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terça-feira, 20 de outubro de 2009

COMO ESCOLHER UMA BOA PLACA DE VÍDEO PARA O SEU COMPUTADOR?

Muitos computadores hoje em dia já trazem embutido dentro da placa mãe uma placa de vídeo, que com raríssimas excessões atenderia um usuário exigente. Para a maioria das tarefas para as quais um computador serve, como navegar na Internet ou escrever um Email ou editar um texto, ou consultar ou elaborar uma planilha, as placas embutidas e que tem o nome de "ON BOARD" atenderiam com certa sobra, entretanto quando se quer visualizar e editar fotos ou filmes, ou jogar aquele jogo de média geração, elas começam a deixar a desejar.

Portanto é bem melhor preparar o bolso e adquirir uma placa de vídeo que atenda bem todas as necessidades. Quando eu falo em jogos de média geração, é porque são os jogos convencionais, porque os de última geração requerem placas de vídeo também de última geração que podem ser mais caras do que o computador inteiro.

A edição de vídeos em alta definição por exemplo, que é a ultima tendencia e inrreversível, requer não só placas de vídeo boas, mas também processador e tecnologia de ponta.

Entretanto, existem muitas placas de vídeo boas por aí hoje em dia, para todo tipo de necessidade. Mas as chances de você encontrar a placa de vídeo certa são pequenas. Não precisa ser tão difícil assim.





Se você está comprando um computador novo, montando o seu ou atualizando um antigo, o processo de escolher uma nova placa de vídeo pode ser desafiador. Placas de vídeo integradas — que vêm na maioria dos PCs — não conseguem rodar bem jogos de três anos atrás, muito menos os de hoje, e vão deixar você em desvantagem quando tecnologias futuras como GPGPU, que basicamente usa sua placa de vídeo como um processador adicional, estiverem finalmente disponíveis. Além disso tudo, estamos num momento de queda de preços: é uma hora ótima para comprar. Logo, o que importa é fazer a escolha certa. Mas como?



Escolha objetivos específicos



O primeiro passo para encontrar a placa de vídeo certa é simplesmente relaxar. As especificações das placas já são quase impossíveis de entender, e os nomes das placas só vão dar dor de cabeça para você. Os nomes com números cada vez maiores, as linhas de produtos diferentes mas com placas semelhantes, as tecnologias dos chips com nomes enganadores — esqueça tudo isso. Por enquanto, finja que nada disso existe.



Agora, escolha seus objetivos. Quais jogos você quer jogar? Quais opções de saída de vídeo e quais entradas você quer? A qual resolução você quer rodar seus jogos? Você pode precisar das novas tecnologias GPGPU que logo estarão disponíveis? E mesmo que você tenha que ajustar isto depois, decida um preço-alvo. Quem quer comprar um PC já pronto tem que considerar o custo de levar uma placa mais cara, e decidir de acordo com isso. Para quem vai atualizar o PC, R$200 a R$250 R$400 a R$500 é o custo médio adicional de levar uma boa placa de vídeo: você leva uma placa relativamente nova, e com memória suficiente para rodar jogos por uns dois anos. Se você quer gastar menos, é possível; se quiser gastar mais, pode gastar.



É isto o mais importante. Sério, esqueça qualquer preferência à Nvidia ou ATI, qualquer experiência anterior com placas de anos atrás, ou alguma franquia de jogos futura ainda não lançada. Seja firme no que você quer, mas quanto a especificações de placas e material de marketing, ignore-os no início.



Não se perca nas especificações



Agora que você conhece suas ambições, sejam elas modestas ou desmedidas, agora é hora de mergulhar no mar tempestuoso e desorientador de modelos que você pode escolher. A primeira camada de complexidade vem das duas grandes empresas, Nvidia e ATI, cujas linhas de produtos parecem mais nomes de robôs de "Exterminador do Futuro" que algo criado por humanos. Esta é a linha de GPUs (processadores gráficos) da Nvidia para desktops:


Parece que as GPUs vão evoluindo de forma linear, a performance (ou pelo menos o preço) deve aumentar de acordo com o modelo e o número, certo? Errado! Como é que a gente vai saber que uma 9800GTX é mais poderosa que a GTX250, ou que a 8800GTS detona uma 9600GT? O sufixo de duas letras pode significar mais que o número do modelo, e, da mesma forma, o número do modelo pode representar mais que a linha de produto da placa. Essas convenções mudam com o tempo, e mais de uma empresa pode usar a mesma convenção. Por exemplo, a ATI também fabrica placas com nomenclatura 9x00, que nem a Nvidia. Fica a lição: você não precisa se importar com essa besteiras.



