http://filotec.com.br

http://filosofiaetecnologia.blog.br
ECONOMIA TECNOLOGIA FILOSOFIA SAUDE POLÍTICA GENERALIDADES CIÊNCIA AUTOHEMOTERAPIA NOSSOS VÍDEOS FACEBOOK NOSSAS PÁGINAS

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

QUEM GANHA COM A MORTE DO MINISTRO TEORI?



Todos nós brasileiros fizemos um excelente romper de ano. Nós não devemos nada. Mas uma boa parte de políticos não conseguem desde finais de 2016, o ano que não quer acabar, conciliar o sono. 

Preocupam-se com a chamada DELAÇÃO DO FIM DO MUNDO. Essa delação estava na mão do ministro Teori Zavascki, e estava para se tornar pública a qualquer momento, levando de roldão uma boa parte de políticos e caciques conhecidos desse país. Nesse interím a morte do ministro Teori, veio para lhes dar conforto, porque TEMER poderá indicar um novo ministro e esse poderá ou não substituir Teori. 

Se for um ministro alinhado com os interesses de TEMER, certamente a Lava Jato irá melar, e o pior, eles até aqui não conseguiram uma razão para prender o Lula. Será que agora irão conseguir?

FILHO DO MINISTRO SUPOSTAMENTE ASSASSINADO EM MENSAGEM NAS REDES SOCIAIS EM RESPOSTA A AMEAÇAS RECEBIDAS PELO PAI.
Nos bastidores do Congresso Nacional é comum ouvir relatos de que senadores e deputados têm trânsito livre com alguns dos ministros do STF. Jantam juntos, fazem reuniões extraoficiais em seus gabinetes e até têm relações de amizade. 

Com Teori Zavascki, contudo, dificilmente se ouvia comentários do tipo. Era fechado em copas. O grampo feito pelo ex-senador Sérgio Machado (PMDB) no senador Romero Jucá (PMDB), quando falaram de um “pacto” para deter a Lava Jato, demonstra bem essa autoblindagem imposta pelo ministro. Dizia Machado: “Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori, mas parece que não tem ninguém”. Ao que Jucá respondeu: “Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara... burocrata”. Os dois peemedebistas são alvo da operação.

Ele era um Juiz, com "J" maiúsculo. Dele nunca se ouviu um pio sobre causas julgadas ou por julgar. Só se manifestava nos autos e tinha uma disciplina extraordinária. Era metódico e quando entrava em sessão, já conhecia pormenorizadamente a pauta de julgamento. Ninguém o iludia. Olhava atrás das linhas escritas, de cada palavra.



Mas sua maior virtude era o ser humano, a alma doce e amiga que morava nele. Incapaz de ofender, incapaz de se exaltar. Tratava todos e todas com distinção. Respeitava seus semelhantes e por seus semelhantes era respeitado.

Dizem que ninguém é insubstituível. De fato, não o somos por uma fatalidade: todos vamos um dia e o mundo continua. Mas Isso não pode valer para os que tornam o mundo mais pobre sem sua presença entre nós. Teori era e continua insubstituível, principalmente nestes tempos de decadência de hábitos da vida publica e de deterioração da cultura política e institucional. O Brasil precisa chorar seu passamento e choro com ele.

- Eugênio Aragão
Agora com TEORI afastado do caminho fica fácil nomear um ministro com a missão específica de melar a Lava Jato e livrar a cara de alguns figurões.



O próximo indicado por Temer agora pode ser um vampiro do PMDB ou um vampiro da Globo. Haverá uma disputa sangrenta de poder por esta vaga.

Ou seja, mais instabilidade, mais violência.

A morte do Ministro Teori, relator da Lava Jato, significa o fim da Lava Jato.

O novo relator da Lava Jato será o sucessor de Teori, que, segundo o filho, sofria sérias ameaças.

O novo relator-coveiro da Lava Jato será escolhido pelo presidente Traíra, num Senado que ele controla.

É o Senado do Justiça, o Renan, na lista de alcunhas da Odebrecht, o Senado do Eunício, o Índio, da lista da Odebrecht, do essa porra Jucá, do Careca, do Aloysio 300 mil, do que faz chover na Paraíba e do Mineirinho, o Aecím.

Acredita-se que o novo relator da Lava Jato será o atual presidente do Tribunal Superior do Trabalho, o filho do insigne Yves Gandra Marins.

O pai foi o autor, a pedido de advogado do FHC Brasif, do pioneiro parecer com o pedido de impeachment da Presidenta que não cometeu crime nenhum.

O filho chegou ao TST, segundo reportagem de André Barrocal, na Carta Capital, pelas mãos generosas do Ministro Gilmar Mendes, no momento acamado em Lisboa com labirintite aguda.

Portanto, o valente cachalote, aquele que o professor Belluzzo chamou de "sábio idiota", os dallagnóis e os delegados aecistas trabalharam em vão.

Ficam presos os que, supostamente, se meteram com o PT.

O Dirceu, por exemplo, condenado à prisão perpétua.

E os outros?

Os outros... não vem ao caso!

E viva o Brasil!  

Delegado da lava-jato questiona acidente e pede investigacao.

Um dos principais investigadores da Operação Lava Jato, o delegado federal Marcio Adriano Anselmo pediu a investigação "a fundo" da morte do ministro Teori Zavascki, "na véspera da homologação da colaboração premiada da Odebrecht".

"Esse 'acidente' deve ser investigado a fundo", escreveu em sua página no Facebook, destacando a palavra "acidente" entre aspas.

