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domingo, 31 de outubro de 2010

A INTELIGÊNCIA VENCEU O PRECONCEITO

Perguntei a minha mãe em quem ela votaria. Ela tem 90 anos e ela disse que votaria em Serra porque é homem. Na cabeça dela, geração de 20, 30 , 40, mulher não tem capacidade para ser Presidente da República. É preconceito, assim como muita gente se morde de raiva por ver Lula um operário no Poder. Esquecem-se que Abrahão Lincon, um dos maiores presidentes da história Americana era camponês simples. 
Assim como esses preconceitos há a desinformação. Muita gente acreditou por exemplo que o Michel Temer era Satanista. Valha-me Santo Onofre. Ou então é falta de capacidade de análise política. 
Porque não entra na minha cabeça que um homem que era braço direito de FERNANDO HENRIQUE, que prejudicou milhões de aposentados, instituindo entre outras coisas o fator previdenciário, tenha alcançado 43% dos votos válidos, e vencido em todo o sul do país.
É muita gente incompetente votando. Está certo que tivesse ai uns 20%. Não mais. Esses Brasileiros compõem uma boa parte da classe média, super preconceituosa, os evangélicos que nessas eleições foram guiados por seus líderes, transformando-se em GADO de manobra, e esquecendo-se que devem seguir não a homens, mas a Jesus, e os enganados que se deixaram levar pela montanha de BOATOS da Internet.
Enfim agora a ESPERANÇA NÃO VENCEU O MEDO (Slogan da primeira campanha do Lula). A INTELIGÊNCIA E O AMOR A PATRIA, VENCEU O PRECONCEITO, A DESINFORMAÇÃO E O VOTO DE CABRESTO.
A presidente eleita Dilma Rousseff começará seu mandato com a maior base de apoio no Congresso Nacional desde a volta das eleições diretas para presidente, em 1989. O desejo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de formar uma base ampla foi cumprido com a eleição de ao menos 372 deputados e 60 senadores aliados – mais do que os três quintos necessários para aprovar mudanças na Constituição.
Foto: Fábio Berrie
Dilma Rousseff ao votar neste domingo em Porto Alegre
O PT foi bem sucedido na estratégia de sacrificar candidatos ao governo em Estados importantes para ter a garantia de apoio do PMDB e conseguir a maioria no Congresso. Dilma tende a ter mais facilidade para negociar a maioria com outros partidos depois de eleita, como Fernando Henrique Cardoso e Lula tiveram que fazer em seus primeiros mandatos.
A habilidade de Dilma para lidar com desejos dos congressistas é uma incógnita, mas aliados dizem que a ajudarão nesta tarefa. Michel Temer (PMDB), vice-presidente eleito, foi presidente da Câmara por três vezes e já ajuda a acalmar os ânimos do Congresso e, principalmente, do PMDB, segunda maior bancada da Casa. Temer articula o revezamento entre PT e PMDB na Presidência das duas Casas legislativas nos próximos quatro anos.
Lula também disse que deve auxiliar a candidata no diálogo com outros políticos. O próprio presidente já afirmou, que estará de “prontidão”. “Não vou permitir que tentem fazer com ela todas as sacanagens que tentaram fazer comigo” disse. Ele se referia a derrotas que teve no Congresso Nacional. A pior, segundo ele, foi a derrubada da CPMF em 2007.
Ainda assim, é consenso entre especialistas que a maioria de Dilma no Congresso não é por si só garantia de uma governabilidade sem restrições. A petista terá o desafio de reorganizar a estrutura de cargos no governo, de maneira a contemplar novos aliados e acomodar os interesses de todos os partidos que a ajudaram na campanha presidencial. Além disso, a petista terá, naturalmente, de lidar com os dissidentes das bancadas aliadas, desafio enfrentado também por Lula.
Reformas
Durante a campanha, Dilma se disse a favor de reformas, como a tributária e a política, mas não deu prazos para o envio de projetos ao Legislativo. Ela se resumiu a afirmar que essas mudanças ocorrem mais facilmente no início dos mandatos.
Sobre a reforma tributária, disse que ela é a “mãe de todas as reformas”, mas não definiu detalhes da proposta. Já a reforma política defendida pela candidata inclui financiamento público das campanhas, voto em lista e “reforço dos partidos”.
Evangélicos
A legislação sobre o aborto, tema discutido exaustivamente na campanha, dificilmente sofrerá modificações na próxima legislatura. A candidata disse, durante a campanha, que não deve propor modificações na lei sobre o assunto.
A posição expressada pela candidata vai de encontro ao desejo da bancada evangélica, que teve um aumento no seu número de parlamentares. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), o número de deputados e senadores ligados a igrejas evangélicas cresceu de 43 para 66 na nova legislatura.
Dilma e a bancada têm opinião distinta em outro ponto. A candidata já disse ser favorável à união civil entre homossexuais, rechaçada pelos evangélicos no Congresso. Somente um parlamentar assumidamente homossexual foi eleito nesta eleição, Jean Wyllys (PSOL-RJ).

