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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

MONSANTO A EMPRESA DO MAL


Não é a primeira vez que falamos aqui sobre a MONSANTO. Como foi ela quem inventou e produziu o ASPARTAME, um adoçante vendido no mercado e adicionado aos refrigerantes DIET, LIGHT e ZERO, já tivemos o desprazer de nos conhecer. Como se sabe o ASPARTAME é um veneno, já que quando entra no corpo humano ele se transforma em ácido fórmico(acima de 30 graus)(O Corpo tem mais de 36 graus) que é nada mais nada menos do que VENENO DE MATAR FORMIGA. Seus efeitos portanto visam lesar o sistema nervoso central, principalmente o cérebro o que desenvolve o "MAL DE ALZEIMER" além de ser CANCERÍGENO.

Tendo a frente o famigerado Donnald Rumsfeld (Secretário de defesa do Governo George Bush) a Mosanto dedica-se a desenvolver agrotóxicos e alimentos TRANSGÊNICOS concebidos para serem altamente mortais.

É uma empresa que utiliza-se muito da artimanha da corrupção indireta, financiando instituições, aquelas mesmo que deveriam lhe fiscalizar, e conseguindo assim passar no mercado muita coisa nociva à saude da população.

Companhia Monsanto é uma indústria multinacional de agricultura e biotecnologia. Situada nos Estados Unidos, é hoje, em sua maior parte, francesa. É a líder mundial na produção do herbicida glifosato, vendido sob a marca Roundup. Também é, de longe, o produtor líder de sementes geneticamente modificadas (transgênicos), respondendo por 70% a 100% do market share para variadas culturas. A Agracetus, subsidiária da Monsanto, se concentra na produção de sojaRoundup Ready para o mercado. No Brasil, sua sede está instalada na cidade de São Paulo e compreende também a indústria de sementes Agroceres. Em setembro de 2007 a companhia comprou a Agroeste Sementes, uma empresa brasileira de sementes de milho. No ano de 2008, adquiriu a CanaVialis cujo foco é o melhoramento genético de cana-de-açúcar e a Alellyx, empresa de biotecnologia, unificadas sobre a marca CanaVilis Monsanto, com sede na cidade deCampinas. Além disso, a Monsanto já possuía a brasileira Monsoy desde 1997.
Sua política de empresa é:
  • Preencher as crescentes necessidades de alimentos e fibras
  • Preservar os recursos naturais
  • Melhorar o meio ambiente
Foi eleita pelo Great Place to Work Institute (GPTW) como a décima sexta melhor empresa para se trabalhar no Brasil.




O que voltou a nos chamar a atenção sobre a MOSANTO é que ela está por trás da fraude do óleo CANOLA que na verdade é um veneno. Veja sua história.

Canola é novo nome de uma planta chamada Colza, que é  uma planta da família das brássicas - Brássica campestris.

Portanto a colza é um tipo de mostarda que foi ou é a mesma planta utilizada no agente mostarda, gás letal usado de forma terrível nas Guerras Mundiais.
Utilizado como substrato de óleos lubrificantes, sabões e combustível é considerado  venenoso para coisas vivas. Ótimo repelente (bem diluido) de pragas em jardins.
Esse poder tóxico é proporcionado pela alta concentração de ácido Erúcico contido no óleo.

Usado no Extremo Oriente de forma não refinada e contrabalançada por uma dieta rica em gordura saturada, proporcionaria uma minimização dos seus efeitos tóxicos
No ocidente o objetivo era produzir um óleo com pouca gordura poli-insaturada e boa quantidade de ácido oléico e gordura ômega-3(Benéfica).
O óleo de oliva tem esses predicados mas sua produção em larga escala é dispendiosa.

A Mosanto entra então em ação. 

Devemos lembrar que a Mosanto que tem por trás de si um notório ILUMINATTI Donnald Rumsfeld (Secretário de defesa Americano do Governo Gerge W.Bush), e sabemos também que os ILUMINATTI se empenham em reduzir a população do planeta e também em vender remédios que não curam, apenas engordam seus lucros tratando dos sintomas e não das causas.
A Mozanto cria então uma variação trangênica da Colza. Para evitar problemas de marketing usa um nome criado, na verdade uma sigla CAN-OLA (Canadian Low Acid)

CANOLA é absolutamente transgênica. Sua comprarção com o óleo de oliva não passa de uma estratégia de venda

A Monsanto acaba de comprar a Blackwater, e ao fazê-lo prepara-se para dominar o nascimento e a morte da vida!

Mais: com a panóplia de informadores, aparelhos e técnicas de espionagem da Blackwater, a maior empresa mundial de mercenários, a Monsanto fica em condições de controlar a ação dos activistas que, um pouco por todo o mundo, resistem à sua dominação no negócio do agro-industrial, nomeadamente na produção e comercialização de transgénicos.



A empresa Monsanto nasceu graças aos enormes lucros obtidos pelas indústrias que produziam armas químicas durante a duas Grandes Guerras Mundiais.



E é por demais conhecida a cruzada da Monsanto contra a natureza e a agricultura tradicional, e os seus esforços incessantes de criar um modelo de agricultura dependente da química e da petroquímica. Para alcançar os seus objectivos a Monsanto não hesita em fazer uma guerra política e jurídica contra os agricultores e os ecologistas que lhe resistam. Não é pois de espantar o interesse estratégico da Monsanto na aquisição e compra da maior empresa militar privada, a Blackwater. Desta forma, a Monsanto ficará numa posição privilegiada para se servir das técnicas, redes e informações propiciadas pelo complexo militar-industrial, de que a Blackwater é um do pilares, para levar a cabo a sua guerra contra quem resiste ao império Monsanto.


Eu asseguro que A MONSANTO, A CRIADORA DO ASPARTAME , SABE COMO ELE É MORTAL. 
ELES FINANCIAM A ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE DIABETES, A ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE DIETÉTICA, O CONGRESSO E A CONFERÊNCIA DO COLÉGIO AMERICANO DE MEDICINA.

O New York Times, em 15 de Novembro de 1996, publicou um artigo a respeito de como a Associação Americana de Dietética recebe dinheiro da Indústria Alimentícia para endossar seus produtos.
Por isso, eles não podem criticar aditivos e falar a respeito de sua ligação com a MONSANTO.



