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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

TEMPOS MODERNOS - Uma visão da luta entre o Socialismo democrático e o Neoliberalismo.

Assista ao video TEMPOS MODERNOS com Charlie Chaplin clicando na tela acima. Você também pode baixa-lo clicando aqui ou no link abaixo.
http://www.screencast.com/t/zu8e4R9JLB

Encontramos sempre pessoas que tendo opiniões diversas como é natural para a raça humana, pensam de forma negativa. Alguns criticam o atual modelo social, achando-o injusto e violento, alegando que a humanidade caminha para o caos, reclamando mais justiça social, e criticando o aumento da violência. Não deixam de ter sua razão parcial, mas também cometem erros de julgamento, mas por outro lado encontramos aqueles que criticam medidas sociais que visam em ultima análise favorecer os mais excluídos, como por exemplo o programa "BOLSA FAMÍLIA" alegando que esses recursos saem dos bolsos de todos nós contribuintes.

O Filme TEMPOS MODERNOS é o último filme mudo de Chaplin, que focaliza a vida urbana nos Estados Unidos nos anos 30, imediatamente após a crise de 1929, quando a depressão atingiu toda sociedade norte-americana, levando grande parte da população ao desemprego e à fome.



A figura central do filme é Carlitos, o personagem clássico de Chaplin, que ao conseguir emprego numa grande indústria, transforma-se em líder grevista conhecendo uma jovem, por quem se apaixona. O filme focaliza a vida na sociedade industrial caracterizada pela produção com base no sistema de linha de montagem e especialização do trabalho. É uma crítica à "modernidade" e ao capitalismo representado pelo modelo de industrialização, onde o operário é engolido pelo poder do capital e perseguido por suas idéias "subversivas".





Em sua Segunda parte o filme trata das desigualdades entre a vida dos pobres e das camadas mais abastadas, sem representar contudo, diferenças nas perspectivas de vida de cada grupo. Mostra ainda que a mesma sociedade capitalista que explora o proletariado, alimenta todo conforto e diversão para burguesia. Cenas como a que Carlitos e a menina órfã conversam no jardim de uma casa, ou aquela em que Carlitos e sua namorada encontram-se numa loja de departamento, ilustram bem essas questões.


Se inicialmente o lançamento do filme chegou a dar prejuízo, mais tarde tornou-se um clássico na história do cinema. Chegou a ser proibido na Alemanha de Hilter e na Itália de Mussolini por ser considerado "socialista". Aliás, nesse aspecto Chaplin foi boicotado também em seu próprio país na época do "macartismo".
Juntamente com O Garoto e O Grande Ditador, Tempos Modernos está entre os filmes mais conhecidos do ator e diretor Charles Chaplin, sendo considerado um marco na história do cinema.


CONTEXTO HISTÓRICO


Em apenas três anos após a crise de 1929, a produção industrial norte-americana reduziu-se pela metade. A falência atingiu cerca de 130 mil estabelecimentos e 10 mil bancos. As mercadorias que não tinham compradores eram literalmente destruídas, ao mesmo tempo em que milhões de pessoas passavam fome. Em 1933 o país contava com 17 milhões de desempregados. Diante de tal realidade o governo presidido por H. Hoover, a quem os trabalhadores apelidaram de "presidente da fome", procurou auxiliar as grandes empresas capitalistas, representadas por industriais e banqueiros, nada fazendo contudo, para reduzir o grau de miséria das camadas populares. A luta de classes se radicalizou, crescendo a consciência política e organização do operariado, onde o Partido Comunista, apesar de pequeno, conseguiu mobilizar importantes setores da classe trabalhadora.


Nos primeiros anos da década de 30, a crise se refletia por todo mundo capitalista, contribuindo para o fortalecimento do nazifascismo europeu. Nos Estados Unidos em 1932 era eleito pelo Partido Democrático o presidente Franklin Delano Roosevelt, um hábil e flexível político que anunciou um "novo curso" na administração do país, o chamado New Deal. A prioridade do plano era recuperar a economia abalada pela crise combatendo seu principal problema social: o desemprego. Nesse sentido o Congresso norte-americano aprovou resoluções para recuperação da indústria nacional e da economia rural.