Com fama de durona, Dilma furou a fila pela sucessão de Lula

Hoje transformada fisicamente, petista buscou na família apoio para entrar na disputa presidencial

Ex-ministra linha dura, hoje candidata do PT à Presidência. Escolhida como herdeira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição deste ano, Dilma Rousseff embarca na disputa empenhada em disfarçar as mesmas características que lhe renderam a fama de "dama de ferro" no Palácio do Planalto. De temperamento forte e considerada brava, a menina que estudou em colégio de freira e acabou na militância política contra a ditadura furou a fila no PT pela indicação para disputar a sucessão presidencial.



Hoje, Lula entra em campo para tentar justificar o traço de sua candidata. "Muita gente diz que a Dilma é dura, mas também nem todo mundo precisa ficar se arreganhando o tempo todo. Ser dura é uma das estacas que você utiliza para exercer sua função no poder", disse o presidente, em uma das declarações públicas em apoio à ex-ministra.
Os amigos admitem a caraterística, mas alguns procuram classificá-lo apenas como um reflexo da personalidade forte. Na prática, Dilma vem se submetendo há mais de um ano a um processo para suavizar sua  imagem. Perdeu peso, fez uma mudança drástica no guarda-roupa, trocou os óculos pelas lentes de contato e adotou o uso diário de maquiagem sob medida. Isso tudo para complementar o resultado de uma cirurgia plástica.
O processo foi interrompido pelo tratamento do câncer no sistema linfático que acometeu a petista em abril de 2009 e chegou a despertar no partido rumores de que sua candidatura estava sob risco. Depois do tratamento, Dilma retomou o ritmo de campanha, assim como as mudanças no visual. Amigos e familiares investem na tese de que a transformação é apenas física. “Ela sempre teve o temperamento forte, desde que a conheci com 19 anos. Mas vivi 30 anos com ela assim e muito bem”, diz o advogado Carlos Araújo, ex-marido de Dilma.
Filha do engenheiro búlgaro Pedro Rousseff, e da professora Dilma Jane Silva, a ex-ministra teve dois irmãos : Igor e a caçula Zana. Com a perda do pai (em 1962) e a irmã (1976), Dilma fez dos amigos e companheiros sua família. "Eu me considero membro da família dela, tenho uma relação com a mãe dela. É uma companheiraça. Somos muito amigos", diz ele, que separou de Dilma em 1994.
Foto: Elza Fiúza/ ABr
Antes da transformação a que se submeteu de olho na eleição, Dilma ainda exibia os óculos e as rugas acentuadas no rosto
O advogado foi o segundo casamento de Dilma. Em 1967, em Minas Gerais, ela oficializou no civil o relacionamento com Claudio Galeno, após um ano de namoro. O jornalista, cinco anos mais velho, era integrante do movimento Política Operária (Polop). A separação, diz ele, ocorreu em decorrência da luta armada. Perseguidos pela ditadura e na clandestinidade, fugiram de Minas para o Rio. De lá, Galeno foi transferido para Porto Alegre. A petista ficou no Rio - onde conheceu Carlos Araújo, gaúcho e dez anos mais velho.
Araújo fazia parte da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, a VAR-Palmares, que nasceu da fusão de duas outras organizações de luta contra a ditadura - o Comando de Libertação Nacional (Colina) e a  Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). No final de 1969, Dilma mudou-se do Rio de Janeiro para São Paulo, onde acabou sendo presa e torturada nos porões da Oban (Operação Bandeirantes) e do Dops (Departamento de Ordem Política e Social). Ficou detida no presídio de Tiradentes até 1972.
