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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O MAIS FAMOSO SAMURAI. MIYAMOTO MUSASHI.

BAIXE OS DOIS PRIMEIROS FILMES DA TRILOGIA MIYAMOTO MUSASHI, AMBOS LEGENDADOS EM PORTUGUES, ACESSANDO NOSSA PÁGINA DE DOWNLOADS.

Miyamoto Musashi foi o mais famoso samurai do Japão. É atribuída a ele a autoria do mais importante tratado sobre estratégia japonês, o “Livro dos Cinco Anéis”, como foi traduzido, ou em japonês Gorin no Sho. Foi ele também o criador de um estilo de luta próprio conhecido como Niten Ichi Ryu.

Era Tokugawa (1603-1868) Miyamoto Musashi (1584-1645) é um dos heróis nacionais do Japão. Vivendo num período histórico de transição, em que os tradicionais métodos dos samurais eram aos poucos substituídos por armas de fogo(ainda primitivas), ele simbolizou o auge do bushido (caminho do guerreiro), no qual um homem com uma espada na mão representava o máximo da realização individual.

Musashi Sensei, como é chamado até hoje pelos discípulos de seu estilo de luta, viveu de 1584 a 1645, enfrentou mais de 60 duelos em toda a sua vida e os maiores guerreiros de sua época, sem nunca perder um duelo sequer. 

Musashi viveu na época dos últimos grandes duelos em um período de mudanças na história japonesa no início do período Edo, de 1603 a 1868. Segundo ele mesmo relata em seu livro, aos 13 anos participou de seu primeiro duelo. Shinmen Bennosuke, como era chamado na infância, aprendera o Kenjutsu (estilo de luta com duas espadas) com seu pai Shinmen Hirata Munisai e, é claro, venceu seu primeiro adversário. 

Vários espadachins percorriam o país, alguns simplesmente procurando um adversário famoso como forma de promoção, outros realmente buscando aperfeiçoar sua técnica. Musashi era um destes aventureiros. Como narra na introdução de O Livro dos Cinco Anéis, nunca foi derrotado em combate, apesar de ter enfrentado mais de sessenta oponentes, algumas vezes mais de um simultaneamente.

Musashi nasceu na aldeia de Miyamoto, província de Mimasaka, e se chamava "Shinmen Musashi No Kami Fujiwara No Genshin". De seu pai, Shinmen Munisai, um "goushi" (pequeno fidalgo rural, algo entre um camponês e um samurai), teve as primeiras lições com a espada. Aos treze anos, travou seu primeiro duelo, vencendo o então famoso espadachim Arima Kihei.
Diversas Edições de "O Livro dos Cinco Anéis"


Mas sua maior proeza talvez seja a de ter criado um estilo de luta com duas espadas, chamado Niten Ichi Ryu, onde seus discípulos e praticantes têm acesso aos katas e estratégias que o tornou imbatível pelos sessenta duelos. 


Acredita-se que Musashi tenha participado da famosa batalha de Sekigahara que ocorreu em 1600 (Musashi tinha então 16 anos) e deu início ao período Edo, porém é provável que ele tenha participado do lado que saiu derrotado tendo, contudo sobrevivido à batalha e a posterior caçada aos sobreviventes. 

A fama de Musashi como guerreiro começou após ele ter vencido três duelos contra a tradicional família de guerreiros Yoshioka, que já havia sido instrutora do antigo shogun Ashikaga. No entanto, o primeiro dos dois duelos mais importantes de sua vida ocorreu em 1612 na ilha de Funajima, contra o fundador do estilo Ganryu, Sasaki Kojiro que na época era instrutor de um importante senhor feudal.


Em seu livro Musashi conta que sua estratégia para desconcentrar o oponente e vencê-lo foi chegar atrasado ao local do duelo. 


No caminho, Musashi esculpiu uma espada em um remo quebrado e com esta espada desferiu um golpe em Kojiro vencendo o duelo que embora rápido, é um dos mais famosos da história dos samurais. O duelo foi imortalizado em um monumento na ilha de Funajima representando a figura dos dois guerreiros. 

Vale lembrar que, apesar do estilo Niten Ichi Ryu ser conhecido pela luta com duas espadas, contém técnicas com a espada maior (tachi seiho), espada menor (kodachi seiho) e o bastão longo , o bojutsu.


O duelo de Funajima foi um divisor de águas na vida de Musashi porque a partir daí ele começou a refletir sobre como vencera tantos duelos e a dedicar-se a tarefa de deixar um legado para as futuras gerações. 

Foi a partir daí, também, que Musashi começou a se dedicar a outras artes como a pintura, escultura e poesia. Em seu livro Musashi chega a dizer que o segundo duelo mais importante de Musashi ocorreu em 1621. 

Este, foi importante porque foi o primeiro registro oficial de um duelo em que ele usou a técnica que hoje caracteriza seu estilo. 

