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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

O QUE HÁ DEERRADO COM O CITY?

Na época da ditadura militar, no governo Geisel, o todo poderoso Ministro da Fazenda Mario Henrique Simonsen favoreceu descaradamente o conglomerado financeiro CITYBANK, transformando-o no maior credor Brasileiro, já que foi o Banco americano que liderou os empréstimos em dólares ao Brasil na época.
Devido a isso o Ministro depois que deixou a sua pasta, ganhou de presente um cargo de diretor do citybank. Um cargo de fachada, em que ele ia (Ou dizia que ia) uma vez por ano aos Estados Unidos participar de uma reunião. Em troca recebia um polpudo salário em dólares.
Óbviamente isso não passou de um suborno, já que é notório que Roberto Campos, Delfin Netto e Simonsen sempre receberam comissões sobre os empréstimos conseguidos no exterior, com taxas que chegaram em certas épocas a 10%. Tudo isso devidamente não divulgado, mas que acabou vazando principalmente depois do escandalo do relatório SARAIVA onde um banco Frances queixava-se ao Brasil da verdadeira extorsão que o minstro Delfin Neto fazia a época. Um verdadeio leilão para ver quem dava mais de comissão.
O "Relatório Saraiva" (1976), como ficou conhecido, trazia uma denúncia contra o embaixador Antônio Delfim Neto e dois de seus amigos, Vilar de Queiroz e Andrade Pinto, que teriam recebido mais de 6 milhões de dólares em propinas de bancos franceses para facilitar negócios com o Brasil. Na época, Raymundo Saraiva Martins era adido militar em Paris. Apesar de ser divulgada a existência do relatório, não foi permitido nem ao público, nem aos acusados ler o relatório, que ficou arquivado no SNI. Sem a possibilidade de ler o relatório, não foi possível também conhecer as provas que acompanharam as denúncias.
Esses personagens beneficiaram-se da estratégia americana que era endividar o Brasil para mante-lo endividado e subdesenvolvido, atrelado a políticas de controle rigido de organismos como o FMI e Banco Mundial.







Seattle- A história do Citigroup, um conglomerado financeiro nascido em 1812 em Nova York, é uma sucessão de escândalos de tráfico de influência e brigas de diretores, mas nada calou mais fundo entre os acionistas do que o prejuízo de US$ 11 bilhões no terceiro quadrimestredeste ano, resultado não só da crise das hipotecas nos Estados Unidos, mastambém da pura - e grandiosa - incompetência da sua direção.








O grupo, uma espécie de quartel general do capitalismo, é a maior empresa em ativos do mundo (quase US$ 2 trilhões), ostentando em seu currículo a popularização dos caixas eletrônicos e a introdução do conceito full service financeiro. Agora vem se juntar ao clube dos sem-lucro de Wall Street: Bear Stearns (prejuízo de US$ 450 milhões), Morgan Stanley (US$ 3,7 bilhões) e Merrill Lynch (US$ 7,9 bilhões).







Desconta-se que o Citi é uma colcha de retalhos resultante de aquisições desde a sua criação. O que, por si só, representa um transatlântico ingovernável. Mas o que estava fazendo o CEO Charles Prince quando a crise das hipotecas pegou fogo em 2006 e foi derreter-se no verão norte-americano em meados deste ano? O homem ganhava quase US$ 30 milhões, opções de ações, prêmios semestrais, gratificações, clube de golfe, cartão de crédito, jatinhos e o beija-mão de toda a comunidade empresarial… e mesmo assim nãofez nada?







Diz-se que os problemas encontrados nas grandes empresas são os mesmos que você enfrenta aí no dia a dia da sua firma. A diferença são os números. E foram justamente os números que derrubaram o Citigroup, em fórmulas do que eles chamam de colaterização de débitos hipotecários, uma coisa tão difícil de entender que, como diz o ditado, dá para desconfiar. Na hora do “vamos ver”, as explicações foram mais complicadas ainda. Enquanto todo mundo estava ganhando dinheiro tudo bem, mas agora que a ficha caiu, só Prince foi mandado para a casa.







Desde que ele foi defenestrado do cargo, o conselho de diretores está, agora, à procura de um comandante. Paga-se bem, mas o problema é que o cargo é uma cadeira quente: o novo CEO terá de manejar um barco de 332 mil funcionários e 200 milhões de contas correntes em cerca de 100 países. Cada canetada sua pode balançar os Estados Unidos, a começar pela Bolsa de Nova York, cujo índice Dow Jones o Citi compõe e influencia.







Na última semana, um atento analista recomendou vender as ações do Citi, já que a exposição do conglomerado aos mercados de crédito continua sendo preocupante, especialmente para o seu maior acionista individual, o príncipe Al-Walid Saud, o 13º homem mais rico do mundo e proprietário de 10 bilhões em ações, ou 4% do total.







A crise é de liderança, concluiu o The Wall Street Journal esta semana. Por isto o conselho de diretores está se reunindo para avaliar os sucessores de Prince, “que agora deve ser um rei”, brinca o jornal. O conselho conta com nomes influentes, como Richard Parsons, CEO da Time Warner, Franklin Thomas, ex-Ford Foundation, o ex-secretário do Tesouro de Bill Clinton, Robert Rubin, que foi nomeado chairman depois que Prince foi convidado a seretirar, e o brasileiro Alain Belda, da Alcoa.

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