Ainda nos tempos da militância, Dilma teve seu primeiro contato com personagens que hoje ocupam posições estratégicas em sua campanha presidencial. Quando vivia com os sogros em Porto Alegre, Araújo estava preso na ilha das Pedras Brancas junto com Rui Falcão, deputado estadual e atual coordenador de comunicação de sua campanha.
“Dilma ia visitar a gente e sempre levava muito conforto. Era uma convivência mais de final de semana, isso quando não ventava, porque era um barco pequeno e não permitiam a ida das famílias para lá”, conta Falcão. Na campanha, está outro amigo daquela época, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. Apontado como o homem de confiança da candidata na equipe, é ele quem se encarrega de avisar à petista toda vez que exagera no tom em uma declaração à imprensa ou em um discurso. 
Laços 
Foto: AE
Recrutada por Lula, Dilma correu para a família em busca de apoio
Foi à família que Dilma correu quando Lula a comunicou que ela seria a candidata do PT. Araújo conta que ela foi a Porto Alegre apenas para buscar o apoio do ex-marido e da filha. A decisão de aceitar a tarefa, diz ele, já estava tomada. "Logo que ela soube, veio aqui contar para mim e para Paula. Ficamos chocados quando ela falou a primeira vez, mas depois entendemos."
O choque se deu principalmente porque Dilma havia acabado de se recuperar do tratamento contra o câncer no sistema linfático, descoberto em 2009. "A gente disse que ela ia se esgotar fisicamente, tudo que uma campanha traz, tentamos adverti-la - mas ela achou que ia se postar bem", completou.
Com a filha, a relação de Dilma é boa. Mas nem sempre foi assim. Com as atenções dos pais voltadas para a militância, a filha se ressentia. "Ela se queixava de que não recebia a atenção que queria na adolescência. Nunca fomos bons pais na verdade. Ela ficava com a empregada. Ela não ficava 24 horas com a filha, mas foi dedicada desde o início", relembrou Araújo. "Hoje somos mais corujas, até por conta do netinho", comemorou. No começo de setembro, Paula deu à luz Gabriel, primeiro neto da petista.
Mania
BAILE DE DEBUTANTES
Assim que deixou a Casa Civil, Dilma escolheu Minas Gerais, onde nasceu, para iniciar a pré-campanha. Durante a visita, realizada em abril, o compositor Márcio Borges recebeu uma ligação da equipe de Dilma. A candidata queria marcar um encontro, para relembrar os velhos tempos. "Foi um encontro em café super charmoso. A Dilminha me chamou de Marcinho Godard - apelido que ninguém me chamava há 30 anos. Ela tem uma memória espantosa", afirmou Borges, fundador do Clube da Esquina.
Dilma tem mania de apelido, confirmou Araújo. Mas não quis contar à reportagem do que se chamavam quando casado. "É ridículo contar, né? Coisa de casal", disse, aos risos, o advogado.
O primeiro marido de Dilma, Claudio Galeno, disse que a característica prova que a candidata é afetuosa e bem humorada. " Sabe que encontrei a Maria Clara, que também foi companheira de Dilma e se encontrou com ela recentemente. Sabe o que ela me contou? Que chamou a Maria Clara de Lili Bombom", diverte-se Galeno.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O CURRICULO DE SERRA E A HERANÇA DE FHC

