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domingo, 29 de janeiro de 2017

VAMPIROS EXISTEM E ESTÃO PRESENTES.

PEDRO 1 -  versiculo 8 - Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;



REPRESENTAÇÃO DO DIABO
Diabo (do latim diabolus, por sua vez do grego διάβολος, transl. diábolos, "caluniador", ou "acusador") é o título mais comum atribuído à entidade sobrenatural maligna da tradição cristã. É tratado como a representação do mal, em sua forma original de um anjo querubim, responsável pela guarda celestial, que foi expulso dos Céus por ter criado uma rebelião de anjos contra Deus com o intuito de tomar-lhe o trono.

Com seu parecer ainda desconhecido, muitas são as tentativas de reproduzi-lo. O mais popular o levaria a ter uma cor vermelha, com feições humanas, mas com chifres, rabo pontiagudo e um tridente na mão, para remeter a um cetro.

Outra forma também comum quanto ao parecer corresponde à de um ser metade humano, metade bode, com o pentagrama invertido inscritos no corpo (imagem de Baphomet).

Na verdade o ser humano, tende a exagerar em tudo o que trata. Se gosta de alguma coisa, tende a dignifica-la ao excesso e se não gosta, tende a desfigura-la ao excesso. É o que ocorre com a figura do Diabo.

O Diabo não tem chifres e nem pé de bode. O Diabo é um ser espiritual. Nosso adversário, aquele que procura nos condenar, cumprindo dessa forma a lei de causa e efeito.

MELHOR ENTENDENDO: 

Existe no universo uma LEI que é LEI de Deus. Essa lei está expressa em algumas passagens bíblicas, senão vejamos.

Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Gálatas 6:7

Essa é uma LEI de causa e efeito. TUDO o que o HOMEM SEMEAR isso também ceifará. Dessa forma, se um oceano de lágrimas e sangue já correu nesse mundo, há um oceano de lágrimas e sangue a ser pago e resgatado, e existe um ser que tem esse encargo. O DIABO, SATANÁS, adversário de nós, cobrador impiedoso, que pretende nos fazer pagar.

Entretanto ai entra uma outra LEI de Deus. A lei do AMOR. Essa lei é muito bem visível na relação de filhos com pais. Embora o pai castigue o seu filho, ele sempre o faz movido pelo amor. Dessa forma Deus Pai sabe que se o homem muito errou é porque estava na infância da sua marcha em direção a perfeição. A perfeição é nossa meta perene. Por isso ele traçou um plano. O plano de resgate do homem. 

Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus. Mateus 5:48

Nem é preciso dizer que perfeito como o pai que está nos céus é uma meta para ser atingida não nessa vida, mas na eternidade.

Segundo esse plano, poderíamos resgatar nossas dívidas não com o sangue e as lágrimas mas com o AMOR. Restituindo àquele a quem prejudicamos o bem que compensa o mal que tenhamos feito.

Entretanto para instituir essa lei, a lei do amor, necessário seria um sacrifício. Um sacrifício feito por um CORDEIRO. CORDEIRO aqui é um animal que não tem defeitos, não tem nada a resgatar, está limpo, e que aceita sofrer sem protestar. Dessa forma esse ser que nada tem a pagar, recebendo sobre si as nossas culpas assumiria os destinos da terra amenizando a lei de causa e efeito e transformando-a na lei de perdão. Essa é uma característica dos cordeiros. Dessa forma o mentor da humanidade, JESUS CRISTO, aceitou vir ao mundo como um cordeiro, e ser sacrificado para que a humanidade fosse resgatada e passasse da situação de ter que pagar seus débitos com SANGUE e LÁGRIMAS, a poder paga-las com amor. Foi instituída a lei do perdão. A lei do AMOR incondicional entre todos os seres humanos.

Dessa forma, cumprida essa formalidade, se tiraria de SATANÁS o domínio sobre a humanidade, sobre os destinos do planeta terra e se os entregaria a JESUS que passaria a ser senhor do nosso destino.

A condição de príncipe desse mundo assumida por SATANÁS está explícito no diálogo que tem com Deus.

E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles.
Então o Senhor disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, e disse: De rodear a terra, e passear por ela.
E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal.
Então respondeu Satanás ao Senhor, e disse: Porventura teme Jó a Deus debalde?
Porventura tu não cercaste de sebe, a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste e o seu gado se tem aumentado na terra.
Mas estende a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face.
E disse o Senhor a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do Senhor.
Jó 1:6-12

Esse dia em que os "FILHOS DE DEUS" vieram apresentar-se perante o Senhor. Era uma assembléia dos mundos segundo os Teólogos. Cada mundo tinha o seu representante e Satanás compareceu como príncipe da Terra. Percebe-se que Satanás dialoga com Deus, e tem acesso a ele. Percebe-se a intenção de PROVAR a Jó objetivando condena-lo. SATANÁS portanto é o advogado de acusação que vem testar Deus em seu conhecimento sobre o coração de Jó.

Apesar de ter sido espulso dos lugares de santidade no mundo espiritual, Satanas comparecia próximo ao Trono de Deus para exercer o seu papel de Príncipe do Mundo e acusar os seres humanos. Isso ocorre também na Passagem em Zacarias 3:1

E ele mostrou-me o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do SENHOR, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor.
Mas o Senhor disse a Satanás: O Senhor te repreenda, ó Satanás, sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreenda; não é este um tição tirado do fogo?
Zacarias 3:1,2

Satanas portanto não tem o aspecto feio que o atribuem, e pode assumir o aspecto que quiser, pois era um anjo Querubin, e portanto tem conhecimento e poder, mas ele não pode fazer nada que contrarie a vontade de Deus. Para provar a Jó, primeiro teve que obter a permissão de Deus que mesmo assim lhe impôs o limite da vida de Jó.

JESUS aceitou encarnar na humanidade, nascendo como uma criança, gerado pelo Espírito Santo para cumprir várias missões. Instituir a lei do Amor, e ser sacrificado pela humanidade como um CORDEIRO, trazendo sobre si, um espírito iluminado e puro todas as culpas da humanidade.

JESUS era filho muito amado de Deus. Jesus foi feito da mesma substância divina, pela vontade de Deus. A vontade de Deus se expressa pela sua palavra o VERBO.

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

Ele estava no princípio com Deus.
Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.

Jesus portanto foi a expressão da vontade de Deus que assim cria a Terra e o homem.
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VAMPIROS

Quem inventou as histórias sobre os vampiros, conhecia bastante o mundo espiritual pela similitudes que há.

Vampiros são mortos vivos. Sim. São só que são invisíveis. São espíritos.

Vampiros sugam o sangue aos poucos até que a vítima fique enêmica e morra e depois irá se transformar também em Vampiro.

De fato. Vampiros sugam mas não o sangue material, mas a energia vital, e podem sugar a um tal ponto que a pessoa acabe por desencarnar e poderá se transformar em um novo vampiro, pois morta será um espírito que se ficar habitando o mundo material poderá se vincular a outras pessoas e exercer o mesmo papel, pois pessoas que se deixam sugar por vampiros são pessoas que abrem o seu campo vibratório para eles e portanto tem similitudes, identificação com os vampiros. Muitas sentem prazer em serem vampirizadas.


VAMPIRISMO E PARASITISMO ESPIRITUAL


1. CONCEITOS:

“Ação pela qual Espíritos involuídos, arraigados às paixões inferiores, se imantam à organização psicofísica dos encarnados (e desencarnados), sugando-lhes a substância vital.” (Martins Peralva- Estudando a Mediunidade.) 


“O parasitismo espiritual (ou vampirismo) é um processo grave de obsessão que pode ocasionar sérios danos àquele que se faz hospedeiro (o obsidiado), levando-o à loucura ou até mesmo à morte.” (Espiritismo de A a Z, citando Suely Caldas Schubert, Obsessão/Desobsessão: profilaxia e terapêutica espíritas.9 ed. Rio:FEB, 1994, p. 192)


2. ESPÉCIES:

1 - espíritos muito apegados às sensações materiais prosseguem, após o túmulo, a buscar as sensações que desfrutavam quando encarnados, se vinculando aos encarnados que vibram em faixa idêntica, parceiros de paixões desequilibrantes.


2 - os obsessores, por vingança e ódio, ligam-se às suas vítimas com o intuito de absorver-lhes a vitalidade, enfraquecendo-as, em busca de maior domínio. 

3 - existem aqueles que, já libertos do corpo físico, ligam-se, inconscientemente, aos seres amados que permanecem na crosta terrestre, mas sem o desejo de fazer o mal. 

4 - entre os encarnados, existem pessoas que vivem permanentemente sugando as forças de outros seres humanos, que se deixam passivamente dominar. 

Vampirismo Recíproco: 

O vampirismo pode, ainda, comportar a forma de Vampirismo Recíproco, onde ambos os espíritos envolvidos alimentam-se dos fluidos doentios do seu companheiro, apegando- se a ele instintivamente. 
Um exemplo é o caso relatado na obra “Nos Domínios da Mediunidade”, onde um homem desencarnado e uma mulher encarnada vivem em regime de escravidão mútua, nutrindo-se da emanação um do outro. Ela busca ajuda na sessão do trabalho desobsessivo realizado por um centro espírita e, com o concurso de entidades abnegadas, consegue o afastamento momentâneo do espírito obsessor. Bastou, porém, que o espírito fosse retirado para que ela o fosse procurar, reclamando sua presença. 


3. CAUSAS EFETIVAS: 

- desregramentos emocionais (tristeza, cólera, medo, etc.) 
- Glutonaria 
- Excessos alcoólicos 
- Fumo 
- desvios sexuais 
No capítulo III da Obra “Missionários da Luz”, merecem destaque as passagens onde André Luiz e Alexandre observam médiuns que apresentam alguns dos desregramentos retro mencionados: 



3.1. Sexo: 

Pessoa observada: Rapaz que se exercitava no desenvolvimento mediúnico, freqüentando um centro numa cidade brasileira, em que o Espírito Alexandre era mentor. Casado há oito meses, no entanto era atraído irresistivelmente para ambientes malignos, não resistindo às atrações de atividades doentias no campo sexual, tornando-se por isto mesmo ponto de atração para entidades grosseiras no mundo espiritual, que agiam à maneira imperceptíveis vampiros. 

