http://filotec.com.br

http://filosofiaetecnologia.blog.br
ECONOMIA TECNOLOGIA FILOSOFIA SAUDE POLÍTICA GENERALIDADES CIÊNCIA AUTOHEMOTERAPIA NOSSOS VÍDEOS FACEBOOK NOSSAS PÁGINAS

QUEREM ACABAR COM A APOSENTADORIA

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL

Enquanto progredia a fase periódica de derretimento do Ártico, o alarmismo Iluminatti, sempre ecoado ruidosamente pela grande mídia, bombardeou a opinião pública com relatórios mais ou menos enviesados, não raro com dados deturpados ou interpretações tendenciosas.


Isso serviu para impulsionar o pânico insensato de um aquecimento global que elevaria o nível dos mares até inundar cidades que somam centenas de milhões de moradores das costas. 

Mas agora o ciclo periódico de gelo ártico entrou na fase de aumento. Os poucos crédulos no alarmismo verde, que tentaram atravessá-lo inteiramente derretido, tiveram que ser resgatados. 



Nós já entramos na via do esfriamento, que eu acredito continuará durante os próximos 15 anos, pelo menos. Não há dúvida alguma que o aquecimento dos anos ‘80 e ‘90 parou."




Anastasios Tsonis, prof. da Univ. Wisconsin: estamos em fase de esfriamento


A TESE DOS ILUMINATTIS
REDUÇÃO DA POPULAÇÃO PLANETÁRIA.

Jacques Yves Cousteau:

“Para estabilizar a população mundial nós devemos eliminar 350.000 pessoas por dia. É horrível dizê-lo, mas é igualmente horrível não dizê-lo”. (Courrier de l'Unesco)


Então o Ártico deixou de interessar aos alarmistas do planeta. Eles foram procurar alhures algum outro pretexto para seu forjado “aquecimento global”.
E o encontraram na Antártica, nomeadamente na sua região ocidental, onde a superfície de gelo está diminuída.

Gritaria! O mundo está aquecendo, a Antártica está derretendo e os mares sepultarão centenas de milhões de seres humanos, especialmente os mais pobres!

E recomeçou a enxurrada de noticiários comprovando a teoria concebida em cômodos escritórios perfeitamente ignaros da realidade. Aliás, quiçá não tão ignaros, mas ideologicamente tendenciosos.

Talvez pensando em pressionar a COP21, para viabilizar seus planos inconfessáveis, acelerou-se o midiático tapage – como se diz elegantemente em francês, quando o mais adequado ao nível do procedimento illuminatti seria dizer “banzé”, do português Francisco I pelo chão.




Resumidamente, a acumulação de gelo da Antártica está crescendo há 10.000 anos e atualmente sua expansão na Antártica Oriental está superando todas as perdas da Antártica Ocidental.

Os dados de satélites apontam que de 1992 até 2001 o aumento total do gelo antártico foi de 112 bilhões de toneladas por ano. Entre 2003 e 2008 houve uma diminuição do ritmo, que ficou em mais 82 bilhões de toneladas por ano.

O crescimento líquido do gelo em 2015 (200 bilhões de toneladas a mais na Antártida Oriental, descontada a perda da Antártida Ocidental, calculada em 65 bilhões de toneladas) deixou um acréscimo de 135 bilhões de toneladas, calculou “The Daily Express”. 




Os cientistas acreditam que o forte fenômeno El Niño, resultado de um aquecimento natural das águas superficiais do Pacífico, influencia a Antártica Ocidental, provocando a disparidade em relação à Antártica Oriental, informou a NASA

Em termos de superfície, a máxima extensão coberta de gelo neste ano, registrada no dia 6 de outubro, foi de 18,83 milhões de quilômetros quadrados (7,27 milhões de milhas quadradas). Esse gigantesco número se encaixa na média dos recordes de extensão registrados em 37 anos de medições via satélite. 

Para comparar: superfície total da América do Sul é de 17,84 milhões de km2. 

O máximo de 2015 foi ligeiramente menor que o dos três últimos anos, que foram os de maior tamanho na era dos satélites.

O aumento não é só em superfície, mas também na altura do gelo. A acumulação e a compactação do gelo na Antártica Oriental e no interior da Antártica Ocidental aumentaram em média 1,7 centímetros por ano (0.7 polegadas) nos últimos 10.000 anos. 

