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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

HOMENAGEM AO RIO DE JANEIRO


Sou Carioca, nascido e criado no Rio de Janeiro, onde sempre vivi e de onde não quero sair. Não o troco por nenhum outro lugar, mas em que pese esse meu amor à terra onde nasci e a qual aprendi a amar, reconheço que o Rio de Janeiro tem problemas e muitos, mas inumeráveis vantagens também.

Não foi sem justa razão que já foi intitulado "RIO QUARENTA GRAUS, A CAPITAL DA BELEZA E DO CAOS". Então falemos a verdade. O Rio é a capital do CAOS, talvez não mais do que São Paulo, mas é um CAOS particular.


Começa pela decadência do CENTRO do Rio. O Centro da Cidade como de resto grande parte das metrópoles, fica infestado de mendingos e moradores de rua que fazem desse lugar uma verdadeira bagunça. Amontoam pilhas de papelão, penduram roupas para secar na frente de fachadas de estabelecimentos comerciais provávelmente fechados, e transformam o ambiente em uma cena dantesca e apavorante.

Ao lado dessas cenas que refletem o lixo da degradação humana, convivem em certa harmonia o imponente TEATRO MUNICIPAL que nesse momento está sendo restaurado pela enésima vez, e alguns prédios públicos que imponentes refletem a história e a opulência dessa nossa cidade. Alheio a tudo que se passa ao seu redor o BAR AMARELINHO no coração da Cinelândia continua a ficar com sua mesas lotadas de todo tipo de YUPPIES.

No entanto não se pode contestar o seguinte. O Centro do Rio de Janeiro chega hoje ao auge de um processo de decadência lento e progressivo que foi se acentuando mais e mais a partir do ano de 1960 quando a capital do Brasil transferiu-se para Brasília, saindo do Rio de Janeiro.


Hoje não é nada difícil alugar uma sala comercial no CENTRO do Rio de Janeiro, muitas alugadas por advogados e outros profissionais liberais, comerciantes e afins, pois sobram salas para alugar em prédios antigos com inúmeros problemas.

Dentro desse cenário não poderia deixar de figurar a violência escondida por trás de pequenos meliantes, travestis, prostitutas, trombadinhas, meninos de rua e outros perigos que se escondem no ambiente do CENTRO do Rio, nada convidativos ao transito do cidadão comum e desavisado.

Esse cenário é mais comprometedor à noite. Quem vai a um teatro no CENTRO do Rio à Noite, nos poucos que ainda existem como o TETRO MAISON DE FRANCE e o TEATRO RIVAL, depara-se com essa realidade nada cômoda.


A prefeitura é bem verdade vem tentando mudar essa face, procurando incentivar atividades culturais no Centro do Rio, e acreditamos que o recente credenciamento do Rio para os jogos alímpicos de 2016 irá influenciar nisso, mas até o momento a batalha está em curso com ganhos significativos para o caos.

Existe a nosso ver no entanto um outro fenômeno que agrava as vicicitudes do Centro do Rio de Janeiro, e esse fenômeno é o deslocamento do centro dos negócios e do lazer para um outro polo que está em franco soerguimento e desenvolvimento, e o nome desse polo é BARRA DA TIJUCA.

Hoje em dia se tornou um status para um profissional liberal, ter um endereço na Barra da Tijuca, sem falar que se pode juntar a conveniência de se morar próximo ao local de trabalho.


O Centro do Rio então acaba ficando para alguns profissionais sem grande poder financeiro, advogados e alguns poucos comerciantes, comércio de produtos de informática, e alguns estabelecimentos tradicionais que não querem sair do centro do Rio. Apesar de tudo o Centro do Rio ainda é um polo comercial muito forte, e um centro de escritórios e interesses finaceiros, sustentado por grandes âncoras como o BNDES, A SEDE DA PETROBRAS, DELEGACIAS DO MINISTÉRIO DO TRABALHO, DA FAZENDA, DA RECEITA FEDERAL, e outras.

A nosso ver a decadência hoje visível do Centro do Rio, teve alguns marcos importantes. O primeiro já mensionado foi a transferência da Capital da República para Brasíla em 1960 que deflagrou o lento mas inexorável processo de decadência do antigo Estado da Guanabara. Outro marco importante a nosso ver foi o fim da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, que transferiu para São Paulo, hoje a nossa única bolsa de valores, um número expressivo de corretoras e escritórios ligados à essa atividade, causando também o fechamento de Bancos, e instituições financeiras.