A segunda camada de complexidade vem de diversas fabricantes que renomeiam, mudam e inventam jeitos elaborados de deixar mais legais as placas com chips da Nvidia e ATI. É isso que fazem a Sapphire, EVGA, HIS, Sparkle, Zotac e um sem-número de outras empresas de nomes estranhos. Às vezes, elas fazem mudanças significativas na performance das GPUs com as quais fabricam placas, mas sem dúvida a etiqueta da Nvidia ou ATI na caixa é o melhor indicador do que esperar do produto. Por exemplo, uma Zotax Gtx285 não vai ser muito melhor ou pior que uma EVGA com o mesmo GPU. Vem uma configuração diferente de ventoinha, a placa tem formato diferente, e provavelmente haverá diferenças na quantidade de memória ou frequência da GPU, mas a diferença mais importante — a única diferença com a qual você deve se importar — é o preço.



E a última linha de defesa impenetrável das placas de vídeo, difícil de ser compreendida, é o jargão do hardware. Tabelas bizarras e inúteis com especificações são, e sempre foram, uma característica comum em componentes de PCs, seja memória RAM (DDR3-1600!) ou processadores (12 MB de cache L2! 1333MHz FSB!)

Placas de vídeo são piores. Cada uma tem três velocidades medidas em megahertz: a frequência do núcleo, do CPU (shader) e da memória VRAM — a quantidade de memória dedicada que a placa de vídeo possui. Que, por sua vez, é outra especificação que recebe destaque, indo de 128MB para os tantos de 1GB para gamers extremos. Além da frequência, a memória tem outras especificações para confundir você: tipo de memória (DDR2 ou DDR3); largura de interface de memória (em bits; quanto maior, melhor), e largura de banda de memória, hoje medida em GB/s. E, cada vez mais, você encontra o número de núcleos na GPU: sabia que a melhor placa da Nvidia tem 480 núcleos? Não? Que bom.



A melhor forma de abordar estes números é ignorá-los. Sim, eles dão uma base de comparação e significam alguma coisa, mas a menos que você seja um entusiasta por placas de vídeo, você não vai conseguir olhar para uma só especificação — nem uma tabela de especificações inteira —e tirar conclusões úteis sobre as placas. Pense nas placas de vídeo como se fossem carros: potência em cavalos, torque e cilindradas são coisas importantes. Mas requerem contexto antes de significar alguma coisa para o motorista. Por isso que testes na estrada têm peso na decisão de comprar um carro.



Também existem "testes na estrada" para placas de vídeo: aí estão os números com os quais você deve se importar.

Respeite os benchmarks, ou confie nos especialistas



Na ausência de especificações, nomes ou outras características relevantes, só nos restam os testes de performance. O que é bom! Por anos, sites como Tom's Hardware, Maximum PC e Anandtech (e Notebook Check, disponível em português, para laptops) passam incessantemente quase todos os modelos de placas de vídeo por uma bateria de testes, fornecendo ao público medidas comparativas de performance no mundo real. Estes são os únicos números que você deve procurar; e agora entram em cena os objetivos que você estabeleceu.




Você deve aplicá-los assim: suponha que você queira jogar somente o jogo Left 4 Dead, e tem uns 400 reais para gastar. Vá no Tom's Hardware, veja os benchmarks para aquele jogo, e vá olhando a lista. Você está procurando uma placa de vídeo que 1) você pode escolher para instalar no seu PC e 2) aguenta bem rodar o jogo, com resolução e qualidade de textura altas — em termos gerais, que rode o jogo a pelo menos 60 fps (frames por segundo). Encontre a placa, veja o preço e você está quase lá. Quando você se decidir por uma placa baseado nos seus critérios específicos, pesquise mais. Você pode ver benchmarks de outros jogos e buscar reviews (no Clube do Hardware, por exemplo) sobre a placa que você quer, para ver algumas características que um teste de benchmark não mencionam, como ruído da ventoinha, gasto de energia e confiabilidade.




A partir daí, sua preocupação será comprar para o futuro. Não compre o requisito mínimo para rodar a geração atual de jogos: pra que gastar, nem que seja pouco, em uma placa que ficará obsoleta em meses? Mas comprar a placa de vídeo fodona, de dois GPUs também não é boa escolha. Gerações de placas de vídeo vêm e vão, mas uma coisa é certa: nos produtos medianos, que custam de 200 a 250 reais, você pode apostar. E ponto. Às vezes são produtos novos, ou pode ser que existam já há algum tempo. O que você deve comprar, então, é o top de linha da geração passada. O que é muito tranquilo e deixa satisfeitos a maioria dos usuários por todo um ciclo de vida de um PC. Se você curte (e pode) comprar as placas mais envenenadas, não estaria lende este guia.



Outra alternativa é confiar nos especialistas. Sites como Ars Technica e Maximum PC elaboram regularmente guias com sistemas e suas especificações a diferentes preços, onde eles fizeram o julgamento de valor por você. No Tom's Hardware você encontra um valioso guia "Melhores Placas pelo seu Dinheiro" todo mês. A cada faixa de preço, existem placas de vídeo disponíveis: a sua escolha será geralmente óbvia e os caras sabem do que estão falando.



