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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

O rombo da previdência é uma mentira!






O rombo da previdência é uma mentira!
Não há deficit previdenciário! Não há rombo da previdência! O que existe é um superavit previdenciário! Chocante? Pois é. Leia o artigo para entender.


Publicado por Alessandra Strazzi

Em tempos de crise como os nossos, já virou clichê a atribuição da culpa do rombo nas contas públicas à Previdência Social. Se você acredita nessa história do deficit previdenciário, você precisa tomar a pílula vermelha, ler esse artigo e conhecer a verdade!

O deficit previdenciário não existe

Como é feito o cálculo do Governo

Como o cálculo deveria ser feito

O superavit previdenciário

A causa real do deficit da economia brasileira

Que juros são esses?

A Desvinculação de Receitas da União (DRU)

Estou propondo um calote?




O deficit previdenciário não existe

Devido à manipulação da mídia, as pessoas estão convictas de que existe um deficit na previdência e que a reforma é necessária a urgente.

Mas… Não há deficit previdenciário! Não há rombo da previdência! O que existe é um superavit previdenciário! Chocante? Pois é. E eu, que "odeio teorias da conspiração", vou te mostrar que dispenso o chapeuzinho de alumínio e faço as minhas afirmações baseada em estudos e fatos (vide fontes ao final do artigo).

[Obs.: Superavit é quando você arrecada mais do que gastou.]

A professora de Economia da UFRJ, Drª Denise Gentil, demonstrou claramente em sua tese de doutorado que o Governo executa uma fraude contábil nos cálculos das receitas e despesas com a Seguridade Social. Esses cálculos são feitos de forma totalmente diferente do que diz a nossa Constituição Federal.

Como é feito o cálculo do Governo

O Governo pega a receita de contribuições previdenciárias ao INSS, que é apenas uma das fontes de receita, e deduz (subtrai) dessa receita o total dos gastos com benefícios previdenciários.

Por esse cálculo que o Governo divulga, nós teríamos ano passado (2015) um [falso] deficit de 85 bilhões de reais.

Como o cálculo deveria ser feito



Nos artigos 194 e 195 a Constituição Federal cria o Sistema de Seguridade Social dentro do qual estão todos os benefícios previdenciários, os benefícios sociais e o amparo à saúde. Podemos chamar esse sistema de “tripé da proteção social”, que compreende Saúde, Previdência Social e Assistência Social.

[Obs.: os benefícios do INSS (ex.: aposentadorias, pensões, auxílios, etc.) estão dentro da Previdência Social.]

Para executar essa proteção social, esses artigos também definem a Receita que o Governo arrecadará e que estará vinculada a esses gastos. Ou seja, teoricamente, o dinheiro arrecadado para a Seguridade, não poderia ser gasto com outras coisas.

[Obs.: Sobre a receita da Seguridade Social (também chamada de “custeio”), recomendo a leitura do art. 195 da Constituição Federal e do art. 11 da Lei 8.212/91.]

E quais são essas receitas?
  • Contribuições Previdenciárias ao INSS
  • Contribuição para o financiamento da seguridade social (COFINS)
  • Contribuição Social sobre Lucro Liquido PIS / PASEP (destinado especificamente ao seguro desemprego)
  • Receita de concurso de prognósticos
  • Antiga CPMF

Ah, antes de continuar, gostaria de convidar meus colegas, advogados previdenciaristas para a minha palestra online (webinário), totalmente gratuita, na qual eu falarei sobre como aumentar seus honorários nas causas previdenciárias. Clique no link para inscrever-se!
O superavit previdenciário

Quando pegamos o total dessas receitas (a Dr.ª Denise Lobato fez este trabalho desde 1990 até hoje) e deduzimos as despesas com Saúde, Previdência Social e Assistência Social (o tripé), inclusive as despesas com burocracia, o que existe é um SUPERAVIT.

Esse superavit é crescente, e atingiu um ponto máximo em 2012, quando tivemos 78 bilhões de reais de superavit previdenciário.

Este valor vem caindo nos últimos 2 anos por causa da recessão econômica que estamos vivendo no Brasil. Mas o superavit continua existindo e, em 2015, foi de 20 bilhões de reais.

Mas para onde está indo este dinheiro? Infelizmente, o Governo tem desviado esse superavit para gastar no orçamento fiscal. Dinheiro que deveria ser gasto na proteção social está sendo utilizado para outros fins. O que seria?
A causa real do deficit da economia brasileira

Mas qual é a causa real desse deficit? São os gastos financeiros, que são gastos com pagamento de juros. De acordo com a Dr.ª Denise, isso é muito fácil de identificar, mas a mídia não divulga.

Quanto se gastou em 2015 com juros? 501 bilhões de reais, que corresponde a 8,5% do PIB. O que foi destinado a menos de 100 mil pessoas (provavelmente 75 mil pessoas).

Enquanto isso, a Previdência gastou 430 bilhões de reais e beneficiou diretamente mais de 27 milhões de pessoas! E se você somar essas pessoas ao número de familiares que elas têm, isso vai atingir 40 milhões de pessoas.

Onde é mesmo que tem que ser feita a reforma?


Que juros são esses?

A Dr.ª Denise explica que esses juros vêm do lançamento de títulos públicos para controlar a SELIC.

[Obs.: A taxa Selic é a média de juros que o governo brasileiro paga por empréstimos tomados dos bancos. Quando a Selic aumenta, os bancos preferem emprestar ao governo, porque paga bem. Já quando a Selic cai, os bancos são "empurrados" para emprestar dinheiro ao consumidor e conseguir um lucro maior. Assim, quanto maior a Selic, mais "caro" fica o crédito que os bancos oferecem aos consumidores, já que há menos dinheiro disponível.]

O Governo estabelece um patamar (que atualmente está em 7 %) e, para manter esse patamar de Selic, o Governo tem que controlar a liquidez da economia. Então, parte importante da dívida é feita com operações compromissadas que são lançamentos de títulos públicos que são vendidos em leilões pelo Tesouro, pelo Banco Central (títulos do tesouro) e, para controlar o câmbio também.

O Brasil paga as maiores taxas de juros, reais e nominais, do mundo.

A Desvinculação de Receitas da União (DRU)

O Governo se apropria do superavit da Seguridade Social e aplica este dinheiro em outras despesas, principalmente, o pagamento desses juros. E faz isso através da DRU - Desvinculação de Receitas da União.