Mais ainda, esse aumento do gelo antártico está provocando a diminuição do nível dos mares numa média de 0,23 milímetros por ano.

Os resultados obtidos pela NASA contradizem os dados do relatório de 2013 aprontado pelos políticos do Intergovernmental Panel on Climate Change’s (IPCC) e por outros grupos de pressão que afirmaram exatamente o oposto.


O gelo do Árctico no mínimo de 12-09-2013. A linha amarela indica a média dos mínimos


Até aí nada de novo, pois o IPCC já foi pego em incontáveis farsas, golpes políticos e até falcatruas pseudoteológicas que forçaram a renúncia de seu presidente Rajendra Pachauri, galardoado com o Prêmio Nobel!

Jay Zwally, glaciologista do NASA Goddard Space Flight Center, de Greenbelt, Maryland, foi o líder da equipe que elaborou o estudo de que estamos falando, o qual foi publicado no dia 30 de outubro de 2015 no Journal of Glaciology.

Zwally fez malabarismos verbais para tentar explicar que a natureza observada não batia com os “modelos” ambientalistas forjados em laboratórios. 





Segundo os altímetros de satélites, há uma oscilação na altura do gelo antártico, sobretudo nas proximidades dos oceanos. Nada de novo, pois a natureza está sempre mudando, e não funciona de modo rijamente matemático como uma projeção de software.

Os altímetros usados foram dois de satélites European Space Agency European Remote Sensing (ERS), que varreram o continente de 1992 até 2001, e um altímetro laser do satélite da NASA Ice, Cloud, and land Elevation (ICESat) de 2003 a 2008.

Zwally obstinou-se em focar com uma visualização pessimista os tranquilizadores dados do estudo. As “más notícias”, segundo ele, consistem em que, “se os 0,27 milímetros que os níveis dos mares estão subindo por ano, segundo o relatório do IPCC, não provêm da Antártica, devem provir de alguma outra fonte que não se conhece”.




Mas, com exceção da Antártica, não existe no planeta uma fonte de água capaz de fazer subir os mares.

O fato é que o IPCC errou mais uma vez. Mas isto o fanatismo ILLUMINATTI proíbe reconhecer. Maktub! – acrescentariam os islamitas mais exaltados.

Zwally deplorou que alguns “negacionistas” iriam pular de alegria com as informações.

Mas não se trata de “negacionista” ou não, de alegria ou não; trata-se de ciência, e esta, quanto mais próxima da realidade, mais ciência é.

Mas a verdadeira ciência não interessa aos militantes do catastrofismo anticivilizatório. O artifício ideológico para manipular a ciência e voltá-la contra a civilização é o que importa.

E isso deve ser imposto por meio de uma governança mundial socialista e ditatorial, como se deseja na COP21 de Paris.

A ciência, a natureza e os homens que se danem! Está escrito no Corão ILLUMINATTI!

Fonte: Zwally, H. Jay; Li, Jun; Robbins, John W.; Saba, Jack L.; Yi, Donghui; Brenner, Anita C., “Mass gains of the Antarctic ice sheet exceed losses”, Journal of Glaciology doi: 10.3189/2015JoG15J071

O estudo completo em PDF: OPEN SOURCE

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

ACREDITAR EM DEUS É QUESTÃO DE INTELIGÊNCIA.


O que seria Deus? Em primeiro lugar? Deus é a inteligência suprema. Causa primária de todas as coisas.

Se observarmos o universo e a natureza, não veremos um caos, mas sim um planejamento perfeito onde cada coisa tem o seu lugar, meticulosamente planejado e preciso. Não existe um caos nem algo aleatório mas sim a absoluta perfeição.


Se o que vemos é planejamento, então alguém, alguma inteligência está planejando tudo, em ciclos determinados e precisos, e esse planejamento não dura o tempo de vida de um ser humano. É algo que vem desde que o universo existe, portanto perde-se na noite dos tempos. Acreditar nisso não é uma questão de convicção, mas antes uma questão de inteligência, pois é a obviedade completa.

