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JORNAIS QUE TEM INFORMAÇÃO REAL.

segunda-feira, 22 de março de 2021

REENCARNAÇÃO OU RESSURREIÇÃO

 Quando o protestantismo se insurgiu contra a Igreja Católica Apostólica Romana devido aos seus óbvios excessos, trouxe consigo alguns dogmas errados e que continuaram a ser um peso para o protestantismo e para as religiões que derivaram do protestantismo.

O principal desses dogmas criado por exigência de uma Imperatriz Romana, no caso TEODORA, é a descrença na Reencarnação. 

A imperatriz Teodora, foi uma cortesã(meretriz) e se imiscuía nos assuntos do governo do seu marido, e até nos de teologia.
Contam alguns autores que, por ter sido ela uma prostituta, isso era motivo de muito orgulho por parte das suas ex-colegas. Ela sentia, por sua vez, uma grande revolta contra o fato de suas ex-colegas ficarem decantando tal honra, que, para Teodora, se constituía em desonra.
Para acabar com esta história, mandou eliminar todas as prostitutas da região de Constantinopla – cerca de quinhentas.
Como o povo naquela época era reencarnacionista, em sua maioria cristão, passou a chamá-la de assassina, e a dizer que deveria ser assassinada, em vidas futuras, quinhentas vezes; que era seu carma por ter mandado assassinar as suas ex-colegas prostitutas.

 

Mulher do povo, prostituta, comediante, Teodora - que nasceu por volta do ano 500 - tornou-se imperatriz pelo poder de seu charme e de sua inteligência e se impôs como uma das figuras mais estranhas da história.






 O certo é que Teodora passou a odiar a doutrina da reencarnação. Como mandava e desmandava em meio mundo através de seu marido, resolveu partir para uma perseguição, sem tréguas contra essa doutrina e contra o seu maior defensor entre os cristãos, Orígenes, cuja fama de sábio era motivo de orgulho dos seguidores do cristianismo, apesar de ele ter vivido quase três séculos antes.

Como a doutrina da reencarnação pressupõe a da preexistência do espírito, Justiniano e Teodora partiram, primeiro, para desestruturar a da preexistência, com o que estariam, automaticamente, desestruturando a da reencarnação.
Em 543, Justiniano publicou um édito, em que expunha e condenava as principais idéias de Orígenes, sendo uma delas a da preexistência da alma.
Em seguida à publicação do citado édito, Justiniano determinou ao patriarca Menas de Constantinopla que convocasse um sínodo, convidando os bispos para que votassem em seu édito, condenando dez anátemas deles constantes e atribuídos a Orígenes [O Mistério do Eterno Retorno, pág. 127-127, Jean Prieur, Editora Best Seller, São Paulo, 1996].
A principal cláusula ou anátema que nos interessa é a da condenação da preexistência da alma que, em síntese, é a seguinte: “Quem sustentar a mítica crença na preexistência da alma e a opinião, conseqüentemente estranha, de sua volta, seja anátema” [A Reencarnação e a Lei do Carma, pág. 47, William Walker Atikinson, Ed. Pensamento, São Paulo, 1997].
Vamos ver agora essa cláusula na íntegra: “Se alguém diz ou sustenta que as almas humanas preexistiram na condição de inteligências e de santos poderes; que, tendo-se enojado da contemplação divina, tendo-se corrompido e, através disso, tendo-se arrefecido no amor a Deus, elas foram, por essa razão, chamadas de almas e, para seu castigo, mergulhadas em corpos, que ele seja anatematizado!” [O Mistério do Eterno Retorno, pág. 127-127, Jean Prieur, Editora Best Seller, São Paulo, 1996]. (Si quis dicit, aut sentit proexistere hominum animas, utpote quae antea mentes fuerint et sanctae, satietatemque cepisse divinae contemplationis, e in deterius conversas esse; atque  ideirco apofixestai id este refrigisse a Dei charitate, et inde fixás graece, id est, animas esse nuncupatas, demissasque esse in corpora suplicii causa: anathema) [Magia e Religião, Dr. Rozier, Editora Iniciação, abril de 1898, tradução para o francês por Papus. A Reencarnação, págs. 89-90, Editora Pensamento, São Paulo, 1995]. (CHAVES, 2002, pp. 185-187). 
As igrejas protestantes também rejeitam a preexistência e a reencarnação. Baseando-se, em primeiro lugar, nos anátemas do Imperador Justiniano. Martinho Lutero não aceitava Orígenes, em parte porque não gostava da prática de Orígenes de procurar alegorias nas Escrituras. Lutero escreveu: “Na obra de Orígenes não existe uma só palavra sobre Cristo”. (PROPHET, 1999, p. 213). 

Isso porque um olhar atento sobre as Escrituras Sagradas revela que a crença na reencarnação está expressa nela de forma incontestável e não querer admitir isso é o mesmo que querer esconder o sol com a peneira.

Além de estar evidenciado nas Escrituras Sagradas, hoje a ciência vem a corroborar esse fato de forma também incontestável, não só por pesquisas sobre crianças e pessoas que se recordam das suas vidas passadas, mas também porque está comprovado que os fetos e os bebês guardam recordações da sua vida intra-uterina quando os seus cérebros ainda não estariam formados, e as regiões de memória não teriam condições de guardar lembranças. 

Na verdade as lembranças ficam guardadas no espírito que anima os corpos das crianças. Essas lembranças são guardadas segundo a ciência no inconsciente e podem ser responsáveis por comportamentos as vezes não explicados. O Inconsciente, sabe-se hoje é a memória do espírito e essa não esquece nada.

Hipnose: Uma maneira de conversar com o inconsciente

Vamos imaginar que você entra em uma loja para procurar um produto, se dirige ao balconista e pergunta sobre o que deseja, e o atendente lhe diz que não possui esse produto no momento, você agradece e sai. Todo esse processo é o que sua mente consciente computou; porém se colocado em estado de hipnose seria possível que sua mente pudesse dar detalhes do ambiente da loja, da cor das paredes, prateleiras, informar se tinha outros clientes, como eram as vitrines, a cor de alguns produtos e até mesmo a roupa do atendente e muito mais; isso significa que essa mente capta e armazena todas as informações que não são úteis naquele momento e as coloca numa caixa dentro de você chamada Inconsciente.