Mas lembre-se: eles estão aplicando a mesma fórmula que você, mas com um olhar mais de conhecedor. Só que escolher uma placa é simples: decida o que você precisa, consulte as fontes certas, e fuja das especificações específicas demais para não ter dor de cabeça. Boa sorte.


Os créditos da matéria acima salvo comentários do próprio são do blog GIZMODO

http://www.gizmodo.com.br/

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Entre em contato com a criança que existe em você!





Rosemeire Zago. é psicóloga clínica, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática.










"A imagem da criança representa a mais poderosa e inelutável ânsia em cada ser humano, ou seja, a ânsia de realizar a si próprio".








Geralmente, lembramos de todas as crianças que estão à nossa volta: filhos, primos, netos, sobrinhos, vizinhos, filhos de amigos, mas, provavelmente nos esquecemos da principal: nossa criança interior. É isso mesmo, existe dentro de cada um de nós uma criança de 3, 4 ou 7 anos precisando muito de nós. Embora isso possa parecer estranho, é muito importante esse reencontro para nosso crescimento emocional, pois através do contato com nossa criança podemos curar muitas de nossas feridas e compreender muitos de nossos conflitos.


A criança interior representa a nossa totalidade psíquica, a parte genuína que vamos perdendo quando adultos. Ela está presente em nossos sonhos, fantasias, desejos, imaginações, intuições, em nossa capacidade de brincar, imaginar, criar e principalmente, na sensibilidade. Para cuidarmos dela é preciso reconhecer sua presença e perceber suas necessidades.






Ao estabelecer contato com sua criança interior, sem dúvida irá conseguir libertar muitas emoções que estão presas em você desde a infância. Em alguns momentos, esse encontro pode ser muito doloroso, pois não é fácil recordar o que nos fez sofrer, mas ao mesmo tempo é libertador lamentar com ela suas dores reprimidas, deixá-la chorar livremente e principalmente descobrir que não é verdade o que nos fizeram acreditar sobre quem somos. Mas é possível transformar toda a dor ao reencontrar com essa criança que está dentro de você e que apenas espera por seu amor.






Em nossa criança interior, tanto os momentos bons como ruins estão gravados. O objetivo de reencontrar essa criança é resgatar o que houve de bom e elaborar o que houve de ruim. Quando perdemos a conexão com nossa criança, nos sentimos abandonados, sozinhos, mesmo quando acompanhados, ou ainda, nos tornamos duros, inflexíveis, frios, agressivos. A criança interior abandonada nos torna adultos com medo de errar, sempre buscando aprovação, reconhecimento, enfim, sempre buscando amor. Quando choramos, é nossa criança abandonada chorando.


O modo como fomos tratados quando crianças é o modo como nos trataremos pelo resto da vida e o modo como muitos ainda tratam seus filhos. Inconscientemente, transformamos nossa vida numa eterna corrida, buscando desesperadamente encontrar o que julgamos não termos recebidos, e tentando resgatar depois de adultos, ainda que muitas vezes de forma destrutiva, aquilo que acreditamos não ter tido quando crianças. Mas isso pode mudar ao reencontrar sua criança interior abandonada e perdida.






Todos aqueles que têm uma relação negativa com a figura de pai e/ou mãe podem ter essa origem na infância, quando registraram que não receberam atenção e afeto suficiente quando crianças. Quando adultos, continuam sentindo-se indignos de amor, e por isso, punem-se, mantendo relações destrutivas ou ainda, repetindo os padrões que ficaram registrados. Outras pessoas deixam-se influenciar por toda a vida por frases como "criança não dá palpite" ou "criança não sabe o que diz"; e mesmo depois de adultas, omitem suas opiniões e continuam a achar que suas idéias não têm qualquer valor. Outras ainda passam o tempo inteiro pedindo desculpas por existirem, como se fossem incapazes de parar de ouvir aquela frase ouvida na infância: "É tudo culpa sua".


Em geral, levamos dentro de nós uma imagem da infância ideal, aquela em que o acolhimento e demonstrações de amor foram perfeitos. Essa imagem muitas vezes poderá ser projetada nos outros e lamentando por um ideal, idealizamos relacionamentos e aumentamos nossa solidão e dor.


A criança só pode expressar seus sentimentos quando existe alguém que os possa aceitar completamente, sem críticas, julgamentos, comparações, entendendo-a e dando-lhe apoio. O que raramente tivemos. Quando a criança não sente permissão para expressar sentimentos, sejam estes quais forem, ela aprende que seus sentimentos não importam, não se sentindo valorizada, amparada, amada. A criança pensa que para satisfazer suas necessidades não deve demonstrar que tem necessidades, reprimindo assim seus sentimentos mais puros e com isso uma parte de seu verdadeiro eu.


Para curar nossas emoções reprimidas, temos de sair do esconderijo, enfrentar as defesas, as máscaras e confiar em alguém. Sua criança ferida precisa também de um aliado que não a envergonhe e que apóie para testemunhar o abandono, a negligência, o abuso e a confusão. Para curar suas feridas é necessário que reconheça sua dor. Você não pode curar o que não pode sentir!