A DRU nada mais é do que uma regra que estipula que 20% das receitas da União ficariam provisoriamente desvinculadas das destinações fixadas na Constituição. Com essa regra, 20% das receitas de contribuições sociais não precisariam ser gastas nas áreas de saúde, assistência social ou previdência social. Existe proposta de aumentar esta margem para 30%.

A DRU foi criada em 1994 com o nome de Fundo Social de Emergência (FSE), logo após o Plano Real. No ano 2000, o nome foi trocado para Desvinculação de Receitas da União.

Legal, né? A Constituição Federal cria uma sistema “redondinho”, bonitinho para funcionar do jeito que tem que ser a Seguridade Social. Pouco tempo depois, devido ao descontrole administrativo do Governo, criam um jeito de desassociar aquilo que é arrecadado especificamente para a Seguridade para poder gastar do jeito que quiserem.

E a culpa do rombo é da Seguridade?



Na verdade, o orçamento que é deficitário não é o orçamento da Seguridade Social. Orçamento deficitário é o orçamento fiscal do Governo! Então, o Governo vem dilapidando o patrimônio da Seguridade Social para cobrir outros gastos.

[Obs.: O orçamento fiscal inclui o que chamamos de contas primárias do governo mais as contas de juros.]

Estou propondo um calote?

Eu não sou maluca. Claro que não estou propondo que o Governo dê o calote nos investidores. Isso só nos afundaria ainda mais na crise econômica.

A minha única proposta com este artigo é tentar fazer com que o maior número possível de pessoas não seja mais manipulada por este argumento MENTIROSO. Deixem a Seguridade em paz! Ela protege direitos fundamentais e está atrelada umbilicalmente à dignidade da pessoa humana!

Vamos esquecer a reforma previdenciária um pouco e focar na reforma política?

E já que estamos falando de direito previdenciário, eu disponibilizei gratuitamente a minha Ficha de Atendimento a Cliente para Causas Previdenciárias (informe seu e-mail no formulário abaixo e eu enviarei a ficha para você). Espero que seja útil!



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FONTES:






Dias Melhores: Desaposentação e o Falso Déficit da Previdência Social [VÍDEO];








INVASÃO DE CONTAS BANCÁRIAS PELOS CELULARES - NOVOS GOLPES NA PRAÇA

Será que o ITOKEN no celular, aquele dispositivo usado para se fazer operações bancárias é seguro?


Poderia um Hacker que invadisse seu celular usando uma rede não segura como uma rede de Shopping, usar o seu itoken como se fosse você e roubar seus dados bancários para fazer operações bancárias destinadas a roubar seus fundos?

Sim isso parece que é verdade. Nesse caso o uso de iTokens em celulares passariam a não serem mais seguros. e aconteceu aqui no Brasil no Shopping AMERICAS no Recreio dos Bandeirantes.

Um novo ataque hacker foi descoberto na terça-feira (23) pelos pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos. Batizado de Cloak and Dagger, algo como "Capa e Punhal", o ataque atinge todos os smartphones com sistema operacional Android — até a versão Nougat 7.1.2. A Google já foi informada sobre a existência do Cloak and Dagger.

Veja bem: esse ataque cibercriminoso não utiliza uma vulnerabilidade de sistema ou exploit do Android, mas sim permissões legítimas para aplicativos quando instalados no celular.

Cibercriminosos podem ter controle total do celular e roubar dados privados

De acordo com os pesquisadores, o ataque Cloak and Dagger permite que cibercriminosos invadam um smartphone Android e, de maneira silenciosa, consigam acesso completo ao sistema operacional. Dessa maneira, eles teriam controle total do celular e poderiam roubar dados privados, incluindo senhas de banco, redes sociais, conversas, contatos etc.

Como citado anteriormente, o Cloak and Dagger se utiliza de permissões para invadir o smartphone. Se você tem um smartphone, sabe bem do que estamos falando: quando você instala um aplicativo, um menu popup aparece mostrando o nível de acesso ao aparelho que você entrega ao app. É nesse momento que o ataque cibercriminoso age.


Como o Cloak and Dagger age

Os pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia conseguiram inserir o Cloak and Dagger em 20 smartphones Android, e nem usuários nem sistema operacional conseguiram detectar a atividade maliciosa.

Para invadir os dispositivos, o ataque utiliza as seguintes permissões:

SYSTEM_ALERT_WINDOW ("draw on top") 
BIND_ACCESSIBILITY_SERVICE (a11y")

A primeira permissão citada, como indica o The Hacker News, é uma maneira legítima que fornece ao aplicativo a capacidade de sobrepor outros aplicativos na tela do smartphone. Enquanto isso, a segunda permissão é voltada para deficientes auditivos e visuais, permitindo que o usuário utilize comandos de voz para realizar a ações ou escutar o que está na tela.

"Já que o ataque não exige um código malicioso para desempenhar tarefas trojan, ele se torna mais fácil para hackers desenvolverem e colocarem o app malicioso na Google Play Store sem detecção", analisa a pesquisa. Os envolvidos no projeto também comentaram como conseguiram incluir o app invasor na lista de downloads da Google Play:

O aplicativo foi aprovado em apenas algumas horas na Google Play

"Nós submetemos o aplicativo exigindo essas duas permissões e possuindo uma funcionalidade 'não ofuscada' para baixar e executar um código arbitrário (buscando simular um comportamento claramente malicioso): esse aplicativo foi aprovado em apenas algumas horas (e ainda está disponível na Google Play)", escreveram os pesquisadores.

Entre as capacidades do Cloak and Dagger, também estão: ataque avançado de clickjacking (roubo de clique, como uma armadilha), gravação de teclas utilizadas, ataque silencioso de phishing e instalação silenciosa de um app God Mode (controle total ao aparelho). 

Google avisada; o que fazer?

Os pesquisadores deixaram claro que a Google já foi avisada, contudo essas permissões foram codificadas no Android — então uma resolução seria muito difícil. Ao que parece, a Google vai modificar essas permissões na próxima versão do sistema operacional, o Android 8.0 O, que chega ainda neste ano.

Atualização. O comentário da Google sobre o Cloak and Dagger é o seguinte: "Apreciamos os esforços em ajudar a deixar os nossos usuários seguros. Atualizamos o Google Play Protect — os nossos serviços de segurança em todos os dispositivos Android com Google Play — para detectar e prevenir a instalação desses apps. Já desenvolvemos novas proteções de segurança no Android O que vão fortalecer nossa proteção contra problemas futuros".