Mas antes de nos debruçarmos sobre o que a ciência teria a nos dizer sobre espiritualidade e reencarnação, vamos nos deter sobre a Bíblia.


A Bíblia demontra claramente que os cristãos primitivos, acreditavam na Reencarnação. Veja por exemplo o seguinte dialogo entre Jesus e seus discípulos.

 MATEUS 16

13 - E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem?
14 - E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas.
15 - Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?
16 - E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.

Como é possível perceber, os discípulos afirmavam que as pessoas acreditavam ser ele a reencarnação de João Batista ou Elias ou Jeremias ou um dos profetas que já tinham existido a séculos antes de Jesus, mas que faziam parte da História do povo Judeu.

Se tal crença fosse uma Heresia, Jesus os repreenderia, mas não o fez porque ele próprio em várias ocasiões confirmou tal coisa. Uma delas é no Monte TABOR. Veja.


MATEUS 17


9 - E, descendo eles do monte, Jesus lhes ordenou, dizendo: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do homem seja ressuscitado dentre os mortos.


10 - E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro?


11 - E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas;


12 - Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do homem.


13 - Então entenderam os discípulos que lhes falara de João o Batista.

Veja que segundo o diálogo que Jesus mantém com os discípulos, eles falam de uma profecia que informava que Elias haveria de vir antes de Jesus. Elias viveu 800 anos antes de Jesus. É uma clara alusão à crença na reencarnação. Jesus confirma essa profecia e diz que em verdade Elias já tinha vindo conforme foi profetizado, e o diálogo deixou claro que ele falava de João Batista, como se João Batista tivesse sido a reencarnação de Elias.
Ese fato é confirmado em outra passagem das escrituras. VEJA:



MATEUS 11


11- Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele.


12 - E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele.


13 - Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João.


14 - E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir.


15 - Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.


Nas palavras de Jesus, há a afirmação de que este, João Batista é o Elias que havia de vir, portanto Jesus confirma que João Batista é a reencarnação de Elias.

Paralelamente Jesus afirma que João Batista é o menor no Reino dos Céus mas é o maior de todos os nascidos de mulher.

Isso se explica porque João Batista ainda não tinha atingido perfeição suficiente para ir aos céus. Ele ainda estava preso no ciclo das reencarnações por isso era o maior de todos os nascidos de mulher, ou seja daqueles que precisam renascer, e esses nascem de mulher. 

Os que não precisam renascer são aqueles que já atingiram a perfeição suficiente para não precisar renascer. Como João Batista ainda não tinha atingido esse patamar, o menor no Reino dos céus era maior do que João Batista, mas de entre todos os que precisavam reencarnar João Batista era o maior. 

Jesus certamente era maior do que João Batista e Jesus nascera de mulher, Maria sua Mãe, mas Jesus já tinha atingido um patamar que o permitia não precisar renascer de Mulher. Ele só o fez para cumprir sua missão de amor pela Humanidade. 

Portanto Jesus não era um NASCIDO DE MULHER, mas um FILHO DO HOMEM (Produto do Homem) que segundo a crença Judaica era um daqueles que chegara ao Reino dos Céus. "NINGUÉM SUBIU AOS CÉUS SENÃO AQUELE QUE DESCEU DOS CÉUS A SABER O FILHO DO HOMEM".

Essas não são em verdade as únicas pistas que existem na Bíblia sobre reencarnação. Na verdade se não se vê isso claramente é porque os estudiosos como disse Jesus estão cegos. Não tem olhos para ver.


Jesus era um amigo dos pecadores pois segundo ele, os pecadores eram como doentes que precisavam de médico. Os "JUSTOS" esses não precisavam de médico. Mas houve uma categoria de pecadores, que contra esses Jesus se alterou. Foram os Escribas e Farizeus, pois chegou a chama-los de SEPULCROS CAIADOS, e RAÇA DE VÍBORAS.



MATEUS 21

23 - E, chegando ao templo, acercaram-se dele, estando já ensinando, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo, dizendo: Com que autoridade fazes isto? e quem te deu tal autoridade?


24 - E Jesus, respondendo, disse-lhes: Eu também vos perguntarei uma coisa; se ma disserdes, também eu vos direi com que autoridade faço isto.


25 - O batismo de João, de onde era? Do céu, ou dos homens? E pensavam entre si, dizendo: Se dissermos: Do céu, ele nos dirá: Então por que não o crestes?


26 - E, se dissermos: Dos homens, tememos o povo, porque todos consideram João como profeta.


27 - E, respondendo a Jesus, disseram: Não sabemos. Ele disse-lhes: Nem eu vos digo com que autoridade faço isto.


28 - Mas, que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha.


29 - Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi.


30 - E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi.


31 - Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus.


Nessa passagem Jesus afirma aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo que os inquiriam visando intriga-lo que eles iriam entrar no Reino dos Céus, entretanto as Meretrizes e os Publicanos que eram os pagãos também iriam entrar no reino dos céus só que antes deles. Curioso que segundo essa afirmação de Jesus, todos iriam entrar no Reino dos céus, uns antes outros depois. Como se daria isso?  Seria inexplicável se não fosse a teoria da reencarnação, já que segundo essa teoria, todos irão se santificando através de sucessivas reencarnações até que atinjam a santificação. Só que esse caminho pode e é muito longo. Alguns demoram mais e outros menos mas todos chegarão um dia a santificação e poderão entrar no Reino dos céus.

Obvio é que Ladrões e Meretrizes não entrarão no reino dos céus na sua vida presente pois ainda terão que processar muitos pecados até atingir a perfeição. Se nem João Batista que era o maior de todos os nascidos de mulher era o menor no Reino dos céus, o que se dirá das Meretrizes e dos Ladrões, entretanto todos eles terão oportunidades de reparar os males que tenham causado. Oportunidades de fazer o bem e atingirem o status de santos, porque essa é a vontade de DEUS e a vontade de DEUS é soberana, mas para isso existe uma caminhada que não se restringe a apenas uma vida. 

