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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

PORQUE O EX PRESIDENTE LULA NÃO FOI PRESO

O plano de levar Lula a Curitiba Lula poderia ter acabado em tragédia. Cem soldados da Polícia da Aeronáutica cercaram o jatinho que levaria o ex-presidente ao Paraná. A equipe da lava-jato desiste do plano A.

LULA NO DIA 04 DE MARÇO DE 2016

Recentemente chegou-nos a informação que nos deu a nós orgulho de pertencer a um país onde parece haver uma parte de cidadãos patriotas, que não se deixam levar pelo domínio de uma rede de Jornais, revistas e TVs e que tomam a defesa da legalidade.

Deu-nos a nós um certo orgulho das nossas forças armadas que tomaram a defesa do que é certo, do que é correto, do que é legal.

Porque a muito tempo no Brasil não se pratica mais o que é legal. Estamos em um Brasil onde se prende simplesmente por supor, por imaginar, por crer que alguém é culpado. Estamos em um Brasil onde não se respeita nem mesmo um Ex-Presidente da República.

Temos hoje inúmeras pessoas que são conduzidas coercitivamente, e são presas preventivamente sem estarem condenadas como por exemplo o ex-ministro Antonio Palocci, e o ex-ministro Guido Mantega. Não queremos aqui tomar a defesa de ninguém. Apenas cremos no que prescrevem as leis Brasileiras, que afirmam que todo cidadão deve ser tratado como inocente até que seja julgado e condenado.

Não é esse o tratamento que está tendo o Presidente Lula. Ele já deveria estar preso pelo desejo do Juiz Sergio Moro. 

Mas porque não está? Boa pergunta. O Juiz Sérgio Moro pretendia te-lo preso no seu calabouço particular, mas não o fez porque não pôde. Porque existe no Brasil, afinal uma força maior do que a toda poderosa Polícia Federal, que derruba portas, leva qualquer um para depor coercitivamente, condenado ou não, prende preventivamente condenado ou não e os presos preventivos permanecem presos indefinidamente se bobear por anos sem estarem condenados.

Queremos um dia ver tudo isso reparado. Queremos o dia em que o legal se sobreponha ao ilegal. Isso aqui não é a ALEMANHA NAZI FASCISTA como querem os CACHORROS LOUCOS que pregam toda a sorte de violências pela Internet. Eles são Fascistas, Nazistas, resquícios de uma classe média escravagista, ignorante, incapaz, infeliz, superada, que não tem mais lugar em um mundo moderno e humano.

09/03/2016 00:00 - Copyleft
Carta Maior relutou em transcrever o relato de autoria de Jari Mauricio da Rocha (leia a íntegra nesta pág.) que lança uma luz sobre o elo que faltava no episódio de condução do ex-presidente Lula ao aeroporto de Congonhas pela PF, em 04/03, a mando dos procuradores da Lava Jato.
 
Não convenceu a ninguém a justificativa para a escolha do local  inusitado  –‘melhor para a segurança do próprio Presidente’, disseram policiais  não fardados que o levaram de sua casa, em São Bernardo, na manhã do dia quatro de março.
 
A opacidade dos movimentos, ademais do seu arbítrio exclamado, como denunciou um ministro do STF,  ganharia cores alarmantes com a informação de que uma aeronave, pronta para decolar rumo a Curitiba, aguardava desde cedo em um hangar de Congonhas.
 
Retirado de sua casa, como foi, com a desculpa de um depoimento em local seguro, e de lá forçado a embarcar para Curitiba, Lula já não seria mais um ex-presidente constrangido.


Seria vítima de um sequestro político.

Por que, felizmente, o desenlace explosivo não se consumou – se de fato se acumulam indícios de sua plausibilidade?

Quem ou o quê teria força capaz de impor um recuo à fria determinação do aparato diante da caça tão longamente cobiçada, então sob o seu desígnio?

O relato oferecido por Jari Maurício da Rocha afirma que um pelotão da Força Aérea brasileira, estacionado regularmente em Congonhas, sob comando de um coronel, ao saber do que se cogitava, enfrentou agentes armados não fardados da PF e interditou o uso da aeronave.

A gravidade do episódio –ademais dos desdobramentos que ensejaria-- levaram Carta Maior a buscar elementos adicionais que justificassem a reprodução da narrativa isenta de Jari Maurício.

Carta Maior obteve a informação de que as maiores autoridades da República tem ciência do ocorrido.

Carta Maior tem ciência de que o ocorrido não é um fato solteiro.

Ele se encadeia ao potencial de conflitos embutidos nas manifestações e ações em curso, planejadas por forças determinadas a interferir no livre curso dos conflitos da democracia brasileira, a contrapelo das urnas e do Estado de Direito.

A pressa que os move empresta credibilidade adicional ao relato do que se passou e do que se pretendia com Lula levado a Congonhas na manhã do dia quatro de março.

O intento da derrubada do governo e da inabilitação do ex-presidente ao escrutínio de 2018 não sobreviverá a um longo relento sob as intempéries de uma resistência que já transborda para as ruas.

Mais que isso, se verdadeiro o relato sobre Congonhas, pulsaria em setores das Forças Armadas o mesmo sentimento que espalha por diferentes setores da sociedade: o inconformismo com uma instância do Judiciário que exorbita de suas prerrogativas e agora avança em espiral descontrolada para colidir com a soberania de outros poderes, cujo equilíbrio forma a blindagem da democracia. Uma vez rompida, o sistema esfarela em rota de colisões sucessivas.

O conjunto dos fatos aqui relatados e seu potencial explosivo requer que os detentores de mandatos democráticos tomem medidas cabíveis.