Saiba como se proteger (atualize o Google Play)

Enquanto isso, siga a recomendação: preste muita atenção aos aplicativos que você baixa na Google Play Store — e mais ainda fora da loja oficial. Cheque o desenvolvedor e os comentários. Além disso, é interessante desabilitar o "SYSTEM_ALERT_WINDOW" como forma de precaução.

Para isso, siga estes passos: vá até as "Configurações" do Android, então escolha "Apps" e toque no símbolo de engrenagem no canto superior direito. Agora, toque em "Sobrepor a outros apps" e desabilite (troque o Sim por Não) para qualquer app suspeito/que não precisa da permissão.

Para mais atualizações sobre este caso, acompanhe essa página específica sobre segurança.

Grampeado: Seu Smartphone Pode Ser Invadido de Diversas Maneiras.

No terceiro e último episódio da série "Phreaked Out", conhecemos os hackers que estão mudando a telefonia móvel.





A manchete foi publicada em um site confiável de notícias, li no meu iPhone. Mal pude acreditar: "Um terremoto de magnitude 9,5 destrói a califórnia, divide o estado em metade norte e metade sul", dizia. Felizmente, para a alegria dos moradores do estado ensolarado, não era verdade. Na verdade, era uma informação falsa, estratégica, inserida remotamente no telefone por meio de redes sem fio, por um hacker chamado Samy Kamkar.

Abordaremos a questão de segurança em telefonia móvel. Com a expectativa de quase 1,75 bilhão de pessoas com um smartphone em mãos até o fim de 2014, a ameaça de ataques a telefone está mais democratizada que nunca. 

Qualquer pessoa com um smartphone pode ser explorada; qualquer smartphone pode ser comprometido. O controle que acreditávamos ter sobre os aparelhos está cada vez mais degradado. 

Os níveis de sofisticação dos dispositivos móveis permitem que os aparelhos façam bicos como ferramentas de espionagem, capazes de configurar o pior cenário possível: virar-se contra os donos.



Uma realidade alarmante que deixa Kamkar fascinado. Encontrei o próprio Samy Kamkar – especialista em segurança, responsável pelo vírus que derrubou o MySpace em 2005 – em sua casa, digna de Tony Stark, no oeste de Hollywood, para uma série de demonstrações de invasão a telefones.

Para começar, Kamkar recriou um ataque móvel MITM ("man in the middle", um tipo de ataque em que o hacker se coloca como intermediário, fazendo o tráfego do alvo passar por seu dispositivo). Ele criou uma rede não criptografada, sem fio, que misturava táticas para enganar o ARP e o DNS, a fim de modificar o conteúdo de qualquer telefone que acessasse a rede.

A demonstração ilustrou quão empolgados os smartphones podem ficar para se plugar automaticamente em qualquer rede previamente acessada. Por exemplo, ao forjar um nome comum de wi-fi, como "linksys" ou "Starbucks", Kamkar consegue fazer os telefones pensarem que estão entrando numa rede segura. Ele admite que esse estilo de ataque, o MITM, está longe de ser novidade, mas ainda funciona porque diversos telefones continuam suscetíveis.

Você já parou para pensar que um aparelho pode passar de alvo a agressor? Logo após o truque de troca de manchetes, Kamkar nos mostrou como telefones e tablets podem servir de ferramenta para controlar drones, que então invadem um ao outro em pleno céu. Nossas câmeras registraram a primeira demonstração ao vivo do drone zumbi de Kamkar. Ele o apelidou de "Skyjack" ("Céuquestro").
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Funciona assim: Kamkar programa um drone "mestre" para detectar quaisquer sinais de redes sem fio vindos de drones suscetíveis (neste caso, um drone Parrot AR). Assim que um sinal é identificado, o drone mestre injeta pacotes na rede desprotegida, e então é capaz de desautorizar o acesso de seu dono. Na demonstração, Kamkar programou o Parrot para dar uma pirueta assim que seus controles fossem sequestrados pelo drone mestre.

Kamkar se inspirou no serviço ousado, mas não implausível, de entrega via drones da Amazon. Controlado por tablet ou telefone, o Skyjack é capaz de explorar as fraquezas nas redes inseguras de vários modelos atuais de drones. Portanto, pense duas vezes antes de comprar uma câmera Leica M9 (que é cara) usando o serviço de drones da Amazon Prime Air, pois um hacker mal-intencionado pode redirecioná-la para a casa dele. (Para sermos justos, quando a Amazon trouxer o mercado de entregas via drone à tona, provavelmente já terá pensado nesse cenário.)

Após as filmagens, Kamkar nos contou que desenvolveu uma versão mais nova do Skyjack, que funciona em frequências de rádio de 2,4GHz, o que significa que, potencialmente, ele pode controlar a maioria dos drones disponíveis no mercado.
Glenn Wilkinson pilota o "Snoopy" sobre o Hyde Park, em Londres.

Para explorar mais a fundo a gama de ataques a telefones via wi-fi, nossa equipe foi a Londres, na Inglaterra, conhecer Glenn Wilkinson, pesquisador de segurança da Sensepost, e o drone Snoopy. Os sistemas de software e hardware do Snoopy viabilizam voos sobre multidões, mascarado como uma rede wi-fi confiável, criada para atrair smartphones e então monitorar os donos dos aparelhos, vasculhando dados em tempo real.
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Basicamente, o Snoopy funciona da mesma forma que os ataques MITM de Kamkar. No entanto, por conta de sua capacidade aérea, o Snoopy aumenta o horizonte dos ataques e viabiliza volumes maiores de extrações credenciadas. Por exemplo, numa demonstração de 15 minutos, Wilkinson foi capaz de coletar históricos de navegação, informações de login e coordenadas geolocalizadas de 290 aparelhos incautos nas redondezas do Hyde Park.

Deixando as opções de ataques wi-fi de lado, o pesquisador de segurança Mathew Solnik, da Accuvant Labs, um famoso hacker de carros, nos mostrou um pouco de interceptação de dados telefônicos via rede celular. É impressionante.

Utilizando uma rede celular e técnincas que são de conhecimento público desde 2010, o ataque-teste de Solnik ilustrou a facilidade relativa com que alguém pode fuçar o tráfego de rede de outra pessoa. Vale esclarecer: uma interceptação celular não é uma técnica de ataque direto ao telefone de alguém.

Ataques diretos por redes celulares são extremamente difíceis, com conhecimento público limitado mesmo entre pesquisadores de segurança. Desde as filmagens do ataque de Solnik, ele está se preparando para revelar uma pesquisa pioneira na conferência Black Hat deste ano, que, segundo ele, mostra falhas de sistema que deixariam um agente malicioso atacar e controlar, remotamente, mais de 2 bilhões de celulares ao redor do mundo.