DESMASCARANDO SERRA SEM PRECISAR INVENTAR MENTIRAS
 
 (BASTAR AO ELEITOR PESQUISAR EM SITES OFICIAIS
 AS INFORMAÇÕES ABAIXO)
1ª MENTIRA
 SERRA NUNCA CRIOU O SEGURO DESEMPREGO:

O seguro foi criado pelo decreto presidencial nº 2.284, de 10 de março de 1986, assinado pelo então presidente José Sarney.
 
Sua regulamentação ocorreu em 30 de abril daquele ano, através do decreto nº 92.608, passando a ser concedido imediatamente aos trabalhadores.

2ª MENTIRA –
SERRA NÃO CRIOU
o Fundo de Amparo ao Trabalhador:

O FAT foi criado pelo Projeto de Lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS).
 
 Um ano depois Serra apresentou um projeto sobre o FAT (nº 2.250/1989), que foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara dos Deputados, na sessão de 13 de dezembro de 1989, uma vez que o projeto de Jorge Uequed já havia sido aprovado.

3ª MENTIRA 
SERRA NÃO CRIOU OS GENERICOS:

O verdadeiro pai dos remédios genéricos foi o já falecido em dezembro do ano passado,  ex-ministro da Saúde, Jamil Haddad, através do decreto-lei nº 793, de 1993, muitos anos antes de Serra ser ministro da Saúde, e antes mesmo de
FHC ser eleito.

4ª MENTIRA
 SERRA E O ABORTO:

SERRA esconde dos religiosos que quando foi Ministro da saúde de FHC, ele assinou uma normativa do sistema único de saúde, onde o aborto era permitido em alguns casos. Pesquise em www.cfemea.org.br/pdf/normatecnicams.pdf

COMO DEPUTADO CONSTITUINTE -1987/1988 -
SERRA SÓ VOTOU CONTRA OS TRABALHADORES!

VEJA COMO ELE VOTOU:
  • a) Serra não votou pela redução da jornada de trabalho para 40 horas;
  • b) Não votou pela garantia de aumento real do salário mínimo;
  • c) Não votou pelo abono de férias de 1/3 do salário;
  • d) Não votou para garantir 30 dias de aviso prévio;
  • e) Não votou pelo aviso prévio proporcional;
  • f) Não votou pela estabilidade do dirigente sindical;
  • g) Não votou pelo direito de greve;
  • h) Não votou pela licença paternidade;
  • i) Não votou pela nacionalização das reservas minerais.

Por isso,  SERRA foi reprovado com a nota de 3,7 pontos pelo DIAP -
Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar
.

VOCÊ VOTARIA OU ACREDITARIA EM UM CANDIDATO QUE NÃO CUMPRIU NEM O QUE ASSINOU EM CARTORIO?

- Pois é, Serra disse que não seria candidato a governador de São Paulo e assinou em cartório essa declaração e não    cumpriu

PESQUISE EM FONTES OFICIAIS ANTES DE ACREDITAR EM BOATOS!


NÃO DEIXEM DE ACESSAR OS LINKS ABAIXO:

<http://www.sejaditaverdade.net/>




A HERANÇA FHC

No calor da disputa presidencial, o professor Theotonio dos Santos, da Universidade Federal Fluminense (UFF), viu-se diante de uma carta aberta escrita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Com a melhor disposição possível mas com amor à verdade”, Theotonio não teve dúvidas: redigiu - ele também - uma já memorável carta aberta, endereçada a FHC.
(por André Cintra)