Observação de André Luiz: “- As glândulas geradores emitiam fraquíssima luminosidade que parecia abafa por aluviões de corpúsculos negros, a se caracterizarem por espantosa mobilidade. Começavam a movimentação sob a bexiga urinária e vibravam ao longo de todo o cordão espermático, formando colônias compactas nas vesículas seminais, na próstata, nas mucosas uretrais, invadiam os canais seminíferos, e lutavam com as células sexuais, aniquilando-as. As mais vigorosas daquelas feras microscópicas, situavam-se no epidídimo, onde absorviam, famélicas, os embriões delicados da vida orgânica. Estava assombrado. Que significava aquele acervo de pequeninos seres escuros? Pareciam imantados uns aos outros na mesma faina de destruição. Seriam expressões mal conhecidas da sífilis?” 

Resposta de Alexandre - “ - Não, André, não temos aí sob os olhos o espiroqueta de Schaudinn, nem qualquer nova forma suscetível de análise material por bacteriologistas humanos. São bacilos psíquicos da tortura sexual, produzido pela sede febril de prazeres inferiores. O dicionário médico do mundo não conhece e, na ausência de terminologia adequada aos seus conhecimentos, chamemos-lhes de larvas, simplesmente. Têm sido cultivados por este companheiro não só pela incontinência no domínio das emoções próprias, através de experiências sexuais variadas, senão também pelo contacto com entidades grosseiras, que se afinizam com as predileções dele, entidades que visitam com freqüência, à maneira de imperceptíveis vampiros. O pobrezinho ainda não pode compreender, que o corpo físico é apenas leve sombra do corpo perispiritual, e não se capacitou de que a prudência, em matéria de sexo, é equilíbrio da vida, e recebendo as nossas advertências sobre a temperança, acredita ouvir remotas lições de aspectos dogmático exclusivo, no exame da fé religiosa. (...) 


3.2. Álcool. 

Pessoa observada: Cavalheiro maduro, que tentava a psicografia, na mesma reunião de desenvolvimento mediúnico. 

Observação de André Luiz: “- Semelhava-se o corpo a um tonel de configuração caprichosa, de cujo interior escapavam certos vapores muito leves, mais incessantes. Via-se-lhe a dificuldade para sustentar o pensamento com relativa calma. Não tive qualquer dúvida. Deveria ele utilizar de alcoólicos em quantidade. O aparelho gastro-intestinal parecia totalmente ensopado em aguardente, porquanto essa substância invadia todos os escaninhos do estômago e começando a fazer-se sentir nas paredes do estômago, manifestava a sua influência até o bolo fecal. Espantava-me o fígado enorme. Pequeninas figuras horripilantes, postavam- se, vorazes, ao longo da veia horta, lutando desesperadamente com os elementos sangüíneos mais novos. Toda a estrutura do órgão se mantinha alterada. Terrível ingurgitamento. Os lóbulos cilíndricos, modificados, abrigavam células doentes e empobrecidas. O baço apresentava anomalias estranhas.” 

Esclarecimento de Alexandre: “- Os alcoólicos aniquilavam-no vagarosamente: 

a. Este companheiro permanece completamente desviado em seus centros de equilíbrio vital; 
b. Todo o sistema endocrínico foi atingido pela atuação tóxica; 
c. Inutilmente trabalha a medula para melhorar os valores da circulação; 
d. Em vão esforçam-se os centros genitais para ordenar as funções que lhe são peculiares, porque o álcool excessivo determina modificações deprimentes sobre a própria cromatina; 
e. Debalde trabalham os rins na excreção dos elementos corrosivos, porque a ação perniciosa da substância em estudo anula diariamente grande número de nefrons; 
f. Os pâncreas, viciado, não atende com exatidão ao serviço de desintegração dos alimentos; 
g. Larvas destruidoras exterminam as células hepáticas; 
h. Profundas alterações modificam as disposições do sistema nervoso vegetativos; 
i. Não fossem as glândulas sudoríparas, tonar-se-lhe-iam impossível a continuação da vida física.



3. 3. Glutonaria. 

Pessoa observada: Dama simpática e idosa ao desenvolvimento da mediunidade de incorporação, na mesma reunião; 

Observação de André Luiz: “- Fraquíssima luz emanava de sua organização mental e, desde o primeiro instante, notara-lhe as deformações físicas. 

a. O estômago dilatara-se horrivelmente; 
b. O fígado, consideravelmente aumentado, demonstrava indefinível agitação; 
c. Desde o duodeno à sigmóide, notavam-se anomalias de vulto; 
d. Guardava a idéia de presenciar não o trabalho de um aparelho digestivo usual, e sim, de vasto alambique gorduroso, cheirando a vinagre de condimentação ativa; 
e. Em grande zona do ventre superlotado de alimentação, viam-se parasitos conhecidos, mas além deles, divisava outros corpúsculos semelhantes a lesmas voracíssimas que se agrupavam em grandes colônias desde os músculos e as fibras do estômago até a válvula íleo-cecal. Semelhantes parasitos atacavam os sucos nutritivos, com assombroso potencial de destruição.


Esclarecimento de Alexandre: “- Temos aqui uma pobre amiga desviada nos excessos de alimentação. Todas as suas glândulas e centros nervosos trabalham para atender as exigências do sistema digestivo. Descuidada de si mesma, caiu na glutonaria crassa, tornando-se presa de seres de baixa condição.” 


4. PROCESSO DE VAMPIRIZAÇÃO: 

4.1.Produção das larvas mentais:


A cólera, a intemperança, os desvarios do sexo e as viciações da personalidade formam criações inferiores, chamadas de larvas mentais, que são o alimento das entidades infelizes, portadoras de vigoroso magnetismo animal, contaminando o meio ambiente onde quer que o responsável pela sua produção circule. Formam nuvens de bactérias variadas, obedecendo ao princípio das afinidades. 

4.2 O Contágio: 
Para nutrir-se desse alimento, o desencarnado agarra-se aos companheiros de ignorância ainda encarnados, sugando-lhes a substância vital.


O médico Dias da Cruz lembra que "toda forma de vampirismo está vinculada à mente deficitária, ociosa ou inerte que se rende às sugestões inferiores que a exploram sem defensiva". E explica a técnica utilizada pelos espíritos vampirizadores, situando-a nos processos de hipnose.

Por ação do hipnotizador, o fluido magnético derrama-se no campo mental do paciente voluntário, que lhe obedece o comando. Uma vez neutralizada a vontade do sujeito, as células nervosas estarão subjugadas à invasão dessa força.  Os desencarnados de condição inferior, consciente ou inconscientemente, utilizam esse processo na cultura do vampirismo.

Justapõem-se à aura das criaturas que lhes oferecem passividade, sugando-lhes as energias, tomam conta de suas zonas motoras e sensoriais, inclusive os centros cerebrais (linguagem e sensibilidade, memória e percepção), dominando-as. 

De acordo com Marlene Rossi Severino Nobre, membro da Associação Médico Espírita do Brasil (Extraído da Revista Cristã de Espiritismo nº 12, páginas 30-32), os espíritos inferiores desencarnados produzem substâncias destrutivas, que atingem os pontos vulneráveis de suas vítimas. 

Essas substâncias, conhecidas como simpatinas e aglutininas mentais, têm a propriedade de modificar a essência do pensamento dos encarnados, que vertem contínuos dos fulcros energéticos do tálamo, no diencéfalo. Esse ajuste entre desencarnados e encarnados é feito automaticamente, em absoluto primitivismo nas linhas da natureza. 


Os obsessores tomam conta dos neurônios do hipotálamo, "acentuando a dominação sobre o feixe amielínico que o liga ao córtex frontal, controlando as estações sensíveis do centro coronário que aí se fixam para o governo das excitações e produzindo nas suas vítimas, quando contrariados em seus desígnios, inibições de funções viscerais diversas, mediante influência mecânica sobre o simpático e o parassimpático". (o nosso mentor André Luiz (Evolução Em Dois Mundos, Francisco C. Xavier, 11ª ed,1989, pg. 117-118) 

A propósito, Allan Kardec (A Gênese, 29ª ed., FEB, pg. 305) relata que “Nos casos de obsessão grave, o obsidiado fica como que envolto e impregnado de um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele...” 

Ainda orienta o Codificador (mesma obra, pg. 285), que “Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta quando, por sua extensão e irradiação, o perispírito com eles se confunde. Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este, a seu turno, reage sobre o organismo material com quem se acha em contato molecular. (...)Se os eflúvios maus são permanentes e enérgicos, podem ocasionar desordens físicas; não é outra a causa de certas enfermidades.” 

5. AS ENTIDADES EXPLORADORAS. 
“vampiro é toda entidade ociosa que se vale, indebitamente, das possibilidades alheias e, em se tratando de vampiros que visitam os encarnados, é necessário reconhecer que eles atendem aos sinistros propósitos a qualquer hora, desde que encontrem guarida no estojo de carne dos homens.”(Missionários da Luz, André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier cap. 4.1 ) 
Tendo vivido muito mais de sensações animalizadas que de sentimentos e pensamentos puros, algumas criaturas, além do túmulo, prosseguem imantados aos ambientes domésticos que lhes alimentavam o campo emocional. Aos infelizes que caíram em semelhante condição de parasitismo, as larvas servem de alimento habitual. 

No livro "Evolução em dois Mundos", André Luiz compara os parasitas existentes nos reinos inferiores da Natureza aos "parasitas espirituais", pois os meios utilizados pelos desencarnados, que se vinculam aos que permanecem na esfera física, obedecem aos mesmos princípios de simbiose prejudicial.


Reportando-se aos ectoparasitas (os que limitam sua ação às zonas de superfície, como os mosquitos sobre a pele) e aos endoparasitas (os que se alojam nas reentrâncias do corpo a que se impõem, como a infestação de elementos saprófagos), o autor traça um importante paralelo entre estes e a ação dos obsessores: 

DESENCARNADOS AGINDO COMO ECTOPARASITA: absorvem as emanações vitais dos encarnados que com eles se harmonizem. São os que se aproximam eventualmente dos fumantes, dos alcoólatras e de todos aqueles que se entregam aos vícios e desregramentos de qualquer espécie. 
DESENCARNADOS AGINDO COMO ENDOPARASITA: conscientes os que, "após se inteirarem dos pontos vulneráveis de suas vitimas”, tomam conta de seu campo mental "impondo-lhes ao centro coronário a substância dos próprios pensamentos, que a vitima passa a acolher qual se fossem os seus próprios.” (Evolução em dois Mundos, André. Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira, cap. XIV a XV, 5.. ed. FEB.). 