A primeira e mais urgente delas é o esclarecimento completo do que se passou de fato no aeroporto de Congonhas em São Paulo, na manhã de quatro de março, envolvendo um ex-presidente da República, policiais não fardados da PF, ordens de promotores e do juiz Moro, a existência de uma aeronave para decolar rumo a Curitiba e a relatada resistência de um pelotão da Aeronáutica ao uso desse aparelho para esse fim, que cumpriu como Força Armada a defesa do estado de direito no Brasil.

O Congresso brasileiro tem a obrigação de assumir o esclarecimento desses fatos para abortar aventureiros e serenar a inquietação que toma conta da opinião pública.

A Polícia da Aeronáutica impediu o plano inicial da Lava Jato (PF, MPF, Moro) de levar Lula a Curitiba na sexta-feira dia 04 de Março de 2016 – onde deputados de oposição, incluindo Jair Bolsonaro e Fernando Francischini, já estariam comemorando e esperando a chegada do ex-presidente, pois as redes de TV já sabiam de tudo, inclusive já tinham posicionado helicopteros com reporteres e cinegrafistas para filmar toda a operação.

O que teria, de fato, atrapalhado os planos de levarem o ex-presidente Lula para Curitiba é umas das questões mais levantadas após a última tentativa da equipe de Moro.



Valdir Cruz
O dia seguinte à ruidosa ordem de condução do ex-presidente Lula ao aeroporto, para prestar esclarecimentos, suscita muitas dúvidas e mostra a incapacidade da imprensa brasileira em entender o que se passou realmente e em fazer os questionamentos que têm que ser feitos. 

A principal dúvida é por que o depoimento foi tomado no aeroporto e não numa delegacia, fórum ou outro local qualquer? Ao se levar Lula para o aeroporto, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, por meio da chamada “força-tarefa da lava-jato”, deram uma nova função a este espaço destinado exclusivamente aos viajantes. Agora, todo mundo sabe que no Brasil aeroporto é local de chegada e partida de aviões e, também, de interrogatórios policiais.

A nova modalidade investigativa criada pela Justiça Federal do Paraná em parceria com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal tem “muitas vantagens”. Por exemplo: o acusado é ouvido num local “silencioso”, onde só se percebem ruídos, em elevados decibéis, das turbinas dos aviões e o murmúrio de milhares de pessoas falando ao mesmo tempo. No mais, existe um silêncio maior do que nos cemitérios, garantindo a perfeita audição das perguntas dos investigadores e das respostas do acusado.




Aeroporto de Congonhas, sexta-feira, 04 de março, cedo da manhã.

Soldados da Polícia da Aeronáutica estranham a movimentação de outros policiais armados.

Bloqueiam a entrada e não deixam eles entrarem no aeroporto. Não teriam reconhecido a farda que foi usada pela Polícia Federal, que estava fortemente armada.

Um dos soldados avisa ao coronel o que está ocorrendo.

O coronel fica furioso.

O reforço é chamado. Em poucos minutos a polícia da aeronáutica está preparada com centenas de homens para, se preciso for, confrontar os policias da PF.

A confusão é enorme, então descobre-se que o ex-presidente estava sendo conduzido. Neste momento, o coronel assume o comando do aeroporto e dá ordens para que cem homens da Polícia da Aeronáutica cerquem o jatinho que, segundo lhe informaram, levaria o ex-presidente Lula para Curitiba.

Mais tensão.

Sabe-se então que Lula está na sala da PF para interrogatório. Neste instante é aventada a decisão de invadir a sala para resgatar o ex-presidente. Há uma negociação, mas o coronel, que segundo consta é legalista, teria perguntado: “O que vocês pensam que estão fazendo com um ex-presidente?”.

Em meio a isso, o ex-deputado, professor Luisinho já estaria protestando contra a detenção de Lula e há uma baderna enorme defronte a sala da PF. Manifestantes contra Lula entram em êxtase.

Desmentidos surgem, mas o coronel do aeroporto não dá sinais de recuar. A PA permanece a postos, pronta para qualquer tentativa de condução de Lula.

A equipe da lava-jato desiste do plano A, que seria levar Lula à Curitiba – onde deputados de oposição já estariam comemorando.

(Ver abaixo. Curiosamente, o deputado Jair Bolsonaro e o seu filho já estavam em Curitiba na manhã de 4 de março na frente da Polícia Federal a espera de Lula):



Além disso, decidem reduzir o tempo do interrogatório, que era pra ser bem mais longo e, consequentemente, mais cansativo ao ex-presidente.
A Polícia da Aeronáutica, sob o comando do coronel, não arreda pé.
Diante do impasse, o juiz Sergio Moro teria dado ordens para abortar a operação.
O ex-presidente Lula é libertado.
A operação fracassou.
Quem forneceu essas informações, relatou tudo isso, exatamente desta forma.
Provavelmente quem esteve no local, naquela fatídica manhã de sexta-feira, possa ter visto parte desse impasse.
Sobre a veracidade desta versão, cabem duas questões:
Quando o narrador dessa história terminou de contar, me disse: “Podia ter acontecido uma tragédia. Foi muito tenso”.
A mim coube apenas a fidelidade do relato sem o uso de qualquer recurso literário.
Jari Mauricio da Rocha, Carta Maior
A FAB honrou a história de dois de seus maiores heróis: os capitães Alfredo Daudt e Sérgio Ribeiro de Carvalho, o Sérgio Macaco.

O capitão Daudt foi um dos oficiais que impediram a decolagem dos jatos da FAB que bombardeariam o Palácio Piratini, em Porto Alegre, na Campanha da Legalidade, em 1961.

Ele e alguns companheiros furaram os pneus das aeronaves que pretendiam matar o então governador do estado, Leonel Brizola.

O capitão Sérgio Macaco, oficial do grupo de salvamento da FAB, o Parasar, recusou-se a cumprir as ordens de um psicopata, o brigadeiro João Paulo Burnier, de explodir o gasômetro do Rio de Janeiro, em 1968.