Theotonio dos Santos: Carta aberta a Fernando Henrique Cardoso


Meu caro Fernando,

Vejo-me na obrigação de responder à carta aberta que você dirigiu ao Lula, em nome de uma velha polêmica que você e o José Serra iniciaram em 1978 contra o Rui Mauro Marini, eu, André Gunder Frank e Vânia Bambirra, rompendo com um esforço teórico comum que iniciamos no Chile na segunda metade dos anos 1960. A discussão agora não é entre os cientistas sociais e, sim, a partir de uma experiência política que reflete com tudo este debate teórico. Esta carta assinada por você como ex-presidente é uma defesa muito frágil teórica e politicamente de sua gestão. Quem a lê não pode compreender por que você saiu do governo com 23% de aprovação enquanto Lula deixa o seu governo com 76% de aprovação. Já discutimos em várias oportunidades os mitos que se criaram em torno dos chamados êxitos do seu governo.


Vários estudiosos discutimos, já no começo do seu governo, o inevitável caminho de seu fracasso junto à maioria da população. 

Pois as premissas teóricas em que baseava sua ação política eram profundamente equivocadas e contraditórias com os interesses da maioria da população. (Se os leitores têm interesse em conhecer o debate sobre estas bases teóricas, recomendo-lhes meu livro já esgotado: Teoria da Dependência: Balanço e Perspectivas, Editora Civilização Brasileira, Rio, 2000).


Contudo, nesta oportunidade me cabe concentrar-me nos mitos criados em torno do seu governo, os quais você repete exaustivamente nesta carta aberta.


O primeiro mito é de que seu governo foi um êxito econômico a partir do fortalecimento do real e que o governo Lula estaria apoiado neste êxito alcançando assim resultados positivos que não quer compartir com você... Em primeiro lugar vamos desmitificar a afirmação de que foi o Plano Real que acabou com a inflação. Os dados mostram que até 1993 a economia mundial vivia uma hiperinflação na qual todas as economias apresentavam inflações superiores a 10%. A partir de 1994, TODAS AS ECONOMIAS DO MUNDO APRESENTARAM UMA QUEDA DA INFLAÇÃO PARA MENOS DE 10%. Claro que em cada pais apareceram os “gênios” locais que se apresentaram como os autores desta queda. Mas isto é falso: tratava-se de um movimento planetário.


No caso brasileiro, a nossa inflação girou, durante todo seu governo, próxima dos 10% mais altos. TIVEMOS NO SEU GOVERNO UMA DAS MAIS ALTAS INFLAÇÕES DO MUNDO. E aqui  chegamos no outro mito incrível. Segundo você e seus seguidores (e até setores de oposição ao seu governo que acreditam neste mito), sua política econômica assegurou a transformação do real numa moeda forte. Ora, Fernando, sejamos cordatos: chamar uma moeda que começou em 1994 valendo 0,85 centavos por dólar e mantendo um valor falso até 1998, quando o próprio FMI exigia uma desvalorização de pelo menos uns 40% e o seu ministro da economia recusou-se a realizá-la “pelo menos até as eleições”, indicando assim a época em que esta desvalorização viria e quando os capitais estrangeiros deveriam sair do país antes de sua desvalorização. O fato é que quando você flexibilizou o câmbio o real se desvalorizou chegando até a 4 reais por dólar. E não venha por a culpa na “ameaça petista” pois esta desvalorização ocorreu muito antes da “ameaça Lula”. ORA, UMA MOEDA QUE SE DESVALORIZA 4 VEZES EM 8 ANOS PODE SER CONSIDERADA UMA MOEDA FORTE? Em que manual de economia? Que economista respeitável sustenta esta tese?


Conclusões: O plano real não derrubou a inflação, e sim uma deflação mundial que fez cair as inflações no mundo inteiro. A inflação brasileira continuou sendo uma das maiores do mundo durante o seu governo. O real foi uma moeda drasticamente debilitada. Isto é evidente: quando nossa inflação esteve acima da inflação mundial por vários anos, nossa moeda tinha que ser altamente desvalorizada. De maneira suicida, ela foi mantida artificialmente com um alto valor que levou à crise brutal de 1999.