A ideia por trás destes ataques, de acordo com Kamkar, Wilkinson e Solnik, é tornar o público mais consciente do que estão fazendo nos telefones, entre campos minados de fissuras em segurança móvel. Ao apresentar as pesquisas e liberá-las em código aberto, os hackers white hats esperam provocar o público para que demandem dos fabricantes mudanças no ato.
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Lembram-se do bug Heartbleed? Quando descobriram furos no bug de segurança, em abril de 2014, quase 50% da Internet mudou na calada da noite. Se a pesquisa não fosse divulgada ao público, não haveria protestos, e dezenas de milhares de empresas não teriam pressa para alavancar a reconstrução de toda sua segurança interna.

Ao longo da série "Phreaked Out", vimos como aparelhos de sistemas de controle urbanos, veículos e smartphones estão sujeitos a ataques quando se conectam a uma rede – celular ou wi-fi.

À medida que surgem ameaças móveis, os white hats continuam revelando falhas de segurança para proteger o público de hackers mais nefastos. Hackers éticos como Kamkar, Wilkinson e Solnik compartilham a mesma persistência e conhecimento que os black hats, só que canalizam suas habilidades em esforços para fortalecer a armadura digital de smartphones inocentes ao redor do mundo.

LANÇAMENTO DA FRENTE PARLAMENTAR MISTA EM DEFESA DA SOBERANIA NACIONAL.


Eu vi manifestação veementes de FORA TEMER . Não é bem por aí. O Temer é um fantoche desse processo, uma figura insignificante desse processo. É uma figura absolutamente insignificante diante do que está acontecendo no Brasil e no mundo.


Nós temos que iniciar a compreensão do que ocorre, frente a deposição através de um golpe contra a nossa Presidente Dilma, entendendo o que a muito tempo está acontecendo no planeta Terra em termos de política Global.
Eu diria a vocês que depois da derrota do Nazismo, que era uma associação das grandes empresas do estado, a União soviética se consolida. O Comunismo se estabelece nos países do Bloco Soviético, e a Europa pressionada pela derrota do Nazismo e pelo medo do comunismo soviético, faz uma série de concessões e instala aquilo que nós chamaríamos de ESTADO SOCIAL.

O Estado social é o estado que respeita as minorias, as mulheres, os negros, é o estado que leva em conta a Natureza, e a preservação da vida do homem no planeta. É o estado que acima de tudo respeita o trabalho, e as conceções do socialismo europeu ao estado social e ao trabalho vão se acumulando, mas em determinado momento em função de uma série de contradições internas, cai a União Soviética e o Capital se reorganiza para a revanche. A conquista absoluta, a destruição das conquistas dos trabalhadores e daquilo que se entendeu no mundo como um ESTADO SOCIAL, e se organiza em um tripé.


Vocês vão identificar nesse tripé que destrói a Europa exatamente o que está acontecendo no nosso Brasil hoje. O primeiro ponto de apoio do Tripé é a PRECARIZAÇÃO DO ESTADO, do GOVERNO, seja ele uma república parlamentarista, presidencialista, ou qualquer outra forma de governo. Esta precarização é substituída pelo poder dado ao capital. É a magnificação do Banco Central. O dinheiro passa a valer mais do que a organização superior do estado e o estado e os governantes se transformam em meros “CHEFES DE POLÍCIA”. MANDALETES para reprimir a revolta de povos sacrificados e cortados nos seus direitos acumulados durante décadas de lutas por direitos e conquistas.


O segundo ponto de apoio, é a precarização do parlamento, e a precarização do parlamento se dá com a privatização das campanhas eleitorais. Parlamentares, quase todos eles, não representam mais os seus partidos. Nada tem a ver com os seus programas de governo ou de ação ou com os seus discursos pronunciados com veemência nas campanhas eleitorais. Recebem financiamento de grupos econômicos e como parlamentares limitam-se a defender os interesses desses grupos econômicos que os financiaram.


O parlamento se transforma nisso que nós estamos vendo hoje no congresso nacional. Não há mais discussão, reflexão, aprofundamento de uma situação, ou indagação histórica do que vem acontecendo no mundo. São as EMENDAS e as NOMEAÇÕES que definem os votos que de repente evitam as investigações que pesam sobre o atual governo, no caso o Temer, o Padilha, o Moreira Franco, os ministros e o conjunto das pessoas que substituíram o governo eleito através do famoso recurso de um GOLPE PARLAMENTAR.


Mas o terceiro ponto de apoio, é o mais importante. É o mais crucial. É a precarização do trabalho. É o império do negociado sobre o legislado. É o fim da previdência pública que passa a existir no poder de Bancos. Nesse ponto nós temos que valorizar a contribuição de instituições bancárias como o ITAÚ e o BRADESCO no financiamento do Golpe e na sua concretização, com a destruição da CLT e a privatização da PREVIDÊNCIA PÚBLICA.


Este modelo que eu chamaria de liberal, e que não é o NEOLIBERAL. É o velho e SAFADO liberalismo econômico que vem desde o Adam Smith, lá atrás na COMPAHIA DAS ÍNDIAS e da Inglaterra tentando dominar o mundo. Esse Liberalismo faliu no mundo. A Espanha a um ano e meio não consegue formar um governo. A Grécia simplesmente desapareceu como estado real ou estado social. A Itália fez um plebiscito para dar a importância pretendida ao Banco Central e o povo derrubou a proposta e o Primeiro Ministro teve que renunciar. Nesse processo todo vemos um projeto morimbundo. Uma espécie de ZUMBI transformado em modelo econômico. Em determinado momento esse ZUMBI perde e recebe asilo acolhido por governantes corruptos e corrompidos no nosso País. O único país que na Europa está de certa forma superando a crise econômica do Liberalismo é o pequeno PORTUGAL, em uma aliança de esquerda que acabou com aquela história de que o estado não pode gastar mais do que recebe.


Aumentou o salário dos trabalhadores. Aumentou o salário dos aposentados. E começou a investir pesadamente na infraestrutura econômica e está se libertando da crise econômica de uma forma totalmente diferente que contradiz a política de toda a Europa.


Mas e aqui no Brasil? O que é que se pretende como política econômica liberal? O Modelo é denominado “UMA PONTE PARA O FUTURO” montado por economistas ligados a bancos e apresentada como uma solução para o país.