Burnier, apontado como um dos mais sádicos torturadores da ditadura, pretendia colocar a culpa das mortes – estimadas em 100 mil pessoas – nos comunistas.

O mistério, cuidadosamente evitado pela grande mídia, cerca o noticiário em torno da detenção do ex-presidente Lula. Na sexta-feira 4 de março, quando ele foi levado de sua casa, em São Bernardo do Campo, para o Aeroporto de Congonhas, sob custódia da Polícia Federal e com mandado de condução expedido pelo juiz Sérgio Moro, o plano era embarcar o petista em um jatinho dos federais e levá-lo a Curitiba? Uma espécie de sequestro? Até agora – uma semana mais tarde – ninguém sabe explicar que aconteceu.

Entre os grandes jornais do país, aparentemente só a Folha de S. Paulo tocou no assunto. Foi na coluna de Jânio de Freitas, com o título de “O plano obscuro” (edição online de 10 de março). Parece incrível que algo assim, se de fato aconteceu, tenha escapado às primeiras páginas e aos telejornais. Nas redes sociais e na blogosfera pululam as informações a respeito desse episódio misterioso. O que de fato teria acontecido?

Com base no texto da Folha e no noticiário da Web, reconstituo o que teria ocorrido:

Depois de Lula ser apanhado em casa, os agentes da PF percorreram de carro os 25 quilômetros entre São Bernardo do Campo e o Aeroporto de Congonhas, onde um jatinho esperava o grupo na área destinada a autoridades. Eram mais de 10 policiais e procuradores. Alguns dizem que eram mais de 20, incluindo uma força de operações especiais uniformizada e fortemente armada. Todo esse pessoal, levando o ex-presidente, se dirigiu à área reservada do aeroporto, considerada zona militar por questões de segurança. Uma área controlada pela Aeronáutica. Os militares estranharam a movimentação de gente armada e bloquearam a passagem dos agentes. O coronel comandante da base, cujo nome não foi revelado, foi chamado às pressas. Todo o efetivo da Aeronáutica em Congonhas foi mobilizado.

JORNALISTA JÂNIO DE FREITAS
Ao saber que os federais estavam conduzindo um ex-presidente da República, quis saber onde estava o mandado de prisão e o plano de voo do jatinho. Não havia nenhum dos dois. Resultado: cercou com tropa armada os policiais e promotores federais e mandou bloquear a pista. O coronel teria avisado a administração de Congonhas que estava assumindo, naquele momento, o controle do aeroporto. Também teria comunicado ao grupo que detinha Lula: “Vocês sabem o que estão fazendo com um ex-presidente? Daqui vocês não passam!”.

Impedidos pelo comandante da base, os homens da Lava-Jato não tiveram alternativa: interrogaram Lula ali mesmo, numa sala VIP (durante três horas) e o libertaram a seguir. No entanto, a Aeronáutica não confirma essa versão dos fatos. Mas também não desmente. A PF e os promotores também não. E o próprio Lula não citou o episódio na coletiva que deu após ser libertado. Houve um acordo? Por que Lula foi levado ao aeroporto e não à sede da PF, no bairro paulista da Lapa? E o juiz Sérgio Moro, disse alguma coisa? Não.

Ao que tudo indica, o episódio vai ficar para os historiadores. Talvez daqui a dez anos se saiba o que de fato aconteceu naquela manhã de sexta-feira.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

A FAMÍLIA ESPIRITUAL. TODOS TEMOS UMA.


familia espiritual

No espaço, os Espíritos formam grupos ou famílias entrelaçados pela afeição, pela simpatia e pela semelhança das inclinações. 

Ditosos por se encontrarem juntos, esses Espíritos se buscam uns aos outros. A encarnação apenas momentaneamente os separa, porquanto, ao regressarem à erraticidade, novamente se reúnem como amigos que voltam de uma viagem. 

Muitas vezes, até, uns seguem a outros na vida terrena, vindo aqui reunir-se numa mesma família, ou num mesmo círculo, a fim de trabalharem juntos pelo seu mútuo adiantamento. Se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento. 

Os que se conservam livres velam pelos que se acham em cativeiro. Os mais adiantados se esforçam por fazer que os retardatários progridam. Após cada existência, todos têm avançado um passo na senda do aperfeiçoamento.


Recentemente assistindo ao seriado VIKINGs que conta a história de um povo conquistador como era Gengis Khan, acabamos por nos envolver com os personagens desse seriado e a conhecer o seu estilo e modo de vida, suas crenças, seus deuses, que eram diferentes dos Cristãos católicos da época.

Esses povos nórdicos eram grandes guerreiros, acostumados com a rudeza do trabalho pesado e com as lutas. Não tinham medo da morte pois acreditavam que ao morrerem iriam entrar em uma cidade espiritual chamada Valhalla que era o sonho de todos eles.

VALHALLA, a cidade dos VIKINGS.

De fato todos os povos e costumes tem as suas cidades espirituais para onde vão quando no mundo espiritual, desde que mereçam isso, onde uma grande  família espiritual os espera, reunidos pelas crenças e afinidades.

Por exemplo, a cidade prometida aos judeus é bem descrita no livro do Apocalipse.

Veja a projeção da Cidade Santa sobre o oriente médio, considerando que o centro da Jerusalém Celeste está sobre o centro da Jerusalém ...


E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu. 

E tinha a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente. 

E tinha um grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel. 

Do lado do levante tinha três portas, do lado do norte, três portas, do lado do sul, três portas, do lado do poente, três portas. 

E o muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. 

E aquele que falava comigo tinha uma cana de ouro, para medir a cidade, e as suas portas, e o seu muro. 

E a cidade estava situada em quadrado; e o seu comprimento era tanto como a sua largura. E mediu a cidade com a cana até doze mil estádios; e o seu comprimento, largura e altura eram iguais. 

E mediu o seu muro, de cento e quarenta e quatro côvados, conforme à medida de homem, que é a de um anjo. 