Seu oponente Miyaki Gunbei após ser derrotado pediu desculpas a Musashi e se tornou seu discípulo.

Um dos fios condutores da narrativa de Musashi é exatamente o nascimento deste estilo, desde a primeira ideia, instintiva, até as poéticas considerações sobre a luta com duas armas.



Pintura de Miyamoto Musashi


Além de ter sido um duelista imbatível, Musashi também se dedicou a outras artes, como a pintura caligrafia e a escultura, e chegou a escrever livros sobre esgrima e estratégia.

Em 1643, ele se retirou em uma caverna conhecida como Reigandō, a oeste da cidade de Kumamoto. Como eremita escreveu o então seu tratado mais conhecido, o Livro dos Cinco Anéis ou"Gorin No Sho". "Go" significa cinco,"rin" significa anéis ,e "sho" significa escrito, pergaminho ou livro. Concluiu no segundo mês de 1645.

Em 1645, no décimo segundo dia do quinto mês (data japonesa), sentindo a aproximação da morte, Musashi liberou-se de suas posses materiais após entregar a cópia manuscrita do Livro dos Cinco Anéis a seu discípulo mais próximo, o irmão mais novo de Terao Magonojo. Nesse mesmo dia, Musashi escreveu o manuscrito Dokkōdō, o Caminho do Andarilho Solitário, em que descreve 21 princípios de vida. Ele faleceu em Kumamoto por volta do dia dezenove do quinto mês, segundo o calendário japonês da época.

A história de sua vida tornou-se uma lenda e forte inspiração para o imaginário japonês, inspirando diversas gravuras Ukiyo-e, livros, filmes, séries de TV, mangás e vídeogames.
"Musashi", o livro.
Ver artigo principal: Musashi (romance)
Ichijoji Sagarimatsu, local da batalha entre Musashi e a escola Yoshioka














"Musashi", o livro de Eiji Yoshikawa, publicado no Brasil pela editora Estação Liberdade, conta parte da vida de Miyamoto. A obra é inspirada em fatos históricos mas não se prende aos mesmos, romanceando os aspectos históricos 

Grande parte dos personagens saíram da imaginação do autor, e mistura-se livremente com outros que realmente existiram. O esqueleto da narrativa, porém, segue a trajetória histórica do famoso espadachim. 

Começamos na batalha de Sekigahara e acompanhamos Musashi por sua peregrinação e vários de seus duelos, como contra Muso Gonnosuke, contra Shishido Baiken, os três duelos contra mestres e discípulos da academia Yoshioka, e o mais famoso de todos, contra Sasaki Kojiro na ilha de Ganryūjima.

Entre um duelo e outro conhecemos os dramas de personagens secundários como o amigo desorientado Hon'iden Matahachi, a vingativa velhinha Osugi, os discípulos mirins Joutaro e Iori, e o romance com Otsu, eternamente apaixonada por Musashi.

Musashi foi originalmente publicado em pequenos capítulos diários no jornal Asahi Shimbun, entre 1935 e 1939. A narrativa tem um estilo folhetinesco, cheio de encontros e desencontros, misturando uma longa história de amor com episódios de aventura, tudo recheado de coincidências.

A ação é muitas vezes surpreendente para o leitor acostumado com histórias ocidentais. Quando esperamos que Musashi acabe com seus inimigos, ele prefere fugir. Quando achamos que não haverá combate, ele desembainha a espada. Quando tudo indica que o beijo dos apaixonados finalmente acontecerá, a mocinha amedronta-se.
Musashi demonstra seu estilo, a Escola de Duas Espadas, gravura ukiyo-e de Kuniyoshi (1846).


Estes comportamentos inesperados talvez sejam fruto simplesmente de diferenças culturais, já que Musashi é, por natureza, um produto destinado ao grande público. Depois de aparecer em 1013 capítulos diários, foi transformado em livro e vendeu mais de cento e vinte milhões de exemplares no Japão.

Quem gosta de uma boa e leve aventura e não se intimida frente a milhares de páginas vai encontrar nos dois grossos volumes de Musashi muitas horas de diversão, além de poder aprender um pouco sobre a história e os costumes do Japão antigo.(...)


Em O Samurai - A vida de Miyamoto Musashi, biografia publicada no Brasil pela Estação Liberdade, o especialista em língua e cultura japonesas William Scott Wilson se baseia em fatos históricos para traçar os caminhos do espadachim. A obra é resultado de extensa pesquisa e traz ainda mapas e vários anexos, como desenhos de autoria do próprio Musashi, que além da habilidade com as espadas, destacou-se como pintor a nanquim, praticante de caligrafia tradicional, estudioso de poesia chinesa e adepto da filosofia zen-budista.

Como mostra o livro, Musashi foi uma lenda de seu tempo. Ignorando as convenções, ele preferia uma espada de madeira e em seus anos de maturidade nunca lutou com uma arma autêntica. 