Entretanto os Escribas e Fariseus pousavam como santos, ensinavam nas sinagogas, e se julgavam justos e portanto mais merecedores de entrar no Reino dos Céus, mas na sua vida privada dormiam com meretrizes, e praticavam toda sorte de pecados. Exploravam a boa fé dos que buscavam o templo, estimulando comerciantes que transformaram o templo em casa de negócios, e dessa forma auferiam lucros utilizando-se da fé, como hoje em dia ainda se vê. Entretanto Jesus não lhes negou o direito de entrar no Reino dos Céus, mas lhes advertiu que sua caminhada seria mais longa do que a caminhada dos ladrões e das meretrizes que já reconheciam serem pecadores e por isso estavam mais perto do arrependimento que é o primeiro passo no caminho da reparação.

Outra passagem que tem explicação fácil pela visão da reencarnação é aquela em que Jesus fala sobre a sua volta.




LUCAS 21


27 - E então verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória.


28 - Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima.


29 - E disse-lhes uma parábola: Olhai para a figueira, e para todas as árvores;


30 - Quando já têm rebentado, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão.


31 - Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o reino de Deus está perto.


32 - Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo aconteça.


33 - Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar.


34 - E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia.


35 - Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra.


36 - Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem.

Nessa passagem Jesus fala sobre a sua volta, vindo em uma nuvem com poder e grande glória. Afirma que aquela geração não passará sem que todas essas coisas se cumpram. A geração de 2000 anos atrás já passou, entretanto que geração é essa a que Jesus se refere? Não é a geração carnal, pois Jesus nunca falava em relação à realidade Material mas sempre em relação à realidade espiritual, portanto é a geração espiritual. Aquela Geração daquela época é a mesma geração atual que está aqui em sucessivas reencarnações e essa ainda não passou.

É importante observar que há uma recomendação de que os corações não se carreguem de glutonaria, de embriaguez e dos cuidados da vida e venha sobre vós o improviso daquele dia. É importante refletir. Que dia seria esse? O dia de sua volta, mas para todos o dia de sua passagem. Se no dia da passagem, estamos demasiadamente preocupados com os cuidados da vida por exemplo e só para citar um exemplo, estaremos apegados a matéria, isso terá consequências gravosas no fenômeno da nossa reentrada no mundo espiritual que é onde todos entraremos depois da morte e isso é uma advertência e portanto é importante que atentemos para o significado dessa palavra. "AQUELE DIA".


A maior prova de que a ENCARNAÇÃO existe é a própria encarnação de Jesus. Jesus era um espírito que já existia a muito tempo, antes da criação do planeta Terra, e ao nascer no corpo de uma criança e crescer, demonstrou como é o mecanismo de chegada ao planeta de um espírito, só que nesse caso de um espírito de elevadíssima estatura. Ao morrer declara ao PAI. "Em tuas mãos entrego o meu espírito", demonstrando que há um espírito que se desliga do corpo físico e retorna para o Pai.

O nascimento de Jesus representa o maior e inconteste exemplo de como um espírito vem ao planeta terra. Ele não é criado no momento do nascimento como se pensa. Ele pré-existe e nasce no corpo de uma criança e vai crescendo e se tornando adulto para então assumir sua personalidade como alma, como espírito encarnado.

Uma dúvida que assola muitas pessoas, sobre reencarnação é de onde vem tantos espíritos, pois se eles vão reencarnando, e todos já devem ter vivido vidas anteriores, como pode ter crescido tanto a população? Sabe-se que em 1900 a população mundial era de 1 bilhão de pessoas e agora em 2021 é de 7,8 Bilhões de pessoas. De onde surgiram tantos espíritos?

Isso se explica porque com a aproximação da grande transição planetária, os espíritos que estavam no plano espiritual precisam ter suas ultimas oportunidades de evolução antes da grande transição. Devido a esse fato, espíritos que estavam confinados em cidades astrais identificadas com suas naturezas as vezes imperfeitas, estão sendo direcionados para o plano terrestre, a fim de terem suas ultimas oportunidades. É uma reencarnação em massa que se acentuou a partir dos anos 50 com o BABY BOOM.

Além disso espíritos de outros planos astrais estão reencarnando na terra com a missão de ajudar o planeta na sua transformação.

Isso explica porque temos uma exacerbação de vícios, sexualidade e até mesmo crueldade e materialidade nas nossas sociedades. Também há uma natural evolução e um progresso do amor e uma evolução da espiritualidade.

POPULAÇÃO MUNDIAL
31.037.436Nascimentos este ano
333.641Nascimentos hoje
13.030.259Mortes este ano
140.070Mortes hoje
18.007.177Crescimento populacional este ano
193.571Crescimento populacional hoje


quarta-feira, 17 de março de 2021

COMO NÃO PEGAR COVID ANTES DA VACINA

 Quem fala é o Dr. Cícero Coimbra, a maior autoridade mundial no uso terapêutico da vitamina D para todas as doenças autoimunes.

O Dr. Cícero Coimbra é médico graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1979), possui título de especialista em medicina interna (1981) e neurologia (1983) pela mesma instituição, e em neurologia adulta e pediátrica (1985) pelo Jackson Memorial Hospital da Universidade de Miami, EUA. Obteve o título de mestre (1988) e doutor (1991) em Neurologia pela Universidade Federal de São Paulo e pós-doutorado (1993) pela Universidade de Lund, Suécia. Atualmente é Professor Livre Docente do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo, onde dirige o Laboratório de Neuropatologia e Neuroproteção. É Fundador Presidente do Instituto de Investigação e Tratamento de Autoimunidade. Atua na área de Medicina (Neurologia e Clínica Médica), com ênfase em doenças neurodegenerativas e auto-imunitárias. Desenvolveu o Protocolo Coimbra para o Tratamento de Doenças Autoimunitárias (protocolo de altas doses de vitamina D). O protocolo é utilizado atualmente por 50 médicos brasileiros e 53 médicos estrangeiros, e está disponível em 13 línguas diferentes.