Anselmo afirmou que a morte de Teori é "o prenúncio do fim de uma era" e disse que ele "lavou a alma do STF à frente da Lava Jato".

"Surpreendeu a todos pelo extremo zelo com que suportou todo esse período conturbado", afirmou.

Teori Zavascki, 68, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, morreu na tarde desta quinta-feira (19) em um acidente de avião na costa de Paraty (RJ).

O Corpo de Bombeiros do Rio confirmou que ao menos três pessoas morreram na queda. De acordo com os bombeiros, o avião permanece submerso e três pessoas estão presas nas ferragens. Não há informações até o momento sobre demais ocupantes. A capacidade da aeronave é de sete pessoas, incluindo tripulantes.

Juiz da corte desde 2012, ele era responsável pelos casos da Lava Jato que envolvem pessoas com foro privilegiado, como congressistas e ministros.

"Sem palavras para expressar o que estou sentindo. O ministro Teori lavou a alma do STF à frente da LJ (Lava Jato), surpreendeu a todos pelo extremo zelo com que suportou todo esse período conturbado. Agora, na véspera da homologação da colaboração premiada da Odebrecht, esse 'acidente' deve ser investigado a fundo. Sinceramente, se essa notícia se confirmar, e o prenuncio do fim de uma era!, escreveu na rede social.

QUEM SE BENEFICIA COM A MORTE DO MINISTRO TEORI?
PORQUE A MORTE DO MINISTRO DO SUPREMO VEIO A CALHAR PARA UMA PARTE DA ELITE POLÍTICA DESSE PAÍS?

delação do fim do mundo, como ficou conhecida a série de depoimentos dos funcionários à Justiça, envolverá desde executivos que ocupavam a presidência da construtora, como o próprio Marcelo Odebrecht, até secretárias. Todos eles foram desligados da empresa e só Marcelo, já condenado na Lava Jato, segue detido. 

Aos poucos, o conteúdo começa a ser vazado na imprensa. Nesta segunda, uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo revelou que em ao menos um dos depoimentos afirma-se que houve uma doação ilegal da construtora de cerca de 30 milhões de reais para a chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer, na última eleição. Isso pode repercutir no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que julga ação sobre as contas da campanha.

As novas delações devem mostrar os tentáculos do esquema que, de acordo com a força-tarefa, regia a troca de vantagens para empresas por financiamento partidário e pessoal. Se os executivos principais lidavam diretamente com o Congresso e o Planalto, os diretores-superintendentes, por exemplo, podem explicar como o esquema de troca de benefícios funcionava em Estados e municípios. 

Eles lideravam times regionais, que tratavam com políticos de São Paulo, Rio de Janeiro ou Estados do Nordeste -muitos depois ganharam projeção em suas carreiras e também acabaram implicados em esquemas de Brasília.

Por isso, há um entendimento de que, se a delação de Melo Filho implodiu o Congresso e o Planalto, as demais, com exceção da do clã Odebrecht, devem envolver mais políticos regionais, incluindo, no entanto, nomes de peso, como governadores com pretensões à Presidência. Conheça abaixo quem são os principais nomes do acordo e sobre quais áreas eles devem se ater.

Clã Odebrecht

EMÍLIO ODEBRECHT
As delações mais aguardadas da Operação Lava Jato são as do patriarca do clã Odebrecht, Emílio, e de seu filho Marcelo, preso desde junho do ano passado. Os dois sempre foram próximos aos governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, e existe a expectativa de que eles impliquem os ex-presidentes em seus depoimentos. Trechos iniciais da delação de Marcelo vazados no início do mês dão conta de repasses de 8 milhões de reais em dinheiro vivo pagos para Lula – parte do montante depois que o petista havia deixado o Planalto. Além disso, Marcelo teria negociado diretamente a compra da nova sede do Instituto Lula, que não foi concretizada – a organização nega.

Mas as delações de Emílio e Marcelo podem ir muito além de Lula e Dilma. A empreiteira tem uma relação de proximidade com o poder desde os tempos da ditadura. De José Sarney a Michel Temer passando por Fernando Henrique Cardoso, a Odebrecht manteve algum grau de intimidade com todos os mandatários do país. Em seu livro de memórias, FHC faz várias menções elogiosas ao magnata da Odebrecht: “Curioso, a firma Odebrecht ficou tão marcada pela CPI dos Anões do Orçamento, com o negócio da corrupção, e no entanto o Emílio é um dos homens mais competentes do Brasil em termos empresariais”. Resta saber até onde os donos da empresa irão em sua delação.

Carlos Armando Paschoal

Carlos Armando Paschoal
Paschoal, conhecido como CAP, era diretor-superintendente da empresa em São Paulo e, por isso, é tido como um dos principais contatos da Odebrecht com políticos paulistas. Trechos preliminares de seu acordo de delação, divulgados entre outubro e novembro, implicam dois possíveis presidenciáveis tucanos para 2018, o governador Geraldo Alckmin e o chanceler José Serra. No caso de Alckmin, o caixa 2 (dinheiro para campanha não contabilizado) teria abastecido as campanhas de 2010 e 2014. Os pagamentos teriam sido feitos a duas pessoas próximas ao político tucano: uma delas seria o empresário Adhemar Ribeiro, irmão da mulher de Alckmin. Em 2010, ele teria recebido 2 milhões de reais em espécie, pagos em seu escritório.
Carlos Armando Paschoal, conhecido como CAP. CREA


Já Serra teria recebido 23 milhões de reais da empreiteira em 2010, via caixa 2, durante sua campanha presidencial. Parte do dinheiro, segundo a delação, foi repassado para uma conta na Suíça. Ronaldo Cezar Coelho, ex-deputado federal (ex-PSDB e atual PSD) teria articulado o repasse na condição de coordenador político da campanha de Serra. Todos os citados negam qualquer malfeito. Alckmin disse, na ocasião, que "é prematura qualquer conclusão com base em informações vazadas de delações não homologadas".