E a construção do seu muro era de jaspe, e a cidade de ouro puro, semelhante a vidro puro. 

E os fundamentos do muro da cidade estavam adornados de toda a pedra preciosa. O primeiro fundamento era jaspe; o segundo, safira; o terceiro, calcedônia; o quarto, esmeralda; 

O quinto, sardônica; o sexto, sárdio; o sétimo, crisólito; o oitavo, berilo; o nono, topázio; o décimo, crisópraso; o undécimo, jacinto; o duodécimo, ametista. 


E as doze portas eram doze pérolas; cada uma das portas era uma pérola; e a praça da cidade de ouro puro, como vidro transparente. 

E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro. 

E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada. 

E as nações dos salvos andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra. 

E as suas portas não se fecharão de dia, porque ali não haverá noite. 

E a ela trarão a glória e honra das nações. 

E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.




Essa cidade descrita no Livro do Apocalipse é a Santa Jerusalém que irá descer dos céus e que tem os nomes das doze tribos de Israel, de onde depreendemos que será herdada pelos Judeus já convertidos nessa época, e segundo os Cristãos Evangélicos, por todos os salvos.

Mas existem outras cidades no mundo espiritual que são abrigos para espíritos com outras afinidades. Podemos por exemplo falar de Aruanda que abriga alguns espíritos vinculados a tradição Africana e Afro-Brasileira.

Aruanda seria a denominação de uma colônia espiritual, assemelhada à colônia Nosso Lar, descrita no livro Nosso Lar, de André Luiz (espírito), psicografado pelo médium Chico Xavier. Em Aruanda, porém, estariam presentes elementos magísticos da cultura africana, em sincretismo com simbolismos da cultura judaico-cristã.

As Cidades etéricas de ARUANDA e ASHAN

ARUANDA

Ambos os lugares representam enormes cidades de luz etéricas que orbitam a estratosfera da TERRA, similares a cidade nórdica de ASGARD. ASHAN é uma outra cidade similar a ARUANDA, que órbita da mesma forma a Terra a milhares de anos e representa da mesma forma, um ponto como se fosse um Portal de acesso para o nosso plano. 

Todas representam na verdade Merkabas (cidades) de luz entre a 5ª Dimensão e a 8ª Dimensão, onde diversos Mestres de luz e irmãos da espiritualidade desenvolvem suas atividades de ajuda a humanidade e a biosfera de uma forma geral. São enormes naves da Federação que tem a função de dar sustentação aos irmãos que já estão dentro da luz, que ainda tem um grande serviço a prestar a humanidade. 

ARUANDA representa o foco direto dos trabalhadores que interagem em todos os planos da Terra, desde o foco humano ate o reino mineral, através de seres que já encarnaram na Terra e tem uma missão de resgate para com a mesma.

Aruanda possui um diâmetro estrutural de mais de 50Km e uma população media de 5 milhões de irmãos espirituais da Terra e do espaço, que estão a serviço da libertação e ajuda a humanidade e aos seres que ainda estão presos no Umbral e nos planos intra-terrenos. 


Esses 5 milhões de irmãos atuam em diferentes áreas da Terra e se manifestam dentro de muitas linhas para poderem se comunicar com a nossa civilização, a mais conhecida é através do processo mediúnico, onde entidades supostamente desencarnadas, estão ajudando as pessoas dentro do espiritismo, mas existem muitas outras que atuam sobre a humanidade. 

Aruanda representa uma ilha paradisíaca assim como muitas outras, que ajudam na repolarização da Barreira de Freqüência da Terra. Alem disso são as universidades de despertar dos filhos que desencarnam e passam a atuar na Terra através da espiritualidade, para darem continuidade as tarefas de ajuda a humanidade, que estão comprometidos com as hierarquias de amor e de luz de Sananda e dos outros mestres. 

Aruanda possui diversos merkabas (cidades) menores ou OVNIS como nós da Terra denominamos, que atuam sobre diversos aspectos na ajuda planetária. Ela órbita da Terra de forma sistêmica, similar a Lua, para poder estar atuante em diversos pontos. 

Esta cidade etérica da Federação possui cerca de 4 milhões de anos da nossa contagem e esta orbitando a Terra a mais de 475 mil anos. 

Diversos merkabas ou cidades orbitais, que são na verdade grandes naves da Federação, foram colocadas ao redor da Órbita da Terra, para ajudar a sustentar o acoplamento da barreira de Freqüência e isolamento da Terra em relação as contaminações radioativas e de formas pensamento, que estavam sendo geradas pelos processos reinantes na Terra naquela época. Foram cerca de 33 Cidades ou naves Mães desse porte que foram estacionadas ao redor da Terra, sendo que hoje todas elas estão em plena atividades. Cada uma com suas respectivas funções, que são em parte muito similares, voltadas para culturas especificas de cada parte da Terra. 

ASHAN por exemplo possui um diâmetro central de 64 Km e uma população de cerca de 3 milhões de seres. Representa um importante foco de ensino e templos de resgate para repatriamento das almas que são preparadas nela, para que possam ser redirecionadas para seus mundos originais, antes de iniciarem as encarnações na Terra. 

Muitos dos mestres de Cura Quântica Estelar, que os alunos receberam, são dessa cidade, que a utilizam como portal de comunicação e acesso a Terra. Existe uma ligação direta entre Aruanda e Ashan, devido a conexão de seres que atuam em ambas as cidades e que representam importantes focos de luz para a humanidade.


COLÔNIA ESPIRITUAL NOSSO LAR


Nosso Lar é um dos livros psicografados pelo médium brasileiro Chico Xavier, que compõem uma coleção intitulada A Vida no Mundo Espiritual, atribuída ao espírito André Luiz. No movimento espírita brasileiro essa coleção é também conhecida como Série Nosso Lar.