Segundo mito: segundo você, o seu governo foi um exemplo de rigor fiscal. Meu Deus: um governo que elevou a dívida pública do Brasil de uns 60 bilhões de reais em 1994 para mais de 850 bilhões de dólares quando entregou o governo ao Lula, oito anos depois, é um exemplo de rigor fiscal? Gostaria de saber que economista poderia sustentar esta tese. Isto é um dos casos mais sérios de irresponsabilidade fiscal em toda a história da humanidade.


E não adianta atribuir este endividamento colossal aos chamados “esqueletos” das dívidas dos estados, como o fez seu ministro de economia burlando a boa fé daqueles que preferiam não enfrentar a triste realidade de seu governo. UM GOVERNO QUE CHEGOU A PAGAR 50% AO ANO DE JUROS POR SEUS TÍTULOS, PARA EM SEGUIDA DEPOSITAR OS INVESTIMENTOS VINDOS DO EXTERIOR EM MOEDA FORTE A JUROS NORMAIS DE 3 A 4%, NÃO PODE FUGIR DO FATO DE QUE CRIOU UMA DÍVIDA COLOSSAL SÓ PARA ATRAIR CAPITAIS DO EXTERIOR PARA COBRIR OS DÉFICITS COMERCIAIS COLOSSAIS GERADOS POR UMA MOEDA SOBREVALORIZADA QUE IMPEDIA A EXPORTAÇÃO, AGRAVADA AINDA MAIS PELOS JUROS ABSURDOS QUE PAGAVA PARA COBRIR O DÉFICIT QUE GERAVA. Este nível de irresponsabilidade cambial se transforma em irresponsabilidade fiscal que o povo brasileiro pagou sob a forma de uma queda da renda de cada brasileiro pobre. Nem falar da brutal concentração de renda que esta política agravou drasticamente neste pais da maior concentração de renda no mundo. VERGONHA, FERNANDO. MUITA VERGONHA. Baixa a cabeça e entenda por que nem seus companheiros de partido querem se identificar com o seu governo...te obrigando a sair sozinho nesta tarefa insana.


Terceiro mito: Segundo você, o Brasil tinha dificuldade para pagar sua dívida externa por causa da ameaça de um caos econômico que se esperava do governo Lula. Fernando, não brinca com a compreensão das pessoas. Em 1999, o Brasil tinha chegado à drástica situação de ter perdido TODAS AS SUAS DIVISAS. Você teve que pedir ajuda ao seu amigo Clinton que colocou à sua disposição 20 bilhões de dólares do tesouro dos Estados Unidos e mais uns 25 BILHÕES DE DÓLARES DO FMI, Banco Mundial e BID. Tudo isto sem nenhuma garantia.


Esperava-se aumentar as exportações do país para gerar divisas para pagar esta dívida. O fracasso do setor exportador brasileiro mesmo com a espetacular desvalorização do real não permitiu juntar nenhum recurso em dólar para pagar a dívida. Não tem nada a ver com a ameaça de Lula. A ameaça de Lula existiu exatamente em consequência deste fracasso colossal de sua política macroeconômica. Sua política externa submissa aos interesses norte-americanos, apesar de algumas declarações críticas, ligava nossas exportações a uma economia decadente e um mercado já copado. A recusa dos seus neoliberais de promover uma política industrial na qual o Estado apoiava e orientava nossas exportações. A loucura do endividamento interno colossal. A impossibilidade de realizar inversões públicas apesar dos enormes recursos obtidos com a venda de uns 100 bilhões de dólares de empresas brasileiras. Os juros mais altos do mundo que inviabilizavam e ainda inviabilizam a competitividade de qualquer empresa. Enfim, UM FRACASSO ECONÔMICO ROTUNDO que se traduzia nos mais altos índices de risco do mundo, mesmo tratando-se de avaliadoras amigas. Uma dívida sem dinheiro para pagar... Fernando, o Lula não era ameaça de caos. Você era o caos. E o povo brasileiro correu tranquilamente o risco de eleger um torneiro mecânico e um partido de agitadores, segundo a avaliação de vocês, do que continuar a aventura econômica que você e seu partido criaram para este país.