Os obsessores utilizam também as formas ovóides, para intensificar o cerco sobre suas vítimas, imantando-as a estas, para instalar o parasitismo espiritual. Envolvido nos fluídos dos obsessores, com o pensamento controlado pela interferência hipnótica dos algozes, o obsidiado passa a viver no clima que estes criaram, agravado pelas ondas mentais altamente perturbadoras dos ovóides, vendo inclusive os clichês mentais que projetam em fenômenos alucinatórios ou ouvindo-lhes as acusações na acústica da mente. 

O corpo espiritual se transforma em um corpo ovóide em três casos: 

1º) O homem selvagem quando retorna, após a morte do corpo denso, ao plano espiritual, sente-se atemorizado diante do desconhecido. A vastidão cósmica o assusta, bem como a visão de Espíritos, mesmo os bons e sábios, pois crê estar frente a deuses e, por isso, refugia-se na choça que lhe serviu de moradia terrestre. Anseia por retornar à taba onde vivera e ao convívio dos seus e alimenta-se das vibrações dos que lhe são afins. Nestas condições estabelece-se nele o monoideísmo, isto é, idéia fixa, abstraindo-se de tudo o mais. O pensamento que lhe flui da mente permanece em circuito viciado, continuamente. É o monoideísmo auto-hipnotizante. Não havendo outros estímulos, os órgãos do corpo espiritual se retraem ou se atrofiam, tal como ocorre aos órgãos do corpo físico. 

2º) Desencarnados, em profundo desequilíbrio, aspirando a vingar-se ou portadores de vicioso apego, envolvem e influenciam aqueles que lhes são objeto de perseguição ou atenção e auto-hipnotizam-se com as próprias idéias, que se repetem indefinidamente. Em conseqüência, os órgãos perispiríticos se retraem, por falta de função, assemelhando-se então a ovóides, vinculados às próprias vítimas que, de modo geral, lhes aceitam, mecanicamente, a influenciação, por sentirem culpa, remorso, ódio, egoísmo, externados em vibrações incessantes, sob o comando da mente. Configura-se, neste caso, a parasitose espiritual. 

3º) Os grandes criminosos, ao desencarnar, ver-se-ão atormentados pela visão repetida e constante dos próprios crimes, vícios e delitos, em alucinações que os tornam dementados. Os clichês mentais que exteriorizam torna-lhes o fluxo do pensamento vicioso, resultando no monoideísmo auto-hipnotizante. E tal como nos casos anteriores, perdem os órgãos do corpo espiritual, transubstanciando-se em ovóides. 



Ovoidização 

A ovoidização é uma das mais pungentes enfermidades que pode acometer o espírito depois da morte. Consiste na perda da consciência ativa, quando o eu consciente desmorona-se completamente, em decor- rência de atrozes e insuportáveis sofrimentos, voltando-se sobre si mes- mo, anulando-se e perdendo todo o contato com a realidade. A atividade consciente da alma entra em letargia, refugiando-se nas camadas do sub- consciente. O pensamento contínuo se fragmenta, perdendo seu fio de condução, e a estrutura perispiritual se desfigura completamente, desfazendo sua natural conformação humana, adquirindo o formato aproximado de um ovo, cujas dimensões se aproximam de um crânio infantil. O processo é em tudo semelhante ao das bactérias que se encistam diante de condições adversas de vida, aguardando novas oportunidades para retornarem à atividade normal. A ovoidização é processo incurável no Plano Espiritual, sendo uma das mais graves enfer- midades de nosso mundo, e somente pode ser revertido em reencarnações expiatórias, quando o espírito reencontra-se com novo ambiente de manifestação e pode refazer o metabolismo do seu consciente. Várias reencarnações, porém, se consomem em tentativas frustradas, de modo que a per- da evolutiva é imensa para estes infelizes seres. 
  • Muitos regridem a condições tão primárias da vida humana que necessi- tam reencarnar entre povos primitivos, a fim de que a rudeza dos orga- nismos ainda involuídos possam suportar-lhes a grave patologia, sem se desfazerem em mal formações congênitas (defeitos anatômicos na for- mação dos embriões) incompatíveis com a biologia humana. Por isso, existe em Portais do Vale (Colônia/Cidade do Plano Espiritual, próxima ao Vale dos Suicidas) um departamento de serviços que se empenha em estudar e tratar pre-ventivamente a ovoidização, onde eu (Adamastor) situava naquela época os meus singelos esforços de serviços e pesquisas. Os suicidas que dormem nas Cavernas do Sono são os candidatos naturais à ovoidização. Permanecem em sono reparador, em baixíssima atividade consciencial, por anos a fio. Ao iniciarem, no entanto, o despertamento, a rápida percepção da amarga realidade que lhes assedia pode deflagrar, de imediato, mediante reflexo de defesa, a retirada apressada para camadas ainda mais profundas do inconsciente inferior. Esse reflexo não somente inibe totalmente o despertar, como retrai o metabolismo mental, motivado por novo impulso de contração, estabelecendo-se a ovoidização de forma incondicional. Por isso, quando o serviço de vigilância de nossa colônia identifica almas em tais condições, com indícios de ovoidização, somos convocados em regime de urgência. Neste instante ainda podemos atuar, antes que o suicida deflagre a contração do "eu", tornando o processo tardio demais para ser revertido em nosso mundo. 

  • O suicídio é possível também no Plano do Espírito e não somente na carne. Quando encarnado, pode o ser danificar sua veste orgânica de tal modo a torná-Ia incompatível com a vida na matéria. Na Esfera Espiritual, no en- tanto, o perispírito possui mecanismos regeneradores muito mais efica- zes, de modo que destruí-lo por dano físico é praticamente impossível. Mediante a contração da atividade consciente, no entanto, é permitido ao ser continuar negando a sua existência, fugindo de si mesmo. Desta forma, podemos considerar de fato a contração ovoidal como um autocí- dio espiritual. Como se vê, temos também nossos suicidas. Suicídio que, naturalmente, pressupõe mera tentativa de fuga da realidade que envolve o espírito depois do túmulo e não a destituição da individualidade, pois tal não é possível no plano em que nos projetamos. As causas do encistamento da alma são as mesmas que motivam o auto-extermínio na Carne: o desespero diante de sofrimentos intoleráveis, somados à falta de preparo para a existência no Plano Espiritual. Sofrimentos, a bem da verdade, aparentemente intoleráveis, pois a sabedoria das Leis di- vinas não nos proporciona nunca dores que sobrepassem nossa capacidade de suportá-Ias. Se parecem aniquilar-nos, é porque nossa revolta diante delas é incomensurável e indevida. 

  • O mais forte indutor de tais barbaridades, no entanto, está na falta de preparo para a vida espiritual, sendo o materialismo o seu mais poderoso protagonista. Materialismo que se desenvolve diante do enfraquecimento do pensamento religioso do homem moderno, desgastado na ideação de fórmulas mentais arcaicas, não lhe proporcionando mais subsídios para a crença no espírito. Os apelos de um ser que aprendeu a raciocinar e a crer na razão não po- dem mais ser satisfeitos por uma fé cega que macula o conhecimento, genuína conquista da Ciência. Como se vê, urge lutarmos contra tal situação a fim de que a penúria do espírito seja des- terrada do Planeta e banidos os riscos do mergulho na inconsciência. Não destituindo as conquistas modernas que representam valores reais e não podem ser questionadas, mas renovando o pensamento religioso do homem terreno, para que o seu frio racionalismo não sufoque a alma que anseia pelos genuínos bens da eternidade. Semeemos novamente as verdades que consolam, verdades que nos foram reveladas desde que aprendemos a pensar, mas que acabaram esquecidas e que precisam ser relembradas e reestruturadas, compatibilizando-se com o nosso avanço intelectual. Por isso a implantação do Espiritismo na Terra, protagonizando a fé alicerçada na razão, pode ser vista como uma das maiores vitórias do Plano Espiritual Superior na atualidade. 




  • Os ovóides, espíritos em fuga de si mesmos, como se pode deduzir, au- mentam assustadoramente nos dias atuais. Permanecem espalhados pelo Vale dos inconscientes, atados a rochas ou troncos de árvores, pois podem segregar substância pegajosa que os fixam a qualquer superfície. No entanto, preferencialmente, aderem-se a outros seres vivos, encarnados ou não. Tristemente temos que considerar que o ovóide se torna, na verdade, um parasita. Como todo ser vivo, seu metabolismo, embora baixíssimo devido às suas reduzidas neces- sidades, precisa da absorção de seivas vitais para a sua subsistência. Não dispondo de meios para produzi-Ias, a manutenção de sua exígua vitalidade somente pode ser levada a efeito mediante a aquisição de recursos vitais externos, provenientes de outros seres. A anatomia e a fisiologia dos ovóides adquirem assim todas as características próprias dos parasitas da Terra, especializados na assimilação e metabolismo de forças vitais roubadas de outros seres vivos. Embora qualquer tipo de energia vital possa servir-lhes para este fim, aquelas que melhor se adaptam às suas necessidades e para as quais eles se especializaram são as energias do psiquismo. Por isso, o hospedeiro natural do ovóide é a mente humana. 

  • Devido a esta característica, os ovoides comumente são colhidos por espíritos dedicados ao mal, que os utilizam como instrumentos de torturas humanas. Eles podem atá-los aos cérebros de inditosos obsediados, mi- nando suas forças e deteriorando suas resistências psíquicas através do escoamento de suas forças mentais. Induzem assim, não somente a depressões, mas à demência e à loucura, desequilíbrios de difícil remissão, tanto na carne quanto no mundo espi- ritual. Sendo os ovóides joguetes nas mãos desses infelizes, natural que este seja outro motivo para se lhes evitar, a qualquer custo, a proliferação no Vale dos Suicidas. A ovoidização, contudo, não é uma adulteração das leis perispirituais, pois está subordina- da aos mesmos princípios da miniaturização ou restringimento, fenômeno a que está submetido o espírito no processo reencarnatório, quando a tessitura plasmática do perispírito, antecedendo nova descida à carne, sofre uma contração involutiva, retomando aos pata- mares da evolução biológica, para abraçar um novo óvulo fecundado e elevá-lo, rapidamente, à condição das últimas conquistas no campo da vida carnal, através do milagre do desenvolvimento embrionário.