Clássico da literatura espírita brasileira, Nosso Lar é um romance que versa sobre os primeiros anos do médico André Luiz após sua morte, numa Colônia Espiritual Nosso Lar, espécie de cidade onde se reúnem espíritos para aprender e trabalhar entre uma encarnação e outra. O romance levanta questões acerca do sentido do trabalho justo e dignificante e da Lei de causa e efeito a que todos os espíritos, segundo o espiritismo, estariam submetidos.

A novelista Ivani Ribeiro teve o livro Nosso Lar entre suas bases para escrever a novela A viagem, que até agora teve produzidas duas versões, ambas com sucesso e impulsionando a venda de literatura relacionada ao tema.

Nosso Lar obteve o primeiro lugar entre os dez melhores livros espíritas publicados no século XX, segundo pesquisa realizada em 1999 pela Candeia Organização Espírita de Difusão e Cultura).

Desenhos minuciosos do mapa da cidade Nosso Lar assim como a arquitetura das edificações, ministérios e casas, foram criados pela médium Heigorina Cunha através de suas observações realizadas durante supostos desdobramentos (saídas do corpo) em março de 1979, conduzidas e orientadas pelo espírito Lucius. Estes desenhos serviram de inspiração para criar o visual arquitetônico da cidade que se vê na adaptação cinematográfica da obra, o filme Nosso Lar. Seus desenhos foram esclarecidos e confirmados por Chico Xavier de que se tratava realmente da cidade Nosso Lar. A obra de Chico Xavier, também ganhou versão para o teatro, com direção de Gabriel Veiga Catellani.


“Os espiritos estão por toda parte no espaço e ao nosso lado, vendo-nos e acotovelando-nos de contínuo.” Por isto, alguns espíritas acreditam que o além é “continuum”, ou seja, que não existem dimensões que possam separar ocasionalmente, os espíritos um dos outros, mas isto é um erro. Vejamos:
Apesar dos espíritos estarem por toda parte, isto não vale para todos, pois há lugares interditados aos inferiores. As regiões que os bons habitam estão interditadas aos Espíritos imperfeitos. O que pode separar as várias faixas evolutivas, não são apenas os planetas nos quais os espíritos pertençam, pois no próprio espaço, existem gradações, como ilustra a comunicação de um espírito (médico russo) neste trecho do livro O Céu e o Inferno de Kardec: “Tudo que não seja planeta constitui o que chamais Espaço e é neste que permaneço. O homem não pode, contudo, calcular, fazer uma idéia, sequer, do número de gradações desta imensidade.” “Os da mesma categoria se reúnem por uma espécie de afinidade e formam grupos ou famílias...”

Os espíritos não ficam a todo tempo misturados. 

“A localização absoluta das regiões das penas e das recompensas só na imaginação do homem existe”. Porém, estes grupos ou famílias poderiam existir no espaço de maneira relativa, em algum lugar, enquanto fosse útil a reunião destes ou para atender alguma finalidade, como de socorro aos recém desencarnados.

A ideia intuitiva destas grandes famílias espirituais, ou grupos de espíritos afins (bons ou maus) talvez seja a origem de muitos mitos que dividem a realidade em Inferno, Terra e Céu. 

Como podemos deduzir isto? Da constatação de que a ideia de vários níveis espirituais é bastante antiga, como nos mostra o filósofo das religiões Mircea Eliade, no livro Imagens e Símbolos: “Temos motivos para crer que a imagem de três níveis cósmicos é bastante arcaica; ela encontra-se, por exemplo, nos pigmeus Semang da península de Malaca”. E também por estas idéias não serem exclusivas do Catolicismo, da Idade Média ou mesmo do Mundo Ocidental, elas se encontram mesmo generalizadas, como ilustra outra vez Mircea Elíade, na mesma obra citada anteriormente: “A Índia de Veda, a China antiga, a mitologia germânica tal como as religiões «primitivas» conhecem, sob formas diferentes, esta Árvore Cósmica, cujas raízes mergulham até aos Infernos e cujos ramos tocam o Céu. 

Nas mitologias centrais e norte - asiáticas, os seus sete ou nove ramos simbolizam os 7 ou 9 níveis celestes, ou seja os sete céus planetários” (Grifos meus).

Então, apesar destes mitos arcaicos descreverem muitas vezes visões distorcidas da realidade, com penas eternas, regiões rigidamente separadas uma das outras como o céu e o inferno na tradição cristã e outras interpretações possíveis, não está aí uma intuição da realidade espiritual?

Observamos que, juntamente com a lógica Doutrinária, há um embasamento histórico na crença em grupos, ou famílias reunidas por afinidade no plano espiritual quando trabalhamos com a hipótese que a nossa vivência pregressa em muitos destes grupos, contribuiu para a formação dos mais variados mitos sobre os “níveis celestiais”.

Entretanto, não são somente os encarnados que nos falam de níveis cósmicos, às vezes, são os próprios espíritos que nos revelam como seria estruturado o mundo dos espíritos.
Por exemplo, no livro psicografado, “Cartas de Uma Morta”, publicado em 1935 encontramos: “A terra é o centro, isto é, a sede de grande número de esferas espirituais que a rodeiam de maneira concêntrica”. Como nas Obras Básicas, não há menção que o mundo espiritual se estruture exatamente desta forma, então, devemos entender que, muitas vezes, os espíritos nos falam sobre coisas que estão limitadas as suas ou a nossa visão de mundo, ou como entendem a realidade. 

Talvez isto decepcione os espíritas iniciantes, mas os espíritos não têm posse de toda a verdade, senão gradualmente, conforme o grau evolutivo a que pertençam. Assim, certas informações trazidas pelos espíritos, enquanto não tiverem maior embasamento, podem ser consideradas apenas como hipóteses mais ou menos prováveis.