Segundo o Dr. Cícero, a vitamina D não é uma vitamina e sim um Hormônio que é produzido de forma natural por exposição ao sol. A exposição ao sol pode produzir de 10 a 20 mil UI (Unidades Internacionais) de vitamina D por dia.

A produção ideal de vitamina D diária para manter o individuo com seus níveis ideais é algo em torno de 10 mil UI (Unidades internacionais) de acordo com os critérios normais propostos pela Sociedade American de Endocrinologia ou entre 40 e 100 nano gramas por mililitro, e para conseguir isso por meio da alimentação normal seria necessário comer 250 gemas de ovo ou 85 copos de leite ou 13 postas de salmão por dia.

As doses recomendadas pela medicina convencional, de vitamina D vem decrescendo desde a década de 60 e na década de 70 atingiu a um total entre 200 a 600 UI por dia, quando na verdade pela exposição ao sol é possível produzir de 10 a 20 mil UI por dia.

Depois que foi descoberto que a vitamina D é um hormônio, diversas funções foram descobertas para a vitamina D, entretanto o que se discute aqui é o papel fundamental de proteção que não pode ser substituído por nenhuma outra substância que é a de regular a potência do sistema imunológico. 

Para  se ter uma ideia se tivermos a quantidade ideal de vitamina D no organismo, essa milagrosa vitamina irá fazer com que as secreções e as mucosas fiquem carregadas de substancias defensivas. Essas substancias quando bem supridas de vitamina D exercem seu papel atacando qualquer agente invasor, seja vírus, fungo, bactéria ou qualquer agente invasor, de tal forma que ele sequer consegue penetrar na biologia do corpo.

As mucosas têm um papel primordial na proteção do organismo face aos agentes exteriores nocivos. Esta proteção é feita de duas maneiras:

• Pela sua estrutura densa, o tecido epitelial das mucosas forma uma proteção que impede a penetração das substâncias patogénicas (virus, fungos, bactérias).

• Paralelamente, a maioria das mucosas segregam o muco, uma substância viscosa que as tornam permanentemente húmidas. Este gel espesso, produzido pelas células do tecido epitelial chamadas as caliciformes, contem antibióticos naturais chamados defensinas. Assim, os agentes patogênicos (vírus, bactérias..) que tentam penetrar na mucosa são ao mesmo tempo retidos pelo muco como atacados pelas defensinas. Apenas as mucosas das vias urinárias são desprovidas de muco, pois são constantemente banhadas pela urina que é estéril.

Algumas mucosas têm também um papel de absorção. Assim, as mucosas do tubo digestivo são capazes de absorver uma parte dos nutrientes que são transmitidos ao organismo. As mucosas nasais, pontilhadas por numerosos pelos curtos, têm também como função travar uma parte das poeiras inaladas.

COMO OBTER OS NÍVEIS NORMAIS DE VITAMINA D?

Uma pessoa sem sobre peso, normal, deve tomar 10.000 UI por dia.

Como a vitamina D é um hormônio solúvel em gordura, a medida que se vai absorvendo a vitamina D, a gordura subcutânea absorve a vitamina D e não deixa que ela penetre no organismo, já que a gordura funciona como uma esponja para a vitamina D. Dessa forma se tomarmos 10.000 UI por dia mas tivermos níveis de gordura bob a pele, levará de 2 a 3 meses até que o nível de vitamina D suba lentamente e vá saturando essa gordura até penetrar no organismo se estabelecendo dentro da  faixa normal proposta pela Sociedade Americana de Endocrinologia.

Para resolver esse problema a solução é tomar uma dose de entrada alta e protetora de 600.000 UI de uma só vez. Dessa forma a gordura é imediatamente saturada por vitamina D, propiciando a proteção.

Você pode comprar uma dosagem de 600.000 UI injetável de vitamina D3 pelo Mercado Livre. Lá existem vários vendedores.



A mais de 10 anos já se tem conhecimento que quando se preconiza essa alta dosagem de vitamina D, o individuo normal sai de sua faixa de 17 que é insuficiente segundo a Sociedade Americana de Endocrinologia, e vai para próximo de 80 a 100 ou seja sai completamente fora da deficiência.

A gordura saturada de vitamina D assim vai liberando esse excesso na circulação de forma que ao final de um mês o indivíduo que tomou essa alta dosagem chega na faixa de 60.

No final de Abril de 2020 foi liberado um estudo que escolheu 760 pessoas que entraram no hospital com contaminação por Covid 19. Verificou-se que o nível de vitamina D nessas pessoas na faixa de 60 anos era entre 16 a 19 e todas elas morreram.

Verificou-se que as pessoas com a quantidade de vitamina D considerada normal e que tiveram sua suplementação regulada para acima de 20, 90% morreram, mas quando se vai aumentando esse nível e chega-se a 34, ninguém morre. 

Isso significa se se chegar a 90 ou 100 que é o limite superior preconizado pela Sociedade Americana de Endocrinologia, (e você não alcança esses níveis por meio das doses prescritas atualmente pela medicina convencional) o indivíduo se torna praticamente invulnerável. Se o indivíduo tiver contato com o vírus provavelmente ele nem irá desenvolver anticorpos porque o vírus provavelmente será destruído ao ter contato com as mucosas do indivíduo já que as defensinas presentes nas suas mucosas o irão destruir.

Não importa se é um vírus, um protozoário, uma bactéria ou um fungo, desde que toque nas secreções de um indivíduo saturado de vitamina D, este será imediatamente destruído.



terça-feira, 16 de março de 2021

A REVOLTA DA CHIBATA

O Congresso brasileiro restabeleceu, no mês de agosto de 2003, os direitos de todos os marinheiros envolvidos na chamada "Revolta da Chibata", ocorrida em 1910. O decreto devolve aos marinheiros suas patentes, permitindo que recebam na Justiça os valores a que teriam direito se tivessem permanecido na ativa. Após 93 anos, resgata-se a memória dos marujos, especialmente do líder da Revolta, João Cândido Felisberto, o "Almirante Negro".

Para entender a história de João Cândido e da Revolta da Chibata - uma das poucas revoltas populares que atingiu seus objetivos no Brasil - é preciso voltar a 1910. Neste ano, no meio de uma grande instabilidade política, o militar Hermes da Fonseca é eleito para a presidência.