Benedicto Barbosa Júnior


O ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura é apontado como um dos principais interlocutores da empresa com políticos. Preso em março deste ano durante a 26ª fase da Lava Jato, era um dos coordenadores do Setor de Operações Estruturadas da empreiteira, conhecido como o setor da propina. Este setor, segundo o movimentado ao menos 66 milhões de reais para ao menos 30 pessoas. O Ministério Público Federal acredita que estes valores foram repassados para políticos das esferas municipal, estadual e federal. De acordo com a denúncia apresentada contra Barbosa, ele seria “a pessoa acionada por Marcelo para tratar de assuntos referentes ao meio político, inclusive a obtenção de apoio financeiro”.


Ex governador Sergio Cabral
A delação de Barbosa pode complicar ainda mais a situação do ex-governador fluminense Sérgio Cabral (PMDB), preso no início do mês. Isso porque os investigadores esperam que ele confirme outras denúncias de que o peemedebista cobrava 5% de propina para obras de grande porte no Estado, como a reforma do estádio do Maracanã, por exemplo. O executivo frequentava a casa de Cabral, e construiu sua mansão no mesmo condomínio que o então governador. Barbosa também era próximo do ex-ministro de Lula José Dirceu, já condenado na Lava Jato. Do setor controlado pelo executivo também teriam saído, segundo a força-tarefa da Lava Jato, pagamentos não declarados para o casal de publicitários Monica Moura e João Santana pelas campanhas de Lula e Dilma Rousseff.

Alexandrino Alencar

Alexandrino Alencar
Ao lado do clã Odebrecht, Alencar é uma das figuras-chave das delações da empresa. Ex-diretor de Relações Institucionais da construtora, ele ficou preso entre junho e outubro deste ano e sua delação chegou a ser recusada pela força-tarefa da Lava Jato, que considerou que ele tentava poupar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele é apontado como o executivo da construtora responsável pela relação com Lula. Seria ele também o contato da empresa com Antonio Palocci, réu na Lava Jato e preso durante a 35ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Omertà.

Alexandrino Alencar
Do depoimento de Alencar, se espera que ele esclareça as questões relativas às obras feitas em um sítio de Atibaia, que, segundo a acusação, pertenceriam a Lula, que nega ser proprietário. Ele também deve relatar detalhes das viagens feitas ao lado do ex-presidente para países da África e da América Latina. Segundo os procuradores, Lula praticou tráfico de influência em benefício da construtora em troca de vantagens indevidas, o que ele também nega.

Sérgio Luiz Neves

Neves é diretor superintendente da Odebrecht Infraestrutura para Minas Gerais e Espírito Santo. A expectativa dos procuradores é que ele detalhe em sua delação pagamentos e propinas pagos a políticos mineiros. Ele já foi citado pela secretária da empresa Maria Lúcia Tavares – que também colabora com a Justiça – como sendo o responsável pelo pedido de pagamento de 15 milhões de reais para uma pessoa identificada nas planilhas da empreiteira apenas como “Mineirinho” em 2014. Claudio Melo Filho, cuja delação veio a público na semana passada, afirmou que o apelido se refere ao senador e ex-candidato à presidência Aécio Neves (PSDB-MG), que negou.

O ex-funcionário era subordinado a Benedicto Barbosa Júnior, diretor da Odebrecht Infraestrutura e um dos articuladores do setor de operações estruturadas da empreiteira – conhecido como setor de propinas. Ele também pode jogar luz sobre algumas denúncias da Operação Acrônimo, que enredaram a Odebrecht e o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), em um esquema de pagamentos de propina no Estado em novembro deste ano.

Antonio Anastasia
A Odebrecht é responsável por uma série de obras de grande porte em Minas Gerais, que vão desde estações de tratamento de água e subestações elétricas. Dentre as principais estão as obras de manutenção do Sistema Rio Manso, responsável pelo abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte com água tratada. O contrato para a realização dessa iniciativa foi firmado durante o Governo do agora senador Antonio Anastasia (PSDB), relator da comissão especial do impeachment de Dilma Rousseff no Congresso.

Luiz Antonio Bueno Junior

Luiz Antonio Bueno Junior
A delação de Junior, diretor superintendente da Odebrecht Infraestrutura em São Paulo, tem potencial de abordar possíveis malfeitos da empreiteira no Estado. Em março deste ano foi divulgado um documento assinado por ele com o objetivo de aumentar os custos do estádio do Corinthians, construído pela Odebrecht. Por meio de aditivos contratuais, executivos da empreiteira conseguiram subir o valor da obra em 1,2 bilhão de reais. Segundo o procurador 
Procurador Carlos Lima dos Santos
Carlos dos Santos Lima, da força-tarefa da Lava Jato, as investigações feitas com base em planilhas da construtora apontam que houve pagamento de propina na obra, mas ainda não se sabia, em março, quais foram os destinatários deste dinheiro.