  • A ovoidização, portanto, em última análise, é apenas uma contração ou miniaturização patológica, pois ocorre distante do momento reencarna- tório. Não encontrando o reservatório uterino, meio indutor, mantenedor e protetor de tal processo, o ser, em franco processo de contração, esta- ciona-se na fase ovóide deste percurso, restringindo sua consciência às etapas mais elementares da vida biológica. Alguns observadores do nosso plano referem-se ao ovóide como sendo a segunda morte do espírito. Fenômeno este muito pouco divulgado na literatura dos espíritos, dirigida aos homens, por tratar-se de tema de natureza ainda muito complexa e que poderia causar maiores dúvidas e questionamentos entre os pesquisadores da Terra. De fato, a morte ovoidal pode ser considerada a segunda morte, porém, para o perfeito es- clarecimento do estudioso, devemos compreender que se trata apenas de um dos patama- res onde pode estacionar a contração perispiritual. O ovóide ainda traz um metabolismo vital, embora bastante reduzido, mostrando, ade- mais, resíduos de atividade consciencial, sendo portanto apenas um dos limiares em que estagia o ser rumo à segunda morte.

  • Na realidade, esta é o resultado de aprofundamento em nível ainda mais inferior da condensação involutiva, acometendo espíritos com alto quilate de rebeldia e maldade, levando-os à completa estagnação da consciência, com a total perda da atividade vital, fenômeno raríssimo e conhecido também como a petrificação perispiritual. Isto, entretanto, pressupõe apenas o limiar do mergulho do ser no abismo da incons- ciência e não a anulação de sua individualidade. 

  • Na Câmara dos Ovóides Não podíamos, no entanto, deixar o Departamento sem completarmos as lições do dia e por isso convidei Adelaide para examinar de perto a Câma- ra dos Ovóides, contígua à enfermaria que visitávamos. — Conheço a existência destes estranhos seres, mas jamais vi um deles — dizia a estudante, admirada diante da ímpar oportunidade. Uma sala de iguais dimensões continua a Câmara dos Embrióides, cons- truída nas mesmas feições, contendo pequenos berços também conecta- dos por fios translúcidos. Ali, no entanto, estes são abertos, pois os ovói- des não necessitam de proteção vibratória e temperaturas diferenciadas, como os embrióides. Embrióides – São espíritos que desencarnaram na fase de desenvolvimento embrionário e fixam o molde perispiritual na forma carnal que abandonaram, por tempo indeterminado. — Aqui se acomodam os ovóides suicidas em preparo para a embrioterapia com seletivo potencial de recuperação, pois existem outros, oriundos de outras etiologias. Há aqueles que são filhos do ódio, centralizados em monoideísmo de revolta e vingança. Os que aqui são assistidos, entretanto, não alimentaram tais sentimentos, mas são apenas vítimas de avançada psicólise (aqueles que buscam a autodestruição do psiquismo, ou seja, do pró-prio eu inferior). Examinemo-los detidamente, a fim de que você possa ajuizar-se dos limi-tes da queda humana. Falaremos mais adiante sobre a embrioterapia. 


  • Na Câmara dos Ovóides O ovóide é uma verdadeira regressão biológica, representando o colapso da forma e da consciência. O processo se efetua através de paulatinas degradações em que a confi- guração humana se contrai, inicialmente pela perda dos membros e re- dução significativa do tronco, até que se estaciona em sua forma final, assemelhando-se a uma mórula embrionária agigantada, pois guarda dimensões que variam entre as de uma laranja e as de um crânio de recém-nascido. A alta densidade da psicosfera (aura) envolve-o em uma névoa, tornan- do-lhe os contornos imprecisos e emprestando-lhe um aspecto gelatino- so, como os embrióides. Sua membrana externa acinzentada, à semelhan- ça da mórula, apresenta desenhos losangulares arredondados. Toquei de leve a fronte de Adelaide de modo a permitir-lhe uma visualização mais abran- gente do estranho ser sob nossa respeitosa análise. Abaixo da membrana protetora, podíamos vislumbrar os vasos sanguíneos com pulsões quase imperceptíveis, denotando-se-lhe a fraca atividade vital. Os órgãos internos se apresentam reduzidos em suas formas embrionárias. A bomba cardíaca bate fracamente em sístoles frouxas, intercaladas por longas diástoles. Sua anatomia está regredida ao coração dos répteis, apresentando quatro câmaras incompletas, formadas por dois átrios e um só ventrículo parcialmente dividido.

  • Na Câmara dos Ovóides O sistema nervoso também se acha retrocedido aos primórdios de seu de- senvolvimento embrionário, mostrando-se como o arquencéfalo, o cére- bro primitivo, constando de um tubo neural dividido nas três vesículas en- cefálicas primordiais. Os doze pares de nervos cranianos e suas formações ganglionares, no entanto, acham-se presentes. Sua temperatura é instável, variando com a do ambiente, mantendo-se menos de um grau acima deste. — Estes cistos humanos, assistidos por dedicados enfermeiros espirituais, estão em permanente sono estival, quais os animais hibernantes — disse a Adelaide. — O pensamento contínuo está neles detido momentanea- mente e não há registro sequer de sonhos. O fenômeno aos nossos olhos demonstra, sem sombra de dúvidas, que o encistamento não é unicamente um patrimônio dos animais inferiores. O longo letargo lhes permite a espera por melhores condições de vida e, dessa forma, podem resistir às situações adversas do ambiente espiritual em que se projetaram. — Observe outros aspectos deste estranho ser — continuei. — olhe mais atentamente na sua superfície e veja que nos centros dos losangos da membrana protetora, que não po- deríamos chamar propriamente de pele, há pregas que confluem para pequenos orifícios. São dutos que vertem uma secreção pegajosa, secretada quando o ovóide não está aco- modado na intimidade de algum hospedeiro. Essa secreção o protege, ajudando-o a fixar- se em qualquer superfície em que esteja.

  • Na Câmara dos Ovóides Notemos também que na parte inferior do ovóide se observa um peque- no orifício pregueado que continua em fímbrias delgadas. Trata-se de sua ventosa, através da qual ele se alimenta. Não de detritos ou substâncias de natureza material, porém de vibrações. Instalam-se estes cistos humanos, regredidos a organização tão rudimen- tar, preferencialmente na mente humana, pois se alimentam das emana- ções psíquicas de suas vítimas. Comumente se alojam na fronte de seus hospedeiros em íntima conexão com o centro cerebral, fonte de intensos eflúvios mentais. Como essas vibrações não produzem resíduos e o metabolismo celular está praticamente estacionado, a organização do ovóide dispensa o traba- lho dos órgãos digestivos e excre-tores, que se encontram reduzidos em suas formas embrionárias, completamente desti-tuídos de atividade orgânica. Naturalmente que levarão ao esgotamento das energias psíquicas daqueles que parasitam, acarretando-Ihes graves transtornos mentais. — Não estaremos sujeitos ao ataque de um deles? — Não se intimide, minha amiga, tal assédio se fundamenta em certos quesitos que segu- ramente não trazemos no momento. Há necessidade de sintonia para que a parasitose se instale em qualquer nível em que se manifeste.

  • Na Câmara dos Ovóides A Câmara dos ovóides no Departamento de Embrioterapia detém aqueles com algum potencial de recuperação imediata. São encaminhados para reencarnações frustras, mas bastante salutares para eles. Levarão a for- mações teratogênicas (produção de formas monstruosas durante o de-senvolvimento embrionário, gerando aberrações perispirituais, engen-dradas pelo próprio ser), incompatíveis com a vida, muito mais graves, naturalmente, do que as induzidas pelos embrióides. Serão assim os protagonistas de diversas patologias da prenhez, como as ectopias gestacionais(1), os deslocamentos placentários, os blastomas coriais(2), como a mola hídatiforme (3) e, sobretudo, as malformações embrionárias(4), absurdas do ponto de vista biológico, despertando no observador terreno a noção de que a vida está subordinada ao acaso e a presença do Divino é incerta e duvidosa. (1) Gravidezes que ocorrem fora do útero, frequentemente na tuba uterina e, mais raramente, no ovário ou na cavidade abdominal. (2) Tumores uterinos oriundos de trofoblastos fetais defeituosos. Os trofoblastos, por sua vez são as células que formarão a placenta. (3) Processo tumoral desenvolvido na gravidez, pela degeneração das vilosidades coriônicas, produzindo- se uma massa de cistos que lembra um cacho de uvas. (4) Defeitos na forma dos embriões. 

  • O pesquisador da Terra imputa a erros genéticos aleatórios e injustifi- cáveis as perturbações induzidas pelos espíritos regredidos — dizia a Ade- laide, — mas não são nada disso, são ensaios biológicos de desovoidiza- ção como chamados aqui. Produzem verdadeiras aberrações biológicas, mas ricas de inquestionável valor terapêutico para esses desvalidos seres. Capítulo 8 Na Câmara dos Ovóides A natureza não produz inutilidades e mesmo a teratogenia guarda sua ne- cessidade. Após vários ensaios reencarnatórios frustros, o ovóide pode se recuperar e refazer seu molde perispiritual na conformação humana. Depois nascerão ainda como mongóis, imbecis ou portando outras mal formações genéticas, as mais diversas, catalogadas pela ciência terrena, sem lhes alcançar a causa, erradicada no espírito. Com esforço, porém, podem se recuperar e continuar assim a acompanhar o grupo humano ao qual pertencem. Grande parte deles, no entanto, não se restabelecerão e serão enviados para humanidades primitivas, onde prosseguirão suas evo- luções.