História

A empresa foi fundada em Saint Louis, Missouri, em 1901, por John Francis Queeny, um farmacêutico de trinta anos. Ele iniciou a indústria com seu próprio dinheiro e batizou-a com o nome de solteira da esposa. Em 1919, a Monsanto estabeleceu uma filial na Europa entrando numa parceria com a Graesser's Chemical Works de Cefn Mawr em Ruabon, Páis de Gales para produzir vanillina, ácido salicílico, aspirina e mais tarde borracha.
Na segunda década de sua história, anos 20, a Monsanto expandiu sua produção para outros químicos como ácido sulfúrico. Em 1928 o filho de Johan, Edgard Monsanto Queeny assumiu a empresa.

Nos anos 40 a organização se tornou umas das principais fornecedoras de plástico, incluindo polietileno e fibras sintéticas. Desde então, ela se manteve entre as 10 maiores indústrias químicas estadounidenses. Outros produtos foram os herbicidas 2, 4, 5-T, DDT, o agente laranja, usado principalmente na Guerra do Vietnã (mais tarde sendo comprovado seus efeitos cancerígenos), aspartame, (NutraSweet), somatropina bovina (BST), e PCB (conhecida no Brasil como Ascarel), uma substância extremamente tóxica, que foi proibida em 1971 nos EUA e 1981 no Brasil - entre outros.

O ASCAREL no Brasil e nos Estados Unidos foi utilizado como óleo dentro de transformadores de alta tensão para isolamento. É um óleo com tal poder de toxidade que na América, na época em que era permitido, todas as vezes que se ia ter algum tipo de manipulação com esses transformadores, isolava-e todo um quarteirão. Hoje é um produto proibido tanto no Brasil como nos Estados Unidos.
ASCAREL

Ascarel é o nome comercial um óleo resultante de uma mistura de hidrocarbonetos derivados de petróleo, contendo Alocloro 124, uma bifenila policlorada (PCB). Trata-se de uma substância tóxica persistente, cujo uso deve ser abolido, nos termos daConvenção de Estocolmo, em razão dos danos que pode causar à vida humana e ao meio ambiente.
O Ascarel é utilizado como isolante em equipamentos elétricos, sobretudo transformadores[1] A instalação de novos aparelhos que utilizem Ascarel foi proibida no Brasil em 1981,[2] mas ainda existem muitos equipamentos abandonados contendo esse produto, notadamente em subestações e em edifícios industriais. [3] O maior risco é o de vazamento, quando do desmonte desses equipamentos para venda como sucata. Um eventual vazamento pode causar sérios danos ambientais, incluindo não só acontaminação do solo mas também das águas, em especial, dos lençóis freáticos. Os riscos à saúde também são grandes: os PCBs são considerados carcinogênicos, afetando sobretudo fígadobaço e rins. Além disso, podem causar danos irreversíveis ao sistema nervoso central.
O Ascarel contém cerca de 40-60% (m/m) de PCB. A maior parte dos PCBs utilizados no Brasil provinha dos Estados Unidos e era fabricada pela Monsanto. [3]
O ASPARTAME

Uma especialista no assunto a
Dra. NANCI MARCKLE tem a palavra
:

'Passei alguns dias falando na CONFERÊNCIA MUNDIAL DE MEIO AMBIENTE a respeito do ASPARTAME , conhecido como Nutrasweet, Equal,  Zerocal, Finn e Spoonful'

Eles anunciaram que existia uma epidemia de Esclerose Múltipla e Lúpus Sistêmico , e não entendiam que toxina estava fazendo com que essas doenças assolassem os Estados Unidos tão rapidamente . 


Eu expliquei que estava lá para falar exatamente sobre este assunto.


Quando a temperatura do ASPARTAME excede 30º C, o álcool contido no ASPARTAME se converte em formaldeído e daí para ácido fórmico , que provoca acidose metabólica (o ácido fórmico é o veneno das formigas). 



A toxicidade do metanol imita a Esclerose Múltipla e as pessoas recebem diagnóstico errado de Esclerose Múltipla .

A Esclerose Múltipla não se constitui em sentença de morte, mas a toxicidade do metanol sim ..                 No caso do Lúpus Sistêmico , estamos percebendo que é quase tão grave quanto a Esclerose Múltipla , especialmente em usuários de Diet Coke e Diet Pepsi por razão da toxicidade do metanol. (as vítimas geralmente bebem de 3 a 4 latas destes refrigerantes por dia,                     ou mais).

Nos casos de Lúpus Sistêmico causado pelo ASPARTAME , a vítima geralmente não sabe que o ASPARTAME é a causa de sua doença e continua com seu uso, agravando o lúpus a um grau tão intenso que algumas vezes ameaça a vida.



Quando interrompemos o uso do ASPARTAME , as pessoas que tinham lúpus ficam assintomáticas.

Infelizmente, não podemos reverter esta doença. Por outro lado, nos casos diagnosticados como Esclerose Múltipla (quando, na realidade, a doença é devida à toxicidade do metanol) a maioria dos sintomas desaparece. Nós temos visto casos em que a visão retornou e mesmo a audição foi recuperada.                          

Isto também se aplica aos casos de tinnitus (zumbido no ouvido).

Em uma Conferência eu disse:  ‘Se você está usando ASPARTAME (Nutrasweet, Equal, e Spoonful, etc.) e sofre de sintomas como fibromialgia , espasmos, dores , formigamento nas pernas, câimbras , vertigem, tontura , dor de cabeça , zumbido no ouvido , dores articulares , depressão , ataques de ansiedade, fala atrapalhada , visão borrada ou perda de memória - você provavelmente tem a DOENÇA DO ASPARTAME!’ 


Negociações

Em 1 de setembro de 1997 a empresa entra num processo de negociação com a Solutia. 

Então com 3 setores de atuação, produtos agropecuários, indústria farmacêutica e química, a Monsanto transferiu os direitos da indústria química.

Dois anos depois, no dia 19 de dezembro de 1999 a companhia inicia a fusão com a Pharmacia & Upjohn. E em 2000 a Companhia Monsanto vira uma subsidiária da nova organização.[6]
Após uma série de transações, em 13 de agosto de 2002 a subsidiária Monsanto se torna independente da empresa Pharmacia e passa a atuar somente no segmento do agronegócio.
Problemas

Muitos estudiosos dizem que a Monsanto está contribuindo para o crescimento da fome e da miséria no mundo, ao concentrar os benefícios do comércio internacional de alimentos. A conclusão está em relatório divulgado, durante o Fórum Social Mundial, pela Action Aid, uma organização não-governamental que desenvolve estudos e busca soluções para reduzir a pobreza mundial. A Monsanto nega tudo. Outro problema muito sério e que vem sendo debatido há anos é a alegação de alguns pesquisadores de que os produtos transgênicos da Monsanto não apenas podem destruir o ecossistema nativo quanto provocar doenças, até mesmo câncer. Os pesticidas (Roundup) já têm sido responsabilizados por uma série de casos de doenças, desde infecções na pele até cânceres, em agricultores ou pessoas que tiveram contato com o produto por via direta ou indireta.