Na noite do dia 22 de novembro de 1910, o novo presidente recebe a notícia: os canhões de alguns dos principais navios de guerra da Marinha Brasileira – neste momento ancorados em frente à cidade, na Baía de Guanabara - apontam para a capital do Rio de Janeiro e para o próprio palácio de governo. As tripulações se rebelaram e tomaram os principais navios da frota.

O Minas Gerais, um dos modernos navios recém-adquiridos pela Marinha na época da Revolta

Três oficiais e o comandante do encouraçado Minas Gerais, João Batista das Neves, estão mortos. Os demais oficiais são pegos de surpresa: os marinheiros manobram a frota exemplarmente, como não acontecia sob seu comando. O movimento, articulado por marinheiros como Francisco Dias Martins, o "Mão Negra" e os cabos Gregório e Avelino, tem como seu porta-voz o timoneiro João Cândido.

A última chicotada

Os motivos principais da Revolta eram simples: o descontentamento com os baixos soldos, a alimentação de má qualidade e, principalmente, os humilhantes castigos corporais. Estes haviam sido abolidos no começo do século, acompanhando o final da escravidão, sendo depois reativados pela Marinha como forma de manter a disciplina a bordo.

Ao lado de um dos Marinheiros, João Cândido lê o manifesto da Revolta: fim dos castigos corporais (Agência Estado)

No Minas Gerais, por exemplo, no dia da Revolta, o marinheiro Marcelino Menezes é chicoteado como um escravo por oficiais, à frente de toda a tripulação. Segundo jornais da época, recebe 250 chibatadas. Desmaia, mas o castigo continua. O movimento então eclode. João Cândido no primeiro momento não está presente. No calor da luta, são mortos os oficiais presentes no navio, o que terá conseqüências trágicas para os revoltosos.

Para surpresa dos oficiais a marujada manobrava sozinha os navios (Foto: "Diários Associados")

Além do Minas Gerais, os marinheiros tomam os navios Bahia, São Paulo, Deodoro, Timbira e Tamoio. Hasteiam bandeiras vermelhas e um pavilhão: "Ordem e Liberdade". A frota inclui mais de 80 canhões, que são apontados para a cidade. Alguns tiros de aviso chegam a ser disparados. Os marujos enviam um radiograma, onde apresentam ao governo suas exigências: querem o fim efetivo dos castigos corporais; o perdão por sua ação e que melhorem suas condições de trabalho.

A Marinha quer punir a insubordinação e a morte dos oficiais. O governo, contudo, cede. A ameaça à cidade e ao poder de Hermes da Fonseca são reais. Aprovam-se então medidas que acabam com as chibatadas e também um projeto que anistia os amotinados. Depois de cinco dias, a revolta termina vitoriosa.

A despedida do marinheiro

Os jornais da época anunciam o término da Revolta: quase 3.000 pessoas. Os mais ricos - fugiram da cidade. A população subiu aos morros para ver as manobras da Armada

Os marinheiros, em festa, entregam os navios. O uso da chibata como norma de punição disciplinar na Marinha de Guerra do Brasil finalmente está extinto.

Logo, no entanto, o governo trai a anistia. Os marinheiros começam a ser perseguidos. Surgem notícias de uma nova revolta, desta vez no quartel da Ilha das Cobras. O governo recebe plenos poderes do Congresso para agir. A ilha é cercada e bombardeada.

Cerca de 100 marinheiros são presos e mandados, nos porões do navio "Satélite" - misturados a ladrões, prostitutas e desocupados recolhidos pela polícia para "limpar" a capital - para trabalhos forçados na Comissão Rondon, ou simplesmente para serem abandonados na Floresta Amazônica. Na lista de seus nomes, entregue ao comandante do "Satélite", alguns estão marcados por uma cruz vermelha. São os que morrerão fuzilados e, depois, serão jogados ao mar.

João Cândido é conduzido para a prisão ("Agência Estado")

João Cândido, embora não tenha participado do novo levante, também é preso e enviado para a prisão subterrânea da Ilha das Cobras, na noite de Natal de 1910, com mais 17 companheiros. Os 18 presos foram jogados em uma cela recém-lavada com água e cal. A cela ficava em um túnel subterrâneo, do qual era separada por um portão de ferro. Fechava-a ainda grossa porta de madeira, dotada de minúsculo respiradouro. O comandante do Batalhão Naval, capitão-de-fragata Marques da Rocha, por razões que ninguém sabe ao certo, levou consigo as chaves da cela e foi passar a noite de Natal no Clube Naval, embora residisse na ilha.

A falta de ventilação, a poeira da cal, o calor, a sede começaram a sufocar os presos, cujos gritos chamaram a atenção da guarda na madrugada de Natal. Por falta das chaves, o carcereiro não podia entrar na cela. Marques da Rocha só chegou à ilha às oito horas da manhã. Ao serem abertos os dois portões da solitária, só dois presos sobreviviam, João Cândido e o soldado naval João Avelino. O Natal dos demais fora paixão e morte.

O médico da Marinha, no entanto, diagnosticou a causa da morte como sendo "insolação". Marques da Rocha foi absolvido em Conselho de Guerra, promovido a capitão-de mar-e-guerra e recebido em jantar pelo presidente da República.

João Cândido continuou na prisão, às voltas com os fantasmas da noite de terror. O jornalista Edmar Morel (1979, p. 182) registrou assim seu depoimento pessoal: "Depois da retirada dos cadáveres, comecei a ouvir gemidos dos meus companheiros mortos, quando não via os infelizes, em agonia, gritando desesperadamente, rolando pelo chão de barro úmido e envoltos em verdadeiras nuvens da cal. A cena dantesca jamais saiu dos meus olhos.

Atormentado pela lembrança dos companheiros mortos, João Cândido é algum tempo depois internado em um hospício.

Perto do mar, as "pedras pisadas do cais"

Aos poucos, ele se restabelece. É solto e expulso da Marinha. Os navios mercantes não o aceitam: nenhum comandante quer por perto um ex-presidiário, agitador, negro, pobre e talvez doido. João Cândido continuará contudo perto do mar, até morrer, em 1969, aos 89 anos de idade, como simples vendedor de peixe.