Através de uma maior intervenção sobre a economia, já que a crise era do modelo econômico liberal, o governo procurou estabelecer certo controle sobre a produção, com mecanismos como os "códigos de concorrência honrada", que estabeleciam quantidade a ser produzida, preço dos produtos e salários. A intenção era também evitar a manutenção de grandes excedentes agrícolas e industriais. Para combater o desemprego, foi reduzida a semana de trabalho e realizadas inúmeras obras públicas, que absorviam a mão-de-obra ociosa, recuperando paulatinamente os níveis de produção e consumo anteriores à crise.


O movimento operário crescia consideravelmente e em seis anos, de 1934 a 1940, estiveram em greve mais de oito milhões de trabalhadores. Pressionado pela mobilização operária, o Congresso aprovou uma lei que reconhecia o direito de associação dos trabalhadores e de celebração de contratos coletivos de trabalho com os empresários.


Apesar do empresariado não ter concordado com o elevado grau de interferência do Estado em seus negócios, não se pode negar que essas medidas do New Deal de Roosevelt visavam salvar o próprio sistema capitalista, o que acabou possibilitando como possibilitou sua reeleição em duas ocasiões.
Observa-se assim que o NEOLIBERALISMO sempre que tenta levantar-se produz péssimos resultados em função de que é impossível uma sociedade em que uma minoria tenha todos os direitos e a maioria fique escravizada e sem nenhum direito. Isso porque toda sociedade precisa de consumidores de bens e serviços e a classe privilegiada não pode suprir toda a demanda. É preciso que todos tenham acesso aos bens de consumo para que haja circulação de riquezas e essa não fique estagnada na mão de poucos. Por outro lado um grande contingente de pessoas passando fome é um estopin para revoluções e movimentos sociais pois o homem que nada tem a perder se arrisca a tudo.


Em verdade se formos ter uma visão mais ampliada verificaremos que a sociedade humana sempre viveu uma luta de classes. Ricos contra pobres, e nessa luta vem aperfeiçoando ao longo dos tempos o modelo ideal de sociedade que ainda não está definido e que muito ainda terá que melhorar até alcançar o nível ideal. É uma luta que tem contornos quase eternos, entretanto a humanidade viveu em tempos bem recentes uma evolução. Isso pode ser observado no filme de Chalie Chaplin "TEMPOS MODERNOS", que é uma crítica severa ao modelo de sociedade capitalista neoliberal de 1936. Uma época dominada pelo capitalismo neoliberal que é uma doutrina a nosso ver satânica, já que se fundamenta na liberalidade (Dai o nome liberal) do capitalismo, sem o controle do estado. É uma doutrina que visa favorecer a sociedade industrial, tratando a massa de trabalhadores como escravos, imaginando que são os perdedores, e com os quais o estado não deve gastar nada, cabendo a iniciativa privada, solucionar todas as mazelas sociais se assim entender que o deve. 

O advento do modo de produção capitalista, consolidado pela Revolução Industrial dos séculos XVIII e XIX, implicou, ao lado dos aspectos positivos no tocante à geração de riquezas e aumento da produtividade, a exploração do trabalho da classe operária. O progresso proporcionado pelo capitalismo foi pago pelo sangue e suor de homens, mulheres e crianças do proletariado. O panorama social do Ocidente, quando dos primórdios da industrialização, era dantesco: salários aviltados, mulheres precocemente envelhecidas pela opressão do monótono e exaustivo trabalho nas fábricas e crianças que, submersas nas minas de carvão, praticamente desconheciam as benesses da luz solar.