  • “As energias desequilibrantes da massa ovoidal são exoneradas para a carne nesses choques biológicos, aliviando-lhes a danosa ação no peris- pírito. Para o espírito nessas condições, funcionam como verdadeiros choques, quais os eletrochoques da psiquiatria, levados a efeito com o mesmo propósito de despertamento da consciência adormecida na loucura. Irão refletir no espírito como salutar impulso de refazimento, invertendo, como já vimos, o impulso contrativo do encistamento ovoidal.” Capítulo 8 Na Câmara dos Ovóides — Portanto, deduz-se que os homens não deveriam deter estes pro- cessos uma vez identificados, não é mesmo? — Sim, Adelaide, mais uma vez o aborto comparece aqui como fator de prejuízos para todos os envolvidos. Estes processos gestacionais devem ser suportados até o ponto em que não ameacem a vida das mães que os acomodam. Embora dolorosos, são ressarcimentos expiatórios e de- vem ser tolerados ao máximo, a fim de que cumpram com suas finalidades.


  • Cabe ainda considerarmos que existem ovóides, tão intensamente atados aos seus hospedeiros desencarnados, que reencarnam jungidos a eles, produzindo estranhas enfermidades para a análise dos estudio- sos do mundo, como o cisto dermóide, uma mal formação embrionária, descrita pela patologia humana, rara e incompreensível. Esta evidente comprovação da existência do ovóide consiste num exótico tumor cís- tico, que se desenvolve de forma anômala na região frontal daquele que o transporta, formado por uma pele envolvendo uma massa de restos embrionários em estado rudimentar, onde se nota a presença de pêlos, glândulas sebáceas e sudoríparas, cartilagens, ossos e dentes, demonstrando que, junto com o hospedeiro, o ovóide submeteu-se a caótico ensaio de desenvolvimento embrionário. Nosso conhecimento da perfeição das Leis Divinas obriga-nos a inocentar a natureza pela produção dessas estranhas patologias, sendo o próprio espírito caído o único artífice dessas graves desarmonias.  

Na Câmara dos Ovóides 
  • Observações e Novidades. Ante o intervalo espontâneo, reparei, não longe de nós, como que ligadas às personalidades sob nosso exame, certas formas indecisas, obscuras. Semelhavam-se a pequenas esferas ovóides, cada uma das quais pouco maior que um crânio humano. Variavam profusamente nas particularidades. Algumas denunciavam movimento próprio, ao jeito de grandes amebas, respirando naquele clima espiritual; outras, contudo, pareciam em repouso, aparentemente inertes, ligadas ao halo vital das personalidades em movimento. Fixei, demoradamente, o quadro, com a perquirição do laboratorista diante de formas desconhecidas. Grande número de entidades, em desfile nas vizinhanças da gra- de, transportavam essas esferas vivas, como que imantadas às irradiações que lhes eram próprias. Nunca havia observado, antes, tal fenômeno. Em nossa colônia de residência, ainda mesmo em se tratando de criaturas perturbadas e sofredoras, o campo de emanações era sempre normal. E quando em serviço, ao lado de almas em desequilíbrio, na Esfera da Crosta, nunca vira aquela irregularidade, pelo menos quanto me fora, até ali, permitido observar. Inquieto, recorri ao instrutor, rogando-lhe ajuda. 

  • Observações e Novidades. – André – respondeu ele, circunspecto, evidenciando a gravidade do assunto –, compreendo-te o espanto. Vê-se, de pronto, que és novo em serviços de auxílio. Já ouviste falar, de certo, numa “segunda morte”. – Sim – acentuei –, tenho acompanhado vários amigos à tarefa reencarnacionista, quando, atraídos por imperativos de evolução e redenção, tornam ao corpo de carne. De outras vezes, raras aliás, tive notícias de amigos que perderam o veículo perispiritual, conquistando planos mais altos. A esses missionários, distinguidos por elevados títulos na vida superior, não me foi possível seguir de perto. Gúbio sorriu e considerou: – Sabes, assim, que o vaso perispirítico é também transformável e perecível, embora estruturado em tipo de matéria mais rarefeita. – Sim... – acrescentei, reticencioso, em minha sede de saber. – “Viste companheiros – prosseguiu o orientador –, que se desfizeram dele, rumo a esferas sublimes, cuja grandeza por enquanto não nos é dado sondar, e observaste irmãos que se submeteram a operações redutivas e desintegradoras dos elementos perispiríticos para renascerem na carne terrestre. (...)”


  • Observações e Novidades. “(...) Os primeiros são servidores enobrecidos e gloriosos, no dever bem cumprido, enquanto que os segundos são colegas nossos, que já merecem a reencarnação trabalhada por valores intercessores, mas, tanto quanto ocorre aos companheiros respeitáveis desses dois tipos, os ignorantes e os maus, os transviados e os criminosos também perdem, um dia, a forma perispiritual.” “Pela densidade da mente, saturada de impulsos inferiores, não conseguem elevar-se e gravitam em derredor das paixões absorventes que por muitos anos elegeram em centro de interesses fundamentais. Grande número, nessas circunstâncias, mormente os participantes de condenáveis delitos, imantam-se aos que se lhes associaram nos cri- mes. Se o discípulo de Jesus se mantém ligado a Ele, através de imponderáveis fios de amor, inspiração e reconhecimento, os pupilos do ódio e da perversidade se demoram unidos, sob a orientação das inteligências que os entrelaçam na rede do mal.” – E se consultarmos esses esferóides vivos? ouvir-nos-ão? Possuem capacidade de sintonia? Gúbio atendeu, solícito: – Perfeitamente, compreendendo-se, porém, que a maioria das criaturas, em semelhante posição nos sítios inferiores quanto este, dormitam em estranhos pesadelos. (...) 

  • Observações e Novidades. “(...) Em verdade, agora se categorizam em conta de fetos ou amebas mentais, mobilizáveis, contudo, por entidades perversas ou rebeladas. O caminho de semelhantes companheiros é a reencarnação na Crosta da Terra ou em setores outros de vida congênere, qual ocorre à se- mente destinada à cova escura para trabalhos de produção, seleção e aprimoramento. Claro que os Espíritos em evolução natural não assinalam fenômenos dolorosos em qualquer período de transição, como o que examinamos.” congênere : Do mesmo gênero; Da mesma natureza; Parecido, semelhante. Gúbio ainda... “(...) Registram-nos os apelos, mas respondem-nos, de modo vago, dentro da nova forma em que se segregam, incapazes que são, provisoriamente, de se exteriorizarem de maneira completa, sem os veículos mais densos que perderam, com agravo de responsabilidade, na inércia ou na prática do mal.” FIM (...) esferóides vivos, tristes mentes humanas sem apetrechos de manifestação, (...) E em pequeno trecho, final do capítulo, André Luiz conceitua os ovóides como...

  • Quadro Doloroso. Descemos alguns metros e encontramos esquálida mulher estendida no solo. Gúbio nela fixou os olhos muito lúcidos e, depois de alguns momentos, recomendou-nos seguir-lhe a observação acurada. – Vês, realmente, André? – inquiriu, paternal. Percebi que a infeliz se cercava de três formas ovóides, diferençadas entre si nas disposições e nas cores, que me seriam, porém, imper- ceptíveis aos olhos, caso não desenvolvesse, ali, todo o meu poten- cial de atenção. – Reparo, sim – expliquei, curioso –, a existência de três figuras vivas, que se lhe justapõem ao perispírito, apesar de se expressarem por intermédio de matéria que me parece leve gelatina, fluida e amorfa. Elucidou Gúbio, sem detença: – São entidades infortunadas, entregues aos propósitos de vingança e que perderam grandes patrimônios de tempo, em virtude da revolta que lhes atormenta o ser. Gastaram o perispírito, sob inenarráveis tormentas de desesperação, e imantam-se, naturalmente, à mulher que odeiam, irmã esta que, por sua vez, ainda não descobriu que a ciência de amar é a ciência de libertar, iluminar e redimir. 

  • Quadro Doloroso. A mulher sofredora, envolvida num halo de “força cinzento-escura”, registrou-nos a presença e gritou, entre a aflição e a idiotia: – Joaquim! onde está Joaquim? Digam-me, por piedade! Para onde o levaram? Ajudem-me! Ajudem-me! O nosso orientador tranqüilizou-a com algumas palavras e, não lhe conferindo maior atenção, além daquela que o psiquiatra dispensa ao enfermo em crise grave, observou-nos: – Examinem os ovóides! sondem-nos, magneticamente, com as mãos. Operei, expedito. Toquei o primeiro e notei que reagia, positivamente. Liguei, num ato de vontade, minha capacidade de ouvir ao campo íntimo da forma e, assombrado, ouvi gemidos e frases, como que longínquos, pelo fio do pensamento: – Vingança! vingança! Não descansarei até ao fim... Esta mulher infame me pagará... Repeti a experiência com os dois outros e os resultados foram idênticos. As exclamações “assassina! assassina!...” transbordavam de cada um.

  • Quadro Doloroso. – Exonerada dos liames carnais, viu-se perseguida pelas vítimas de outro tempo, anulando-se-lhe a capacidade de iniciativa, em virtude das emissões vibratórias do próprio medo perturbador. (...) Os impiedosos adversários prosseguiram na obra deplorável e, ainda mesmo depois de perderem a organização perispirítica, ade- riram a ela, com os princípios de matéria mental em que se reves- tem. A revolta e o pavor do desconhecido, com absoluta ausência de perdão, ligam-nos uns aos outros, quais algemas de bronze. A infeliz perseguida, na posição em que se encontra, não os vê, não os apalpa, mas sente-lhes a presença e ouve-lhes as vozes, através da inconfundível acústica da consciência. Vive atormentada, sem direção. Tem o comportamento de um ser quase irresponsável. 

  • Perseguidores Invisíveis (...) atingíramos a intimidade de Margarida, a obsidiada que o nosso orientador se propunha socorrer. Dois desencarnados, de horrível aspecto fisionômico, inclinavam- se, confiantes e dominadores, sobre o busto da enferma, submetendo-a a complicada operação magnética. Essa particularidade do quadro ambiente dava para espantar. No entanto, meu assombro foi muito mais longe, quando concentrei todo o meu potencial de atenção na cabeça da jovem singularmente abatida. Interpenetrando a matéria espessa da cabeceira em que descansava, surgiam algumas dezenas de “corpos ovóides”, de vários tamanhos e de cor plúmbea, asseme- lhando-se a grandes sementes vivas, atadas ao cérebro da paciente através de fios sutilíssimos, cuidadosamente dispostos na medula a- longada. A obra dos perseguidores desencarnados era meticulosa, cruel. Margarida, pelo corpo perispirítico, jazia absolutamente presa, não só aos truculentos perturbadores que a assediavam, mas também à vasta falange de entidades inconscientes, que se caracterizavam pelo veículo mental, a se lhe apropriarem das forças, vampirizando-a em processo intensivo.