A Monsanto é a responsável por transformar transgênicamente a planta MORTAL chamada COLZA. Para evitar problemas de marketing adotaram o nome CANOLA que é um acrônimo da sigla "CANADIAN OIL LOW ACID", portanto CANOLA é absolutamente transgênica. 

Sua comparação com o óleo de oliva não passa de uma estratégia de marketing portanto absolutamente uma MENTIRA. O óleo de oliva tem produção mais cara, mas o óleo de canola tem o seu preço superior aos outros óleos de cozinha como oleo de soja, milho ou girassol, e torna-se um bom negócio enfim, e se isso ocorre é porque picharam-no como um óleo mais saudável do que os outros.

Você provávelmente já o utilizou talvez por aconselhamento de seu cardiologista ou nutricionista. Tiraram-nos o direito de opção quando nos foi falseada a informação.
Mas porque não nos deram toda a informação? O óleo de CANOLA é um veneno. O nosso veneno diário.

Se observarmos bem pode deixar um cheiro rançoso nas roupas pois é fácilmente oxidado e seu processo de refinamento produz as famigeradas gorduras trans (Igual problema das margarinas). Relacionadas às graves doenças inclusive o câncer.

Produz déficit de vitamina "E" que é um antioxidante natural. Observe que os alimentos feitos com CANOLA emboloram mais rápidamente.

As pequenas quantidades de ácido erúcico que ainda permanecem na planta alterada genéticamente (TRANSGÊNICA) continuam sendo tóxicas para o consumo humano, e essa ação tóxica é cumulativa.

Existem relatos de inúmeras outras enfermidades ligadas à ingestão e até mesmo à inspiração de vapores de canola (possível vínculo com câncer de pulmão).

A CANOLA ilustra outrossim a forma de funcionar das MEGA EMPRESAS DE BIOTECNOLOGIA.

Em abril de 2002 nos Estados Unidos, o CFS (Centro de Segurança Alimentar) e o GEFA (Alesrta de Alimentos Geneticamente Produzidos) pediram uma investigação criminal contra a Mosanto e a Aventis e também o Departamento Americano de Agricultura, que haviam permitido o ingresso ilegal de sementes de colza modificadas para dentro do território americano antes da aprovação legal dessa importação para produção local.

Aqui no Brasil como nos Estados Unidos a coisa funciona de forma parecida. A própria liberação de CANOLA no território americano contou com um estímulo de R$50 milhões do governo Canadense para que o FDA (Orgão regulador semelhante a ANVISA aqui no Brasil) facilitasse seu ingresso na indústria alimentar de lá mesmo sem os adequados estudos de segurança em humanos.

Aqui nos deparamos com com uma situação em que o bom senso entre a ciência e a saúde e a intervenção do homem, se confrontam subvertendo a sabedoria da natureza, por interesses econômicos que são muito mais persuasivos do que os interesses dos consumidores.

O pior disso é que não podemos contar com os meios de informação que sistematicamente informam o que interesses maiores julgam oportuno.

A CANOLA, podemos ter certeza é uma fração pequena do obscuro mundo do capitalismo científico que pesquisa fontes de enriquecimento muito mais entusiasticamente do que as verdadeiras fontes de saúde, vida e paz!


AVIÕES ESPALHANDO O VENENO MORTAL
AGENTE LARANJA

A MOSANTO, esta poderosa transnacional tem exercido sua influência econômica/política até mesmo através de métodos que qualquer mafioso costuma utilizar para ‘eliminar’ problemas, no firme e determinado propósito de continuar a comercializar seus produtos venenosos, poluidores. A sua práxis negocial é a da rapinagem e monopolista, além da total falta de respeito para com os seres vivos e o ambiente nos locais onde instala suas unidades, sem falar nas íntimas e promíscuas relações com a alta cúpula do governo americano.

Os Crimes da Monsanto são revelados em livro.25/03/2008 - Da Carta Capital

A Monsanto produz 90% dos transgênicos plantados no mundo e é líder no mercado de sementes. Tal hegemonia coloca a multinacional norte-americana no centro do debate sobre os benefícios e os riscos do uso de grãos geneticamente modificados. Para os defensores da manipulação dos genes, a Monsanto representa o futuro promissor da "revolução verde". Para ecologistas e movimentos sociais ligados a pequenos agricultores, a empresa é a encarnação do mal.

Esse último grupo acaba de ganhar um reforço a seus argumentos. Resultados de um trabalho de três anos de investigação da jornalista francesa Marie-Monique Robin, o livro Le Monde Selon Monsanto (O Mundo Segundo a Monsanto) e o documentário homônimo são um libelo contra os produtos e o lobby da multinacional.

O trabalho cataloga ações da Monsanto para divulgar estudos científicos duvidosos de apoio às suas pesquisas e produtos, a exemplo do que fez por muitos anos a indústria do tabaco, relaciona a expansão dos grãos da empresa com suicídios de agricultores na Índia, rememora casos de contaminação pelo produto químico PCB e detalha as relações políticas da companhia que permitiram a liberação do plantio de transgênicos nos Estados Unidos. Em 2007, havia mais de 100 milhões de hectares plantados com sementes geneticamente modificadas, metade nos EUA e o restante em países emergentes como a Argentina, a China e o Brasil.

Marie-Monique Robin, renomada jornalista investigativa com 25 anos de experiência, traz depoimentos inéditos de cientistas, políticos e advogados. A obra esmiúça as relações políticas da multinacional com o governo democrata de Bill Clinton (1993-2001), e com o gabinete do ex-premier britânico Tony Blair. Entre as fontes estão ex-integrantes da Food and Drug Administration (FDA), a agência responsável pela liberação de alimentos e medicamentos nos EUA.