Quando você experimenta o antigo sentimento e fica ao lado da sua criança interior, o trabalho de cura ocorre naturalmente. Se quiser, poderá escrever. Escreva como se fosse essa criança. O que ela pediria? O que diria? Escreva tudo que vier em sua mente, sem julgamentos. Depois leia o que ela pede e procure atendê-la. Lembre-se que as carências que sente hoje podem ser resultado da falta de amor e compreensão que não recebeu quando era criança. Cabe a você dar isso a ela hoje, dando-lhe muito carinho e compreensão que necessita, em lugar de esperar que os outros façam isso por você.






Quando criança, talvez não pudéssemos modificar ou entender a realidade, mas agora, adultos, podemos e devemos nos tornar responsáveis por essa criança, como se fôssemos nosso próprio pai e mãe.


Como tem se tratado? Com compreensão, amor? Quando vai ouvir a você mesmo? Espero que você tenha autoconfiança suficiente para ser o aliado da sua criança interior no trabalho com a dor. Você pode não confiar absolutamente em ninguém, mas você pode confiar em si mesmo. De todas as pessoas que você conhece na vida, você é a única a quem nunca vai abandonar e a única que nunca vai perder.


Entre em contato com sua criança. Converse sempre com sua criança e procure agradá-la. Lembre-se do que gostava de comer na infância ou o que gostaria de comer hoje caso fosse criança. Vá comprar e delicie-se. Do que você gostava de brincar? Lembre-se de algumas brincadeiras e não se acanhe, vá brincar! Que tal se deixar rolar na grama? Melhor ainda se for junto com aquela pessoa especial que você ama. Ou ainda, fazer aquela pipa e sair para empinar. Relembre, invente!


O importante é você se permitir ficar mais relaxado e muito mais alegre. Você logo irá perceber a diferença dentro de você. O reencontro com a criança interior cura muitas doenças, feridas emocionais, diminui o estresse, pois te permite brincar, relaxar, enfim, te traz de volta à vida!


É importante lembrar que a necessidade desse encontro com a criança interior faz parte da jornada de todo ser humano que está em busca de crescimento. Na realidade, o processo desse reencontro é a busca de si mesmo, de seu self, de seu verdadeiro "eu".


Para encontrar essa criança abandonada o mais indicado é através do processo analítico, ou seja, da psicoterapia com base no inconsciente, amparando essa criança e compreendendo seus sentimentos, pois a cura só acontece quando lamentamos nossos sentimentos mais íntimos. Caso tenha dificuldade em fazer esse processo sozinho, busque a indicação de um profissional que trabalhe com essa abordagem.






Dia 12 é dia das crianças e o que você vai fazer nesse dia tão especial? Pense nas maneiras que poderá usar para entrar em contato com sua criança interior. Faça uma lista com 10 maneiras de se divertir. Que tal algumas atividades bem "infantis"? Você pode ir a um parque de diversões, no circo, desenhar com lápis de cor, enfim, escolha suas próprias brincadeiras. Feita a lista, procure se envolver em pelo menos algumas atividades toda semana. Espero que você descubra muitas maneiras de se divertir! Sua criança agradece! E lembre-se do escreveu Jean Paul Sartre:






"Não importa o que fizeram com nós,


o que importa é aquilo que fazemos


com o que fizeram de nós".






Indicação bibliográfica para quem deseja se aprofundar no assunto sobre criança interior:


- Jeremiah Abrams (org.). O Reencontro da Criança Interior, Ed. Cultrix.


- John Brasdshaw. Volta ao Lar, Ed.Rocco.


- John Brasdshaw. Curando a Vergonha Que Impede de Viver. Ed. Rosa dos Tempos.


- Alice Miller. O Drama da Criança bem Dotada. Summus Editorial.






- Dica de filmes:


Um filme muito interessante é Voltando a Viver, com Derek Luke e Denzel Washington. Baseado em fatos reais, conta a história de um marinheiro rebelde que recebe ordens para consultar-se com o psiquiatra da marinha, pois precisa aprender a dominar seu temperamento instável. Ao relembrar a história, ele faz uma viagem emocionante ao confrontar-se com seu doloroso passado e mudar toda sua trajetória de vida. O filme reflete muito bem as conseqüências emocionais de quem passou por maus-tratos na infância, com agressões físicas, sexuais e psicológicas. Para quem deseja assistir, vale à pena ficar atento ao momento que o marinheiro reencontra-se na porta da casa com a família que o "criou", e ao tentarem abraçá-lo, perceba sua atitude que demonstra o quanto passou a respeitar os próprios sentimentos. Mostra ainda que é possível aprender a lidar com um passado que tanto machuca.






Outro filme que gosto muito é Duas Vidas, com Bruce Willes. Apesar de ser uma gostosa comédia, mostra de maneira clara a importância dos acontecimentos durante a infância e suas conseqüencias emocionais quando adultos.