Uma das obras que também está na mira das autoridades é a construção da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo. A empreiteira integra o Consórcio Move – ao lado de Queiroz Galvão, UTC Participações e Eco Realty Fundo de Investimentos. A Move venceu uma licitação bilionária com custo previsto em 22 bilhões de reais. No entanto, em setembro deste ano o consórcio anunciou a suspensão das obras alegando dificuldades na contratação de crédito. Além disso, obras nas linhas 2-Verde e 4-Amarela também são investigadas por suspeita de propina. Uma série de e-mails e documentos apreendidos pela Lava Jato indicam que a empresa pagou para conseguir vencer as licitações durante governos do PSDB, entre eles o do atual governador 
Governador de São Paulo Geraldo Alckmin
Geraldo Alckmin, que pretende disputar a presidência em 2018. No final de novembro, ele defendeu a lava jato e afirmou que não foi beneficiário de nenhum repasse ilegal de campanha.

João Carlos Nogueira

João Carlos Nogueira (E), da Odebrecht, Paulo Paim, economista José Carlos de Assis e Klaus Curt Muller, da Abimaq.

Ex-diretor da área internacional da Odebrecht, Nogueira conhece bem os negócios da empreiteira firmados em outros países, como Angola, República Dominicana, Cuba, Gana, México e Venezuela. Ele chegou a ser alvo de condução coercitiva em setembro deste ano, alvo da Operação Acrônimo, que investiga pagamentos de propina por parte da empreiteira ao Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). O Ministério Público Federal acredita que Nogueira era um dos responsáveis pelo esquema de pagamentos ilegais em troca de financiamento do banco estatal.


João Antônio Pacífico Ferreira
João Antônio Pacífico Ferreira

Diretor superintendente para as áreas Norte, Nordeste e Centro-Oeste da construtora, ele deve revelar detalhes de como atuava junto aos políticos para viabilizar obras nessas regiões. Foi citado pelo delator Melo como a pessoa que aprovou pagamentos no valor de 500.000 reais ao presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), que apareceria em planilhas da construtora com o codinome "justiça". Segundo o mesmo executivo, Pacífico teria afirmado para ele que tinha interesse na obra do Canal do Sertão Alagoano, uma espécie de minitransposição do rio São Francisco. "Depois eu fui informado que haviam sido doados 1,2 milhão de reais a título de campanha", afirmou o delator. A obra do canal é feita pelo Governo do Estado, em parceria com o Governo federal, por meio do Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC). 
TUCANO TEOTÔNIO VILELA FILHO
A Odebrecht é responsável pelo quarto trecho da obra, ainda em construção, que foi, ao lado de outros trechos, questionado por indícios de sobrepreço pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A ordem de serviço deste trecho foi emitida em junho de 2013, na gestão do tucano Teotônio Vilela Filho.

João Pacífico, como é conhecido, também poderá esclarecer se a construtora pagou propina para realizar as obras do projeto de irrigação Tabuleiros Litorâneos de Parnaíba, no Piauí, executada pela construtora em um consórcio com a Queiroz Galvão. A obra já havia sido apontada em uma lista de obras sob suspeita da Polícia Federal, em setembro deste ano. Na delação de Melo, ele afirma que houve um acerto de pagamento de 3% dos valores repassados para a obra pelo Ministro da Integração, que em 2008, época dos fatos, era Geddel Vieira Lima, que deixou o Governo de Michel Temer por ter seu nome envolvido em outra denúncia.

Leandro Azevedo

LEANDRO AZEVEDO
Ex-diretor-superintendente no Rio de Janeiro, era considerado o braço-direito de Benedicto Júnior, um dos coordenadores do departamento de propina. Segundo uma reportagem da revista Veja, ele afirma que a construtora pagou 23,6 milhões de reais em dinheiro e 800.000 euros, por transferência bancária no exterior, para a campanha do Governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB). Segundo ele, o governador agiu junto ao BNDES em favor dos interesses da empresa. Ainda segundo a revista, ele teria citado o repasse de dinheiro para o caixa 2 do atual prefeito do Rio, Eduardo Paes (também do PMDB), ex-governador Anthony Garotinho e sua mulher, Rosinha, ambos do PR, e para o senador Lindbergh Farias (PT), além do próprio Pezão. Eles afirmam que só receberam doações regulares.

Dentre as obras sob suspeita estão a Linha 4 do Metrô do Rio e a concessão do Maracanã a Odebrecht. Esta última, segundo reportagem do Fantástico teria envolvido, segundo ele, o pagamento de propina ao atual presidente do Tribunal de Contas do Estado, Jonas Lopes, para que o edital fosse liberado pelo órgão. No último dia 13, ele foi conduzido coercitivamente para a sede da Polícia federal para prestar depoimento. Ele não falou com a imprensa sobre o fato.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

O PSDB É O MAIOR LADRÃO DA HISTÓRIA BRASILEIRA.



A Vale do Rio Doce, foi vendida por pouco mais de 2 bilhões de reais. A  diferença foi paga em moeda podre. No ano seguinte daria um lucro de 6 bilhões.

Às 17h42, o leiloeiro da Bolsa de Valores do Rio, Frederico Runte Jr., bate o martelo, encerrando a venda do controle acionário da maior mineradora de ferro do mundo, a Companhia Vale do Rio Doce, por R$ 3,3 bilhões.

ATÉ O INIMIGO RECONHECE.

Adiado por oito dias, devido a liminares concedidas pela Justiça a uma avalanche de ações que pediam a suspensão da venda da estatal, o leilão foi iniciado às 12h11, mas ficou suspenso por cinco horas, tempo necessário para que os advogados do governo e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), coordenador do programa de privatização, derrubassem as duas últimas medidas liminares que o impediam. Mas bastaram 13 minutos para que fosse dado o último lance.


