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domingo, 9 de agosto de 2015

PORQUE DILMA ESTÁ AFUNDANDO.


Reconhecida pelo FMI como a nação que mais reduziu o desemprego em pleno colapso mundial –11 milhões de vagas foram criadas  desde 2008, enquanto o mundo fechava mais de 60 milhões de postos de trabalho--  o país, todavia, é estigmatizado  como a ovelha negra pelo padrão ortodoxo.

Enquanto a participação do trabalho na renda esfarela em boa parte do mundo, aqui ela cresceu  desde 2008.

 Em boa parte, segundo o Ipea, por conta do ganho real de poder de compra do salário mínimo, que teve um aumento de 70% acima da inflação, desde 2003.

Sob governos do PT , a renda dos  10% mais pobres  deu um salto de 91,2%.  A parcela endinheirada ficou com um ganho da ordem de 17%.

Estamos falando do fluxo da riqueza, sem mexer ainda nos estoques acumulados.

Uma parte da distribuição promovida desde 2003, porém, tem vazado para os mercados ricos,  através das importações baratas que sufocam a manufatura brasileira. 

Por tabela depreciam os salários ao gerar um número menor de vagas no setor industrial, que paga melhor e irradia produtividade a todo o sistema econômico.

25% do consumo atual de manufaturados no Brasil tem origem em mercadorias importadas.

O déficit comercial específico nessa área foi de US$ 105 bi no ano passado.

Mas porque o Governo Dilma em seu segundo mandato resvala para o naufrágio, quando o início do governo do PT foi tão promissor, chegando-se mesmo a se falar em Impeathment?

Se é certo que a política desenvolvida pelo PT foi correta em diversos aspectos, ela falhou em outros aspectos.


Diriamos que a política do PT foi correta quando estimulou o consumo, estimulando a redução da taxa de juros e promovendo  o consumo por meio do parcelamento a longo prazo dos bens de consumo, reduzindo os impostos sobre itens de consumo como carros e outros.

A taxa de juros menor também foi um incentivo para a economia. Com aumento no consumo e taxas de juros baixas, formou-se o binômio do crescimento. Incentivo ao desenvolvimento e mercado em expansão. Com isso a renda subiu e o desemprego chegou ao nível de "PLENO EMPREGO".

Lula também incentivou a expansão da indústria Naval trazendo para o Brasil a construção das grandes plataformas petrolíferas, incentivando a Petrobras, e com isso a Gigante deu um salto de qualidade firmando-se como uma das maiores do mundo, descobrindo o Pré-Sal e despontando como a maior empresa do continente.

Esses ganhos jamais serão perdidos e valem demais para o povo Brasileiro, mas o governo do PT teve também os seus pecados os quais vamos enumerar.


PECADOS DO PT

1 - Não tinha em seus quadros pessoas de absoluta estatura moral e competência, e quando falamos disso estamos nos referindo principalmente ao primeiro ministro da casa civil, JOSÉ DIRCEU. Além de desonesto era incompetente e isso solapou os alicerces morais do partido. É verdade que roubo sempre existiu no Brasil, por toda a era dos regimes militares e também dos pós militares. Muito já se roubou nesse país, entretanto com mais competência. Como bem já dizia Roberto Jefferson, foram "RATOS MAGROS", sim porque eles eram os "GORDOS". Mestres da roubalheira.

2 - Lula e Dilma permitiram que os gastos públicos se elevassem demasiadamente, e esse foi seu calcanhar de aquiles. Programas como "BOLSA FAMÍLIA" e ProUni aumentaram muito os gastos públicos, assim como o crescente aumento da carga tributária.
O Programa Universidade para Todos (ProUni) oferece bolsas de estudos parciais (50%) e integrais (100%) para estudantes brasileiros de baixa renda em faculdades particulares de todo o País. Para participar, é necessário ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano anterior, ter obtido uma média de pelo menos 450 pontos nas provas e não ter zerado na redação. As bolsas integrais são para candidatos com renda familiar bruta mensal de até um salário mínimo e meio por pessoa e as parciais são para quem tem renda familiar bruta mensal de até três salários mínimos por pessoa.As inscrições para o ProUni são gratuitas e acontecem duas vezes por ano, no primeiro e no segundo semestre.
O governo poderia ter utilizado o financiamento particular para isso como o programa PRÁ-VALER do Banco Santander, oferecendo algum tipo de incentivo ou em parceria de forma a minimizar o gasto público.