Entretanto, muitas descrições do mundo espiritual, não tratam de questões escatológicas, ou das estruturas profundas do mundo espiritual, mas sim de coisas bem mais simples como flores, ruas e edificações, elementos que certamente independem de interpretação. A percepção, por exemplo, de um jardim no mundo dos espíritos, por ser um elemento praticamente universal, seria prontamente reconhecido por qualquer um, em qualquer época.

Desta forma, as descrições do além, com elementos universais são bastante comuns como ilustra a tese de doutorado de Fabio Luiz da Silva onde encontramos dois exemplos: Primeiro, numa obra do século VII intitulada, a “Vida dos Santos Padres de Mérida”, onde podemos encontrar o caso do menino Augusto, que ficando doente e de cama, teve algumas visões do plano espiritual, entre as várias descrições achamos: “No jardim havia uma corrente de água cristalina e ao longo desta corrente muitas árvores e flores perfumadas de muitas fragrâncias”. 

Segundo, já no século XII, Fábio nos relata o caso das visões de Hildegarda de Bingen que nasceu em 1098, sua obra é conhecida como “Scivias”, sobre suas descrições temos os seguintes comentários: “Em uma de suas visões ela descreve uma cidade quadrada, cercada por três muros, referência às três ordens da sociedade medieval. Dentro destes muros ela mostra numerosos edifícios, igrejas, palácios, colunas e casas comuns.”

Já na Revista Espírita de abril de 1868 localizamos uma mensagem do espírito Makariosenagape do ano de 1798, que relata assim, uma cena no mundo espiritual: “Enquanto assim falávamos a nós mesmos, subitamente uma forma graciosa nos apareceu, saindo de um bosque encantador, e nos saudou amigavelmente” (Grifo meu). 

Em 1913 no livro A Vida Além do Véu do REV. G. VALE OWEN, encontramos: “Nós temos montes, rios, belas florestas e muitas casas.”. Na década de 1920, YVONNE A. PEREIRA, começava a receber as mensagens do plano espiritual, que mais tarde ficaria conhecido como Memórias de um Suicida, deste livro o trecho:“Imenso parque ajardinado surpreendeu-nos para além dos marcos, enquanto amplos edifícios se elevavam em locais aprazíveis...” ou também: “A cada um de nós foi servido delicioso caldo, tépido, reconfortante, em pratos tão alvos quanto os lençóis...”.Em 1915 no livro Raymond: Uma Prova da Sobrevivência da Alma, de OLIVER LODGE:
“Eu vivo numa morada (diz ele) construída de tijolos – e há árvores e flores, e o chão é sólido.” E ainda: “Ele diz que agora não tem necessidade de comer. Mas vê pessoas que a têm”. No livro História do Espiritismo publicado em 1926 de ARTHUR CONAN DOYLE, há algumas mensagens interessantes como esta, sobre uma casa no mundo espiritual: “É bonita; nunca vi uma casa na Terra que se comparasse com ela. Tantas flores! – Um mundo de cores em todas as direções; e tem perfumes tão maravilhosos, cada qual diferente, mas tão agradáveis!”, ou esta, comentando sobre a alimentação no mundo espiritual: “Não no vosso sentido, mas muito mais fino. Tão amáveis essências e tão maravilhosos frutos, além de outras coisas que não tendes na Terra!”. 

CAIRBAR SCHUTEL, em 1932, no livro A Vida no Outro Mundo, encontramos: "Muitos Espíritos que voltaram, descreveram suas casas e também outros edifícios vistos. As casas para convalescentes tornam-se uma necessidade real, como lugares de repouso para os que passaram pela morte e necessitam de "tratamento", pois, freqüentemente, as tristezas e provações da vida física deixam a sua impressão no perispírito”. 

Em 1944, CHICO XAVIER no livro Nosso Lar: “Grandes árvores, pomares fartos e jardins deliciosos. Desenhavam-se montes coroados de luz, em continuidade à planície onde a colônia repousava” ou também, “A essa altura, serviram-me caldo reconfortante, seguido de água muito fresca, que me pareceu portadora de fluidos divinos”. 

 Em 1993 no livro Violetas na Janela de VERA LÚCIA M. CARVALHO:“Alimentava-me de frutas, pães e caldos ou sopas de legumes. Gostei muito de todos os alimentos, tudo muito saboroso e energético. A água cristalina é a maior fonte de energia”. E Também: “Abri a janela, que surpresa agradável! A vista dava para o pátio rodeado de árvores e flores.”

Do século VII ao XX quando acabei os exemplos das descrições, são 14 séculos. No entanto, é surpreendente a semelhança das descrições. Podemos apelar para explicar estas “coincidências’, na caluniosa tese de plagio, mas se assim fosse, teríamos toda uma quadrilha de plagiadores desde o ano 601 até os dias de hoje, o que me parece ridículo, além do mais, a moralidade inquestionável dos envolvidos torna a hipótese de plágio ainda mais absurda. 

Também é interessante dizer que os livros citados não pertencem todos, a mesma editora, alguns inclusive são de língua original estrangeira, o que dificultaria a ideia fantasiosa da alteração das mensagens psicografadas.

Retirando a opinião pessoal, ou a visão de mundo dos espíritos ou às vezes do próprio médium sobre determinados aspectos da realidade, o que sobra é sempre a mesma coisa: rios, plantas, árvores, pássaros, edificações, enfim, um plano espiritual que é cheio de vida, e qualquer coisa em nós, diz, que não poderia ser diferente. 

Termino este texto lembrando Arthur Conan Doyle que na introdução ao livro A Vida Além do Véu escreveu: “Como poderia dar-se essa concordância nas idéias gerais, se não fosse inspirada na verdade?”.


O GOLPE SUSCITOU A CRIAÇÃO DE VÁRIAS FRENTES DE LUTA

por Marcelo Zero
A primeira e mais óbvia é a luta pela restauração da democracia e do voto popular, a qual se expressa no combate contra o golpe continuado e o Estado de Exceção, que ameaça direitos civis e políticos e criminaliza estudantes, movimentos sociais e a oposição de um modo geral.