Venceu o Consórcio Brasil, liderado pelo grupo Vicunha, que cinco anos antes, no governo de Itamar Franco, adquirira a estatal Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Integravam também o grupo vencedor a Previ e outros fundos de pensão de estatais e fundos de investimentos. Foi derrotado o consórcio Valecon, liderado pelo empresário Antonio Ermírio de Moraes, franco favorito na disputa até o último minuto.



Na praça XV, em frente à Bolsa do Rio, os manifestantes contrários à venda se envolveram em dois episódios de conflito com a polícia. No primeiro, duas pessoas ficaram feridas; no segundo, sete.

Quando, após o leilão, o ministro do Planejamento, Antonio Kandir, simbolicamente bateu novamente o martelo, uma outra liminar já havia suspendido os efeitos do leilão. A venda só foi concretizada quatro dias depois, com a entrega de um cheque de R$ 3.1999.974.496,00 ao governo pelo presidente da CSN, Benjamin Steinbruch. O fato foi festejado como o maior resultado desde o início das privatizações. A diferença entre o cheque e o valor total do leilão foi destinado ao pagamento de sócios minoritários. A partir daí, o governo transferia o controle da histórica companhia de capital misto criada em 1942 por Getúlio Vargas para um consórcio liderado pela CSN.

A Vale era, então, a maior exportadora de minério de ferro do mundo e controlava dezenas de empresas nos setores de mineração, navegação, portos, celulose e madeira. Tinha em caixa R$ 700 milhões, deduzidas as despesas com a demissão de mais de mil funcionários, feita para livrar o comprador dessas obrigações trabalhistas.

A disputa judicial em torno da venda da Vale, todavia, não foi encerrada com a quitação da compra. Em 2015, ainda existiam em tramitação na Justiça cerca de 70 ações de anulação da venda. As ações haviam sido suspensas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, em 2010. O ministro argumentou que elas não poderiam ser julgadas em primeira instância enquanto a Suprema Corte não se pronunciasse sobre o mérito de embargos declaratórios feitos pelo BNDES e de um agravo regimental da Vale privatizada. As ações só voltarão para julgamento em primeira instância depois dessa decisão.

O cheque bilionário de Steinbruch também não encerrou a oposição à privatização da hoje segunda maior mineradora do mundo – não apenas de ferro, mas de níquel, carvão, cobre, manganês e ferroliga. Dez anos depois, num plebiscito informal convocado por movimentos e pastorais sociais e partidos de esquerda votaram 3.729.538 brasileiros e 94,5% se declararam a favor da reestatização da empresa.

A venda da Vale foi a primeira da segunda fase do programa de privatização do governo Fernando Henrique Cardoso. Antes dele, Collor havia privatizado 12 empresas, e Itamar Franco, 9. Depois da Vale, o governo FHC fez a desestatização de empresas de infraestrutura e da Telebrás.

As ações judiciais contra a privatização da Vale apontavam várias irregularidades no processo, a começar da avaliação da empresa. Duas instituições foram escolhidas para definir o preço mínimo de compra, o Bradesco e a Merril Lynch. Após definição do preço, o Bradesco foi autorizado pelo BNDES a participar do leilão como financiador da CSN. A avaliação que definiu o preço mínimo de venda usou apenas o critério de fluxo de caixa e desprezou as reservas de ferro exploradas pela companhia.

Dois anos antes, a Vale havia informado à Securities and Exchange Comission, dos Estados Unidos, que suas reservas de minério de ferro em Minas Gerais totalizavam 7,918 bilhões de toneladas. O edital de privatização dizia que era apenas 1,4 bilhão de toneladas. Para a instituição americana, em 1995, a Vale declarou que detinha 4,97 bilhões de toneladas de reservas no Pará. O edital acusava apenas 1,8 bilhão de toneladas.

Além disso, houve uma questionável participação do BNDES, coordenador da privatização, na formação do consórcio vencedor, que impediu os fundos de pensão das estatais de integrarem o consórcio de Antonio Ermírio.

O Consórcio Brasil apenas venceu o leilão porque nele estavam os fundos de estatais, especialmente a Previ, dos funcionários do Banco do Brasil. Após a venda, transformou-se na empresa Valepar, que passou a ter a seguinte composição: a Litel (que reúne os fundos de pensão das estatais) participava com 43%; a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), de Benjamin Steinbruch, com 16,3%; a Bradespar, com 17,4% (que no consórcio, via Bradesco, era financiador da CSN); a Mitsui, com 15%; o BNDESpar, com 9,5%; e o grupo Elétron, do Grupo Opportunity, com 0,03%.

Em 2001, por acordo de acionistas, foram descruzadas as ações da CSN e da Valepar, que resultaram na saída de Steinbruch da empresa controladora da Vale. Isso resultou no aumento da participação do governo na Valepar: a soma das ações da Litel e do BNDESpar representam hoje 60,5% de seu capital.

ESTÃO LEVANDO EMBORA O BRASIL. E A MIDIA NÃO MOSTRA.

Mauro Santayana 

O governo Dilma caiu, a economia está cada vez pior, mas a manipulação midiática continua canalha, mendaz,descarada e imparável.