  • Em verdade, já observara, por mim, grande quantidade de casos violentos de obsessão, mas sempre dirigidos por paixões fulmina- tórias. Entretanto, ali verificava o cerco tecnicamente organizado. Capítulo 9 Perseguidores Invisíveis Evidentemente, as “formas ovóides” haviam sido trazidas pelos hipnotizadores que senhoreavam o quadro. Com a devida permissão, analisei a zona física hostilizada. Reparei que todos os centros metabólicos da doente apareciam controlados. A própria pressão sanguínea demorava-se sob o comando dos perseguidores. A região torácica apresentava apreciáveis feridas na pele e, examinando-as, cuidadoso, vi que a enferma inalava substân- cias escuras que não somente lhe pesavam nos pulmões, mas se re- fletiam, sobremodo, nas células e fibras conjuntivas, formando ulce- rações na epiderme. A vampirização era incessante. As energias usuais do corpo pareciam transportadas às “formas ovóides”, que se alimentavam delas, automaticamente, num movimento indefinível de sucção. FIM (...) concluí que a infortunada senhora devia ter sido colhida através do sistema nervoso central, de vez que os propósitos sinistros dos perseguidores se faziam patentes quanto à vagarosa destruição das fibras e células nervosas. Margarida demonstrava-se exausta e amargurada.

  • Valiosa experiência. Acercamo-nos de acolhedora poltrona, em que um cavalheiro de idade madura, dando mostras de evidente moléstia nervosa, permanecia ladeado por dois r apazes. Suor frio lhe banhava a fronte e extrema palidez, com traços de terror, lhe exteriorizava a lipotimia. Revelava-se torturado por visões pavorosas no campo íntimo, somente acessíveis a ele mesmo. Registrei-lhe as pertur- bações cerebrais e vi, sob forte assombro, as várias formas ovói- des, escuras e diferençadas entre si, aderindo-lhe à organização perispirítica. Lipotimia: Perda momentânea da consciência, sem que se paralisem o coração e a respiração; desfalecimento, desmaio, delírio; vertigem. “(...) Temos sob nosso olhar um investigador da polícia em graves perturbações. Não soube deter o bastão da responsabilidade. Dele abusou para humilhar e ferir. Durante alguns anos, conseguiu manter o remorso a distância; todavia, cada pensamento de indignação das vítimas passou a circular-lhe na atmosfera psíquica, esperando ensejo de fazer-se sentir. Com a maneira cruel de proceder atraiu, não só a ira de muita gente, mas também a convi- vência constante de entidades de péssimo comportamento que mais lhe arruinaram o teor de vida mental. Chegado o tempo de meditar sobre os caminhos percorridos, na intimidade dos primeiros sintomas de senectude corporal, o remorso abriu-lhe grande brecha na forta- leza em que se entrincheirava...” CONTINUA


  • Valiosa experiência. “(...) As forças acumuladas dos pensamentos destrutivos que provo- cou para si mesmo, através da conduta irrefletida a que se entregou levianamente, libertadas de súbito pela aflição e pelo medo, quebra- ram-lhe a fantasiosa resistência orgânica, quais tempestades que se sucedem furiosas, esbarrondando a represa frágil com que se acre- dita conter o impulso crescente das águas.” “(...) Sobrevindo a crise, energias desequilibradas da mente em desvario vergastaram-lhe os delicados órgãos do corpo físico. Os mais vulneráveis sofreram conseqüências terríveis. Não apenas o sistema nervoso padece tortura incrível: o fígado traumatizado inclina-se para a cirrose fatal.” Sentindo-nos as interrogações silenciosas do olhar, quanto à solução possível naquele enigma doloroso, o orientador acentuou: – Este amigo, no fundo, está perseguido por si mesmo, atormentado pelo que fez e pelo que tem sido. Só a extrema modificação mental para o bem poderá conservá-lo no vaso físico; uma fé renovadora, com esforço de reforma persistente e digna da vida moral mais nobre, conferir-lhe-á diretrizes superiores, dotando-o de forças imprescindíveis à auto-restauração. Permanece dominado pelos quadros malignos que improvisou em gabinetes isolados e escuros, pelo simples gosto de espancar infelizes, a pretexto de salvaguardar a harmonia social. A memória é um disco vivo e milagroso. Fotografa as imagens de nossas ações e recolhe o som de quanto falamos e ouvimos... Por intermédio dela, somos condenados ou absolvidos, dentro de nós mesmos.

  • Vampirismo Espiritual “Parasitas ovóides” Inúmeros infelizes, obstinados na ideia de fazerem justiça pelas próprias mãos ou confiados a vicioso apego, quando desafivelados do carro físico, envolvem sutilmente aqueles que se lhes fazem objeto da calculada atenção e, auto-hipnotizados por imagens de afetividade ou desforço, infinitamente repetidas por eles próprios, acabam em deplorável fixação monoideística, fora das noções de espaço e tempo, acusando, passo a passo, enormes transformações na morfologia do veículo espiritual, porquanto, de órgãos psicossomáticos retraídos, por falta de função, assemelham-se a ovóides, vinculados às próprias vítimas que, de modo geral, lhes aceitam, mecanicamente, a influenciação, à face dos pensamentos de remorso ou arrependimento tardio, ódio voraz ou egoísmo exigente que alimentam no próprio cérebro, através de ondas mentais incessantes. Nessas condições, o obsessor ou parasita espiritual pode ser comparado, de certo modo, à Sacculina carcini, que, provida de órgãos perfeitamente diferenciados na fase de vida livre, enraíza-se, depois, nos tecidos do crustáceo hospedador, perdendo as características mor- fológicas primitivas para converter-se em massa celular parasitária. No tocante à criatura humana, o obsessor passa a viver no clima pessoal da vítima, em per-feita simbiose mórbida, absorvendo- lhe as forças psíquicas, situação essa que, em muitos casos, se prolonga para além da morte física do hospedeiro, conforme a natureza e a extensão dos compromissos morais entre credor e devedor.


  • Predisposições Mórbidas – Como apreendermos a existência das predisposições mórbidas do corpo espiritual? – Não podemos olvidar que a imprudência e o ócio se responsabili- zam por múltiplas enfermidades, como sejam os desastres circula- tórios provenientes da gula, as infecções tornadas de higiene, os de- sequilíbrios nervosos nascidos da toxicomania e a exaustão decor- rente de excessos vários. De modo geral, porém, a etiologia das moléstias perduráveis, que afli- gem o corpo físico e o dilaceram, guardam no corpo espiritual as suas causas profundas. A recordação dessa ou daquela falta grave, mormente daquelas que jazem recalcadas no espírito, sem que o desabafo e a corrigenda funcionem por válvulas de alívio às chagas ocultas do arrependimento, cria na mente um estado anômalo que podemos classificar de “zona de remorso”, em torno da qual a onda viva e contínua do pensamento passa a eno- velar-se em circuito fechado sobre si mesma, com reflexo permanente na parte do veículo fisiopsicossomático ligada à lembrança das pessoas e circunstâncias associadas ao erro de nossa autoria. CONTINUA

  • Predisposições Mórbidas Estabelecida a ideia fixa sobre esse “nódulo de forças desequilibradas”, é indispensável que acontecimentos reparadores se nos contraponham ao modo enfermiço de ser, para que nos sintamos exonerados desse ou daquele fardo íntimo ou exatamente redimidos perante a Lei. Essas enquistações de energias profundas, no imo de nossa alma, ex- pressando as chamadas dívidas cármicas, por se filiarem a causas in- felizes que nós mesmos plasmamos na senda do destino, são perfei- tamente transferíveis de uma existência para outra. Isso porque, se nos comprometemos diante da Lei Divina em qualquer idade da nossa vida responsável, é lógico venhamos a resgatar as nossas obrigações em qualquer tempo, dentro das mesmas circunstâncias nas quais patrocinamos a ofensa em prejuízo dos outros. É assim que o remorso provoca distonias diversas em nossas forças recônditas, desarticu- lando as sinergias do corpo espiritual, criando predisposições mórbidas para essa ou aque- la enfermidade, entendendo-se, ainda, que essas desarmonias são, algumas vezes, singu- larmente agravadas pelo assédio vindicativo dos seres a quem ferimos, quando imanizados a nós em processos de obsessão. Todavia, ainda mesmo quando sejamos perdoados pelas vítimas de nossa insânia, detemos conosco os resíduos mentais da culpa, qual depósito de lodo no fundo de calma piscina, e que, um dia, virão à tona de nossa existência, para a ne- cessária expunção, à medida que se nos acentue o devotamento à higiene moral. 

  • Como pode o débil mental comandar a renovação celular do seu corpo físico? – Não será lícito esquecer que, mesmo conturbada, a consciência está presente nos débeis mentais ou nos doentes nervosos de toda espécie, presidindo, ainda que de modo impreciso e imperfeito, o automatismo dos processos orgânicos. – Existem “parasitas ovóides” vampirizando desencarnados? – Sim, nos processos degradantes da obsessão vindicativa, nos círculos inferiores da Terra, são comuns semelhantes quadros.