Você já imaginou como seria encontrar consigo mesmo quando tinha 8 anos? O que essa criança lhe diria? O filme mostra esse encontro, como se fosse real! Mas real mesmo é a mudança que isso tudo irá fazer na vida de Russ.


Observe com atenção a parte do filme em que o pequeno Russ chega da escola com sua mãe, e seu pai lha dá uma bronca daquelas, fazendo-o se sentir culpado pela morte dela. A partir desse momento, ele desenvolve um "tique" nos olhos e nunca mais chora... até completar 40 anos.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

UMA VACINA CONTRA O CANCER, BRASILEIRA

http://www.floridabrasil.com/vacina-contra-cancer.html

Já existe vacina anti-câncer (pele e rins). Foi desenvolvida por cientistas médicos brasileiros, uma vacina para estes dois tipos de câncer, que mostrou-se eficaz, tanto no estágio inicial como em fase mais avançada.


A vacina é fabricada em laboratório utilizando um pequeno pedaço do tumor do próprio paciente. Em 30 dias está pronta, e é remetida para o médico oncologista do paciente

Nome do médico que desenvolveu a vacina:
José Alexandre Barbuto
Hospital Sírio Libanês - Grupo Genoma.
Telefone do Laboratório:0800-7737327 - (falar com Dra. Ana Carolina ou
Dra. Karyn, para maiores detalhes)


O sonho de todo imunologista é acordar com a chave do mistério que intriga gerações de cientistas: como fazer o corpo reconhecer as células de câncer como inimigas e atacá-las sem trégua. Várias estratégias estão em investigação ao redor do mundo, mas poucas se mostram eficientes a ponto de chegar ao mercado. A novidade é a Hybricell, primeira vacina brasileira aprovada pela Anvisa. Ela começa a ser utilizada pelos oncologistas no tratamento de melanoma (forma agressiva de câncer de pele) e tumores de rim.
Por que as células de defesa do nosso organismo não combatem o câncer? Essa foi a pergunta inicial para cientistas de várias gerações que tentaram achar um meio de ativar o nosso Sistema Imunológico para o reconhecimento e destruição dos tumores.

A história dessa procura começa no final do século XIX, tendo sido responsável pelo surgimento de tratamentos ao longo dos séculos. O problema é que a Imunologia era desconhecida até algum tempo atrás, o que dificultava o estudo desses tratamentos. A função do linfócito, por exemplo, que é reconhecer os organismos estranhos do nosso corpo, só foi descoberta na segunda metade do século XX.

Em várias das tentativas de ativar nossa defesa contra os tumores, os pesquisadores encontraram indícios de que é possível atingir esse objetivo, ainda que a maioria dos experimentos tenha falhado. O professor José Alexandre Marzagão Barbuto, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, explica que ?o tumor criou diversos mecanismos de equilíbrio para conviver com o Sistema Imunológico, que são os mecanismos de escape tumoral.

Desenvolvendo a vacina
Em resposta à pergunta inicial, o professor José Alexandre Barbuto, em conjunto com profissionais do Hospital Sírio Libanês, desenvolveu a
Hybricell, a primeira vacina brasileira contra o câncer. Na verdade, o docente explica que, diferentemente das vacinas contra outras doenças, essa não previne, mas destrói as células cancerosas que já estão no organismo. Na maior parte dos casos ela estabiliza o tumor, mas não o diminui. Para ele, a vacina seria o tratamento imunológico ideal, porque é específico e ativo, ou seja, é o próprio organismo que age contra e não um corpo estranho.

Mas o desenvolvimento da vacina não foi algo fácil. Outros já haviam pensado nisso, mas todas as tentativas falhavam porque o tumor resistia. Isso aconteceu até que foram descobertas as células desencadeadoras da resposta (células apresentadoras de antígeno). As mais eficientes entre essas células são as dendríticas.

Para se utilizar as células dendríticas, que são raras, os pesquisadores ainda levaram algum tempo, até que foi descoberto um modo de cultivá-las
in vitro a partir de células comuns do sangue. Foi essa descoberta que encadeou a pesquisa da José Alexandre Barbuto.

Resultados satisfatórios

Em 2001 o docente recebeu apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) para desenvolver a vacina junto com o Centro de Oncologia e o Laboratório de Patologia do Hospital Sírio Libanês.

Como o número de tipos de câncer é muito alto, os pesquisadores tiveram que escolher entre eles. ?Escolhemos dois tipos de tumores metastáticos. O melanoma, que é um tipo de câncer de pele e o câncer de rim. Os dois são tumores ruins de tratar se o diagnóstico e a cirurgia não foram feitos imediatamente. Se eles voltarem, as opções são ruins. Então qualquer coisa que for desenvolvida nessa área é bem-vinda, explica Barbuto.

Além disso, nos pacientes com esses tipos de tumores a expectativa mediana de vida - quando a doença é metastática - é menor do que um ano, o que faz com que os resultados sejam obtidos rapidamente.