Não bastasse a manipulação de dados e prazos em recentes mensagens publicitárias - sem contestação, principalmente jurídica, da oposição, que prova que, no quesito estratégico, é tão incompetente fora como dentro do poder - a última manobra de alguns jornais e emissoras particularmente hipócritas está voltada para convencer os desinformados que compõem seu público que a recuperação do preço das ações da Petrobras neste ano se deu por causa da mudança de diretoria e da “venda” de 13.6 bilhões de dólares em ativos e não graças à recuperação da cotação do petróleo nos mercados internacionais, além da compra de bilhões de reais em ações quando elas estavam no fundo do poço, por parte de “investidores” estrangeiros, que nunca deram bola para o discurso catastrófico e derrotista dos inimigos da empresa. 



Os últimos três “negócios”, feitos na derradeira semana de 2016, foram a transferência de uma usina de biocombustíveis para os franceses e de duas empresas (petroquímica e têxtil) para mexicanos.


Como há que dar uma no cravo e outra na ferradura e água mole em pedra dura tanto bate até que fura, os mesmos meios de comunicação lembram que, apesar da valorização de suas ações em mais de 100% neste ano, a Petrobras deve, ainda, quatro centenas de bilhões de reais.


Ora, independentemente da questão do endividamento da Petrobras, constantemente exagerada para justificar seu desmonte, se uma empresa deve 400 bilhões, 13.6 bilhões de dólares, que não chegam a 10% desse montante pela cotação atual da moeda, arrecadados com a apressada venda de ativos estratégicos, longe de serem decisivos, são praticamente irrisórios em termos contábeis.


Sendo assim, nesse contexto, sua citação triunfal a todo momento só pode ser compreendida como mais um esforço - patético - de enganação da opinião pública, para justificar a entrega, nos próximos meses e anos, de uma fatia ainda maior do patrimônio de nossa maior empresa a concorrentes estrangeiros, sem nenhum critério estratégico e a preço de banana.


O discurso entreguista é tão contraditório, que, por um lado critica-se a “incompetência estatizante” da Petrobras, a mais premiada empresa do mundo no desenvolvimento de tecnologia para a exploração de petróleo em águas profundas, e, por outro, se transfere seus poços e empresas a estatais estrangeiras como a Statoil e para fundos de pensão também estatais como o da província de British Columbia, no Canadá, um dos novos donos dos Gasodutos do Sudeste.


A “imprensa” cita como objetivo, nesse quesito, para 2017, a “negociação”, pela Petrobras, de pouco mais de 23 bilhões de dólares em ativos.


Uma quantia que equivale a cerca de 7% das reservas internacionais brasileiras, que poderiam perfeitamente ser usados pelo governo para capitalizar a empresa sem depená-la, como a uma ave natalina, para serví-la, a preço de restaurante popular, para as multinacionais, como está sendo feito agora.


Não é por outra razão, apesar de o ano de 2016 ter sido o mais fraco das últimas décadas em exploração - a descoberta de novos poços caiu, segundo a Agência Nacional do Petróleo, em mais de 70% no ano passado, para apenas dois, devido, principalmente, à retração de atividades da Petrobras, diuturnamente atacada, vilipendiada e sabotada em várias frentes - que a parcela estrangeira na produção de petróleo no Brasil, devido, entre outras razões, à transferência de campos como Carcará a empresas multinacionais - cresceu em 14% no último ano, para 457.000 barris diários, e deve atingir em 2017, perto de 900.000 barris, ou quase a metade do que a Petrobras produz em território nacional.


Isso ocorrerá não apenas pela continuação da venda - se não houver contestação jurídica - de ativos da Petróleo Brasileiro S.A a estrangeiros, mas também pela queda intencional e programada de investimentos em exploração por parte da empresa, cuja produção crescerá - segundo prevê o “mercado” - em apenas 2% este ano.


Enquanto isso, graças à tentativa suicida – para não dizer imbecil - de repassar, imediatamente, as cotações internacionais para o consumidor brasileiro, o preço dos combustíveis continua subindo nos postos, a quase toda semana, mesmo quando o custo do barril desce no exterior.


Ou alguém já viu - sem tabelamento, eventual promoção, “batismo” ou falsificação - gasolina baixar de preço nas bombas, no Brasil?

ACORDA BRASIL. A PETROBRAS ESTÁ SENDO ASSALTADA.



Muitos colegas referem-se ao PT como responsável pela desmoralização e pelo atual estágio de penúria por que passa a Petrobras. Ao meu ver isso é injusto porque durante o governo do PT a Petrobras só fez crescer e aparecer, e descobriu inclusive o PRÉ SAL, devido a fortes investimentos em pesquisa e descoberta de Petróleo que só foi possível graças ao investimento em pesquisa patrocinado pelo governo Lula. Valeu a pena. Entretanto a verdadeira depenação, o verdadeiro roubo está sendo praticado agora, bem debaixo dos nossos narizes que contam as horas para prender o Lula.


Cláudio da Costa Oliveira, colunista do Cafezinho
Já escrevi diversos artigos sobre o projeto lesa-pátria que está em andamento atualmente na Petrobras.

As denúncias são muitas e vem de todas as partes sem que nenhuma providência seja tomada.

A venda da participação da Petrobras (66%) no campo de Carcará para a estatal norueguesa Statoil, por US$ 2,5 bilhões, anunciada em 28 de julho de 2016, foi fortemente criticada por muitos especialistas.

A Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo) que representa 18 associações profissionais de geólogos e os sindicatos da categoria em Minas Gerais e São Paulo emitiu nota oficial acusando a venda de “crime de lesa-pátria”. A justificativa é o baixo valor do negócio, considerando o potencial único do campo de Carcará.