A repórter, filha de agricultores, viajou à Grã-Bretanha, Índia, México, Paraguai, Vietnã, Noruega e Itália para fazer as entrevistas. Antes, fez um profundo levantamento na internet e baseou sua investigação em documentos on-line para evitar possíveis processos movidos pela Monsanto. A empresa não deu entrevista à jornalista, mas, há poucas semanas, durante uma apresentação em Paris de outro documentário de Robin, uma funcionária da multinacional apareceu e avisou que a companhia seguia seus passos. Detalhe: a sede da Monsanto fica em Lyon, distante 465 quilômetros da capital francesa.

Procurada por CartaCapital, a Monsanto recusou-se a comentar as acusações no livro. Uma assessora sugeriu uma visita ao site da Associação Francesa de Informação Científica, onde há artigos de cientistas com críticas ao livro de Robin. A revista, devidamente autorizada pelo autor, reproduz na página 11 trechos do artigo de um desses cientistas, Marcel Kuntz, diretor do Centro Nacional de Pesquisa Científica de Grenoble.

Não é de hoje, mostra o livro, que herbicidas da Monsanto causam problemas ambientais e sociais. Robin narra a história de um processo movido por moradores da pequena Anniston, no Sul dos EUA, contra a multinacional, dona de uma fábrica de PCB fechada em 1971. Conhecida no Brasil como Ascarel, a substância tóxica era usada na fabricação de transformadores e entrava na composição da tinta usada na pintura dos cascos das embarcações. Aqui foi proibida em 1981.

A Monsanto, relata a repórter, sabia dos efeitos perversos do produto desde 1937. Mas manteve a fábrica em funcionamento por mais 34 anos. Em 2002, após sete anos de briga, os moradores de Anniston ganharam uma indenização de 700 milhões de dólares. Na cidade, com menos de 20 mil habitantes, foram registrados 450 casos de crianças com uma doença motora cerebral, além de dezenas de mortes provocadas pela contaminação com o PCB. Há 42 anos, a própria Monsanto realizou um estudo com a água de Anniston: os peixes morreram em três minutos cuspindo sangue.

Robin alerta que os tentáculos da Monsanto atingem até a Casa Branca. A influência remonta aos tempos da Segunda Guerra Mundial e ao período da chamada Guerra Fria. Donald Rumsfeld, ex-secretário de Defesa do governo Bush júnior, dirigiu a divisão farmacêutica da companhia. A multinacional manteve ainda uma parceria com os militares. Em 1942, o diretor Charles Thomas e a empresa ingressaram no Projeto Manhattan, que resultou na produção da bomba atômica. O executivo encerrou a carreira na presidência da Monsanto (1951-1960).

Na Guerra do Vietnã (1959-1975), a empresa fornecia o agente laranja, cujos efeitos duram até hoje. A jornalista visitou o Museu dos Horrores da Dioxina, em Ho Chi Minh (antiga Saigon), onde se podem ver os efeitos do produto sobre fetos e recém-nascidos.Alan Gibson, vice-presidente da associação dos veteranos norte-americanos da Guerra do Vietnã, falou à autora dos efeitos do agente laranja: "Um dia, estava lavando os pés e um pedaço de osso ficou na minha mão".

Boa parte do trabalho de Robin é dedicada a narrar as pressões sofridas por pesquisadores e funcionários de órgãos públicos que decidiram denunciar os efeitos dos produtos da empresa. É o exemplo de Cate Jenkis, química da EPA, a agência ambiental dos Estados Unidos.Em 1990, Jenkis fez um relatório sobre os efeitos da dioxina, o que lhe valeu a transferência para um posto burocrático. Graças à denúncia da pesquisadora, a lei americana mudou e passou a conceder auxílio a ex-combatentes do Vietnã. Após longa batalha judicial, Jenkis foi reintegrada ao antigo posto.

Há também o relato de Richard Burroughs, funcionário da FDA encarregado de avaliar o hormônio de crescimento bovino da Monsanto. Burroughs diz ter comprovado os efeitos nocivos do hormônio para a saúde de homens e animais e constatou que, com o gado debilitado, os pecuaristas usavam altas doses de antibióticos. Resultado: o leite acabava contaminado. Burroughs, conta a jornalista, foi demitido. Mas um estudo recente revela que a taxa de câncer no seio entre as norte-americanas com mais de 50 anos cresceu 55,3% entre 1994, ano do lançamento do hormônio nos Estados Unidos, e 2002.

Segundo Robin, a liberação das sementes transgênicas nos Estados Unidos foi resultado do forte lobby da empresa na Casa Branca, principalmente durante o governo Clinton. Uma das "coincidências": quem elaborou, na FDA, a regulamentação dos grãos geneticamente modificados foi Michael Taylor, que nos anos 90 fora um dos vice-presidentes da Monsanto.

A repórter se detém sobre o "princípio da equivalência em substância", conceito fundamental para regulamentação dos transgênicos em todo o mundo. A fórmula estabelece que os componentes dos alimentos de uma planta transgênica serão os mesmos ou similares aos encontrados nos alimentos "convencionais".Robin encontrou-se com Dan Glickman, que foi secretário de Estado da Agricultura do governo Clinton, responsável pela autorização dos transgênicos nos EUA. Glickman confessou, em 2006, ter mudado de posição e admitiu ter sido pressionado após sugerir que as companhias realizassem testes suplementares sobre os transgênicos. As críticas vieram dos colegas da área de comércio exterior.

Houve pressões, segundo o livro, também no Reino Unido. O cientista Arpad Pusztai, funcionário do Instituto Rowett, um dos mais renomados da Grã-Bretanha, teria sido punido após divulgar resultados controversos sobre alimentos transgênicos. Em 1998, Pusztai deu uma entrevista à rede de tevê BBC. Perguntado se comeria batatas transgênicas, disparou: "Não. Como um cientista que trabalha ativamente neste setor, considero que não é justo tomar os cidadãos britânicos por cobaias". Após a entrevista, o contrato de Pusztai foi suspenso, sua equipe dissolvida, os documentos e computadores confiscados. Pusztai também foi proibido de falar com a imprensa. No artigo reproduzido à página 11, Kuntz afirma que o cientista perdeu o emprego por não apresentar resultados consistentes que embasassem as declarações à imprensa.