O que é “uma ponte para o futuro”? Em primeiro lugar ela pretende que o Brasil se transforme no celeiro do mundo. Mas celeiro do mundo nós já somos. Nós temos tecnologia, mecanização e produtividade igual ou superior a dos Estados Unidos. Então o que se pretende fazer para aumentar a produção B netária e não apenas nacional, e que foi objeto de algum recuo, o que nós vemos muito mais como recuo simulado. A solução então se a mecanização nós já temos é a venda de terras para estrangeiros, fundos de pensão e outros países sem nenhum limite. Com uma injeção maior de rec rasileira? Maior investimento de capital e novas extensões de terra.  Inclusive invadindo as zonas de preservação, as florestas e a Amazônia, o que tem provocado uma revolta planetária e não apenas nacional, e que foi objeto de algum recuo, o que nós vemos muito mais como recuo simulado. A solução então se a mecanização nós já temos é a venda de terras para estrangeiros, fundos de pensão e outros países sem nenhum limite. Com uma injeção maior de recursos financeiros seguramente aumentaríamos a produtividade, mas tecnologia de ponta e mecanização levam necessariamente ao desemprego. É a consequência lógica. O desemprego em um modelo de entrega da agricultura para que o Brasil se transforme em um celeiro do mundo.

Um pequeno parênteses. Na década de 80 quando os militares ainda tomavam conta do país, nós industrialmente produzíamos mais do que os tigres asiáticos, que eram Tailândia, Malásia, Coréia do Sul e China. Produzíamos industrialmente mais do que todos os tigres asiáticos juntos. Hoje nós não produzimos 15% do que eles produzem. Caímos em uma armadilha mais antiga. A armadilha da guerra fria. O Brasil estava na mão da economia Norte Americana. Nós não negociávamos, não intercambiávamos tecnologia e não tínhamos comércio com o mundo. Isso paralisou o nosso crescimento.


Ampliando um pouco esse raciocínio. Além da produção industrial, dois países dominavam 1% do mercado internacional com um número praticamente igual.

O Brasil tinha 1% do comércio planetário e a China também tinha 1% do comércio planetário. Hoje a China domina 12,5 a 13 % do comércio do mundo e o Brasil continua dominando com sua agricultura, o famoso agronegócio, mais a capacidade industrial, exatos 1% que é o que tinha na década anterior a década de 80 que é a década de 70. O modelo é fracassado. É uma verdadeira loucura.


Mas se nós concluirmos racional e logicamente que essa brincadeira de CELEIRO DO MUNDO Vai provocar um desemprego fantástico, porque ela não dá atenção alguma por exemplo para a AGRICULTURA FAMILIAR RURAL que é responsável por 70% da comida que vai para a mesa dos brasileiros, para a nossa mesa, para o dia a dia da nossa alimentação. Se ela a “PONTE PARA O FUTURO” vai potencializar o desemprego, então essa mesma “ponte” tem uma solução. E a solução da “ponte para o futuro” é uma solução semelhante a que ocorreu na China lá atrás.


A China tinha uma estrutura trabalhista medieval. O atraso era enorme e em um determinado momento, capitais Norte Americanos, saem dos Estados Unidos e vão ser investidos na China para produção industrial. Salário baixíssimo, nenhuma garantia trabalhista. Nenhuma das garantias ocidentais conquistadas ao longo do século consolidada. E para o Chinês, por paradoxal que possa parecer hoje aquilo foi um avanço, porque havia um emprego fixo muito mal pago, mas garantia o almoço do trabalhador e muito possivelmente uma melhoria razoável no jantar da família, e a estrutura comercial da china começa a crescer a partir das zonas comerciais de exportação.

Mas essa saída de capital americano, mais recentemente provocou a vitória do Donald Trump, um personagem parecido com o outro da Disneylândia. O vice dele é o Mickey. O Donald e o Mickey ganharam as eleições nos Estados Unidos dizendo que não permitiriam mais a saída de capital Norte Americano dos Estados Unidos, porque isso estava liquidando o mercado de trabalho e aumentando de forma brutal o desemprego Norte Americano.

Pois muito bem. O Trump ganha a eleição e ele não vai poder mexer com a China, porque diferentemente dos nossos vizinhos Sul Americanos, a política externa Norte Americana é decidida pelo congresso nacional, e o congresso Norte Americano tem uma maioria republicana, e quem finacia o partido Republicano que é o partido do Presidente Trump é exatamente o mesmo capital que provocou o desemprego interno nos Estados unidos, migrando para a China.


Mas o Trump produzirá alguma consequência. Está produzindo, calcado em seu discurso de campanha e em todo um discurso racista discriminador que ele mobilizou com a chegada à presidência dos Estados Unidos. Trump está mobilizando algumas medidas que vão impedir o sonho da “PONTE PARA O FUTURO”, que pretendia atrair o capital Norte Americano como atraiu para a China em um determinado momento, propiciando aos empresários Norte Americanos usufruir de um trabalho semi escravizado, com salários extremamente baixos, e dessa maneira suportado em uma CLT destruída, sindicatos aniquilados, conter a revolta dos trabalhadores, com um emprego que garantisse uma melhoria no almoço e um jantar um pouco melhor para as famílias.

Mas não. O capital não está vindo e esse modelo Neoliberal que já fracassou na Europa pois é um ZUMBI, um MORTO VIVO, não tem condição alguma de ter sucesso como modelo de desenvolvimento econômico no Brasil.
Existe uma narrativa unânime nos rádios, jornais e nas cadeias de Televisão, de que o melhor está por vir. Que o governo está corrigindo algumas distorções, e eu não vou dizer que não exista distorções na nossa CLT ou na política de Previdência, mas esses CANALHAS se valem dessas distorções que poderiam ser facilmente corrigidas para desmontar o sistema inteiro. Não há como se viabilizar esse projeto.

Que fale a Globo, que as redes digam o que quiserem, mas a realidade vai acabar entrando não pela tela da televisão mas pela porta e pela janela de cada trabalhador brasileiro. E essa pasmaceira que nós vemos hoje, que é produto da anestesia de uma narrativa e da denúncia de corrupções, corrupções sérias, das quais nós temos também como políticos que governaram o Brasil até agora, uma grande responsabilidade. A corrupção existiu, mas não é contra a corrupção que se trava o combate. É o biombo da corrupção para esconder a destruição do estado Brasileiro soberano, projeto esse que avança de forma quase inexorável.