Nesse contexto, surgiram ideologias e teóricos que propunham sociedades alternativas ao regime capitalista. Algumas lideranças operárias, na ingênua crença de que as máquinas eram responsáveis pela sua triste circunstância, quebravam-nas com seus “sabots” (tamancos, em francês), literalmente “sabotando” as fábricas. Outros proletários apelavam para a radical solução anarquista, que propunha a eliminação de “tudo o que oprime o ser humano”: a família, a religião, a propriedade e o Estado. Para muitos, o comentário de Proudhon de que “toda propriedade é um roubo” parecia ser a melhor maneira de se construir uma sociedade igualitária e calcada na solidariedade.

Como sabemos que o interesse do capitalismo não é nos problemas sociais, mas tão somente no lucro, ficando o interesse social em segundo plano, todas as tentativas de implantação da sociedade neoliberal como solução, resultaram a longo prazo em fracassos e crises sociais. Disso tivemos exemplos bem recentes, principalmente com a crise de 2008 que necessitou da forte intervenção do estado para que a economia como um todo não naufragasse por completo.

As sociedades que mais se aproximaram da sociedade ideal foram as sociedades que adotaram o modelo denominado SOCIALISMO DEMOCRÁTICO. O socialismo democrático é um modelo que adota o capitalismo, a iniciativa privada, mas com o controle do estado que se propõe a adequar o interesse capitalista às reais necessidades sociais. Ou seja é um capitalismo controlado pelo estado. 

social-democracia, é uma ideologia política que geralmente tem como objetivo o estabelecimento de socialismo democrático, sendo assim também chamada . Foi uma ideologia política de esquerda surgida no fim do século XIX por partidários do marxismo que acreditavam que a transição para uma sociedade socialista deveria ocorrer sem uma revolução, mas sim por meio de uma gradual reforma legislativa do sistema capitalista a fim de torná-lo mais igualitário. O conceito de social-democracia tem mudado com o passar das décadas desde sua introdução. A diferença fundamental entre a social-democracia e outras formas de socialismo, como o marxismo ortodoxo, é a crença na supremacia da ação política em contraste à supremacia da ação econômica ou de terminismo econômico sócio industrial.



Historicamente, os partidos social-democratas advogaram o socialismo de maneira estrita, a ser atingido através da luta de classes. No início do século XX, entretanto, vários partidos socialistas começaram a rejeitar a revolução e outras ideias tradicionais do marxismo como a luta de classes, e passaram a adquirir posições mais moderadas. Essas posições mais moderadas incluíram uma crença de que o reformismo era uma maneira possível de atingir o socialismo. No entanto, a social-democracia moderna desviou-se do socialismo, gerando adeptos da ideia de um Estado de bem-estar social democrático, incorporando elementos tanto do socialismo como do capitalismo. Os sociais-democratas tentam reformar o capitalismo democraticamente através de regulação estatal e da criação de programas que diminuem ou eliminem as injustiças sociais inerentes ao capitalismo, tais como Bolsa Família e Opportunity NYC. Esta abordagem difere significativamente do socialismo tradicional, que tem como objetivo substituir o sistema capitalista inteiramente por um novo sistema econômico caraterizado pela propriedade coletiva dos meios de produção pelos trabalhadores.


Atualmente em vários países, os sociais-democratas atuam em conjunto com os socialistas democráticos, que se situam à esquerda da social-democracia no espectro político. No final do século XX, alguns partidos social-democratas, como o Partido Trabalhista britânico, o Partido Social-Democrata da Alemanha e o Partido da Social-Democracia Brasileira começaram a flertar com políticas econômicas liberais, originando o que foi caraterizado de "Terceira Via". Isto gerou, além de grande controvérsia, uma grave crise de identidade entre os membros e eleitores desses partidos.

Em verdade não são os regimes políticos que condenam a humanidade a não encontrar a formula da sociedade ideal. Vários regimes políticos já foram tentados no mundo. Do Imperialismo ao capitalismo, passando pelo modelo socialista sovietico, pelo comunismo e até a democracia e nenhum deles de fato resolveu. O problema não está nos regimes políticos, mas sim no homem. Enquanto o homem não adquirir a capacidade de amar ao seu semelhante, e enquanto o homem não adquirir a consciência de que a sua passagem pelo planeta terra é finita e muito breve e que suas ações terão consequências no mundo espiritual, consequências essas proporcionais à sua falta de amor ao próximo, não conseguiremos aqui na terra um modelo de sociedade ideal.