Pusztai afirma que só compreendeu a situação, em 1999, ao saber que assessores do governo britânico haviam ligado para a direção do instituto no dia da sua demissão. Em 2003, Robert Orsko, ex-integrante do Instituto Rowett, teria confirmado que a "Monsanto tinha ligado para Bill Clinton, que, em seguida, ligou para Tony Blair". E assim o cientista perdeu o emprego.Nas viagens por países emergentes, Robin colheu histórias de falta de controle no plantio de transgênicos e prejuízos a pequenos agricultores. No México, na Argentina e no Brasil, plantações de soja e milho convencionais acabaram contaminadas por transgênicos, o que forçou, como no caso brasileiro, a liberação do uso das sementes da Monsanto (que fatura com os royalties).

De acordo com a jornalista, o uso da soja Roundup Ready (RR), muito utilizada no Brasil e na Argentina, acrescenta outro ganho à Monsanto, ao provocar o aumento do uso do herbicida Roundup. Na era pré-RR, a Argentina consumia 1 milhão de litros de glifosato, volume que saltou para 150 milhões em 2005. De lá para cá, a empresa suprimiu os descontos na comercialização do pesticida, aumentando seus lucros.

Um dos ícones do drama social dos transgênicos, diz o livro, é a Índia. Entre junho de 2005 (data da introdução do algodão transgênico Bt no estado indiano de Maharashtra) e dezembro de 2006, 1.280 agricultores se mataram. Um suicídio a cada oito horas. A maioria por não conseguir bancar os custos com o plantio de grãos geneticamente modificados.Robin relata a tragédia desses agricultores, que, durante séculos, semearam seus campos e agora se vêm às voltas com a compra de sementes, adubos e pesticidas, num círculo vicioso que termina em muitos casos na ingestão de um frasco de Roundup.

A jornalista descreve ainda o que diz ser o poder da Monsanto sobre a mídia internacional. Cita, entre outros, os casos dos jornalistas norte-americanos Jane Akre e Steve Wilson, duramente sancionados por terem realizado, em 1996, um documentário sobre o hormônio do crescimento. No país da democracia, a dupla se transformou em símbolo da censura.

Vitimas do Agente Laranja
Os cientistas, conta o livro, são frequentemente "cooptados" pela gigante norte-americana. Entre os "vendidos" está o renomado cancerologista Richard Doll, reconhecido por trabalhos que auxiliaram no combate à indústria do tabaco. Doll faleceu em 2005. No ano seguinte, o jornal britânico The Guardian revelou que durante 20 anos o pesquisador trabalhou para a Monsanto. Sua tarefa, com remuneração diária de 1,5 mil dólares, era a de redigir artigos provando que o meio ambiente tem uma função limitada na progressão das doenças. Foi um intenso arquiteto do "mundo mágico" da Monsanto.

O presidente do Vietnã, Minh Triet, afirmou no último domingo (9) que ainda acredita no triunfo da Justiça a favor das vítimas do agente laranja. Em um evento no Dia da Solidariedade com milhares de pessoas afetadas no país pelo produto químico, Triet denunciou que, passados mais de 30 anos da guerra contra os Estados Unidos, persistem as consequências letais dessa substância química usada pelo exército americano.

O presidente agredeceu a todos que dedicaram sua vida à independência nacional e que sofrem a dor dos danos físicos causados pelo agente laranja.

Também reconheceu o desempenho da Associação Internacional de Advogados Democráticos nessa causa, ao ter organizado recentemente na França o Tribunal Internacional de Opinião Pública a favor das vítimas vietnamitas.

Triet pediu tamném a organizações e personalidades nacionais e internacionais a não diminuir o apoio aos afetados pela substância química, usada como desfolhante pela aviação americana durante a guerra.

No período de 1961 a 1971, as tropas americanas espargiram 80 milhões de litros de herbicidas, que continham 400 quilogramas de dioxina sobre o território vietnamita, de acordo com estatísticas oficiais.

Esse desfolhantes destruiram o habitat natural, deixaram 4,8 milhões de pessoas expostas ao agente laranja e provocaram enfermidades irreversíveis, sobretudo malformações congênitas, câncer e síndromes neurológicas em crianças, mulheres e homens do país.

A Associação de Vítimas Vietnamitas do Agente Laranja (AVVA) organizou um vasto programa cultural destinado a recolher fundos de ajuda aos afetados, na ocasião da data, que contou com o apoio da Televisão Nacional e outras entidades.

Na jornada, foram transmitidos documentários e reportagens sobre a luta por justiça na ação legal contra as empresas americanas fabricantes do tóxico letal, realizados por conhecidos cineastas nacionais e estrangeiros.


Vitima do agente laranja



Este artigo é um pouco de tudo. É uma entrevista muito instigante, e se a veracidade dos fatos eventualmente não estiver com a documentarista francesa Marie-Monique, penso que está muitíssimo mais próxima dela do que da transnacional Monsanto.



É fato que os ativistas contrários aos transgênicos quase sempre exageram, mas depois de ler este artigo, como não deixar de pensar nos pontos por eles levantados a respeito? Qualquer modo, leia a matéria, veja o vídeo e também a resposta da Monsanto às questões levantadas no documentário ‘O Mundo segundo a Monsanto’ e tire as suas próprias conclusões.


A documentarista francesa Marie-Monique Robin, autora de O Mundo Segundo a Monsanto

A documentarista francesa Marie-Monique Robin, autora de O Mundo Segundo a Monsanto, dedicou três anos de sua vida para desvendar como uma indústria de produtos químicos se tornou a maior companhia mundial de sementes geneticamente modificadas (transgênicas) e uma das empresas mais influentes do planeta, segundo a revista Business Week.
Marie trabalha há 25 anos com matérias investigativas e recebeu prêmios como o Albert Londres, em 1995, concedido a um documentário sobre o tráfico internacional de órgãos. Em 2004, ela foi aclamada na Europa ao produzir o também premiado Esquadrões da Mortea escola francesa, sobre a relação do governo francês com ditaduras da América Latina, nos anos 70.
Para escrever a história da Monsanto, Marie analisou 500 mil páginas de documentos e viajou à Grã-Bretanha, Estados Unidos, Índia, México, Brasil, Vietnã e Noruega. A escritora fala sobre o seu último livro.
Procurada pela reportagem, a Monsanto afirma que “agricultores enxergam um benefício no cultivo de seus produtos”.

QUEM ÉDocumentarista e jornalista francesa. Seu documentário que denuncia táticas do serviço secreto francês e conexões com a repressão na América do Sul foi premiado pelo Senado da França.
O QUE FEZ
Já publicou livros denunciando uma rede internacional de tráfico de órgãos e a prática da tortura na Guerra da Argélia. O Mundo Segundo a Monsanto virou um documentário feito pela agência de cinema do Canadá. Para investigar a história, passou cinco anos levantando 500 mil páginas de documentos e viajando para Grã-Bretanha, Índia, México, Paraguai, Brasil, Vietnã, Noruega e Itália.