  • A Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ), localizada na cidade do Rio de Janeiro, foi a primeira bolsa de valores a entrar em operação no Brasil. A partir de 2000, com a transferência da negociação com ações para a Bolsa de Valores de São Paulo, ela passou a negociar apenas títulos públicos. Em 2002 foi adquirida pela Bolsa de Mercadorias e Futuros[1] e passou a apenas a negociar títulos imobiliarios e leilões.
  • Na primeira metade do século XIX, principalmente após a chegada da família real portuguesa ao Brasil, os negócios com fretes e mercadorias para importação e exportação ganharam grande impulso e começaram a se organizar em torno de "praças de comércio". As praças de comércio foram, no Brasil, o embrião do um pregão organizado, que seria formalizado somente em 1845, com a fundação da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro[1]. 
  • Ao final da década de 1890, durante o governo provisório de Deodoro da Fonseca, ocorreu uma grande onda de especulação com ações, o encilhamento. A BVRJ esteve intimamente ligada a esse processo por ser a maior praça de negociação de ações do Brasil naquela época[2]. 
  • Na década de 90 foram realizados vários leilões de privatização na BVRJ, no escopo do Programa Nacional de Desestatização, que incluíram algumas das mais importantes empresas brasileiras como, por exemplo, Usiminas, ACESITA, COSIPA e Embraer[3].


    Outro inconveniente do Rio é o trânsito. O Rio de Janeiro aliado à questão da violência transformou-se em uma verdadeira Xangai. É a cidade com a maior concentração demográfica do Brasil. Isso trás vantagens mas muitas desvantagens.

    As vantagens são de que uma concentração demográfica elevada atrai investimentos com maior facilidade pois garante consumo e receita, mais impostos etc... As desvantagens evidentes são o aumento da violência, e dos problemas sociais, de transporte, saúde etc...

    Sempre entendi que viver em uma grande metrópole como o Rio de Janeiro só é bom se você tiver um mínimo de poder aquisitivo. Para quem é pobre, morar em uma grande metrópole como o Rio de Janeiro, não é tão saudavel como em uma cidade do interior onde o deslocamento pode se feito a pé para o trabalho. No Rio de Janeiro uma pessoa que more na periferia terá que perder uma média de quatro horas de condução por dia para deslocar-se entre a ida e vinda para o trabalho, e essa condução será feita em condições sofríveis, normalmente superlotada, em transito lento e como a cidade é quente em grande parte do ano, com o desconforto de uma temperatura elevada. Um verdadeiro calvário.

    Para a classe média/alta no entanto, uma grande metrópole oferece vantagens, no sentido da qualidade de vida, pois se está mais próximo dos centros de lazer, e de compras, bem como de  eventos culturais como shows, cinemas, restaurantes, churrascarias, comércio específico (Mais abundante e diversificado na cidade grande), e facilidades de todos os gêneros como Internet com maior velocidade, redes de TV a cabo e por satélite a escolher, além de um ítem também muito importante que é o acesso mais rico, diversificado e fácil à cultura, e quando me refiro à cultura, falo de faculdades, centros de ensino, escolas de nível médio de qualidade, cursinhos pré vestibulares etc...

    As oportunidades também são maiores no que tange a empregos e atividades relacionadas à divesas esferas de atividade humana. Por exemplo, em uma cidade do interior, um pintor terá mais dificuldade de sobreviver do que em uma cidade grande onde poderá não só encontrar escolas de arte de nível superior, como poderá ter uma chance maior de expor seus trabalhos e ter sucesso. 

    Se você por exemplo é morador da Barra da Tijuca que tem uma excelente qualidade de vida, e às vinte e duas hora da noite, tem o seu mouse quebrado ou danificado e precisa comprar um urgente para terminar um trabalho para a  faculdade, você pode nesse horário se dirigir a um dos maiores HIPERMERCADOS do Brasil que é o EXTRA BARRA que fica funcionando 24 horas por dia inclusive aos domingos e feriados, e lá encontrará não só o mouse mas se quiser também o computador completo, a impressora, o papel ou qualquer outro periférico que desejar. Compra tudo pelo cartão de crédito em 12 vezes sem juros e volta feliz para casa podendo terminar seu trabalho confortavelmente, sem grandes abalos financeiros. Tal cenário só seria possível em alguém da classe média e morando na capital do Rio de Janeiro. Não em uma cidade do interior.

    Deixando no entanto os convenientes e os inconvenientes de se morar nessa cidade, não resta dúvida. Se você tiver boa vontade, verá que o carioca apesar da dificuldade já se adaptou a ela e tem o seu jeito particular de ser feliz. Se é pobre, sai de manhã pega o trem e pasmem, vai jogando baralho dentro do trem lotado até a cidade. Não está nem ai para a dificuldade. Sai do trabalho e toma aquele chopinho com os amigos, para esperar o transito diminuir de intensidade. Sexta feira é muito aguardada. Vai depois do trabalho para a quadra da escola de samba ver quem é o ganhador do samba daquele ano. Sabado tem pelada, churrasco com a família e Domingo é o maracanã para ver seu time até mesmo se for na geral que é mais barata. Fica de bate papo com  os amigos até tarde, tomando umas e outras e curtindo aquele pagode, e nesse interim tem a praia, tem os passeios na Quinta da Boa Vista e as reun iões com os amigos em casa mesmo tomando aquela cervejinha e assistindo ao futebol. Carioca é carioca. Um dos povos mais felizes e enturmados do mundo, e a cidade cá para nós é de uma beleza de arrepiar.


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