Segundo o presidente da Febrageo, João Cezar de Freitas Pinheiro, os conhecimentos existentes indicam que o campo pode valer “até dez vezes mais”, considerando todas as variáveis do negócio. “A empresa não pode vender um ativo sem estudar melhor o valor deste ativo”

A Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET) realizou estudo demonstrando que a venda da Nova Transportadora do Sudeste (NTS) para a empresa canadense Brookfield Infrastructure Partners (BIP), causou um prejuízo maior do que o apurado no processo da Lava Jato.

A Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (ASMIRG-BR) informou que “o brasil sofreria o maior golpe de sua história com a venda da Liquigas” e também “agora se vende uma empresa enxuta, altamente rentável, por preço insignificante. A Liguigas foi vendida em negócio intermediado pelo Banco Itaú, que é um dos sócios do grupo Ultra, por sua vez proprietário da Ultragaz que foi a compradora.

O relatado acima já seria suficiente para atestar o escândalo da atual administração da Petrobras. Mas os problemas não param por aí, pois um aspecto importante é a forma como estas vendas foram efetuadas. De maneira açodada, sem transparência, sem concorrência, de forma dirigida, ao arrepio da lei.

O engenheiro aposentado da Petrobras, ex-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET), Ricardo Maranhão, escreveu um artigo intitulado “Descaminhos dos desinvestimentos da Petrobras” onde é discriminada a lista de leis que estão sendo descumpridas no processo de venda de ativos da companhia.

Maranhão questiona : “Sendo a Petrobras uma sociedade de economia mista, de capital aberto, integrante da administração pública indireta, o processo de venda de ativos está sendo conduzido com transparência, obedecendo o princípio constitucional da PUBLICIDADE (CF art. 37) ?”

E também : “A venda de ativos obedece a exigência de IMPESSOALIDADE, garantindo não haver CONFLITO DE INTERESSES ?” E por aí vai.

Não, a venda de ativos só atende ao que passa pela cabeça de Pedro Parente e seu diretor financeiro Ivan Monteiro.

O TCU mandou suspender todas as vendas de ativos da Petrobras depois que técnicos do órgão constataram os desmandos e os descumprimentos legais que estavam ocorrendo.

Em recente entrevista o diretor financeiro da Petrobras informou que : “estamos esperando o fim do recesso no TCU para retomar a discussão sobre o modelo a ser adotado pela empresa para os desinvestimentos”
Será que depois de tantos crimes cometidos ainda vão deixar esta corja administrando a emprêsa ?

Onde está o Ministério Público Federal que não pede uma intervenção imediata na companhia, paralisando este plano de negócios absurdo, cujo objetivo é dilapidar a emprêsa ?

Julian Assange, fundador do Wikileaks, em entrevista ao jornalista Fernando Morais , do Nocaute, informou : “Uma maneira de trocar favores com os Estados Unidos é facilitar à Chevron e à Exxon o acesso à partes deste petróleo (pre-sal). Nas mensagens vasadas por Wikileaks, aparece um desejo constante das petroleiras americanas de ter o mesmo acesso que a Petrobras tem”

Ele fez a seguinte análise :”Quais são as grandes instituições públicas brasileiras, quais as mais fortes ? Acho que são o exército e a Petrobras. E acho que em comparação, todas as outras instituições são fracas. Então creio que fragilizar a Petrobras é uma forma de fortalecer os militares, como centro de gravidade da organização do estado. E isto pode ser um problema”

O forte interesse das empresas americanas nós já conhecíamos, inclusive pelo vazamento das conversas do José Serra com a presidente da Chevron.

Com relação à fragilização da Petrobras, entendemos que isto significa a fragilização do Brasil como um todo. Significa a fragilização de suas empresas. Significa a fragilização de seu povo, que perde emprego e renda. E significa também a fragilização do exército e dos militares como consequência.

O povo brasileiro precisa se organizar para defender a Petrobras que está sob forte ameaça.

O Brasil hoje é governado por colonizadores que só pensam em explorar o país e seu povo.

PARTE DA ENTREVISTA DE FERNANDO MORAES A JULIAN ASSANGE, FUNDADOR DO WIKILEEKS

Entrevista completa aqui

Fernando: O WikiLeaks divulga um milhão de documentos por ano. Você certamente não se lembra de tudo, mas dos documentos do WikiLeaks o que é sabido a respeito da relação do então vice-presidente Temer com os serviços de inteligência estrangeiros, particularmente norte americanos?

Assange: Nós publicamos várias mensagens sobre isso. Uma em particular é de janeiro de 2006, em que ele vai à embaixada americana. A mensagem é somente a respeito das informações fornecidas por Michel Temer, suas visões políticas e as estratégias do seu partido.

Isso mostra um grau um pouco preocupante de conforto dele com a embaixada americana. O que ele terá como retorno? Ele está claramente dando informações internas à embaixada dos EUA por alguma razão. Provavelmente para pedir algum favor aos Estados Unidos, talvez para receber informações deles em retorno.

Ele foi à embaixada americana várias vezes para falar. A mensagem que publicamos em janeiro é só sobre essas comunicações. Frequentemente a embaixada retorna contato a respeito de alguma questão e consultam diversos informantes de partidos diferentes e juntam essas informações.

Temer enviou informações várias vezes para a embaixada americana, mas outros também o fizeram. Gente do seu gabinete e também gente de dentro do PT. Então, pessoalmente, eu acho que dada a natureza da relação do Brasil com os Estados Unidos e considerando a intenção do departamento de Estado americano em maximizar os interesses da Chevron e ExxonMobil, estão provendo aos EUA inteligência política interna sobre o que se passa politicamente no Brasil.