  • Processo Redentor. Em rápidos minutos achávamo-nos em pequena câmara, onde magro doentinho repousava, choramingando. Cercavam-no duas entidades tão infelizes quanto ele mesmo, pelo estranho aspecto que apresentavam. O menino enfermo inspirava piedade. — É paralítico de nascença, primogênito de um casal aparente- mente feliz, e conta oito anos na existência nova — informou Calde- raro, indicando-o —; não fala, não anda, não chega a sentar-se, vê muito mal, quase nada ouve dá esfera humana; psiquicamente, po- rém, tem a vida de um sentenciado sensível, a cumprir severa pena, lavrada, em verdade, por ele próprio. (...) “(...) Viveu nas regiões inferiores, apartado da carne, inomináveis suplícios. Inúmeras vítimas já lhe perdoaram os crimes; muitas, contudo, seguiram-no, obstinadas, anos afora... A malta, outrora densa, rareou pouco a pouco, até que se reduziu aos dois últimos inimigos, hoje em processo final de transformação. Com as lutas acremente vividas, em sombrias e dantescas furnas de sofrimento, o desgraçado aprestou-se para esta fase conclusiva de resgate; conseguiu, assim, a presente reencarnação com o propósito de completar a cura efetiva, em cujo processo se encontra, faz muitos anos.” A paisagem era triste e enternecedora. O doente, de ossos enfezados e carnes quase transparentes, pela idade deveria ser uma criança bela e feliz; ali, entretanto, se achava imóvel, a emitir gritos e sons guturais, próprios da esfera sub-humana. 

  • Processo Redentor. Com o respeito devido à dor e com a observação imposta pela Ciência, verifiquei que o pequeno paralítico mais se assemelhava a um descen- dente de símios aperfeiçoados. — Sim, o espírito não retrocede em hipótese alguma — explicou Cal- deraro —; todavia, as formas de manifestação podem sofrer degene- rescência, de modo a facilitar os processos regenerativos. Todo mal e todo bem praticados na vida impõem modificações em nosso qua- dro representativo. Nosso desventurado amigo envenenou para mui- to tempo os centros ativos da organização perispiritual. (...) Como desejasse ver-me suficientemente esclarecido, acrescentou: — Espiritualmente, este pobre doente não regrediu. Mas o processo de evolução, que constitui o serviço do espírito divino, através dos milênios, efetuado para glorioso destino, foi por ele mesmo (o enfermo) espezinhado, escarnecido e retardado. Semeou o mal, e colhe-o agora. 

  • Vejam por exemplo neste caso com um suicida, o que é dito a ele. E imaginem nos casos mais graves como o dos ovóides! Prelúdios de Reencarnação "— Sim! Reconheço-te sincero e forte para o resgate, plenamente arrependido do passado culposo! Realmente, esse será o recurso aconselhável para o teu caso, medida drástica que te moverá com muito menor morosidade à reabilitação honrosa que de ti exige a consciên- cia! Pondera, no entanto, que foste também suicida e, por isso, necessariamente, as condi- ções precárias em que se encontra tua presente organização, teu envoltório fluídico, mode- lador que será da tua futura estruturação carnal, levar-te-á a receberes, com o renascimen- to, um corpo enfermo, debilitado por achaques irreparáveis no plano objetivo ou terreno..." O Suicida diz estar pronto para a reencarnação, para o resgate de suas faltas... 

  • Seria possível a um Espírito ovóide manifestar-se através da psicofonia em reunião de desobsessão? Nesse caso, o médium traduziria adequadamente o pensamento da entidade? Esse trabalho poderia ser útil à reencarnação desse Espírito? DIVALDO - O fenômeno da comunicação dos Espíritos ovóides ocorre com mais frequência do que se pensa, o que constitui uma bênção nas reuniões mediúnicas. Invariavelmente, trata-se de uma comunicação atormentada, sem verbalização do sofrimento, sem raciocínio lógico, com alta carga de perturbação do Espírito, em consequência alterando o sistema nervoso central e endócrino do médium, que, sendo moralizado, não sofre efeitos perturbadores. Comunicações Como a "vida do ovóide" é um estágio somente mental, a comunicação mediúnica pro- porciona-lhe uma pré-recomposição do perispírito, em face da união com o do médium, preparando-o para a futura reencarnação. É, portanto, de salutar benefício estabelecer-se a comunicação desses irmãos em tremen- da limitação, que, nada obstante, somente pode ser facultada (permitido) pelos orienta- dores espirituais do núcleo espírita.

  • No departamento de Embrioterapia A embrioterapia é o mais eficaz recurso terapêutico usado em nosso plano (espiritual) em favor dos suicidas, principalmente daqueles que estão na iminência de ovoidização. Embrioterapia Visa colocá-Ios em contato com as salutares energias maternas, a fim de adestrar convenientemente seus impulsos autocatalíticos (autodestru- tivos). Como vimos, tais pulsões podem terminar por desorganizar com- pletamente a estrutura perispiritual do psicolítíco (o que busca a auto- destruição do psiquismo, ou seja, do próprio eu inferior. Suicida do espí-rito). Conduzido, no entanto, para o ambiente uterino, ele encontra a sua devida orientação, de modo a se acomodar em natural processo reen-carnatório. Serve ainda a embrioterapia para o escoamento do potencial de negatividade do suicida. A massa embrionária, por especial propriedade da carne, presta-se como um adstringente poderoso de suas energias degeneradas, drenando-lhes o potencial destrutivo. De modo geral, esse escoamento vibracional é de tal monta que imprime graves deformi- dades à massa celular em desenvolvimento, tornando-a incompatível com a vida, termi- nando o autocida (o mesmo que suicida) por ser espontaneamente expulso. Em muitos casos, no entanto, o abortamento natural não se faz esperar, pois as energias negativas que irradia na mãe tornam-no vítima de criminosa expulsão. 

  • No departamento de Embrioterapia Um mal sem justificativas, mas que as sábias leis da vida fazem com que redunde em proveitos para o Bem, servindo-se para a correção dos ru- mos do suicida. O sofrimento abortivo termina por ser também tera- pêutico para este, pois sua consciência registrará a frustração diante da morte prematura, fixando o ensinamento da real valorização da vida. A isso ainda se deve acrescentar o fato de que o fole uterino é um auxi- liar da drenagem vibratória do reencarnante, funcionando também co- mo uma desembocadura para os seus impulsos negativos. Tudo isso faz da embrioterapia o melhor remédio para o suicida, indispensável, na maioria das vezes, à sua recuperação. — Mas para isso, então, a embrioterapia deve contar sempre com mães dispostas ao as- crifício. Será sempre possível encontrá-Ias receptivas, acolhendo em suas intimidades en- tidades tão desequilibradas? — Isso requer cuidadosas considerações. Na verdade, as mães nem sempre se acham, de fato, dispostas a esse sacrifício e quase sempre a prova lhes é imposta por deméritos. Trata-se, comumente, de mulheres que realizaram abortos em outras existências e não detêm condições saudáveis para o pleno desenvolvimento fetal. Trazem lesões energéticas no aparelho reprodutor, tornando-as incapazes de saudável sustento ao embrião, servindo então para a reencarnação de espíritos igualmente lesados, como os suicidas. 


  • No departamento de Embrioterapia Outras são mulheres levianas, que praticam o sexo descompromissado, guardando natural aversão à gravidez, com firme disposição à prática do aborto criminoso. Não somente mulheres, mas homens frívolos em bus- ca dos prazeres fáceis, que também são chamados à responsabilidade pelos seus atos. Neste caso a prova lhes é imposta pelas Leis Divinas, que acomodam aqueles que negaram a existência junto àqueles que também lhes recusam o nascimento. São fatos que servem como recursos terapêuticos para todos os envolvi- dos, chamando a atenção daqueles que lidam com o sexo como se fosse mero veículo de prazeres e ensinando a outros a valorização da vida. As- sim funciona a Medicina da Lei, que a tudo condiciona de modo que na- da exista sem objetivos sublimes e até mesmo o Mal encontre realiza- ções no Bem. Os protagonistas do processo, no entanto, não são escolhidos ao acaso. O Departamento de Embrioterapia se encarrega da cuidadosa seleção daqueles que irão receber o suicida. Normalmente exige-se a existência de relações entre os envolvidos, pois dificilmente um espírito é aceito para a reencarnação sem o consentimento, mesmo inconsciente, de seus pais. Essas relações são cuidadosamente estudadas, buscadas muitas vezes no passado, para que o processo se faça alicerçado na lei de causa e efeito e redunde em proveito para todos. Sem que essas interações se estabeleçam, suas chances de êxito se tornam muito reduzidas. 


  • No departamento de Embrioterapia — Penso naquelas que abortaram e hoje se dão conta de haverem pro- vocado tanto mal a seres já por si tão infelizes. Como poderemos ajudar a consolar esses corações que caíram? — questionou a irmã, preocupada com aquelas que acobertaram o crime em plena ignorância de seus atos. — Devemos compreender que não são somente as mulheres que abor- tam. Muitas vezes são elas vítimas da incompreensão de familiares ou de companheiros que não assumem com elas as responsabilidades pela ma- ternidade. Desvalidas e rejeitadas pela sociedade, vêem-se compelidas ao ato por forças das circunstâncias e profundas inseguranças diante da vida. Sem considerarmos aquelas que são alvos de estupros ou seduções. Não nos iludamos, os homens também realizam abortos e podem se respon- sabilizar muito mais pelo ato impensado do que as mulheres. Para aquelas que incorreram no erro sem conhecer a extensão do mal praticado, podemos aconselhar a dedicação à gravidez desamparada, ajudando as mães que desejam ter seus filhos, mas não encontram recursos para isso. E que tratem de criar condições para en- gravidarem, o mais rápido possível, se puderem, a fim de minorarem seus compromissos diante da vida.

  • Um Homem Sem Memória Uma observação sobre os abortados... O espírito que é abortado na fase de desenvolvimento embrionário tem destino variado, guardando dependência direta de sua condição evolutiva e do período em que deixa o corpo em formação. De modo geral, aqueles que interrompem sua incursão na carne antes da terceira semana de gestação desligam-se quase que automaticamente de suas vestes orgânicas ao serem abortados. Seus liames (suas ligações) com o perispírito feminino são mais fortes do que com o próprio corpo em desenvolvimento e assim continuam, por Por isso, na maioria das vezes, o espírito expulso até essa fase é o mesmo que torna a nas- cer logo depois. Esta é a forma como a natureza protege esses seres, surpreendidos em delicada situação de trânsito entre os dois mundos. tempo indeterminado, jungidos às mães que o abortaram por qualquer motivo que seja, aguardando nova oportunidade de renascimento, segundo programação espiritual. Os que falecem depois da terceira semana, de modo geral, abandonam a intimidade ma- terna juntamente com seus restos orgânicos, estando o desligamento perispiritual subor- dinado aos mesmos princípios que norteiam a desencarnação em geral, ou seja, guarda dependência direta com a posição evolutiva de cada um, sendo tanto mais dificultosa quanto menos evoluído é o ser. 