Vejamos por exemplo o caso de nossa civilização no planeta terra. Para que a terra exista com as condições necessárias para que as civilizações humanas aqui pudessem existir, foi preciso um longo e minuncioso planejamento. É o caso por exemplo da existência da lua. Se não fosse a lua nós não poderíamos existir como existimos hoje. Veja o vídeo a seguir.


Então a lua não existe por acaso. Ela foi colocada lá para que pudesse estabilizar o planeta, regular as marés, e exercer uma série de funções necessárias para que nós pudéssemos existir.

Além disso temos o caso do escudo protetor que o planeta Jupiter exerce sobre a terra.




O planeta Jupiter devido a sua grande atração gravitacional, pois é um planeta que tem mais de 1000 vezes o tamanho da terra, atrai para si todos os corpos celestes que acidentalmente adentram o nosso sistema solar todos os dias e pelas leis da probabilidade se chocariam com a  terra frequentemente. Funciona assim como um escudo protetor.

Temos aqui todas as variedades de plantas e florais, todas com remédios para curar as nossas doenças e os problemas que eventualmente nosso maravilhoso e perfeito corpo não possa superar. Foram colocadas aqui por acaso? É risível que alguém ainda pense assim.

A distancia perfeita que a terra está do sol, de forma a permitir que tenhamos aqui as temperatura ideais para o nosso conforto térmico.

A posição do nosso sistema solar dentro da via láctea o que nos coloca a salvo de vários acidentes galácticos. se em vez de nos situarmos na periferia da Via Láctea, estivéssemos mais próximos ao centro, estaríamos sujeitos a interferências de outros corpos celestes que causariam transtornos.

Tudo isso indica que existe um planejamento calculado e preciso. Alguém nos colocou aqui com uma finalidade adredemente específica e não estava brincando. A coisa é séria. Qual seria a finalidade????

Essa é uma pergunta que eu vou deixar para você pensar. Qual a finalidade da sua vida. O que é que você está fazendo aqui? Porquê você existe? O que é que Deus espera de você?

Pense nisso. É seu dever de casa.



quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

CORRIJA SUAS IMPERFEIÇÕES


A maioria das pessoas criticam diversos assuntos e todas proclamam e se consideram sendo possuidoras da verdade, criticando coisas que podem não merecer críticas.
Por essa razão deveríamos ter muito cuidado quando criticamos alguma coisa. 

Existe uma certa cegueira em todos nós, entre os quais me incluo em perceber verdades, principalmente quando essas verdades são críticas em relação a nós próprios, ou às nossas coisas ou às pessoas que gostamos ou amamos.

Todos nós temos a tendência a crermos que estamos com a razão. Se alguém tece uma crítica em relação a nós, ficamos magoados. É natural. Nosso amor próprio é atingido, ou seja nosso EGO é agredido.

Por isso continuamos cegos e há um preço a se pagar quando cremos em falsas verdades, principalmente em ralação a nós próprios.

Levam uma grandiosíssima vantagem em tudo na vida, aquelas pessoas que conseguem se conhecer e dessa forma passam a agir com o conhecimento do que realmente são e não do que julgam ser, conhecendo suas limitações e interferindo positivamente na superação dessas limitações, agindo de acordo com esse conhecimento.

É preciso em primeiro lugar desenvolver o senso de humildade. Nós não somos por nós mesmos absolutamente nada, porque não sabemos se estaremos vivos daqui a um minuto. Por isso temos que baixar bem a bola em relação ao nosso orgulho que certamente temos. Todos tem, alguns mais, outros menos.

Depois temos que desenvolver o sentimento do amor. Primeramente em relação a nós próprios. Temos que gostar de nós, mesmo sabendo que podemos ser orgulhosos, avarentos, nervosos, injustos, folgados, etc... Depois temos que passar a nos observar. Detectarmos os nossos defeitos antes que outros o façam. Nada de se achar "PERFEITO". Isso não existe. Todos tem defeitos e todos tem direito de errar. Então temos direito de ter todos os defeitos do mundo, mas podemos começar a trabalha-los e aperfeiçoarmo-nos antes que outros nos observem e descubram antes de nós.

Depois temos que desenvolver a capacidade de amar os outros. Ser tolerante em relação aos defeitos dos outros, porque se todos tem direito de errar inclusive nós, porque os outros não tem? 