Os que fizeram a Revolta da Chibata morreram ou foram presos, desmoralizados e destruídos. Seu líder terminou sem patente militar, sem aposentadoria e semi-ignorado pela História oficial. No entanto, o belíssimo samba "O Mestre-Sala dos Mares", de João Bosco e Aldir Blanc, composto nos anos 70, imortalizou João Cândido e a Revolta da Chibata. Como diz a música, seu monumento estará para sempre "nas pedras pisadas do cais". A mensagem de coragem e liberdade do "Almirante Negro" e seus companheiros resiste.

HOMENAGEM DE JOÃO BOSCO E ALDIR BLANC À "REVOLTA DA CHIBATA"

Sobre a censura à música, o compositor Aldir Blanc conta: "Tivemos diversos problemas com a censura. Ouvimos ameaças veladas de que a Marinha não toleraria loas e um marinheiro que quebrou a hierarquia e matou oficiais, etc. Fomos várias vezes censurados, apesar das mudanças que fazíamos, tentando não mutilar o que considerávamos as idéias principais da letra. Minha última ida ao Departamento de Censura, então funcionando no Palácio do Catete, me marcou profundamente. Um sujeito, bancando o durão, (...) mãos na cintura, eu sentado numa cadeira e ele de pé, com a coronha da arma no coldre á uns três centímetros do meu nariz. Aí, um outro, bancando o "bonzinho", disse mais ou menos o seguinte:

Vocês não então entendendo... Estão trocando as palavras como revolta, sangue, etc. e não é aí que a coisa tá pegando...

Eu, claro, perguntei educadamente se ele poderia me esclarecer melhor. E, como se tivesse levado um "telefone" nos tímpanos, ouvi, estarrecido a resposta, em voz mais baixa, gutural, cheia de mistério, como quem dá uma dica perigosa:

- O problema é essa história de negro, negro, negro..."

MÚSICA DE JOÃO BOSCO E ALDIR BLANC

EM HOMENAGEM A REVOLTA DA CHIBATA

Mestre-Sala dos Mares", de João Bosco e Aldir Blanc, composto nos anos 70, imortalizou João Cândido e a Revolta da Chibata. Como diz a música, seu monumento estará para sempre "nas pedras pisadas do cais". A mensagem de coragem e liberdade do "Almirante Negro" e seus companheiros resiste.




quarta-feira, 10 de março de 2021

HIPÓCRITAS

Hipócritas, desde quando Jesus ensinou a odiar e a matar? Desde quando Jesus ensinou a pegar em armas. GUARDA A TUA ESPADA POIS TODO AQUELE QUE TOMAR DA ESPADA PERECERÁ PELA ESPADA.

Quando o atual Presidente da República do Brasil na votação do congresso que oficializou o golpe contra a Presidente Dilma Roussef,  com aquela homenagem no Congresso Nacional a Carlos Alberto Brilhante Ustra, notório torturador, e assassino, que levava os filhos dos torturados para que assistissem os pais serem torturados nos porões do Doi Codi, eu pensei que ali ele atrairia contra si toda a revolta do Povo Brasileiro, como atraiu a minha visceral revolta.

Ali naquele ato ele estava cuspindo nos milhares de estudantes que marcharam pelo Centro do Rio de Janeiro levando o caixão do estudante Edson Luiz assassinado pelo exército, o que ficou célebre na música de protesto de Milton Nascimento. Entretanto a memória do povo se tinha desvanecido, e um povo que não guarda sua memória se arrisca sempre a cometer os mesmos erros.


Afinal a juventude que não tinha contra o que protestar, e que nasceu e viveu no Brasil nos anos de bonança do PT, tinha que escolher algo para protestar, e disso se aproveitaram muito bem os serviços de inteligência alimentados pela máquina de propaganda de alguns organismos secretos a serviço do capitalismo internacional, que foram alimentando uma propaganda que buscava atingir seus objetivos.

Com isso conseguiram destruir anos de lutas e de conquistas penosamente construídos no eterno embate entre o capital e o trabalho.

Existe uma diferença significativa entre o atual Presidente do Brasil e o anterior que era o LULA (Luiz Inácio Lula da Silva). Enquanto LULA foi o melhor presidente do Brasil que atraiu  indústria, investimento, elevou o salário mínimo e colocou a economia brasileira como a 6a. economia do mundo, tornando o país uma economia emergente com chances de se tornar uma grande potência mundial, pensando nos pobres e nas empregadas domésticas, permitindo que os pobres consigam cursar universidades e escolas técnicas, Bolsonaro desintegra as conquistas dos trabalhadores, e afunda o Brasil, destruindo a indústria, promovendo o desemprego, a miséria a doença, armando milícias e envolvendo-se em crimes como a morte de Mariele, e o compartilhamento de recursos públicos, obtidos com a contratação de funcionários fantasmas que dividiam com ele e seus filhos os salários recebidos.

Algumas igrejas foram atraídas para essa arapuca, dando apoio a esse verdadeiro lobo que se infiltrou entre as ovelhas.

Mas essas Agremiações Religiosas que diga-se a bem da verdade, não foram todas, não tem desculpas, porque estava sempre muito evidente o caráter maléfico desse Presidente. 

Uma coisa temos que reconhecer. Ele nunca enganou ninguém. Sempre disse quais eram seus perversos objetivos. Sempre se comportou como um mau caráter. Como um verdadeiro mafioso. Nunca conseguiu esconder sua maldade, seu anti cristianismo. Sua evidente falta de humildade, sua vaidade desenfreada, sua língua ferina e ofensiva, sua total falta de equilíbrio, sua incapacidade e sua arrogancia,  e as Agremiações Religiosas o compraram. O compraram porque essas Agremiações Religiosas carregam dentro de si o germe do Anti Cristianismo. São Cristãs por fora, mas por dentro estão mais comprometidas do que os pecadores. Sobre eles Jesus fala:


Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha.

Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens.

E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro.

Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom, ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore.

Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.

O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más.

Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo.

Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado.