Foi um mestre em aniquilar os inimigos usando recursos psicológicos que estudava exaustivamente antes dos combates. 


Musashi orientava seus estudos tão arduamente conquistados sobre as artes combatentes para metas espirituais de cunho zen-budista. 


Como nos mostra Scott Wilson nesta biografia, no japonês moderno existem figuras de linguagem que se referem ao caráter “musashiano”, revelando que, provavelmente, o seu nome seja tão ou mais conhecido do que importantes personalidades da história e cultura japonesas.


Os últimos anos de sua vida, Musashi passou como hóspede de seu amigo Hosokawa Tadatoshi, período em que escreveu os “35 artigos na arte do Kenjutsu” a pedido dele e, depois se isolou na caverna de Reigando onde se dedicou a meditação e a prática de sua arte escrevendo ali mesmo o seu “Livro dos Cinco Anéis”.

Musashi matando um nue gigante
O criador de mangás Takehiko Inoue iniciou em 1998 a publicação da série Vagabond, que já reúne mais de 33 volumes no Japão.





Sua criação provou ser mais do que uma versão para os quadrinhos do livro de Eiji Yoshikawa. é uma elaborada e bem pesquisada releitura da vida de Musashi, usando como base o romance de Eiji Yoshikawa, mas não se prendendo a ele.

Sua narrativa elaborada, integrada a um desenho minucioso, tornou a série um sucesso que vendeu mais de 23 milhões de exemplares apenas no Japão, sendo premiada com o Cultural Affairs Media Arts e o Kodansha Manga Award.

No Brasil o mangá foi publicado pela Conrad Editora.

O nipo-brasileiro Júlio Shimamoto (que é descendente de samurais aristocratas que entraram em declínio) produziu várias histórias protagonizadas por Musashi, muitas delas foram compiladas em dois álbuns (Musashi e Musashi II) pela editora Opera Graphica e um (Samurai) pela Mythos Editora, esse último também traz histórias protagonizadas por outros samurai como Zatoichi, o samurai cego criado para o cinema japonês.

Também pela Mythos, Shimamoto ilustrou os livros "Lendas de Musashi" e Lendas de Zatoichi", ambos de autoria de Minami Keizi, precurso do estilo mangá no país.

Musashi também serviu de inspiração para o quadrinista nipo-americano Stan Sakai criasse em 1987, Miyamoto Usagi, um coelho antropomorfizado protagonista da série Usagi Yojimbo (em português: coelho guarda-costa), ambientada no século XVI, no Brasil a série foi publicadas pelas editoras Via Lettera e Devir.

Musashi no cinema e na TV

Personagem de grande apelo popular no Japão, representado em muitas gravuras antigas, Musashi serviu também como fonte de inspiração para diversos filmes, o mais conhecido tem o ator Toshiro Mifune como protagonista) e séries de TV


Musashi também é citado no 21° episódio do anime Samurai Champloo.

Filmografia
Miyamoto Musashi, realizado por Kenji Mizoguchi (1944)

Clique no link acima para baixar o filme na nossa página de downloads.

Miyamoto Musashi 2 - Zoku Miyamoto Musashi: Ichijôji no kettô (Morte no templo Ichijoji - 1955)

Clique no link acima para baixar o filme na nossa página de downloads.

Miyamoto Musashi 3 - kanketsuhen: kettô Ganryûjima (Duelo na ilha Ganryu - 1956)
Miyamoto Musashi 1 - primeiro dos cinco filmes estrelados por Kinnosuke Nakamura (1932-1997), realizados por Tomu Uchida (1961)
Miyamoto Musashi 2 - Hannyazaka no ketto (1962)
Miyamoto Musashi 3 - Nitoryu kaigen (1963)
Miyamoto Musashi 4 - Ichijoji no ketto (1964)
Miyamoto Musashi 5 - Ganryû-jima no kettô (1965)
Miyamoto Musashi, realizado por Tai Katō (1973)

Séries de TV
Sorekara no Musashi (1981), estrelado por Kitaoji Kinya
Musashi, realizado pela rede NHK (2003), com Ichikawa "Ebizo" Shinnosuke

4 comentários:

  1. Excelente postagem!! Sou fã de Musashie tava doido para ver esses filmes! Muitíssimo obrigado por disponibilizá-los!!

    ps: alguma previsão de postagem para o último filme dessa trilogia?

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  2. Esquece o que eu disse... acabei de ver o 3º filme aí...

    ;)

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  3. Enfim achei!!!Sempre gostei da história do Miyamoto Musahi e tava doido pra achar os filmes ,valeu pelos links pessoal abs...(bora curtir um filme hehehe)

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  4. Gratíssima pela postagem! Já li os livros e estava faltando ver os filmes!
    Namastê! _/\_

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