Existem outras companhias que também desenvolvem a biotecnologia e possuem patentes sobre sementes. Por que fazer um livro exclusivamente sobre a Monsanto?

Marie-Monique Robin - Há cinco anos, quando trabalhava em três documentários sobre biodiversidade e os organismos geneticamente modificados – e ainda acreditava que eles não teriam problemas – eu acabei viajando muito. Fui para Canadá, México, Argentina, Brasil e Índia, e em todas essas regiões eu sempre encontrava denúncias contra a Monsanto. Foi quando eu decidi buscar quem é essa companhia que agora é a maior produtora de biotecnologia e de alimentos geneticamente modificados do planeta.

E como seria esse mundo segundo a Monsanto que você descobriu?

Marie - Cheio de pesticidas. Cerca de 70% dos alimentos geneticamente modificados são feitos para serem plantados com uso do agrotóxico Roundup. Ao comer um transgênico, a pessoa está praticamente ingerindo Roundup. E, ao contrário do que propagou a Monsanto, esse pesticida não é bom ao meio ambiente e muito menos biodegradável. Ele é muito tóxico. Tenho certeza de que nos próximos cinco anos ele vai ser proibido no mundo, tal como aconteceu com outro produto da companhia, o DDT.
O mundo segundo a Monsanto também é dominado por monoculturas. O que é um problema para a segurança alimentar, pois concentra a produção de alimentos na mão de poucos. Também considero arriscado deixar a alimentação mundial na mão de companhias que no passado produziam venenos e armas químicas como o agente laranja, despejado por tropas americanas no Vietnã.
Os transgênicos são festejados por reduzirem o uso de pesticidas. Eles não teriam ao menos esse lado bom?
Marie – Não, isso é mentira. Os transgênicos não reduzem o uso de agrotóxicos. Pelo contrário, eles geram ervas daninhas cada vez mais resistentes aos agrotóxicos. Os transgênicos são apenas uma forma da Monsanto controlar a produção de alimentos no mundo.
Como uma empresa pode ter todo esse poder? Isso não é teoria da conspiração?
Marie – Não, de forma alguma. Tenho todas as denúncias que faço baseada em documentos e estudos científicos. Esse monopólio sobre a comida é um processo que acontece há um tempo. Ele começou com a permissão das patentes das sementes, na década de 80. Isso deu às empresas exclusividade sobre as sementes que selecionam. Depois, vieram as chamadas plantas híbridas, que são estéreis e não produzem outras sementes. E por último, houve os royalties sobre os transgênicos.
Agora as multinacionais podem cobrar para si, uma parte do lucro da colheita dos fazendeiros. Os transgênicos também são produzidos para reagirem com produtos específicos. No caso da Monsanto, 70% tem que ser plantado com o Roundup. O que obriga o produtor a comprar sementes e agrotóxicos da mesma empresa.
Outras multinacionais produzem nesse mesmo padrão. O que comprova que a Monsanto quer controlar a comida do mundo?
Marie - Após a liberação da venda dos transgênicos, a Monsanto começou a comprar todas as produtoras de sementes do mundo. Hoje, ela é a maior produtora de sementes do planeta. O resultado é que se um fazendeiro quiser mudar sua produção de transgênicos, e voltar ao tradicional, daqui a alguns anos, provavelmente ele não vai conseguir mais, pois só vão existir sementes transgênicas, e da Monsanto. Essa já é uma realidade com a soja dos Estados Unidos, e o trigo, na Índia. Nos EUA existem processos contra a Monsanto por monopólio, algo similar ao que aconteceu com a empresa de tecnologia Microsoft.
E qual seria interesse da empresa em controlar a produção de alimentos?
Marie – Ele querem manter o agrotóxico Roundup no mercado, o produto que responde por 45% do lucro da companhia. Acho que se o Roundup for banido, como acredito que possa acontecer daqui a alguns anos, os transgênicos vão desaparecer. Sem o Roundup, não é interessante ter transgênico.
Por que culpar exclusivamente a Monsanto pelas armas químicas do Vietnã? A opção por usar armas químicas foi do governo americano, e não das companhias. E outras empresas também venderam químicos ao governo dos EUA.
Marie – A venda de agente laranja para o governo americano foi um dos negócios mais lucrativos da Monsanto. Mas hoje, nenhuma das empresas que lucraram com esse processo quer se responsabilizar.




No Vietnã, eu vi hospitais repletos de crianças deformadas, que nascem assim até hoje, porque o ambiente continua contaminado. Além do agente laranja, também usaram bifenil policlorado (um produto banido no mundo) nas misturas jogadas no país, e que a própria Monsanto sabia serem tóxicas desde 1937. Nem os soldados americanos foram alertados para os riscos. Como confiar que uma companhia com essa história domine a produção de alimentos?
VITIMA DO AGENTE LARANJA

Qual é a prova que a Monsanto sabia que estava vendendo algo tóxico?


Marie - Em 2002, os moradores de Anniston, no EUA, ganharam o direito de uma indenização de US$ 700 milhões de dólares da Monsanto. A empresa foi condenada por contaminar o meio ambiente e as pessoas da cidade com a sua fábrica química. Documentos mostram que desde 1937 a Monsanto sabiam dos riscos da toxidade dos PCBs.

Os produtos da Monsanto são aprovados por agências como a FDA, que regula alimentos e medicamentos nos EUA. Como dizer que a FDA e outras agências internacionais estão sendo enganadas?


Marie – A Monsanto usa seu poder econômico para pressionar governos e também infiltra seus ex-funcionários em cargos políticos. Esse processo é conhecido como portas giratórias. Tem casos célebres como a de Linda Fisher, que era funcionária da Agência Americana de Proteção Ambiental, e depois foi trabalhar na Monsanto, em 1995, e acabou retornando para EPA, em 2001.

Se a empresa possui toda essa blindagem, então não há solução?


Marie – Acho que só os consumidores podem evitar um problema maior. Na Europa isso já começou. Ninguém quer consumir transgênicos que não foram testados. Estão todos assustados com a atual epidemia de câncer.

Mas qual a ligação do câncer com os transgênicos?