Os resultados publicados são otimistas, como mostra Barbuto: 30 doentes foram tratados, 11 deles tinham melanoma e 19 tinham câncer de rim. 73% dos pacientes que têm melanoma e 89% dos que têm câncer de rim tiveram estabilização da doença. Essa estabilização citada pelo professor durou, em média, de seis a sete meses. Outro estudo foi feito e o resultado obtido foi o mesmo.

Ao se fazer uma comparação histórica com os outros tratamentos, podemos perceber uma grande diferença. Nos pacientes com melanoma, a sobrevida média é de seis ou sete meses. No câncer de rim a sobrevida média é de nove meses. A sobrevida mediana dos nossos pacientes com melanoma foi de 13 meses e com câncer de rim foi maior do que dois anos, conta o pesquisador.

José Alexandre Barbuto afirma que continuará os estudos, visando agora a biologia das células dendríticas, com o apoio da Fapesp. Eu tenho que entender o que está acontecendo, ou seja, por que parou.

A vacina no mercado
O tratamento foi autorizado para aplicações com indicação dos médicos. O protocolo para se fazer a vacina é individual. Os médicos retiram o tumor cirurgicamente e a partir dele fazem a vacina, sendo que cada dose custa cerca de R$3.500. São necessárias duas doses, no mínimo.

O professor ressalta que a Hybricell foi desenvolvida inteiramente no Brasil. Outros países, principalmente Estados Unidos, Itália, Japão, desenvolveram vacinas semelhantes. A cooperação internacional para o desenvolvimento de uma vacina mais eficaz é atrativa, mas está somente nos planos do professor. Nada concreto foi realizado, ainda.
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PROGRESSOS CONTRA O CANCER NO MUNDO.



Terapia usando partículas Alfa (terapia  usando actinium (Ac)-225 actínio (Ac) -225 e seu produto filho bismuto (Bi) -213 são novos tratamentos promissores para muitas formas de câncer. Os ensaios clínicos para a leucemia mielóide aguda têm sido promissores, cerca de 25% dos pacientes terminais entram em recuperação.

Pesquisas  em todo o mundo para análise de câncer de próstata,  câncer de ovário,  cancer de pâncreas , melanoma e linfoma não-Hodgkin são promissoras.  Infelizmente, não há  fornecimento suficiente de médicos e material  Isotope actinium (Ac)- 225 além de  apoio à investigação no mundo atual  que precisa de muito menos terapêuticas se for implementado esse tratamento.

O Instituto Nacional de Health  conservatively  (NIH) conservadora  de projetos de demanda mundial por actinium Ac-225  pretende disponibilizar 7.500 mCi por ano até 2009, ainda hoje  em curso, a  produção mundial é inferior a 600 mCi por ano. Sem fornecimentos, os progressos realizados na clínica e em pesquisas  pré-clínicas  correm sério risco. 


Para  resolver o  problemas do fornecimento, o Medical Actinium for Thera- (Médical Actínium para usos e  tratamento terapêutico (Matt))pretende implementar a produção.  A tecnologia foi desenvolvida no Departamento de Energia dos E.U. (DOE's) Idaho National Laboratory (INL), para resolver  esse problema de abastecimento crítico.

Atualmente, existem apenas três fontes no mundo que em grande parte fornecem o "leite" desses isótopos a partir de uma redução da oferta de mais de 2 gramas do material paterno de origem - Thorium (Th)-229. (Th) -229. 


O instituto MATT ajuda  significativamente aumentando a produção de isótopos rates  de Ac-225 e sua filha Bi-213 Bi (produto-213) , triplicando a oferta mundial de Ac-225 dentro do primeiro ano piloto da produção em escala e aumentando em cerca de 100-150 entregas por vezes em faixas e níveis de produção.

Aumentar a oferta de Ac-225 permitem ensaios clínicos de tratamento que permitem prosseguir com o tratamento. Assim que estiver em plena produção, o processo pode fornecer suficiente isótopos para o tratamento de dezenas de centenas de milhares de pacientes a cada ano. MATT tecnologia também ajuda a reduzir significativamente o preço da produção, abrindo a porta para a investigação e uso terapêutico desse recurso.  


Por causa da meia-vida curta e, natureza da radiação alfa, utilizando Ac-225/Bi-213 Ac-225/Bi-213, torna-se especialmente indicado para  miniaturizadamente e micro aplicada adequar-se  na  segmentação de doenças  estáticas  (cancros) e transmitidas pelo sangue tais como a leucemia.
O tratamento é feito com o  paciente sem verificação de efeitos colaterais e quase nenhuma radiação secundária em relação a exposição aos membros da família ou pessoal médico.



 A figura  ilustra os efeitos da imunoterapia durante e após o tratamento. As células cancerosas são seletivamente destruída com danos colaterais mínimos para celulas saudáveis . O  efeito traz o tratamento ideal para os pequenos tumores e cânceres transmitidas pelo sangue.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

HOMENAGEM AO RIO DE JANEIRO


Sou Carioca, nascido e criado no Rio de Janeiro, onde sempre vivi e de onde não quero sair. Não o troco por nenhum outro lugar, mas em que pese esse meu amor à terra onde nasci e a qual aprendi a amar, reconheço que o Rio de Janeiro tem problemas e muitos, mas inumeráveis vantagens também.