Porque se os homens tivessem essa postura de amor e de preocupação com o próximo, qualquer regime seria ideal. Da monarquia ao capitalismo, tendo em vista que todos estariam preocupados em sanar os sofrimentos dos seus semelhantes, e principalmente os que detivessem riqueza e poder. Na verdade não é o que se vê. O homem ainda possuído de sua natureza animal preocupa-se sempre em amealhar cada vez mais para si e sua família sem se preocupar com os outros. Os operários que trabalham em uma indústria, procuram sempre tirar proveito de situações que fogem ao controle dos patrões, buscando obter algum tipo de vantagem. Não pensam no interesse dos seus patrões, e assim com cada qual buscando seus próprios interesses estabelecemos uma guerra onde seres com interesses comuns (EX: RICOS) lutam com outras pessoas que também tem interesses comuns e opostos àquelas outras (EX: POBRES).

Na verdade não existem uns melhores do que os outros. Todos são da mesma espécie. Os que hoje são pobres, se amanhã forem ricos poderão adotar a mesma postura daqueles que hoje são ricos, e na sua nova condição desprezarão os pobres e lutarão contra eles, buscando obter vantagem.

FAÇA VOCÊ A DIFERENÇA

Essas coisas embora pareçam ser fortuitas, não o são por acaso. Deus tem tudo sobre controle. Ele regula o funcionamento do planeta e também das sociedades, e de cada um de nós, e se as sociedades hoje e em todos os tempos não são as sociedades ideais, a culpa não é de Deus e sim do próprio homem, inclusive de nós próprios, incluindo-me eu que escrevo, pois não sou de forma nenhuma modelo de perfeição. Eu como todos tenho inúmeros defeitos, como soberba, orgulho, etc... Estou em fase de aperfeiçoamento como todos nós, mas se não podemos mudar o mundo no sentido geral, podemos mudar o mundo ao nosso redor, mudando a nós mesmos.

É ai e somente ai que podemos fazer a diferença. Se você muda a você mesmo, você muda o pedaço de mundo que gira em torno de você. Se você é um bom filho, irá ter pais um pouco mais felizes. Se for um bom marido, terá esposa um pouco mais feliz, se for um bom pai, terá filhos mais bem educados, mais preparados e mais felizes, se for um bom funcionário terá uma empresa e um patrão um pouco mais feliz e mais gratificado. Não importa que ele não seja justo, seja você justo e honesto, seja o exemplo para que ele se envergonhe, porque todos nós seremos vítimas de nossa própria consciência. Não é Deus quem nos irá julgar. Será a nossa própria consciência.

Siga o ensinamento do mestre Jesus. "Se alguém lhe pedir que ande com ele uma milha, vá com ele duas", "se alguém lhe roubar a túnica, dê a ele também a capa".

São ensinamentos difíceis de se seguir e entender por nós porque temos dentro de nós ainda a natureza animal que nos informa de que devemos preservar-nos, proteger o que é nosso etc... Não temos a consciência de que quanto mais dermos mais teremos, de que quanto mais semearmos a felicidade ao nosso redor, mais seremos felizes.

Temos que ter a consciência de que somos parte de um corpo e que todos também são parte desse mesmo corpo, e que se alguma parte do corpo sofre ou está doente, todo o corpo recebe as repercussões dessa doença.

Devemos adquirir a consciência do servir. Não estamos nesse mundo para sermos servidos, mas tão somente para servir. Jesus que foi o maior entre nós, deu esse exemplo, quando lavou os pés de seus discípulos.

Um grande e fraternal abraço da equipe de FILOSOFIAETECNOLOGIA.




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