Ao vermos aquele facinora na TV que acabou de matar aquela mulher ingênua e perfeita, nada de pensar em extermina-lo como se fosse uma pulga. Ele não é uma pulga. É um ser humano. Precisamos então aprender a ama-lo. Pensar. Êle tem uma mãe que deve estar sofrendo pelo seu filho ser assim.

Isso não lhe exclui a culpa, mas também não devemos odiar ninguém.

O amor é o sentimento mais positivo que existe. Ele nos plenifica de luz e nos sintoniza com Deus, porque Deus é AMOR.

O ódio por sua vez é o mais corrosivo e o mais doentio dos sentimentos. Como um ácido corrosivo ele nos destrói por dentro corroendo nossa saúde e nosso equilíbrio e nos enchendo de trevas.

Tornamo-nos presas fácil das trevas nesse momento, portanto, amemos e conheçamo-nos. Sejamos rigorosos conosco mesmo, e tolerante para com os outros. esse é o segredo da iluminação.



Criticar os outros é atitude fácil, cômoda. É tendência da maioria.
A auto-crítica já não é comum. Nem todos têm coragem de enfrentar sua própria realidade.
As pessoas quase sempre vivem em fuga. Vivem se distraindo com as coisas de fora, deixando o tempo passar.
Se você quer assumir compromisso sério com sua renovação interior, pode combater as próprias imperfeições por etapa, progressivamente.
Primeiro, a sinceridade de reconhecer as deficiências que carrega; depois, a disposição de combatê-las.
Analise uma dificuldade íntima que lhe esteja causando maiores problemas e trabalhe no sentido de eliminar o mal pela raiz. Prossiga burilando sua alma em todos os ângulos.
Evite escapatórias. Enfrente a realidade e liberte sua consciência.
Livro Boa Idéia
Pastorino

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A MENTIRA COMO ARMA CONTRA O POVO.

Rio de Janeiro, 05/01/2016
A mentira como arma contra o povo
Data: 04/01/2016
Autor: Flávio Lyra

Não constitui segredo que a classe dominante recorre à mentira, através dos meios de comunicação e de seus representantes no meio científico e profissional, para desinformar e desorientar a população em relação a seus próprios interesses. 


Joseph Goebbells
Na Alemanha Nazista, o Ministro da Propaganda do governo de Hitler Joseph Goebbells notabilizou-se pela forma sistemática e científica com que se utilizou a propaganda mentirosa para promover o Nazismo e criar um clima de verdadeira fobia frente aos judeus e ciganos, aos quais pretendiam aniquilar.


Nos anos mais recentes temos vivido um clima semelhante no uso da propaganda mentirosa para demonizar o governo eleito em 2014 e o principal partido que lhe dá sustentação, através da grande mídia, sob o patrocínio de grupos empresariais e com a participação de lideranças políticas de oposição.

Dos onze princípios que compunham a cartilha de Goebbells, selecionei três para ilustrar a natureza da campanha que tem sido realizada no país: escolher um inimigo e concentrar-se nele até destruí-lo; atribuir todos os males sociais ao inimigo escolhido; e ocultar toda a informação que seja conveniente ao inimigo.

Não parece restar qualquer dúvida de que esses princípios têm sido aplicados rigorosamente a nossa realidade presente, em torno de duas questões principais: as investigações dos atos de corrupção na operação Lava Jato; e a caracterização e atribuição de responsabilidade ao governo e ao PT pela crise econômica que afeta o país.

Não fosse a existência das redes sociais que possibilitam a circulação de informações que fogem ao controle da grande mídia, estaríamos inteiramente mergulhados num ambiente que nada ficaria a dever aos tempos do nazismo.


As investigações da operação “Lava-Jato”, não obstante a extensão comprovada das fraudes realizadas por empresas privadas, partidos políticos e políticos, apenas trouxe à tona um traço característico e secular de funcionamento de nosso capitalismo e colocou luz sobre os mecanismos mediante os quais as empresas privadas e públicas usam a fraude para aumentar os lucros e para financiar as custosas campanhas eleitorais que lhes permitem cooptar os políticos em defesa de interesses corporativos.