O DÉFICIT GOVERNAMENTAL
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Entre janeiro e novembro de 2014, o governo federal gastou R$ 933,1 bilhões. No mesmo período do ano anterior, o valor foi de R$ 827,7 bilhões. Ou seja, as despesas cresceram 12,72%, enquanto as receitas avançaram apenas 2,8% no mesmo período, passando de R$ 890,3 bilhões (2013) para R$ 914,7 bilhões.

A diferença entre as contas (receitas menos despesas, excluindo o pagamento da dívida pública) foi de R$ 18,3 bilhões, o pior resultado de janeiro a novembro desde 2001 (início da série histórica desse indicador).


O estado brasileiro cresceu fortemente nos últimos anos e parece estar excessivamente grande. A despesa do governo federal passou de 19% para 30% do PIB entre 1995 e 2009. E a carga tributária imposta pela União, estados e municípios saltou de 27% do PIB, em 1995, para mais de 33,6% em 2009.


Quando a carga tributária é excessiva, só há uma opção. Aumentar impostos. Mas o aumento de impostos, provoca retração nos investimentos, retração no consumo, atrasa o desenvolvimento do país. Um exemplo claro disso é o preço dos carros Brasileiros.


A Carga tributária incidente sobre toda a cadeia de consumo Brasileira, provoca retração do consumo, que por sua vez provoca retração no desenvolvimento, redução na geração de empregos e consequentemente redução na renda do Brasileiro.

A carga tributaria brasileira hoje não tem mais espaço para crescimento, portanto se há déficit primário ele tem que ser reduzido e não é com o aumento dos impostos.

Portanto se o governo quer arrecadar mais, deveria apostar não no aumento de impostos, mas na sua redução, pois a redução dos impostos, provocaria o efeito contrário. Aumento de consumo, aumento de produção e consequente aumento de arrecadação que se faria não de poucos mas de muitos tendo em vista que o número de compras se elevaria e a quantidade de itens fabricados idem.

Veja o que aconteceu quando o governo reduziu o IPI dos carros brasileiros.
           04/09/2012 10h50 - Atualizado em 05/09/2012 19h24
A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) confirmou nesta terça-feira (4) que as vendas de veículos (inclui automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) tiveram o melhor mês da história da indústria automobilística. A marca recorde é de 420.101 unidades e representa aumento de 15,3% sobre julho (364.201 unidades) e de 28,3% em relação a agosto do ano passado, com 327.360.
O resultado foi impulsionado pelas vendas de carros (automóveis e comerciais leves), também históricas, que somaram 405.518 emplacamentos em agosto, alta de 15,4% sobre julho, graças ao desconto do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados). Este também foi o melhor mês de todos os tempos em vendas para o segmento, superando dezembro de 2010, segundo a Fenabrave, quando foram emplacados 361.197 carros.
Portanto o estímulo ao consumo, provocou o crescimento da indústria automobilística brasileira enquanto no resto do mundo a indústria automobilística sofria retração.

O efeito disso foi crescimento, geração de empregos, aumento de renda dos trabalhadores, e aumento de arrecadação, porque é melhor arrecadar pouco de muitos do que muito de meia duzia.

Quando falta dinheiro em caixa, o governo pode se endividar e pegar recursos emprestados de investidores para honrar compromissos. Em troca, compromete-se a devolver o dinheiro com alguma correção monetária. Para isso, ele costuma emitir títulos públicos que são vendidos no mercado financeiro.

A dívida bruta do Brasil saltou para 62% do PIB (produto interno bruto, ou seja, a soma de toda riqueza produzida pela sociedade). Em dez meses, o endividamento total aumentou 8,4 pontos percentuais, já que, em dezembro de 2013, a dívida representava 53,6% de todas as riquezas produzidas pelo país.

O dinheiro que “sobra” nas contas do governo depois de pagar as despesas (exceto juros da dívida pública) é chamado de superávit primário. É esse dinheiro que o governo usa como poupança para pagar os juros da dívida pública.

Manter as contas públicas em dia é crucial para o mercado financeiro internacional. Quanto menor a dívida em relação ao PIB, mais o país mostra que é um “bom pagador”. Quanto maior a capacidade de pagamento do Brasil, menor é o risco de crédito e as chances de conseguir taxas de juros mais baixas em empréstimos. 

A dívida ainda pode aumentar se a cotação do dólar subir. Quanto mais os encargos da dívida crescerem, pior ficará a situação fiscal.