Não foi sem justa razão que já foi intitulado "RIO QUARENTA GRAUS, A CAPITAL DA BELEZA E DO CAOS". Então falemos a verdade. O Rio é a capital do CAOS, talvez não mais do que São Paulo, mas é um CAOS particular.


Começa pela decadência do CENTRO do Rio. O Centro da Cidade como de resto grande parte das metrópoles, fica infestado de mendingos e moradores de rua que fazem desse lugar uma verdadeira bagunça. Amontoam pilhas de papelão, penduram roupas para secar na frente de fachadas de estabelecimentos comerciais provávelmente fechados, e transformam o ambiente em uma cena dantesca e apavorante.

Ao lado dessas cenas que refletem o lixo da degradação humana, convivem em certa harmonia o imponente TEATRO MUNICIPAL que nesse momento está sendo restaurado pela enésima vez, e alguns prédios públicos que imponentes refletem a história e a opulência dessa nossa cidade. Alheio a tudo que se passa ao seu redor o BAR AMARELINHO no coração da Cinelândia continua a ficar com sua mesas lotadas de todo tipo de YUPPIES.

No entanto não se pode contestar o seguinte. O Centro do Rio de Janeiro chega hoje ao auge de um processo de decadência lento e progressivo que foi se acentuando mais e mais a partir do ano de 1960 quando a capital do Brasil transferiu-se para Brasília, saindo do Rio de Janeiro.


Hoje não é nada difícil alugar uma sala comercial no CENTRO do Rio de Janeiro, muitas alugadas por advogados e outros profissionais liberais, comerciantes e afins, pois sobram salas para alugar em prédios antigos com inúmeros problemas.

Dentro desse cenário não poderia deixar de figurar a violência escondida por trás de pequenos meliantes, travestis, prostitutas, trombadinhas, meninos de rua e outros perigos que se escondem no ambiente do CENTRO do Rio, nada convidativos ao transito do cidadão comum e desavisado.

Esse cenário é mais comprometedor à noite. Quem vai a um teatro no CENTRO do Rio à Noite, nos poucos que ainda existem como o TETRO MAISON DE FRANCE e o TEATRO RIVAL, depara-se com essa realidade nada cômoda.


A prefeitura é bem verdade vem tentando mudar essa face, procurando incentivar atividades culturais no Centro do Rio, e acreditamos que o recente credenciamento do Rio para os jogos alímpicos de 2016 irá influenciar nisso, mas até o momento a batalha está em curso com ganhos significativos para o caos.

Existe a nosso ver no entanto um outro fenômeno que agrava as vicicitudes do Centro do Rio de Janeiro, e esse fenômeno é o deslocamento do centro dos negócios e do lazer para um outro polo que está em franco soerguimento e desenvolvimento, e o nome desse polo é BARRA DA TIJUCA.

Hoje em dia se tornou um status para um profissional liberal, ter um endereço na Barra da Tijuca, sem falar que se pode juntar a conveniência de se morar próximo ao local de trabalho.


O Centro do Rio então acaba ficando para alguns profissionais sem grande poder financeiro, advogados e alguns poucos comerciantes, comércio de produtos de informática, e alguns estabelecimentos tradicionais que não querem sair do centro do Rio. Apesar de tudo o Centro do Rio ainda é um polo comercial muito forte, e um centro de escritórios e interesses finaceiros, sustentado por grandes âncoras como o BNDES, A SEDE DA PETROBRAS, DELEGACIAS DO MINISTÉRIO DO TRABALHO, DA FAZENDA, DA RECEITA FEDERAL, e outras.

A nosso ver a decadência hoje visível do Centro do Rio, teve alguns marcos importantes. O primeiro já mensionado foi a transferência da Capital da República para Brasíla em 1960 que deflagrou o lento mas inexorável processo de decadência do antigo Estado da Guanabara. Outro marco importante a nosso ver foi o fim da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, que transferiu para São Paulo, hoje a nossa única bolsa de valores, um número expressivo de corretoras e escritórios ligados à essa atividade, causando também o fechamento de Bancos, e instituições financeiras.