Mateus 12:22-50

segunda-feira, 8 de março de 2021

ELES PODERÃO MATAR UMA DUAS OU TRÊS ROSAS MAS ELES NÃO PODERÃO DETER A CHEGADA DA PRIMAVERA.

BEM AVENTURADOS OS QUE TEM FOME E SEDE DE JUSTIÇA PORQUE SERÃO FARTOS.


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recuperou seus direitos políticos e, no momento, pode concorrer às eleições de 2022, se assim quiser. O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta segunda-feira habeas corpus que declara a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela maioria dos casos da Operação Lava Jato, para julgar o ex-presidente Lula. Com isso, as condenações do triplex do Guarujá e do sítio de Atibaia, e as ações sobre a sede e doações do Instituto Lula voltam à primeira instância no Distrito Federal. Ou seja, as duas condenações em segunda instância do petista deixam de valer e ele se livra, ao menos neste primeiro momento, do impedimento da Lei da Ficha Limpa. A Procuradoria-Geral da República vai recorrer da decisão do ministro Fachin. A 13ª Vara de Curitiba, por sua vez, disse em nota que irá cumprirá a decisão do ministro do STF.

A decisão monocrática (solitária) de Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, é um terremoto que pega o mundo político de surpresa pelo timing. Há meses os processos contra Lula, especialmente os julgados pelo ex-juiz Sergio Moro, estão sob forte bombardeio após as revelações da chamada Vaza Jato, que trouxe à tona mensagens privadas mostrando a proximidade entre magistrado e procuradores que viola a Constituição brasileira. Esperava-se que o Supremo primeiro analisasse o pedido de Lula para considerar Moro suspeito, um julgamento que desde 2018 espera para ser retomado pela principal corte brasileira.

Fachin decidiu com base num debate antigo da Lava Jato. A decisão do ministro parte do entendimento de que Curitiba deveria ser responsável apenas pelo “julgamento dos fatos que vitimaram a Petrobras” e nada fora disso. Ou seja, extrapolou suas funções ao julgar casos-combo de Lula. 

A questão da jurisprudência vem desde os primórdios da Lava Jato, uma vez que a 13ª Vara Federal aglutinou a grande maioria de processos da operação. Em 2015, o STF decidiu que seria critério de distribuição de casos o local de origem do crime e a relação direta com crimes praticados pela Petrobras. 

Na época, muitos processos acabaram fatiados, mas ficou definido que os atos determinados por Moro em Curitiba não seriam anulados. A ordem de Fachin de anular os processos vai contra o que foi determinado pelo Plenário do Supremo há seis anos, e causa estranheza entre juristas ouvidos pelo EL PAÍS, que afirmam que a decisão deixa várias pontas soltas. Não se sabe como ficará o processo de suspeição de Moro (Fachin o declara extinto), se será, por exemplo, feita a validação das mensagens apreendidas pela Operação Spoofing ―o intercâmbio entre procuradores e Moro obtidos por hackers eram até então o maior trunfo de Lula em tentar provar sua inocência na acusação de corrupção no Instituto Lula.

As primeiras análises dos processos envolvendo Lula apontam que voltar esses casos à estaca zero tem ao menos uma consequência: há possibilidade de que os crimes apontados nas condenações já estejam prescritos ou em vias de serem prescritos. Como o petista tem mais de 70 anos, todos os prazos de tramitação antes da prescrição devem ser reduzidos pela metade. Ainda não se sabe também quem será o magistrado ou magistrada que ficará com os casos na primeira instância em Brasília. Segundo O Globo, podem ser os juízes Vallisney de Souza Oliveira, tido como linha-dura e mais alinhado à Lava Jato e que já tem outros casos de Lula nas mãos, e Marcus Vinicius Reis Bastos, considerado de perfil mais garantista, ou pró-réu. São os magistrados que vão analisar se consideram ou não todas as provas e depoimentos contra o petista e da defesa dos casos coletados pela Lava Jato, já que Fachin não anulou essa fase dos processos e deixou para a nova instância essa tarefa. A celeridade ou não desse processo de reanálise pode ser decisivo para o desfecho dos casos e impactos nas intenções políticas de Lula.

Manobra de Fachin

Nesta segunda, a defesa do ex-presidente Lula lançou nota na qual parece estar tentando ainda entender a estratégia de Fachin. Os advogados rebatem a afirmação do ministro do Supremo de que sua determinação teve como base um pedido de habeas corpus feito em novembro de 2020. Os advogados afirmam que há mais de cinco anos tentam em todas as instâncias que fosse reconhecida a incompetência da 13ª Vara de Curitiba para decidir sobre investigações ou sobre denúncias da força tarefa da Lava Jato. “Também levamos em 2016 ao Comitê de Direitos Humanos da ONU a violação irreparável às garantias fundamentais do ex-presidente Lula, inclusive em virtude da inobservância do direito ao juiz natural — ou seja, o direito de todo cidadão de ser julgado por um juiz cuja competência seja definida previamente por lei e não pela escolha do próprio julgador”, afirmam.

Os advogados destacam ainda que a decisão não repara os “danos irremediáveis” causados a Lula, que chegou a ficar 580 dias preso, teve seus direitos políticos cassados, e não pode concorrer nas eleições presidenciais de 2018. Em nota, o Instituto Lula criticou a “farsa” criada pela Lava Jato e afirmou que “é lamentável que o Brasil e a democracia tenham pago um preço tão alto antes que essa injustiça fosse reconhecida”. Deltan Dallagnol, que foi chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, usou o Twitter para dizer que entendia Fachin, que apenas seguia a nova jurisprudência do tribunal sobre a competência da vara do Paraná. “Esse é mais um caso derrubado num sistema de justiça que rediscute e redecide o mesmo dezenas de vezes e favorece a anulação dos processos criminais”, criticou.