O gasto público também pressiona a alta dos preços em geral. Com a inflação mais alta, o governo também sobe a taxa básica de juros (Selic). A alta dos juros pelo Banco Central é uma forma de conter o consumo das famílias e frear a oferta de crédito pelos bancos.

Apesar disso, os juros altos deixam famílias endividadas em alerta e “travam” financiamentos do setor produtivo, o que freia os investimentos que o país precisa para voltar a crescer.

A SUBIDA DO DOLAR NÃO AJUDA DILMA.

O Banco Central (BC) registrou prejuízo de cerca de R$ 57 bilhões com os contratos de "swap cambial" – contratos equivalentes a venda futura de dólares – nos sete primeiros meses deste ano, ou seja, até julho, segundo números da própria autoridade monetária do país. 
 SWAP cambial é quando o governo utiliza sua reserva de dólares que no momento é de 330 bilhões (Fundo soberano criado no governo Lula) para vender dólares no mercado e assim poder controlar a subida da moeda.
Mesmo assim, não impediu uma alta do dólar, que, no fim do ano passado, estava em R$ 2,65. Somente em julho, quando a moeda norte-americana avançou pouco mais de 10%, para R$ 3,42, as perdas foram de R$ 23,9 bilhões. De forma geral, o BC lucra com estas operações quando o dólar cai e perde quando a cotação da moeda norte-americana sobe. 
O dólar fechou em queda de 0,83% nesta sexta-feira, 7 de agosto de 2015, após 6 altas seguidas, mas permaneceu cotado acima de R$ 3,50. Na semana, o dólar subiu 2,44%. No ano, há valorização acumulada de 31,95%.
3 - Outro erro crasso de Dilma foi tomar medidas impopulares. A verdade é que, nos últimos tempos, a mando dela, a base governista tem aplicado sucessivos golpes contra os trabalhadores. Primeiro, com a MP (Medida Provisória) 665 tornou-se mais difícil o acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial e ao seguro-defeso. Depois, com a MP 664, mudaram as regras para o direito à pensão por morte, limitando o recebimento pelo cônjuge ou companheiro. Dessa forma Dilma perde apoio popular.

No mês passado, como parte do arrocho mais uma medida foi aprovado na Câmara e seguiu para o Senado: projeto 856/2015, que nada mais é do que uma "reoneração", já que, além de anular a desoneração que foi concedida pelo mesmo governo tempos atrás, dobrou a tributação de dezenas de setores da economia. Muitos deles já avisaram que terão de demitir, inflando as estatísticas de desemprego - de janeiro a maio, 250 mil trabalhadores perderam seus postos, o pior resultado em 13 anos. O corte nos benefícios e o aumento na tributação das empresas e, consequente redução nas vagas de trabalho, ocorre em meio à crise, caracterizada pela estagflação - inflação alta e crescimento negativo da economia.

4 - Por fim destacamos a liberalidade com que os produtos internacionais são consumidos, gerando desequilíbrio na balança comercial.

A situação das contas externas ou da balança comercial é pautada pela diferença entre importação e exportação (matérias-primas, produtos e transações de comércio, serviços e renda). O déficit ocorre quando existe diferença no balanço de pagamentos em transações correntes.

Em relação às contas externas, o Brasil está importando mais do que exportando. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em 2014 a importação superou a exportação em US$ 3,93 bilhões, sendo o primeiro saldo negativo anual desde 2000. 

Segundo especialistas, o saldo negativo é devido à desvalorização do preço de commodities (as matérias-primas que o país exporta, como minério de ferro e soja), cenário internacional desfavorável (como a crise da Argentina) e ao baixo preço do petróleo. 

Dívida pública 

Quando falta dinheiro em caixa, o governo pode se endividar e pegar recursos emprestados de investidores para honrar compromissos. Em troca, compromete-se a devolver o dinheiro com alguma correção monetária. Para isso, ele costuma emitir títulos públicos que são vendidos no mercado financeiro.

REMÉDIO

O remédio ao contrário do que dizem os NEO-LIBERAIS, não é fazer um arroxo. Mas sim reduzir gastos públicos, reduzir impostos, e estimular o consumo. Incentivar as exportações, via redução de carga tributaria.


A própria redução de impostos combinada com aumento do prazo irá impulsionar a economia e faze-la voltar a crescer. Com a economia em crescimento, aumento de empregos e o país crescendo, o dólar cai, a inflação cai, porque com o aumento das empresas, aumenta a concorrência e nada melhor do que concorrência para derrubar preços.

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