  • A Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ), localizada na cidade do Rio de Janeiro, foi a primeira bolsa de valores a entrar em operação no Brasil. A partir de 2000, com a transferência da negociação com ações para a Bolsa de Valores de São Paulo, ela passou a negociar apenas títulos públicos. Em 2002 foi adquirida pela Bolsa de Mercadorias e Futuros[1] e passou a apenas a negociar títulos imobiliarios e leilões.
  • Na primeira metade do século XIX, principalmente após a chegada da família real portuguesa ao Brasil, os negócios com fretes e mercadorias para importação e exportação ganharam grande impulso e começaram a se organizar em torno de "praças de comércio". As praças de comércio foram, no Brasil, o embrião do um pregão organizado, que seria formalizado somente em 1845, com a fundação da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro[1]. 
  • Ao final da década de 1890, durante o governo provisório de Deodoro da Fonseca, ocorreu uma grande onda de especulação com ações, o encilhamento. A BVRJ esteve intimamente ligada a esse processo por ser a maior praça de negociação de ações do Brasil naquela época[2]. 
  • Na década de 90 foram realizados vários leilões de privatização na BVRJ, no escopo do Programa Nacional de Desestatização, que incluíram algumas das mais importantes empresas brasileiras como, por exemplo, Usiminas, ACESITA, COSIPA e Embraer[3].


    Outro inconveniente do Rio é o trânsito. O Rio de Janeiro aliado à questão da violência transformou-se em uma verdadeira Xangai. É a cidade com a maior concentração demográfica do Brasil. Isso trás vantagens mas muitas desvantagens.

    As vantagens são de que uma concentração demográfica elevada atrai investimentos com maior facilidade pois garante consumo e receita, mais impostos etc... As desvantagens evidentes são o aumento da violência, e dos problemas sociais, de transporte, saúde etc...

    Sempre entendi que viver em uma grande metrópole como o Rio de Janeiro só é bom se você tiver um mínimo de poder aquisitivo. Para quem é pobre, morar em uma grande metrópole como o Rio de Janeiro, não é tão saudavel como em uma cidade do interior onde o deslocamento pode se feito a pé para o trabalho. No Rio de Janeiro uma pessoa que more na periferia terá que perder uma média de quatro horas de condução por dia para deslocar-se entre a ida e vinda para o trabalho, e essa condução será feita em condições sofríveis, normalmente superlotada, em transito lento e como a cidade é quente em grande parte do ano, com o desconforto de uma temperatura elevada. Um verdadeiro calvário.

    Para a classe média/alta no entanto, uma grande metrópole oferece vantagens, no sentido da qualidade de vida, pois se está mais próximo dos centros de lazer, e de compras, bem como de  eventos culturais como shows, cinemas, restaurantes, churrascarias, comércio específico (Mais abundante e diversificado na cidade grande), e facilidades de todos os gêneros como Internet com maior velocidade, redes de TV a cabo e por satélite a escolher, além de um ítem também muito importante que é o acesso mais rico, diversificado e fácil à cultura, e quando me refiro à cultura, falo de faculdades, centros de ensino, escolas de nível médio de qualidade, cursinhos pré vestibulares etc...

    As oportunidades também são maiores no que tange a empregos e atividades relacionadas à divesas esferas de atividade humana. Por exemplo, em uma cidade do interior, um pintor terá mais dificuldade de sobreviver do que em uma cidade grande onde poderá não só encontrar escolas de arte de nível superior, como poderá ter uma chance maior de expor seus trabalhos e ter sucesso. 

    Se você por exemplo é morador da Barra da Tijuca que tem uma excelente qualidade de vida, e às vinte e duas hora da noite, tem o seu mouse quebrado ou danificado e precisa comprar um urgente para terminar um trabalho para a  faculdade, você pode nesse horário se dirigir a um dos maiores HIPERMERCADOS do Brasil que é o EXTRA BARRA que fica funcionando 24 horas por dia inclusive aos domingos e feriados, e lá encontrará não só o mouse mas se quiser também o computador completo, a impressora, o papel ou qualquer outro periférico que desejar. Compra tudo pelo cartão de crédito em 12 vezes sem juros e volta feliz para casa podendo terminar seu trabalho confortavelmente, sem grandes abalos financeiros. Tal cenário só seria possível em alguém da classe média e morando na capital do Rio de Janeiro. Não em uma cidade do interior.

    Deixando no entanto os convenientes e os inconvenientes de se morar nessa cidade, não resta dúvida. Se você tiver boa vontade, verá que o carioca apesar da dificuldade já se adaptou a ela e tem o seu jeito particular de ser feliz. Se é pobre, sai de manhã pega o trem e pasmem, vai jogando baralho dentro do trem lotado até a cidade. Não está nem ai para a dificuldade. Sai do trabalho e toma aquele chopinho com os amigos, para esperar o transito diminuir de intensidade. Sexta feira é muito aguardada. Vai depois do trabalho para a quadra da escola de samba ver quem é o ganhador do samba daquele ano. Sabado tem pelada, churrasco com a família e Domingo é o maracanã para ver seu time até mesmo se for na geral que é mais barata. Fica de bate papo com  os amigos até tarde, tomando umas e outras e curtindo aquele pagode, e nesse interim tem a praia, tem os passeios na Quinta da Boa Vista e as reun iões com os amigos em casa mesmo tomando aquela cervejinha e assistindo ao futebol. Carioca é carioca. Um dos povos mais felizes e enturmados do mundo, e a cidade cá para nós é de uma beleza de arrepiar.


    SOMOS TODOS CHAPECOENSES