Marie – Ainda estou pesquisando o assunto. O meu próximo livro vai ser exatamente sobre isso, a relação entre a comida que consumimos depois da Revolução Verde e o aumento de doenças como o câncer e o Parkinson. O mais interessante, um processo que começou justamente entre os próprios agricultores, o mais expostos aos agrotóxicos.

Veja aqui a resposta da Monsanto:
Documentário francês tenta denegrir imagem da Monsanto

Um livro-documentário lançado recentemente na França vem alimentando uma série de acusações negativas contra a Monsanto.

O projeto chamado O Mundo Segundo a Monsanto, coordenado pela jornalista francesa Marie-Monique Robin, lança ataques contra a empresa e a biotecnologia e repete alegações que há muito tempo já foram descartadas por renomados cientistas internacionais. Tanto o livro quanto o vídeo extraem eventos de contextos específicos com o intuito de retratar a Monsanto de maneira desfavorável. A Monsanto, mais uma vez, em respeito aos seus funcionários e stakeholders, gostaria de esclarecer que:
Este documentário foi realizado por aqueles que não apóiam a biotecnologia agrícola e têm um esquema para desacreditar a tecnologia e aqueles envolvidos com o seu desenvolvimento;

A intenção é classificar a Monsanto como uma empresa negativa e tenta abranger muitos problemas com a finalidade de confundir o público. Freqüentemente, eles colocam os eventos fora de contexto e misturam fatos com acusações maliciosas;
A Monsanto se orgulha de ser líder em biotecnologia agrícola. Acreditamos profundamente nos benefícios desta tecnologia e ficamos animados com o potencial da biotecnologia para o futuro;

Antes de qualquer planta geneticamente modificada ser comercializada, ela é submetida a rigorosos testes e avaliações regulatórias, que se estendem por muitos anos, além de testes sistemáticos para estabelecer a segurança de alimentos, rações e do meio ambiente;

A segurança desses produtos é avaliada por agências regulatórias em todo o mundo, de acordo com diretrizes sobre avaliações de segurança acordadas internacionalmente.
Em 2007, a Monsanto investiu mais de R$ 3 milhões em projetos sociais nas áreas de educação, cultura, saúde e meio ambiente, no Brasil, com 240 mil pessoas beneficiadas. Parte deles é financiada pela Fundação Monsanto, que apóia esse tipo de iniciativa nos países onde a empresa atua e, neste ano, completa 45 anos de atividades; parte com recursos das próprias unidades brasileiras; e alguns também incentivados pela Lei Rouanet.
Temas abordados no livro-vídeo e a resposta da Monsanto para cada um deles
PCBs (bifenila policlorada)

Um produto químico amplamente utilizado por décadas como fluido de segurança para isolar e resfriar equipamentos elétricos pesados – eram feitas em Anniston, nos Estados Unidos, de 1929 a 1971, na unidade de propriedade da antiga divisão química da Monsanto, hoje conhecida como Solutia.

Devido a sua eficiente resistência ao fogo, as PCBs salvaram vidas e propriedades e eram exigidas para uso em construções de acordo com as normas de construção do governo por mais de quatro décadas. Mas as mesmas características que tornaram as PCBs tão atrativas para a indústria elétrica – o fato é que não reagiam prontamente com outras substâncias – também resultaram em sua persistência no meio ambiente. A antiga Monsanto voluntariamente parou de produzir PCBs em Anniston oito anos antes da EPA (Agência de Proteção ao Meio Ambiente) nos EUA banirem-nas, em 1979.

Em 1997, a unidade de Anniston foi negociada para a Solutia Inc., uma empresa do setor químico. Em dezembro de 2003, a Solutia pediu falência, falhando no cumprimento de metas dos programas de recuperação ambiental em Anniston previstas no acordo. Ainda assim a Monsanto tomou medidas para que o programa pudesse ser mantido. Progressos substanciais foram obtidos.

A evidência científica não apóia nenhuma ligação causal entre a exposição entre as PCBs e o câncer ou outras doenças humanas sérias. O peso esmagador da evidência científica confiável não estabelece que a exposição às PCBs, exceto em níveis muito altos, não causa nenhum efeito adverso às condições da saúde humana. Em níveis muito altos, a exposição às PCBs podem causar sérios problemas de pele, chamado cloracne, e a elevação temporária dos níveis de algumas enzimas sorológicas, que retornam ao normal após a exposição acabar.
Agente Laranja

A antiga Monsanto Company era um dos sete fabricantes que a lei exigia que produzisse o Agent Orange, sob solicitação específica do Governo norte-americano, para uso militar. O governo decidiu que os benefícios para as tropas (privando o inimigo de cobertura vegetal) superavam em muito quaisquer riscos do spray de Agente Laranja.
BST
AVIÕES ESPALHANDO AGENTE LARANJA.

A Monsanto vendeu, em 2008, o negócio de produção e venda do suplemento de hormônio bovino Posilac para a Elanco, divisão da Eli Lilly Co. A companhia decidiu manter seu foco estratégico exclusivamente no desenvolvimento de sementes e soluções para a agricultura.

O Posilac é um suplemento do hormônio bovino de ocorrência natural (BST), usado por muitos produtores e, quando administrado em vacas, permite que elas produzam mais leite. Esse leite é idêntico ao produzido por vacas não tratadas, fato atestado por laboratórios independentes de vários países. Segundo a Food and Drug Administration dos Estados Unidos (FDA), a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Associação Médica Americana, a Associação Dietética Americana e órgãos regulatórios de 30 países, o leite de vacas tratadas com Posilac é tão seguro quanto o de vacas não tratadas.
Vitima do Agente Laranja

Estudos da Cornell University indicaram que rebanhos tratados com BST permanecem tão saudáveis quanto os não-tratados com o hormônio. Todo o seu leite permanece seguro, saudável e nutritivo. Todo o leite e derivados de leite desses rebanhos passam por rígido testes de segurança alimentar e inspeções do FDA e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A Monsanto não comercializava o produto no Brasil, ele era licenciado no País para comercialização pela Elanco.
Suicídio de Agricultores

O suicídio agricultores na Índia é um fenômeno trágico que ocorre em virtude de diversas razões sociais e econômicas complexas. As causas dos suicídios não podem ser atribuídas a um único fator, embora o estresse financeiro tenha sido amplamente considerado como o principal fator.

