reduzimos a inflação, de 12,5% em 2002 para 5,9%, e continuamos trabalhando para trazê-la ao centro da meta. Há dez anos consecutivos a inflação está controlada nas margens estabelecidas, num ambiente de crescimento da economia, do consumo e do emprego. Reduzimos a dívida pública líquida praticamente à metade; de 60,4% do PIB para 33,8%. As despesas com pessoal, juros da dívida e financiamento da previdência caíram em relação ao PIB.

Colocamos os mais pobres no centro das políticas econômicas, dinamizando o mercado e reduzindo a desigualdade. Criamos 21 milhões de empregos; 36 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza e 42 milhões alcançaram a classe média.


Quantos países conseguiram tanto, em tão pouco tempo, com democracia plena e instituições estáveis?

A novidade é que o Brasil deixou de ser um país vulnerável e tornou-se um competidor global. E isso incomoda; contraria interesses. Não é por outra razão que as contas do país e as ações do governo tornaram-se objeto de avaliações cada vez mais rigorosas e, em certos casos, claramente especulativas. Mas um país robusto não se intimida com as críticas; aprende com elas.

A dívida pública bruta, por exemplo, ganhou relevância nessas análises. Mas em quantos países a dívida bruta se mantém estável em relação ao PIB, com perfil adequado de vencimentos, como ocorre no Brasil? Desde 2008, o país fez superávit primário médio anual de 2,58%, o melhor desempenho entre as grandes economias. E o governo da presidenta Dilma Rousseff acaba de anunciar o esforço fiscal necessário para manter a trajetória de redução da dívida em 2014.

Acumulamos US$ 376 bilhões em reservas: dez vezes mais do que em 2002 e dez vezes maiores que a dívida de curto prazo. Que outro grande país, além da China, tem reservas superiores a 18 meses de importações? Diferentemente do passado, hoje o Brasil pode lidar com flutuações externas, ajustando o câmbio sem artifícios e sem turbulência. Esse ajuste, que é necessário, contribui para fortalecer nosso setor produtivo e vai melhorar o desempenho das contas externas.

O Brasil tem um sistema financeiro sólido e expandiu a oferta de crédito com medidas prudenciais para ampliar a segurança dos empréstimos e o universo de tomadores. Em 11 anos o crédito passou de R$ 380 bilhões para R$ 2,7 trilhões; ou seja, de 24% para 56,5% do PIB. Quantos países fizeram expansão dessa ordem reduzindo a inadimplência?

O investimento do setor público passou de 2,6% do PIB para 4,4%. A taxa de investimento no país cresceu em média 5,7% ao ano. Os depósitos em poupança crescem há 22 meses. É preciso fazer mais: simplificar e desburocratizar a estrutura fiscal, aumentar a competitividade da economia, continuar reduzindo aportes aos bancos públicos, aprofundar a inclusão social que está na base do crescimento. Mas não se pode duvidar de um país que fez tanto em apenas 11 anos.

Que país duplicou a safra e tornou-se uma das economias agrícolas mais modernas e dinâmicas do mundo? Que país duplicou sua produção de veículos? Que país reergueu do zero uma indústria naval que emprega 78 mil pessoas e já é a terceira maior do mundo?

Que país ampliou a capacidade instalada de eletricidade de 80 mil para 126 mil MW, e constrói três das maiores hidrelétricas do mundo? Levou eletricidade a 15 milhões de pessoas no campo? Contratou a construção de 3 milhões de moradias populares e já entregou a metade?

Qual o país no mundo, segundo a OCDE, que mais aumentou o investimento em educação? Que triplicou o orçamento federal do setor; ampliou e financiou o acesso ao ensino superior, com o Prouni, o FIES e as cotas, e duplicou para 7 milhões as matrículas nas universidades? Que levou 60 mil jovens a estudar nasmelhores universidades do mundo? Abrimos mais escolas técnicas em 11 anos do que se fez em todo o Século XX. O Pronatec qualificou mais de 5 milhões de trabalhadores. 

Destinamos 75% dos royalties do petróleo para a educação.E que país é apontado pela ONU e outros organismos internacionais como exemplo de combate à desigualdade?

O Brasil e outros países poderiam ter alcançado mais, não fossem os impactos da crise sobre o crédito, o câmbio e o comércio global, que se mantém estagnado. A recuperação dos Estados Unidos é uma excelente notícia, mas neste momento a economia mundial reflete a retirada dos estímulos do Fed. E, mesmo nessa conjuntura adversa, o Brasil está entre os oito países do G-20 que tiveram crescimento do PIB maior que 2% em 2013.

O mais notável é que, desde 2008, enquanto o mundo destruía 62 milhões de empregos, segundo a Organização Internacional do Trabalho, o Brasil criava 10,5 milhões de empregos. O desemprego é o menor da nossa história. Não vejo indicador mais robusto da saúde de uma economia.
Que país atravessou a pior crise de todos os tempos promovendo o pleno emprego e aumentando a renda da população?

Cometemos erros, naturalmente, mas a boa notícia é que os reconhecemos e trabalhamos para corrigi-los. O governo ouviu, por exemplo, as críticas ao modelo de concessões e o tornou mais equilibrado. Resultado: concedemos 4,2 mil quilômetros de rodovias com deságio muito acima do esperado. Houve sucesso nos leilões de petróleo, de seis aeroportos e de 2.100 quilômetros de linhas de transmissão de energia.

O Brasil tem um programa de logística de R$ 305 bilhões. A Petrobras investe US$ 236 bilhões para dobrar a produção até 2020, o que vai nos colocar entre os seis maiores produtores mundiais de petróleo. Quantos países oferecem oportunidades como estas?

A classe média brasileira, que consumiu R$ 1,17 trilhão em 2013, de acordo com a Serasa/Data Popular, continuará crescendo. Quantos países têm mercado consumidor em expansão tão vigorosa?
Recentemente estive com investidores globais no Conselho das Américas, em Nova Iorque, para mostrar como o Brasil se prepara para dar saltos ainda maiores na nova etapa da economia global. 

Voltei convencido de que eles têm uma visão objetiva do país e do nosso potencial, diferente de versões pessimistas. O povo brasileiro está construindo uma nova era – uma era de oportunidades. 

Quem continuar acreditando e investindo no Brasil vai ganhar ainda mais e vai crescer junto com o nosso país.
Luiz Inácio Lula da Silva é ex-presidente da República e presidente de honra do PT

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