Gostaria de destacar a qualidade do seu governo em algum campo mas não posso fazê-lo nem no campo cultural para o qual foi chamado o nosso querido Francisco Weffort (então secretário geral do PT) e não criou um só museu, uma só campanha significativa. Que vergonha foi a comemoração dos 500 anos da “descoberta do Brasil”. E no plano educacional onde você não criou uma só universidade e entrou em choque com a maioria dos professores universitários sucateados em seus
salários e em seu prestígio profissional. Não, Fernando, não posso reconhecer nada que não pudesse ser feito por um medíocre presidente.


Lamento muito o destino do Serra. Se ele não ganhar esta eleição vai ficar sem mandato, mas esta é a política. Vocês vão ter que revisar profundamente esta tentativa de encerrar a Era Vargas com a qual se identifica tão fortemente nosso povo. E terão que pensar que o capitalismo dependente que São Paulo construiu não é o que o povo brasileiro quer. E por mais que vocês tenham alcançado o domínio da imprensa brasileira, devido a suas alianças internacionais e nacionais, está claro que isto não poderia assegurar ao PSDB um governo querido pelo nosso povo. Vocês vão ficar na nossa história como um episódio de reação contra o verdadeiro progresso que Dilma nos promete aprofundar. Ela nos disse que a luta contra a desigualdade é o verdadeiro fundamento de uma política progressista. E dessa política vocês estão fora.


Apesar de tudo isto, me dá pena colocar em choque tão radical uma velha amizade. Apesar deste caminho tão equivocado, eu ainda gosto de vocês (e tenho a melhor recordação de Ruth) mas quero vocês longe do poder no Brasil. Como a grande maioria do povo brasileiro. Poderemos bater um papo inocente em algum congresso internacional — se é que vocês algum dia voltarão a frequentar este mundo dos intelectuais afastados das lides do poder.


O GOVERNO FHC (COM SERRA COMO MINISTRO)  E A PETROBRAS.

A HERANÇA DE FHC NO SETOR PETRÓLEO
(Editorial do Sindipetro - RJ)

Se dependesse dos tucanos, festa do pré-sal seria no Texas. 

Não vamos esquecer da tentativa de mudança do nome para Petrobrax para facilitar a privatização da empresa, da pulverização das ações da companhia negociando 40% delas na Bolsa de Nova York, do sucateamento da Petrobrás com esvaziamento dos quadros técnicos e corte de investimentos, da destruição da indústria petroquímica - a mais lucrativa na indústria do petróleo - e da destruição da indústria naval, transferindo a construção de navios, plataformas, sondas para fora do país, exportando emprego e investimento. O Brasil chegou a ser o maior construtor naval do continente na década de 80.   


FHC quebrou o monopólio estatal do petróleo. Introduziu a lei 9748/97, criando a Agencia Nacional do Petróleo (ANP) e os leilões. A categoria não se calou. Em 1994 e 1995  realizou uma greve nacional de 32 dias, a maior da história, para impedir a privatização da Petrobrás. 


Mais de cem sindicalistas foram demitidos. Em 1996, junto com o MST, os petroleiros ocuparam o Salão Verde do Congresso Nacional para tentar barrar a votação da lei que extinguiu o monopólio estatal do petróleo. 


Essa é a herança de FHC na Petrobrás. Para não deixar dúvidas da ação predatória dos tucanos e democratas no setor, o primeiro diretor geral da ANP, David Zilberstain, ex-genro de FHC, anunciou à imprensa e aos representantes das multinacionais na primeira entrevista coletiva: “O petróleo é vosso”, ironizando o maior movimento cívico do país “O petróleo é nosso”


O governo de Luís Inácio sepultou a proposta de privatização da Petrobrás, retomando os concursos públicos, investindo maciçamente na companhia que hoje é a quarta empresa de energia do planeta e financia 40% do PAC. Retoma o braço petroquímico, criando o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro –  O Comperj. 