  • Alguns, da mesma forma, podem voltar à união quase imediata com suas mães, aguardando novo nascimento, quando assim programado, enquanto que outros são cuidadosamente recolhidos às casas assistenciais que se dedicam a este tipo de amparo, qual o Departamento de Embrioterapia. Estejam seguros os homens de que o mundo espiritual dispensa especial atenção a estes espíritos, da mesma forma que na Terra se cuida com des- velo dos bebês prematuros. Aqueles que não tornam à carne logo de imediato demandam período va- riável para se recuperarem, de acordo com seus potenciais evolutivos. Uma pequena parcela, de modo geral oriunda de ovóides ou suicidas, não se recupera, tornando-se embrióides, como vimos, presos ao molde embrionário, tendo a reencarnação como única possibítídade de volver à normalidade da forma. Sabemos, no entanto, que os liames do pretérito e as forças do ódio podem alterar todas essas condições, modificando sobremaneira os destinos dos envolvidos. Capítulo 14 Um Homem Sem Memória 




6. O COMBATE AO VAMPIRISMO 

6.1. Reencarnações Expiatórias: são conseqüências da lei de ação e reação, constituindo-se no recurso utilizado pela Providência para devolver o equilíbrio aos espíritos, quando a reconciliação pelo amor torna-se inviável. A família consangüínea é o instrumento utilizado pela Providência para promover o resgate dos espíritos envolvidos.

Inicialmente, reencarna o que tiver mais méritos, sendo indicada para recebê-lo como mãe alguém que tenha débitos a serem resgatados relativamente à maternidade, uma vez que a gestação trará o desconforto gerado pelo assédio do vingador. Desde as primeiras ligações fluídicas do reencarnante ao corpo físico, passando pela infância, adolescência e até atingir a fase adulta, o espírito que retorna continua padecendo da influência de seu desafeto, que lhe permanece enlaçado pela força de sentimentos negativos. Mais uma vez o instituto da família é usado pela Providência para que o reencarnante, através de uniões conjugais provacionais, ofereça ao seu verdugo um novo corpo, como filho consangüíneo, para que o amor de paternal ou maternal o envolva e promova o resgate dos equívocos praticados no passado.


6.2. Transformação do Ser: A arma fundamental de combate ao vampirismo é a transformação do Ser, visando as melhores condições de seu campo eletromagnético. Assim, quem sofre com tal influência espiritual negativa pode dela se livrar através do serviço no bem, com a prática do amor ao próximo. Ao reconhecer sua culpa, pode começar a construir a cura reajustando-se e servindo como exemplo ao seu perseguidor.
É conveniente recordar os ensinamentos de Kardec quando afirma que “os espíritos inferiores não podem suportar o brilho e a impressão dos fluidos mais etéreos. Não morreriam no meio desses fluidos porque Espírito não morre, mas uma força instintiva os manteriam afastados dali como a criatura terrena se afasta de um fogo muito ardente ou de uma luz muito deslumbrante.” (A Gênese, cap. XIV, item 11). 
Sem esta transformação, as tentativas externas de desligamento das entidades infelizes não encontram sucesso. Não adianta o trabalho de retirada dos vampiros, mesmo inconscientes, se o encarnado invoca mentalmente as entidades, atraindo-as novamente para o seu convívio. O mesmo pode ser dito com relação à doutrinação das entidades. Embora efetuada com perseverança e métodos precisos, a medida exige tempo e tolerância fraternal, podendo encontrar obstáculo no fato do encarnado haver se convertido em poderoso imã de atração. 

6.3. Oração: A oração é o mais eficiente antídoto do vampirismo. A prece é vibração, energia, poder. A prece provoca um estado psíquico que revela nossa origem divina e coloca-nos em contato com as fontes superiores. Dentro dessa realização, o Espírito, em qualquer forma, pode emitir raios de espantoso poder. Toda criatura que cultiva a oração, com o devido equilíbrio do sentimento, transforma gradativamente, em foco irradiante de energias da divindade. 
No Capítulo IV da obra Missionários da Luz, há o relato da prece de Cecília, que rezando pelo esposo, é cercada por luzes sublimes, rogando pela iluminação do companheiro a que parecia amar infinitamente. Seu coração se transformava num foco ardente de luz, do qual saíam inúmeras partículas resplandecentes, projetando-se sobre o corpo e sobre a alma do esposo com a rapidez de minúsculos raios. Os corpúsculos radiosos concentravam-se em massa, destruindo as pequenas formas horripilantes do vampirismo devorador. 

7. CASOS DE VAMPIRISMO NA LITERATURA ESPÍRITA. 

Além daqueles mencionados no decorrer do presente trabalho, a título de ilustração, são inúmeros os casos de vampirismo narrados na literatura espírita, com destaque para aqueles ilustrados por André Luiz: 

Nosso Lar - Caso da mulher cercada de pontos negros, que, chegada do Umbral, implora socorro do outro lado da cancela. O socorro é negado, em virtude de tratar-se de um forte vampiro, cujos pontos negros representavam cinqüenta e oito crianças assassinadas ao nascer. 

Obreiros da Vida Eterna - Cenas de vampirismo em uma enfermaria de hospital. "Entidades inferiores, retidas pelos próprios enfermos, em grande viciação da mente, postavam-se em leitos diversos, inflingindo-lhes padecimentos atrozes, sugando-lhes vampirescamente preciosas forças, bem como atormentando-os e perseguindo-os". 

Nos Domínios da Mediunidade - (capítulo X) Caso da Jovem Parricida (pág. 71 a 79) e Caso Pedro (capítulo IX) “uma convulsão epiléptica o obsessor ligando-se a Pedro, seguindo-se convulsão generalizada tônico-clônica, com relaxamento de esfíncteres. O mentor Aulus afirma ser possessão completa ou epilepsia essencial e analisa que, no setor físico, Pedro está inconsciente, não terá lembrança do ocorrido, mas está atento em espírito, arquivando a ocorrência e enriquecendo-se.” 

Libertação - (pág. 140 e 141) Caso da jovem Clorótica, que mantinha uma ligação mental com os seus obsessores, permitindo o domínio completo de sua mente, que utilizavam como se fosse a deles. Encontrava-se praticamente desapossada de seu livre-arbítrio e suas reações não mais lhe pertenciam, pois expressavam a vontade das entidades que funcionavam como seus algozes. E caso Margarida- Gregório (p. 110), onde o personagem Gregório vampiriza antiga companheira de nome Margarida, quando solicitado pelo mentor Gúbio a interromper a vampirização que colocava a vida de Margarida em perigo, afirma ter necessidade do alimento psíquico que só a mente de Margarida pode proporcionar. 

Entre a Terra e o Céu - (cap. III) Caso Odila- Zulmira: A jovem senhora é Zulmira, e a irmã desencarnada que lhe vampiriza o corpo é Odila, a primeira esposa de Amaro, dolorosamente transfigurada pelo ciúme a que se recolheu. Empenhada em combater aquela que considera inimiga, imanta-se a ela, através do veículo perispirítico, na região cerebral, dominando a complicada rede de estímulos nervosos e influenciando os centros metabólicos, com o que lhe altera profundamente a paisagem orgânica. 

No Mundo Maior - (pág. 37 a 74) Caso Pedro-Camilo, 20 anos sob a atuação de um único obsessor. Durante esse período, o quimismo espiritual ou a fisiologia do perispírito se desequilibrou e, conseqüentemente, desencadeou distúrbios orgânicos, entre os quais a ameaça de amolecimento cerebral. 

8. CONCLUSÃO 

Dias da Cruz, no livro “Instruções Psicofônicas” Espíritos Diversos, através de mensagem psicografada por Francisco C. Xavier, afirma ser imperativo o uso dos antissépticos do Evangelho para garantir a higiene mento-psíquica. E prossegue: 
“Bondade para com todos, trabalho incansável no bem, otimismo operante, dever irrepreensivelmente cumprido, sinceridade, boa-vontade, esquecimento integral das ofensas recebidas e fraternidade simples e pura, constituem sustentáculo de nossa saúde espiritual.” (...) Procurando, pois, o Senhor e aqueles que o seguem valorosamente, pela reta conduta de cristãos leais ao Cristo, vacinemos nossas almas contra as flagelações externas ou internas da parasitose mental.” 
A prática do bem rompe os sentimentos inferiores, produzindo, além da própria transformação de quem o pratique, também a daqueles que a ele se agrega pelos vínculos do ódio e da vingança, pelo exemplo de fraternidade. 
Desse modo, os espíritos vingadores, ao encontrar a vítima transformada pelo esforço na prática do bem, da mesma forma como foram atraídos pelas suas fraquezas, serão contagiados pela nova situação e, em conseqüência, desestimulados a prosseguirem a perseguição.
É possível concluir que pela prática da caridade, é possível obter a transformação moral necessária para se modificar e aos inimigos, evitando-se dolorosos resgates reparatórios. 


Por Fernanda Louro Figueras


BIBLIOGRAFIA 

O Espiritismo de A a Z, FEB 
Evolução em Dois Mundos - FEB - F. C. Xavier / André Luiz 
Missionários da Luz - FEB - F. C. Xavier / André Luiz 
Nosso Lar - FEB - F. C. Xavier / André Luiz 
Obreiros da Vida Eterna - FEB - F. C. Xavier / André Luiz 
Nos Domínios da Mediunidade - FEB - F. C. Xavier / André Luiz 
Libertação- FEB - F. C. Xavier / André Luiz 
Entre a Terra e o Céu - FEB - F. C. Xavier / André Luiz 
No Mundo Maior - FEB - F. C. Xavier / André Luiz 
Estudando a Mediunidade- Martins Peralva 
Revista Cristã de Espiritismo nº 12, páginas 30-32, Marlene Rossi Severino Nobre, Associação Médico-Espírita do Brasil 
A Gênese, FEB, Allan Kardec 
O Livro dos Médiuns, FEB, Allan Kardec 
Instruções Psicofônicas- Espíritos Diversos, FEB- Francisco C. Xavier/ Dias da Cruz




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