O suicídio não é um problema ligado à biotecnologia e essas circunstâncias infelizes ocorrem desde muito antes da introdução da biotecnologia na Índia, em 2002. Estudos científicos independentes realizados por renomadas entidades citam o endividamento como uma das principais razões para o suicídio. Como uma empresa agrícola que trabalha diretamente como os agricultores, a Monsanto tem o compromisso de melhorar suas vidas e meios de vidas oferecendo produtos e tecnologias e constante inovação.


VITIMAS DO AGENTE LARANJA

Um estudo conduzido pelo Instituto de Pesquisa em Políticas Alimentares (IFPRI, sigla para Food Policy Research Institute, em inglês) mostrou que casos de suicídios entre agricultores indianos têm caído desde a introdução do algodão transgênico da Monsanto, em 2002.

Este estudo, divulgado em 6 de novembro de 2008 pelo jornal inglês The Guardian (http://www.guardian.co.uk/environment/2008/nov/05/gmcrops-india), revelou ainda que a adoção do algodão Bt resistente às pragas foi responsável por um significativo aumento de produtividade e um descréscimo de 40% no uso de inseticidas. O IFPRI é uma entidade financiada por governos, fundações privadas, e organizações internacionais e regionais.

Outro estudo com cotonicultores, de 2006, desenvolvido pelo IMRB International (http://www.thehindubusinessline.com/bline/2005/04/07/stories/2005040701600700.htm) mostrou um crescimento de 118% nos rendimentos das plantações de Bollgard, em relação às lavouras convencionais. A mesma pesquisa mostrou crescimento de 64% nos rendimentos e 25% de redução nos custos de pesticidas.
Problemas de patente dos agricultores

A cobrança de taxas sobre as Traits (características biotecnológicas) permite que empresas de biotecnologia agrícola continuem investindo em pesquisa e desenvolvimento. Atualmente, a Monsanto gasta US$ 2,6 milhões ao dia, ou US$ 980 milhões por ano, com pesquisas.

A grande maioria dos agricultores compreende o valor que as culturas biotecnológicas trazem para eles e apóiam os esforços para trazer ao mercado produtos novos e inovadores. A maioria dos agricultores deseja um campo de trabalho igual para todos e deixaram claro para a Monsanto que os outros não devem podem escapar impunes fazendo uso de pirataria.

A Monsanto mantém a integridade do processo de licenciamento de maneira justa para dezenas de milhares de agricultores de soja nos Estados Unidos que são usuários licenciados de nossa tecnologia Roundup Ready e que CUMPREM os acordos de licenciamento com a tecnologia com agricultores. Nunca foi nem nunca será política da Monsanto exercer seus direitos de patente onde as características biotecnológicas estiverem presentes nos campos dos agricultores em quantidades rastreáveis em virtude de meios involuntários.
Conexões corporativas com governos

Algumas pessoas dizem que há uma “porta giratória” entre a Monsanto e o governo federal dos Estados Unidos, que propicia políticas governamentais e regulatórias que favorecem nossa tecnologia.

Na realidade, a demanda para pessoas competentes com vasta experiência no segmento é sempre grande. Estamos certos que a maior parte dos funcionários do governo comporta-se com a mais alta integridade, independente da empresa ou segmento ao qual estiveram afiliados no passado. Os exemplos de “porta giratória” freqüentemente citados – incluindo as alegações de laços da Monsanto com a administração Bush nos Estados Unidos – são capciosos. Por exemplo, Donald Rumsfeld trabalhou como CEO, Presidente, e depois como Presidente do Conselho da G.D. Searle & Co., uma empresa mundial da indústria farmacêutica, de 1977 a 1985. A antiga Monsanto Company não adquiriu a Searle Company até 1985. Separadamente, Ann Veneman trabalhou no conselho da Calgene. O exercício no cargo de Veneman no Conselho da Calgene foi anterior à aquisição da empresa pela antiga Monsanto.
Roundup®

Os herbicidas agrícolas Roundup® são o carro chefe da área de negócios de defensivos agrícolas da Monsanto. As propriedades dos herbicidas agrícolas Roundup e de outros produtos que têm como base o glifosato podem ser usadas como parte de um programa de controle de ervas daninhas ambientalmente responsável e se encaixam na visão de agricultura sustentável e proteção ao meio ambiente.

O Roundup® tem mais de trinta anos de história de uso seguro. Alguns ativistas já fizeram testes científicos falsos para desafiar este grande recorde de segurança – nenhuma dessas acusações teve qualquer mérito quando expostas aos altos níveis exigidos de detalhamento científico.

Agências regulatórias do mundo inteiro já concluíram que os herbicidas a base de glifosato não apresentam riscos à saúde humana e ao meio ambiente, quando aplicados corretamente, conforme as instruções técnicas descritas no rótulo.

Leia mais: http://nossotempo.net/2010/02/16/monsanto-o-lado-escuro-da-biotecnologia/#ixzz2E2bJyIBt
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3 comentários:

  1. Endossado em conhecimentos diarios, pois nasci no meio rural e conheço os bons produtos, lamento a atitude tao cruel de uma empresa com uma mancha tao grande contra a humanidade. Parabens pela materia, nos precisamos e de blogs e pessoas assim, defendendo o bem estar coletivo

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  2. O s produtos existem, são usados e de repente descobre-se que são nocivos. Então são proibidos. Isto aconteceu, por exemplo, com o ascarel e com o amianto. Não que quem os usasse ou produzisse tivesse a intenção de matar alguém. É que o lado maléfico do produto era desconhecido.

    O artigo até tem algumas informações interessantes mas quando fala em iluminatti... bem aí a coisa desanda. E Dra. Nanci Marckle, que ninguém conhece, que esteve uma Conferência Mundial de Meio Ambiente sem que ninguém saiba o local e a data...

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  3. As pessoas podem alegar não ter a "INTENÇÃO", mas no Brasil por exemplo, atingimos a marca de "MAIOR CONSUMIDOR DE AGROTÓXICOS DO MUNDO", o que dá mais de 5 kilogramas de veneno por habitante. Os agrotóxicos são impostos pelos bancos que não concedem financiamento se o agricultor não usar o agrotóxico que não é permitido nem na Africa. Vai dizer que não se sabia ou que não se sabe! A questão ai não é o saber ou não saber porque com toda a informação veiculada, não há quem não saiba. A questão ai é o lucro que o agrotóxico e a semente transgênica proporciona, já que se paga direitos autorais por ela. Então todo mundo SABE principalmente quem inventa os produtos.

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