Acabamos de uma forma rápida dizendo que não tem solução para esse modelo. Mas então qual é o modelo que oferece solução? O mundo conheceu crises maiores do que a nossa nos anos recentes. Nos anos 30 a Alemanha estava quebrada, destruída. A Alemanha estava sacrificada porque tinha perdido uma guerra para a Italia, para a França e para a Inglaterra e devido ao Tratado de Versalhes pagava indenizações monstruosas que significavam quase 80% de tudo que ela produzia ou podia produzir. Eu compararia esse tratado de Versalhes com a famosa dívida pública Brasileira, porque o financiamento da dívida do estado, o financiamento da dívida pública nunca auditada, com juros atribuídos pela banca representada pelo Banco Central a muito tempo dominado pelo Bradesco e pelo Itau.

Mas o que aconteceu na Alemanha? Em um determinado momento aparece lá um economista Liberal chamado Oraf Grilling Orman Shaff. Ele assume a direção da economia da Alemanha e no dia seguinte deixa de ser liberal e passa a ser Alemão. Ele estabelece que a Alemanha só comercializaria com países que da Alemanha comprassem, e que a Alemanha como nós hoje que não tinha uma moeda comercialmente conversível, não pagaria mais convertendo a sua moeda, mas pagaria em produto. A Alemanha pagaria as suas compras com aquilo que ela produzia. Mas foi mais além. Criou uma simulação monetária. Uma moeda, não moeda que á época chamava-se MEPO. MEPO porque estava ligada ao setor metal mecânico.

O estado não tinha muita credibilidade. A inflação era simplesmente monstruosa, mas o estado alemão começou a investir pesadamente na sua infra estrutura, acabando com aquela história de que estado em dificuldade não investe, e financiando esses investimentos com títulos públicos, emitidos pelas quatro grandes empresas do setor metal mecânico alemão, mas garantido pelo governo Alemão através do Banco Central. Juros à época de 4,5% ao ano. Mas paralelamente a isso o governo pegou os juros altíssimos do financiamento da dívida, que no nosso caso alimenta rentistas, BRADESCO e ITAU, que drenam como sanguessuga a economia de hoje e que drenava a economia alemã e jogou para baixo. Jogou para o piso.

A Alemanha tinha dinheiro, como temos nós hoje, principalmente o setor agro pecuário. O agro negócio está capitalizado no Brasil, devido ao crescimento da China nos últimos anos durante o governo Lula e que acabou minguando no governo da Dilma, mas existe dinheiro.

A Alemanha não podia aplicar o Marco alemão em lugar nenhum do mundo porque não era conversível, mas o Real também não é conversível. Então eles emitiram esses títulos e remuneraram esses títulos a 4,5% ao ano, e quem comprava esses títulos estava investindo em um projeto de infra estrutura do país. As auto-bans, aquelas famosas estradas do setor metal mecânico, as siderúrgicas, as plantas de geração de energia, e no momento da  crise a Alemanha começa a sair dela. Em seis meses a economia estava recuperada, e conta a lenda e ai não será mais do que uma lenda, que a inflação acabou em uma semana. Provavelmente não terá sido em uma semana, mas esse investimento brutal do estado Alemão tirou a Alemanha da crise.

O que fazemos nós no Brasil? Uma medida provisória aprovada no congresso nacional que impede o investimento no país por 20 anos. Cortamos salários, aumentamos a carga horária e eliminamos os direitos trabalhistas. Estamos andando exatamente na contramão da recuperação Alemã nos anos 30. Mas a Alemanha tinha lá o partido Nazista comandando esse processo e fez uma associação entre o estado Nazista e grandes empresas. Não havia uma preocupação com o trabalho. O trabalho foi recuperado como uma consequência da política. A Alemanha passou a investir pesadamente na infra estrutura metal mecânica se armando para essa guerra desesperada que levou o mundo a crise que todos nós conhecemos com aquele doido, aquele canalha absoluto que chamava-se Adolf Hitler.

Mas não foi só ai que a crise foi resolvida de uma maneira drasticamente diferente da maneira que essa  tal ponte para o futuro que mais parece a ponte para o desastre, que esses AMALUCADOS estão levando a economia Brasileira. Os Estados Unidos saíram de uma queda brutal com a quebra do mercado imobiliário na Flórida. Eles inventaram que os terrenos no estado da Flórida valiam uma fortuna. Eles compravam um terreno por 10.000 dólares, o banco financiava o terreno por 20, logomais adiante por 40, mais adiante por 80 até que se descobriu que aquilo não valia nada mesmo. Que era uma ficção monetária como uma doença holandeza, uma super valorização fundada na confiança do mercado que não era confiança em coisa alguma e os Estados Unidos vão à demolição completa da economia levando ao desespero o que nós conhecemos por filmes e reportagens.

Assumiu a presidência da república Franklin Delano Roosevelt e naquela época Henri Ford, o magnata da Indústria Automobilística Americana, pega uma ideia de um economista muito importante naquela época e muito importante ainda hoje que era o Taylor. O Taylor tinha a teoria de que se aumenta a produtividade de uma fábrica com a especialização do trabalho. O trabalhador especializado, o trabalhador no qual se investir conhecimento, tempo ensino e especialização, vai no mesmo tempo produzir muito mais e com muito mais qualidade. Ford pega esse conceito Taylorista e associa esse conceito a uma linha de montagem. Um grupo de trabalhadores iria produzir a fundição do motor, verificando a qualidade do ferro, outros iriam montar o motor, outros a caixa de câmbio, os outros o diferencial, e essa produtividade produz resultados na fábrica da Ford de forma simplesmente fantástica, mas não fica só ai. A economia Norte American tinha complexidades como tem a nossa hoje. O Brasil é um país complexo. O Brasil produz aviões que voam no leste Europeu inteiro, produzidos pela EMBRAER que foi uma empresa pública e foi privatizada.
Em determinado momento a indústria Norte Americana aderiu à linha de montagem da Ford. Roosevelt resolve condecorar Henry Ford com a mais alta condecoração dos Estados unidos, mas o Ford recusa a condecoração, e o Presidente pergunta.

-Mas porque você está recusando a condecoração?
Ford responde.
-Porque o aumento da produção vai reduzir a possibilidade da retomada do desenvolvimento nos Estados Unidos.
Retruca então o Presidente.
- Mas porquê?
Responde Ford
- Porque nós não temos mercado de consumo. Nós estamos aumentando a produção e não tem quem compre. A economia está destruída.
-O que eu faço então,
Diz o presidente.
E Ford dá o conselho que inicia o processo que foi chamado na economia Norte Americana de NEW DEAL ou NOVO PACTO. Ford dis o seguinte.
- Presidente! Diminua a carga horária dos trabalhadores Norte Americanos por lei, porque V.S. estará incorporando novos trabalhadores no mercado de produção e no mercado de consumo, e aumente o salário de todos eles para que possam comprar.