O povo é apenas uma vítima da corrupção generalizada que perpassa o funcionamento dos mercados. Os grandes beneficiários das fraudes são os grandes empresários e os políticos que em conluio com eles buscam o enriquecimento ilícito em prejuízo das políticas sociais do governo e do desenvolvimento do país.  


Muito embora a maior parte dos partidos políticos e empresários envolvidos nada tenham a ver com o PT e o governo, a propaganda mentirosa concentra seu poder de fogo nestes, deixando de levar em conta que muitos escândalos de natureza semelhante foram deixados sem qualquer investigação no passado, quando a atual oposição era governo.


Quanto à crise econômica que nos assalta, a ênfase da propaganda mentirosa visa transmitir à população a falsa ideia de que as causas dela residem na “irresponsabilidade” do governo, que teria aumentado o grau de intervenção na atividade econômica e exagerado nos gastos com políticas sociais. Estas ações teriam, supostamente, por um lado afetado negativamente as expectativas dos empresários para manterem os investimentos produtivos e, por outro, gerados déficits fiscais.

Na verdade, as raízes da crise que atualmente nos afeta vêm de longa data e estão ligadas a dois fatores intimamente associados. Por um lado, situa-se o processo de desindustrialização precoce que está destruindo a indústria do país, produzido pelas reformas neoliberais do passado que, em algum momento, teriam de produzir a estagnação econômica que recentemente passou a nos afetar.


Por outro lado, originam-se na armadilha fiscal criada pelas mesmas reformas, que têm obrigado o país a dispender vultosos recursos com o pagamento de juros da dívida pública. Para gerar superávits fiscais destinados a cobrir os serviços dessa dívida vultosa, cuja finalidade principal é enriquecer os bancos e os rentistas, o governo não tem podido realizar os investimentos na infraestrutura econômica que contribuiriam para aumentar produtividade da economia e seu poder de competição nos mercados nacional e internacional.


Essa crise, não apareceu há mais tempo no Brasil por conta do “boom” das matérias primas no mercado internacional, produzido pela expansão do mercado chinês, do qual nossas exportações muito se beneficiaram. Desde 1987, porém os países centrais estão em profunda crise e rondam a estagnação. O aprofundamento das reformas neoliberais em todo o mundo está colocando em séria ameaça o bem-estar de suas populações, fazendo recuar o estado do bem-estar social nas economias centrais e reduzindo a renda real da classe média desses países.

A mentira que pretendem nos impingir é que a saída de nossas dificuldades deve ser buscada no aprofundamento das reformas neoliberais, cuja essência é a entrega dos destinos de nosso povo às decisões do “sacrossanto” mercado, que nada mais é do que um disfarce para a ação dos grandes monopólios internacionais e seus desdobramentos locais, em sua busca insana de lucro.

Basta a frustrada experiência do ano que agora termina, quando o governo se viu forçado a entregar o comando da economia a um representante do sistema financeiro e a realizar importantes reduções do gasto fiscal, num momento de retração da atividade econômica, produzindo uma recessão que vai custar ao país 3,7% do PIB e milhões de postos de trabalho.

A recente ida do povo às ruas foi fundamental para que o governo recupere o protagonismo na definição da política econômica. Os obstáculos pela frente são enormes, mas a hora é de intensificar a luta para que não voltem ao poder àqueles que em nome de seus interesses corporativos não poupam esforços para enganar o povo e submetê-lo aos grilhões da exploração mais insana.

As bandeiras de luta que devem nos mover estão intimamente associadas à reindustrialização do país e ao controle governamental dos fluxos do capital financeiro internacional e nacional para nos livrar da exploração a que nos submetem, mediante a cobrança de taxas de juros extorsivas que bloqueiam o desenvolvimento.  Para tanto, é fundamental defender a soberania nacional, sob o comando do povo, o aprofundamento das conquistas sociais e o avanço da democracia.


Uma imprensa realmente livre, diferentemente dos monopólios midiáticos atualmente existentes, controlados por umas poucas famílias, precisa ser conquistada, como condição para que o povo tome consciência de sua realidade e se mobilize na defesa da construção de uma economia que coloque em primeiro plano o uso do grande potencial do país em favor de sua população.

(*) Economista da Escola da UNICAMP. Ex-técnico do IPEA.

SOMOS TODOS CHAPECOENSES