Lula readmitiu milhares de trabalhadores do Sistema Petrobrás, demitidos por governos anteriores. Nacionalizou a indústria naval, gerando emprego e investimentos no país. Aumentou a participação acionária da União na companhia no maior processo de capitalização da história. 


A oposição e a mídia chegaram a ironizar a operação e apostar em seu fracasso. Lula mudou o marco regulatório do petróleo para o pré-sal, contrariando tucanos e democratas que votaram contra a lei, insistindo na manutenção dos leilões de FHC. 


O petista não resolveu todos os problemas do setor petróleo, mas avançou muito. Os movimentos sociais e os sindicatos, entre eles o Sindipetro-RJ, vão insistir na luta pela Petrobrás 100% estatal e na volta do monopólio prevista no projeto de lei dos movimentos sociais em tramitação no Senado Federal. Vários parlamentares se elegeram comprometidos com o nosso projeto. 

FHC, que chamou os aposentados de vagabundos, rasgou o contrato com os aposentados da Petrobrás. Lula, para nossa decepção, não mudou esse quadro de desrespeito com aqueles que fizeram da Petrobrás o que ela é hoje. 

O Sindipetro-RJ não se calou e não vai se calar enquanto aqueles que construíram a maior parte dessa história de vitórias e conquistas não tiverem seus direitos garantidos. 


Porém, no momento do debate eleitoral, o Sindipetro-RJ não pode se omitir diante da ameaça da volta do projeto que tentou privatizar a Petrobrás e entregar nosso petróleo às multinacionais. Os petroleiros não aceitam o retrocesso e a entrega das riquezas do povo brasileiro!


Enquanto isso não param as manobras tucanas mentirosas

A senadora Marina Silva (PV-AC) criticou, hoje, duramente os setores do PSDB que promoveram iniciativas fraudulentas de envolvê-la em ações de apoio à candidatura de José Serra.


“Não usem meu nome para o vale-tudo eleitoral”, advertiu Marina ao tomar conhecimento de um endereço de e-mail falso (marina@pv.gov.br) e de um post do blog Eu Vou de Serra 45 que manipula declarações dadas por ela durante a campanha do primeiro turno.


“Infelizmente, muitos não aprenderam nada com os resultados das urnas e continuam a promover a política de mais baixo nível ao usar estratagemas banais para buscar votos”, declarou a ex-presidenciável do PV.


O e-mail com o remetente marina@pv.gov.br é direcionado aos simpatizantes de Marina e contém mensagem em nome da senadora e do PV com pedido para que se unam em torno da candidatura de Serra.


Por sua vez, o blog da militância tucana lança mão de declaração da então candidata verde à Presidência de forma descontextualizada para fazer seu proselitismo eleitoral. “Marina se posiciona: Brasil não pode ser entregue a quem conhece”, afirma inadvertidamente a divulgação dos defensores do ex-governador de São Paulo.


“Estamos no final do segundo turno, e os brasileiros já tiveram acesso a muitas informações sobre os candidatos à Presidência. Não há mais desconhecidos. O eleitor vai às urnas consciente da sua escolha e não sujeitará a formação de sua opinião àqueles que usam artifícios ingênuos para distorcer a realidade”, afirmou Marina.


A senadora voltou a manifestar o posicionamento que ela e o Partido Verde tornaram público desde o último dia 17 de outubro sobre a fase final da disputa presidencial: independência em relação a Dilma e Serra.


“Os quase 20 milhões de brasileiros que endossaram meu projeto e o de Guilherme Leal no primeiro turno sabem que o respeito ao eleitor é um princípio inquestionável na nossa prática política, o que nos diferencia daqueles que querem o poder pelo poder”, concluiu Marina Silva.

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