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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

POR TRÁS DO DESMONTE DA PETROBRAS.

Mais uma vez , a visão e informações são sempre parciais.
 

Para a grande imprensa, a Petrobrás finalmente caiu na real. Sem recursos, concentrará sua atuação em operações que lhe assegurem retorno à rentabilidade mais rápidos. O plano de negócios até 2019 prevê um corte de 37% no planejamento anterior. A estatal vai investir US$ 130 bi no período, dos quais 83% na exploração e produção.
 



O alvo é o pré-sal, que já atingiuem sete anos, cerca de 800 mil barris/dia de petróleo. Para a grande imprensa, mesmo com o corte, os investimentos na cadeia produtiva mantêm a operação do sistema, com um média anual de US$ 26 bi.
 
Sai a ideologia, entra o pragmatismo. Para isso e equilibrar a balança é necessário vender ativos, desde poços em declínio de produção até a “coroa da rainha”, os poços do
pré-sal.
 
E a grande imprensa pergunta,como ser operadora única no setor e ter no mínimo 30% do capital do consórcio se não há dinheiro? Assim, afirma, dos US$ 130 bi de investimentos programados, quase a metade terá origem na venda de ativos. Ou seja, mais uma fatia da Petrobrás a ser privatizada. Além disso, pede preços dos combustíveis alinhados aos preços internacionais.


Cenário:
 

O novo plano de negócios da Petrobrás
 

Para eles, é condição sinequanon para atrair investidores nas áreas de abastecimento e distribuiçãode combustíveis, além do reexame da política de conteúdo local. 

Literalmente, propõe o desmonte do modelo de partilha.

O que faltou dizer à opinião pública? 

Mudança em planos de negócios é normal em função dos cenários que se apresentam. Mas o petróleo tem suas particularidades e integra qualquer projeto de desenvolvimento nacional. E aí surge a primeira pergunta que não foi feita no noticiário da grande imprensa: 

que projeto ela defende?
 
Outra pergunta que se omite é: 

qual o valor do petróleo? 

Todo bem tem um valor de uso e de troca. Vocês podem imaginar o uso do petróleo e derivados na cadeia produtiva?

 E aí teremos que redimensionar o valor de uso do petróleo,que é enorme no país. Segundo consta, não há até o momento nada comparável que o substitua nessa cadeia de produção. E nesse ponto, todas as contas devem ser
repensadas, já que o valor da troca se deteriora no contexto recessivo atual.

Já a exploração do pré-sal, há que pensar na estratégia de produção, a velocidade da extração do produto e sua finalidade. 

Vamos extrair mais agora, por que? 


Para abastecer os grandes consumidores internacionais que estão no pico de sua produção e olham com “olhos grandes” a grande reserva do pré-sal brasileiro? O ritmo da exploração, o Brasil tem que ditar soberanamente. Esse é o valor de uso que atribuímos ao pré-sal. 

Por isso, defendemos a Petrobrás como operadora única nos campos do pré-sal e a participação no mínimo de 30% nos consórcios. Isso ficou sintetizado nos 14 pontos publicados no Globo e no Aepet.

Notícias passado. Nesse ritmo, vamos desenvolvendo a nossa já desenvolvida capacidade produtiva. Essa renda
permitirá erguer a infraestrutura até mesmo a produção de energias renováveis, importante para o futuro.
 
A redução dos investimentos e da produção pode ser compatível com o mercado interno que temos, não sendo necessário aumentar as exportações de um recurso que, um
dia, vai acabar. Além do mais, em tempos de recessão mundial, para que aumentar as exportações, depreciando
o preço do produto? 

Por isso, nos soa mal o anúncio de novos leilões.
 
Já o plano de desinvestimento, é outra coisa. A venda de ativos,- na “bacia das almas”, desintegra a produção e prejudica o futuro da empresa. Vender UTEs, Transpreto,
participação na BR Distribuidora, dutos, navios, poços de
petróleo (cerca de US$ 40 bi em ativos), segundo o presidente da empresa Aldemir Bendini, compromete
a integração produtiva da Petrobrás.
 
Todo mundo sabe que a Petrobrás tem uma das maiores reservas do mundo, um mercado cativo e com potencial de crescimento, além da capacidade financeira para obter créditos em até 100 anos. Surgem novos parceiros, como a China. Por tudo isso, não há razão para os leilões e mudanças no modelo de partilha.
 

Com todos os problemas, a Petrobrás fechou o segundo trimestre com um lucro líquido de R$ 531 milhões, uma queda em relação ao mesmo período do ano passado. Mas todas as multinacionais de petróleo apresentaram resultados pífios no período, sem ter nem de longe os problemas que a empresa atravessa, como a perdas de R$ 6,2 bi devido à Operação Lava Jato. E ainda pagou R$ 3,9
bi à Receita Federal. O passivo é grande, mas a empresa tem fôlego de sobra.

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