A segunda tange às lutas contra a desconstrução dos direitos sociais e o desmonte do Estado de Bem Estar inscrito na Constituição Cidadã de 1988.

Para complementar a emenda Constitucional nº 95, de 2016, que congelou os investimentos em saúde, educação, assistência social, ciência e tecnologia, etc. por 20 longos anos, crueldade inédita no mundo, agora socam goela abaixo do brasileiro a reforma da previdência, complementada pela reforma trabalhista.

Esta última, ao praticamente extinguir a proteção ao trabalhador assegurada pela CLT e permitir a jornada de trabalho de até 220 horas por mês, aumentará a precariedade laboral no Brasil e condenará boa parte da força de trabalho a uma espécie de subemprego legalizado.

Já a reforma da previdência, ao exigir quase meio século de contribuição para a aposentadoria integral e 25 anos para a aposentadoria mínima, tornará nosso sistema previdenciário o pior do mundo, com exigências situadas muito acima do que prevalece em países desenvolvidos, que têm população bem mais envelhecida que a nossa.

Subemprego em vida e aposentadoria na morte. Este será o destino dos trabalhadores do Brasil, especialmente dos menos qualificados.

A terceira frente de lutas, vinculada à segunda, diz respeito às lutas pelo crescimento econômico com distribuição de renda e combate à pobreza e pelo emprego e renda dos trabalhadores.

O modelo ultraneoliberal que o golpe intenta implantar consagraria um tipo de crescimento (se houver) excludente, com concentração de renda, aumento da pobreza relativa e absoluta e redução da participação dos salários no PIB.

No máximo, voltaríamos aos tempos da ditadura militar, quando boas taxas de crescimento foram acompanhadas pelo aumento estarrecedor da concentração de renda.

A previsão mais realista, porém, é que passemos a combinar taxas medíocres e voláteis de crescimento, com incremento avassalador da concentração dos rendimentos e aumento da pobreza.

Somente para este ano, o Banco Mundial projeta que até 3,6 milhões de brasileiros voltarão à pobreza, de onde tinham saído graças às políticas dos governos do PT.

Mas há também uma quarta frente de lutas. As lutas contra a erosão da soberania e o caráter antinacional do golpe. Com efeito, o golpe desencadeou uma série de ações medidas que colocam em xeque a soberania, o patrimônio e a economia nacionais.

A venda, a preços aviltados, das jazidas do pré-sal, sem a participação da Petrobras como operadora única, aliena nossa capacidade de investir nas gerações futuras, como era o intento dos governos do PT.

O fim da política de conteúdo nacional leva desespero e desemprego a vastos setores produtivos, especialmente à indústria naval. O impedimento do BNDES de emprestar cria grave entrave à retomada dos investimentos.

A ofensiva geral contra o crédito público e os bancos públicos coloca obstáculo praticamente intransponível à retomada do crescimento, pois a banca privada não vai soltar dinheiro numa situação de insegurança e recessão.

O desmonte da política externa “ativa e altiva”, particularmente do Mercosul, da Cooperação Sul-Sul e do BRICS, apequena o país e destrói um mercado externo importante para nossa indústria.

A retomada das negociações para o uso da Base de Alcântara pelo EUA, nos termos assimétricos propostos por aquele país, ameaça o projeto do veículo lançador de satélites e o programa espacial brasileiro.

A Lava Jato, por sua vez, destrói a construção civil pesada nacional, a exportação de obras brasileiras para o exterior e assesta golpe mortal contra o projeto do submarino nuclear e vários outros projetos estratégicos da defesa nacional.

Até mesmo o território, base do Estado-Nação, está em perigo. A anunciada medida provisória que permitirá a venda, em grande volume, de terras a estrangeiros para “atrair investimentos” suscita dúvidas sobre o domínio que o país poderá preservar sobre vários recursos estratégicos, como energia, alimentos e água.

A verdade é que tudo isso demonstra que o golpe tem como estratégia econômica o crescimento baseado no investimento privado estrangeiro, que aplicaria seu dinheiro essencialmente na compra de nossos recursos naturais (petróleo, terras, água, biodiversidade, etc.) e na privatização selvagem do patrimônio público. E demonstra também que o golpe tem como estratégia geopolítica colocar o Brasil, de novo, na órbita dos interesses dos EUA e aliados.

No fundo, é uma volta a um Brasil colônia, que passaria a se integrar às “cadeias internacionais de valor” somente como produtor de commodities para as metrópoles ou como hóspede de “maquiladoras”, como o México. No fundo, o golpe veio para vender o Brasil.

Mas já há reações claras contra essa forte vertente antinacional do golpe. Inclusive em setores que apoiaram o golpe. Empresários que dependem do crédito e do investimento públicos querem que o BNDES volte a propiciar crédito facilitado.

Até o pato da FIESP, que foi às ruas pelo golpe, agora começa a perceber que seus interesses podem ser contrariados e pede a retomada da política de conteúdo nacional e do programa Minha Casa Minha Vida em toda a sua dimensão.

Setores do empresariado que achavam que o custo do golpe recairia inteiramente nas costas dos trabalhadores, agora percebem que também podem ser chamados a “pagar o pato”.

Em sua ânsia de favorecer o capital financeiro e os investidores estrangeiros, seus grandes fiadores, o governo golpista começa a desagradar alguns setores produtivos cujos interesses são diferentes do rentismo e das empresas sócias do capital internacional, bem como interesses sedimentados no aparelho de Estado.

No mundo inteiro, o nacionalismo ressurge com força, dada à frustração com a globalização “financeirizada”, que não consegue dar respostas para a grave crise. No Brasil, a aposta míope, ideológica e anacrônica nessa inserção subalterna “às cadeias internacionais de valor” poderá provocar, com o tempo, reação semelhante.