Com essas informações o Departamento de Estado pode fazer manobras em defesa dos interesses das grandes companhias americanas de petróleo. O que não necessariamente está alinhado com os interesses do Brasil.

Dependendo de como funciona uma sociedade, pode-se permitir que qualquer pessoa vá a uma embaixada e passe informações internas. Mas a maioria das sociedades que sobrevivem tem regras contra isso. Regras que proíbem que informações políticas delicadas sejam dadas a outro estado.

Ada: E há também há a sensação de que ele está insatisfeito com a política anti-neoliberal do PT e deseja se alinhar com o PSDB.

Assange: É o que tem acontecido agora. Se você ler o que publicamos em 2006, verá que a situação política atual está sendo construída há muito tempo. É interessante ver como o posicionamento das partes, suas visões de mundo e quem são seus aliados, não mudou tanto, como pode se ver.

_________________________________

 Mauro Santayana
O governo Dilma caiu, a economia está cada vez pior, mas a manipulação midiática continua canalha, mendaz, descarada e imparável.

Não bastasse a manipulação de dados e prazos em recentes mensagens publicitárias - sem contestação, principalmente jurídica, da oposição, que prova que, no quesito estratégico, é tão incompetente fora como dentro do poder - a última manobra de alguns jornais e emissoras particularmente hipócritas está voltada para convencer os desinformados que compõem seu público que a recuperação do preço das ações da Petrobras neste ano se deu por causa da mudança de diretoria e da “venda” de 13.6 bilhões de dólares em ativos e não graças à recuperação da cotação do petróleo nos mercados internacionais, além da compra de bilhões de reais em ações quando elas estavam no fundo do poço, por parte de “investidores” estrangeiros, que nunca deram bola para o discurso catastrófico e derrotista dos inimigos da empresa.

Os últimos três “negócios”, feitos na derradeira semana de 2016, foram a transferência de uma usina de biocombustíveis para os franceses e de duas empresas (petroquímica e têxtil) para mexicanos.

Como há que dar uma no cravo e outra na ferradura e água mole em pedra dura tanto bate até que fura, os mesmos meios de comunicação lembram que, apesar da valorização de suas ações em mais de 100% neste ano, a Petrobras deve, ainda, quatro centenas de bilhões de reais.

Ora, independentemente da questão do endividamento da Petrobras, constantemente exagerada para justificar seu desmonte, se uma empresa deve 400 bilhões, 13.6 bilhões de dólares, que não chegam a 10% desse montante pela cotação atual da moeda, arrecadados com a apressada venda de ativos estratégicos, longe de serem decisivos, são praticamente irrisórios em termos contábeis.

Sendo assim, nesse contexto, sua citação triunfal a todo momento só pode ser compreendida como mais um esforço - patético - de enganação da opinião pública, para justificar a entrega, nos próximos meses e anos, de uma fatia ainda maior do patrimônio de nossa maior empresa a concorrentes estrangeiros, sem nenhum critério estratégico e a preço de banana.

O discurso entreguista é tão contraditório, que, por um lado critica-se a “incompetência estatizante” da Petrobras, a mais premiada empresa do mundo no desenvolvimento de tecnologia para a exploração de petróleo em águas profundas, e, por outro, se transfere seus poços e empresas a estatais estrangeiras como a Statoil e para fundos de pensão também estatais como o da província de British Columbia, no Canadá, um dos novos donos dos Gasodutos do Sudeste.

A “imprensa” cita como objetivo, nesse quesito, para 2017, a “negociação”, pela Petrobras, de pouco mais de 23 bilhões de dólares em ativos.

Uma quantia que equivale a cerca de 7% das reservas internacionais brasileiras, que poderiam perfeitamente ser usados pelo governo para capitalizar a empresa sem depená-la, como a uma ave natalina, para serví-la, a preço de restaurante popular, para as multinacionais, como está sendo feito agora.

Não é por outra razão, apesar de o ano de 2016 ter sido o mais fraco das últimas décadas em exploração - a descoberta de novos poços caiu, segundo a Agência Nacional do Petróleo, em mais de 70% no ano passado, para apenas dois, devido, principalmente, à retração de atividades da Petrobras, diuturnamente atacada, vilipendiada e sabotada em várias frentes - que a parcela estrangeira na produção de petróleo no Brasil, devido, entre outras razões, à transferência de campos como Carcará a empresas multinacionais - cresceu em 14% no último ano, para 457.000 barris diários, e deve atingir em 2017, perto de 900.000 barris, ou quase a metade do que a Petrobras produz em território nacional.

Isso ocorrerá não apenas pela continuação da venda - se não houver contestação jurídica - de ativos da Petróleo Brasileiro S.A a estrangeiros, mas também pela queda intencional e programada de investimentos em exploração por parte da empresa, cuja produção crescerá - segundo prevê o “mercado” - em apenas 2% este ano.

Enquanto isso, graças à tentativa suicida – para não dizer imbecil - de repassar, imediatamente, as cotações internacionais para o consumidor brasileiro, o preço dos combustíveis continua subindo nos postos, a quase toda semana, mesmo quando o custo do barril desce no exterior.

Ou alguém já viu - sem tabelamento, eventual promoção, “batismo” ou falsificação - gasolina baixar de preço nas bombas, no Brasil?

Tags

 

 


SOMOS TODOS CHAPECOENSES