Ford era uma figura de direita, mas Ford estabeleceu outro princípio. O de que nenhum trabalhador da sua fábrica poderia ter um salário que não possibilitasse do primeiro ao ultimo trabalhador a compra do veículo que produzia. Isso era uma coisa extraordinária para a época, ou o Presidente e Ford não eram tão modernos, mas foram. Essa redução da carga horária e o aumento do salário, foram as molas que viabilizaram a retomada da economia Norte americana. A ela se somou pesados investimentos realizados em empresas públicas. Usinas hidroelétricas estatais que até hoje são estatais. O exército Norte Americano toma conta de 80% das hidroelétricas nos Estados Unidos. Construção de Hospitais, Escolas e esse incremento de obras com contratação de trabalhadores fez com que se retomasse o ciclo virtuoso da produção nos Estados Unidos.

Nós estamos fazendo exatamente ao contrário. Nós estamos seguindo o preceito do famigerado CONSENSO DE WASHINGTON. Brasil celeiro do mundo, trabalho semi escravizado, fim do estado social à disposição de todas as potências que aqui queiram investir, ou fundos de pensão de países ou grupos muito ricos.

É um erro brutal mas os caminhos estão traçados. É possível sim sair da crise como o exemplo Alemão, o exemplo Norte Americano e com o exemplo Japonês.

O Japão associou o estado às grandes empresas através de um mecanismo chamado Keynanrei e passou a financiar a engenharia reversa para a conquista tecnológica para o conhecimento de novos produtos sofisticados e essa associação tirou o Japão da Crise.

Por outro lado alguém poderia dizer. “ Mas o Japão tem uma dívida pública que é de 200% do PIB”, só que isso não tem importância alguma. O tamanho da dívida não tem importância porque ela é escalonada ao longo do tempo e importante é o juro que se cobra, e o Brasil na mão do BRADESCO e do ITAU e na mão dos RENTISTAS tem hoje o juro mais alto do mundo.

Quando se ouve a CBN ou se assiste a rede BOBO se ouve que os juros estão diminuindo. Não é verdade. O juro nominal é composto pelo preço do dinheiro, ou seja o que é cobrado em cima do valor do empréstimo. A isso se soma o que os economistas chamam de SPRED que é a taxa de risco. Essa taxa é criada sobre o valor de cada empréstimo para cobrir os inadimplentes. Além disso soma-se a taxa de inflação.

A paralização da economia Brasileira jogou a inflação para baixo, mas os juros continuam elevados e assim nós pagamos a mais alta taxa de juros do mundo. Taxa essa muito mais alta do que no tempo da Dilma e do Lula e extraordinariamente alta em relação aos juros do mundo.

Nos temos saída e a saída passa por um entendimento claro do que está acontecendo e o combate sistemático contra o que está sendo aprovado no congresso nacional, mas o congresso nacional não vai resolver. Trata-se de um congresso de MANDALETES do capital. Partidos desmoralizados e destruídos, sem um conhecimento mais profundo das soluções do mundo, sem conhecimento de história e jogando o jogo sórdido da reeleição. A emenda, o emprego, o cargo na estatal, uma ambulância, o puxadinho de uma creche, ao mesmo tempo em que vendem o petróleo Brasileiro como está acontecendo com esses leilões que foram orientados segundo o THE GUARDIAN, o mais famoso e importante jornal da Inglaterra, informação dada pelo ministro do comércio da Inglaterra, que durante a reunião da comissão mista, o senador Lindberg Farias aponta de repente para o sujeito que estava ao lado do relator que é um deputado do Rio de Janeiro. Era um representante da Shell dizendo exatamente o que nos  tínhamos que fazer.

A Petrobras ganhou algum pedaço desse leilão, mas não participou do leilão do qual participaram a Shell, a Britsh Petroleum e a Premier Royal que são empresas Inglesas. Ai o retorno para o estado foi igual a zero. Foi uma vergonha absoluta.

Estamos tentando dizer a todos que nós temos que entender o que está acontecendo. Nós estamos montando essa frente da SOBERANIA que é múltipla. Ela não é partidária. Ela não é do PT ou de partido algum porque senão ela se estanca. Nós estamos discutindo economia com economistas como Bresser Pereira que foi economista do Fernando Henrique.
É preciso criar quadros médios. Lideranças que saibam porque estão se mobilizando e contra quê estão se mobilizando. No Brasil hoje vemos com toda clareza que o inimigo principal é o capital financeiro. É o MAMON da bíblia. “E NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMON”.

MAMON é uma palavra em Hebraico que não significa nem o Diabo e nem outro Deus. MAMON singelamente significa dinheiro. Não se pode estar servindo O ITAU, o BRADESCO, o ILAN GODJFAI e o trabalhador Brasileiro e o país que não cresce.

Então nós precisamos desse debate da frente mista de soberania nacional. AMPLO. Faço a crítica. Temos que abrir para o Brasil. Nós temos um candidato maravilhoso que é o Lula mas a frente tem que ser aberta senão nós vamos morrer na praia. Devemos ser seguidos por quadros médios que são as pessoas. Quem se informa, pensa e propõe solução. Um grpo de quadros médios.

Por isso uma reunião como essa é importante. Quadros médios que compreendam que esse congresso não vai mudar rigorosamente nada porque está completamente acanalhado, com exceções, exceções brilhantes, massa maioria está subordinada as emendas aos empregos e aos favores.

Ocupação de escolas, fabricas etc... Agora não está sendo fácil, porque o povo está perplexo devido a falsa moralidade do combate a corrupção.

O LULA ontem nos dizia. “NÓS NÃO PODEMOS NUNCA NEGAR A LAVA JATO”, AGORA NÓS TEMOS QUE DESMISTIFICAR QUE ESTA SUBORDINADA A REDE BOBO DE TELEVISÃO.

A propaganda são poucas idéias reunidas para o povo.
REFEREDUM revogatório de todos os candidatos pelo Brasil. O Donald Trump chamando a todos nós de porcos latinos, discriminado negros.

REFERENDUM REVOGATÓRIO, MOBILIZAÇÃO. ÀS RUAS E A VITORIA.