O fato concreto é que essa emergente luta nacional possibilitaria a agregação de segmentos bastante amplos e diversificados, como sindicatos de trabalhadores, empresários nacionais, diplomatas, militares, engenheiros, cientistas, petroleiros, prestadores de serviços, bancários, etc.

A exploração sistemática dessa luta nacional abre a possibilidade de alianças táticas com grupos e setores que não estão ainda envolvidos na oposição ao golpe.

Esse “entreguismo” caolho, ignorante e beócio, somado à inevitável continuidade da crise, que tende a permanecer e a se agravar com o ajuste permanente proposto pelo governo golpista, poderá sepultar, mais cedo do que se esperava, a agenda regressiva e irracional do golpe.
Aos poucos, a névoa de ódio contra o PT e a esquerda começa a se dissipar e cede lugar à saudade dos dias melhores do “Brasil para Todos” e a um sentimento amargo de que muitos dos que estiveram nas ruas foram ludibriados pela “turma da sangria”.
Muitas mentiras podem ser vendidas, especialmente quando se tem o controle da mídia. Mas, quando se tenta vender um país inteiro, a única verdade sempre aparece. E, no caso do golpe contra o Brasil, ela é muito feia.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

SERGIO MORO SOB DESCONFIANÇA. DIGA-ME COM QUEM ANDAS E EU TE DIREI QUEM ÉS.

Porta-voz do Comitê de Direitos Humanos da ONU, Elizabeth Throssell
O Acnudh (Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos) aceitou, preliminarmente, uma petição que afirma que Luiz Inacio Lula da Silva conhecido como Lula, teve seus direitos humanos violados pelo juiz federal Sergio Moro, responsável por processos da Operação Lava Jato na primeira instância. A porta-voz do Comitê de Direitos Humanos da ONU, Elizabeth Throssell, disse, por meio de nota, que o órgão "registrou formalmente a petição" formulada pelos advogados de Lula.



A petição foi protocolada pela defesa de Lula em julho deste ano.

"Avançamos mais um passo na proteção das garantias fundamentais do ex-presidente com o registro de nosso comunicado pela ONU. A data é emblemática porque justamente hoje nos encontramos em Boston, para discutir o fenômeno do 'lawfare' com especialistas da Universidade de Harvard. 
 
Lawfare é uma palavra-valise (formada por law, 'lei', e warfare, 'guerra'; em português, 'guerra jurídica'), introduzida nos anos 1970  e que originalmente se refere a uma forma de guerra assimétrica na qual a lei é usada como arma de guerra  Basicamente, seria o emprego de manobras jurídico-legais como substituto de força armada, visando alcançar determinados objetivos de política externa ou de segurança nacional.

Enquanto alguns estudiosos consideram haver tanto aspectos negativos quanto positivos no uso da lei como instrumento de guerra (sobretudo no contexto das discussões sobre segurança internacional e contraterrorismo, outros entendem lawfare como um uso ilegítimo da legislação (nacional ou internacional) em manobras jurídicas com a finalidade de causar danos a um adversário político (estrangulando-o financeiramente, encurtando seus prazos etc) de modo que este não possa perseguir objetivos, tais como concorrer a uma função pública. Nesse sentido, a lawfare seria comparável ao uso estratégico de processos judiciais visando criar impedimentos a adversários políticos - uma prática conhecida, nos países anglo-saxões, como SLAPP, acrônimo de strategic lawsuit against public participation.
 
É especialmente importante saber que, a partir de agora, a ONU estará acompanhando formalmente as grosseiras violações que estão sendo praticadas diariamente contra Lula no Brasil', diz a nota assinada por Cristiano Zanin Martins, um dos advogados do petista.

O Brasil que terá "dois meses para apresentar observações" sobre o caso. Throssell disse, no entanto, que o "registro formal" é um ato "essencialmente formal e não contém nenhuma expressão ou decisão do comitê sobre a admissibilidade ou méritos da petição". A porta-voz afirmou que o comitê só irá iniciar a avaliação sobre a admissibilidade da petição depois que o governo brasileiro se manifestar sobre o caso.


O Instituto Lula, ONG chefiada pelo ex-presidente, também divulgou uma carta da ONU sobre o caso. A carta divulgada pelo instituto afirma que a petição movida pela defesa do ex-presidente foi "registrada". O documento também informa que uma cópia da petição foi enviada ao governo brasileiro com o "pedido de que qualquer informação ou observação a respeito do tema da admissibilidade da comunicação" deve ser encaminhada às Nações Unidas em até dois meses.

Entre as violações apontadas pela petição movida pela defesa de Lula estão a condução coercitiva à qual ele foi submetido em março deste ano, a divulgação de gravações de conversas telefônicas nas quais Lula, seus familiares e funcionários do Instituto Lula apareciam e a suposta antecipação de "juízo de valor" por parte de Moro em relação a Lula antes de um julgamento propriamente dito.










Para Zanin, Lula está sendo vítima de uma espécie de "lawfare", ou "arma de guerra", em que é eleito um inimigo e a lei passa a ser usada ou manipulada contra aquele definido como tal. De acordo com o advogado, a estratégia prevê, entre outras práticas, a "manipulação do sistema legal", a "promoção da desilusão popular" e a "acusação das ações dos inimigos como imorais e ilegais"-- técnicas que, segundo Zanin, estariam sendo empregadas contra Lula e a família.

O recurso de Lula à ONU é mais um na batalha entre a defesa do ex-presidente e o juiz da 13ª Vara de Curitiba. O último dia 10, a defesa de Lula pediu o afastamento do juiz federal e dos procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato dos processos que tramitam contra o petista "por considerar que eles feriram os princípios da moralidade e impessoalidade para se referir a Lula e familiares.

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