O INIMIGO É O BRADESCO E O ITAU E O CAPITAL FINANCEIRO.


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Isenção trilionária é a cereja do bolo da entrega do pré-sal

04 Dezembro Escrito por João FilhoLido 1437 vezes

Na última quarta-feira, Michel Temer e seus comparsas empreenderam mais um ataque contra os cofres públicos.



A base governista aprovou uma MP que fará o país abrir mão de 1 trilhão em impostos em favor das petrolíferas estrangeiras que irão explorar o pré-sal brasileiro. Mas este é apenas um dos capítulos finais de um roteiro entreguista que começou a ser desenhado antes mesmo do golpe parlamentar.
Depois do fim do monopólio da Petrobrás em 1997, a exploração dos campos de petróleo passou a obedecer um regime de concessão. Empresas vencedoras de licitação passavam a ser as donas do petróleo e apenas pagavam royalties ao governo. Após a descoberta do pré-sal, o governo Lula propôs uma mudança no modelo de licitação: o vencedor teria que compartilhar com a União a produção do petróleo e a Petrobrás teria que ter obrigatoriamente no mínimo 30% de participação nos consórcios.


Logo após o surgimento das primeiras propostas para o novo marco regulatório, petroleiras internacionais começaram a atuar nos bastidores. Entre 2008 e 2009, telegramas trocados entre o consulado americano no Brasil e Washington, publicados pelo WikiLeaks, revelaram o lobby das petrolíferas para combater as novas regras da exploração do pré-sal. Em uma das mensagens, uma diretora da Exxon aparece preocupada porque a “Petrobrás terá todo controle sobre a compra de equipamentos, tecnologia e a contratação de pessoal, o que poderia prejudicar os fornecedores americanos”. Em outra, uma diretora da Chevron diz que o governo está fazendo uso político do novo modelo e afirma que “as regras sempre podem mudar depois”. Ela ainda afirmou que a nova estratégia a ser adotada é “recrutar novos parceiros para trabalhar no Senado, buscando aprovar emendas essenciais na lei, assim como empurrar a decisão para depois das eleições de outubro”.

Um desses parceiros foi revelado em um dos telegramas intitulado “A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?”. Era o então pré-candidato à presidência José Serra (PSDB), que fez a seguinte promessa para a Chevron: “Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”.
Em fevereiro de 2016, o então senador José Serra começa a cumprir a promessa feitas às petroleiras americanas. Uma proposta de sua autoria para derrubar a obrigatoriedade da presença da Petrobrás na exploração das camadas do pré-sal é aprovada no Senado. Estava plantada a sementinha da dilapidação do pré-sal brasileiro. A proposta também previa acabar com a exigência de contratação de conteúdo local na fabricação de equipamentos. O vice-presidente da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) acredita que esta medida afetará gravemente a indústria nacional e pode desempregar mais de 1 milhão de brasileiros. Ele ainda questionou: “Imagina um governo decidir a favor de seis petroleiras estrangeiras e virar as costas para 200 mil industrias do seu próprio país? Tem alguma coisa errada”.
Após a tomada de poder, Serra foi escolhido para ser ministro das Relações Exteriores. A raposa amiga das petroleiras internacionais foi escolhida por Temer para intermediar a venda da nossa galinha dos ovos de ouro. E ele tinha pressa em atender aos interesses do lobby internacional. Às vésperas de se confirmar na Câmara sua proposta aprovada no Senado, Serra recebeu no Itamaraty a cúpula da britânica Shell. Será que nosso ministro defendeu os interesses do Brasil nesse encontro? Se levarmos em conta os telegramas interceptados pelo Wikileaks, a resposta é não.
Com a porteira aberta, o governo brasileiro deu início aos primeiros leilões de áreas do pré-sal em outubro passado sob as regras desejadas pelas empresas estrangeiras. As vendas chegaram a ser suspensas pela Justiça Federal pelo potencial de prejuízo ao patrimônio público. É que o preço inicial, estipulado pelo governo, estava muito camarada. A decisão foi revertida e a caravana de Temer e Serra pôde desfilar normalmente na passarela do entreguismo.
Em novembro, o The Guardian publicou novas informações sobre o lobby internacional que ronda o pré-sal. Um telegrama obtido pelo Greenpeace revelou que o governo do Reino Unido atuou fortemente em nome de petroleiras britânicas (Shell, BP e Premier Oil) interessadas em se dar bem nos leilões do pré-sal. Greg Hands, ministro do comércio exterior daquele país, se encontrou pelo menos 3 vezes no mês de março com Paulo Pedrosa, secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia. Segundo a reportagem, Pedrosa garantiu ao ministro britânico que estava pressionando internamente o governo brasileiro para atender as demandas dos britânicos. Este lobby descarado em favor de interesses nacionais não ganhou status de escândalo, passou voando no noticiário e rapidamente caiu na vala do esquecimento.
O resultado das ações deste conluio não poderia ser diferente. Tanto as empresas britânicas quanto as americanas se deram muitíssimo bem nos leilões. A Shell, por exemplo, pode ser considerada a grande vencedora.
No lobby do ministro britânico estava também incluída a redução de impostos para os vencedores dos leilões. E como seu pedido é uma ordem, a base governista na Câmara aprovou uma isenção trilionária nesta semana, em plena crise fiscal. Não bastou vender o pré-sal a preço de banana, Temer e sua turma precisavam incrementar o sabujismo. E não se trata apenas de abrir mão de impostos, mas da soberania nacional e do nosso posicionamento na geopolítica mundial.
Numa época em as renúncias fiscais da Lei Rouanet causam revolta, essa isenção trilionária em favor de interesses internacionais não parece ter incomodado ninguém. Se somarmos as isenções fiscais da Lei Rouanet com todo o dinheiro roubado descoberto pela Lava Jato, por exemplo, não chegaremos nem perto do montante do qual o governo está abrindo mão. É um dos maiores assaltos aos cofres públicos que já se viu. Tudo feito dentro da lei, com a conivência de boa parte do povo brasileira e sob o silêncio da grande mídia.
Assim como as reformas trabalhista e previdenciária foram feitas sob medida para atender os interesses do mercado financeiro, todas as ações do governo Temer em relação ao pré-sal foram para atender os interesses internacionais. Os vendilhões da pátria estão depenando o país e o feirão não tem data para acabar. A entrega do pré-sal virou o grande símbolo da republiqueta de bananas que o Brasil voltou a ser dentro da geopolítica mundial.
Fonte: The Intercept



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