A pergunta que fica é: por que Fachin decidiu agora? Uma das hipóteses é que a defesa de Lula estava colocando não apenas Moro, mas toda a Lava Jato e o próprio Supremo em xeque. Diálogos da Operação Spoofing selecionados pelo perito do petista indicam que, em julho de 2018, a então presidente da Corte, Cármen Lúcia, teria mandado descumprir uma decisão que pedia a liberdade de Lula. “Cármen Lúcia ligou para [Raul] Jungman e mandou não cumprir e teria falado também com Thompson [Flores]”, afirmou o procurador Deltan Dallagnol em mensagem. A conversa é um bastidor do dia 8 de abril de 2018, após o desembargador Rogério Favreto, que estava de plantão, mandar soltar o ex-presidente, que havia sido preso no dia anterior. Jungman, que era ministro da Justiça, falou ao site Conjur que ele nunca conversou com Dallagnol.

Por si só, a mensagem não dá o cenário completo do que aconteceu, mas planta a semente da dúvida, o que, no final, poderia favorecer Lula. “Houve um conluio para evitar que o Lula pudesse voltar à presidência do Brasil. Mentiu uma parte da Justiça, uma parte do Ministério Público, da Polícia Federal. Envolveram muita gente numa mentira, reforçada pelos meios de comunicação. Agora que sabem a verdade, como vão dizer para a sociedade que, durante cinco anos, condenaram uma pessoa inocente?”, disse Lula em entrevista ao EL PAÍS na sexta-feira.

Lula ainda tem um caminho árduo para provar sua inocência. Além dos processos do triplex do Guarujá, sítio de Atibaia, sede e doações do Instituto Lula, que voltam à estaca zero, o ex-presidente ainda se defende de pelo menos outras cinco ações na Justiça. Ele já foi inocentado de três processos.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

O PAPEL DOS EVANGELHOS APOCRIFOS NA HISTORIOGRAFIA DO CRISTIANISMO.

A marca principal de Jesus Cristo na sua relação com a humanidade é o seu incontestável amor, porque ele como espírito mais elevado que já esteve no planeta, tinha como sua característica principal o elevado grau de amor pela humanidade. Seu maior sacrifício não foi propriamente o padecimento físico por que passou, mas sim ter que sair da glória onde coexistia com o Pai para ter que descer ao nosso plano terreno. Foi uma lenta preparação em que foi preciso ir baixando a vibração até chegar ao nosso patamar. Foi um gigantesco sacrifício que lhe propiciou livrar a humanidade do tacão do príncipe desse mundo, entregando-lhe a administração do nosso planeta o que propiciou executar o plano divino de redenção da humanidade, e isso só foi possível por causa do grande e infinito amor de Deus e também de Jesus pela humanidade. Não é sem justa razão que o texto bíblico diz:

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna

Quando se fala "PERECER" aqui significa que a humanidade tinha um grande padecimento por que passar para resgatar o oceano de lágrimas e sangue que precisava pagar para resgatar sua montanha de pecados. Isso seria para estar de acordo com a lei de causa e efeito que rege o universo. 

Quando Jesus toma a administração do planeta com o seu sacrifício já que o cordeiro imaculado ao ser sacrificado teria um preço significativo que perante a lei universal resgatava todos os pecados de suas ovelhas dando-lhes uma nova oportunidade, pode então executar o plano divino que nos iria poupar do preço de padecimento que teríamos que passar. 

Entretanto, porque tudo tem que seguir a lei do livre arbítrio, precisaríamos seguir a Jesus e assim atingir os patamares de perfeição necessários para continuar dentro do plano de resgate da humanidade. Aqueles que se furtassem ao desejo de seguir o mestre, teriam infelizmente que descer do nosso plano a outro plano inferior em que essa oportunidade se perderia e dentro dessa nova realidade lamentariam amargamente a oportunidade perdida. Esse é o significado de perecer. Perder essa maravilhosa oportunidade que está nos sendo oferecida pelo sacrifício do Mestre Jesus.

Portanto um ser amoroso como Jesus não poderia fazer mal a nenhum dos seres que aqui habitavam. É assim que se dirige aos soldados que o feriram e roga a Deus que os perdoe porque não sabiam o que estavam fazendo. De fato. Eram como crianças travessas que brincavam a beira do abismo sem saber o perigo que corriam. É por essa mesma forma que cura a orelha arrancada do soldado que foi prende-lo. 

Dessa forma quando alguns evangelhos apócrifos fazem relatos sobre a vida de Jesus procurando coloca-lo como um menino mimado que não poderia ser contrariado, percebemos que são relatos falsos. Procuram colocá-lo como um assassino capaz de matar alguém que o fosse contrariar, o que é obviamente um absurdo e não se coaduna com o seu comportamento destacado em todo o evangelho em que apenas faz o bem e jamais mal a ninguém, nem mesmo aos seus detratores e agressores.

Quando se confronta com alguns escribas e fariseus e esses buscam pedras para o apedrejar, ele desaparece de suas vistas embrenhando-se na multidão. torna-se invisível para eles. 

Alguns outros evangelhos apócrifos entretanto fazem alusão a algumas maravilhas que aquele menino fez, e temos que reconhecer que realmente Jesus fez maravilhas quando era menino e na sua adolescência e isso parece ficar óbvio nos evangelhos tradicionais. A evidência disso transparece no primeiro milagre de Jesus relatado nos evangelhos que é o milagre da transformação da água em vinho. Jesus estava em uma festividade (bodas) de casamento e o vinho acaba. Maria sua mãe  então compadecida certamente da situação difícil que se apresentava para os anfitriões da festa, pede a Jesus que resolva esse problema. Obviamente se Maria, mãe de Jesus pede ao filho que resolva esse problema é porque sabia que ele era capaz e se sabia que ele era capaz é porque em algumas outras ocasiões ele já tinha demonstrado o seu poder em particular sem fazer propaganda desse fato. 

Jesus então contesta sua mãe e diz a ela que ainda não havia chegado o momento de exercer a sua missão, ou o seu ministério, e ele assim o disse porque sabia que se ali fizesse aquele milagre, ficaria conhecido e sua missão iria então se iniciar naquele momento, mas como mãe é mãe e é por isso que se diz que Maria é intercessora porque com sua autoridade de mãe ela pode pedir ao filho com mais autoridade, Jesus então acede e pede que encham os depósitos do vinho com água. Ante a incredulidade dos circunstantes, Maria se torna enfática e diz. 

-Façam o que ele pede.

Jesus então transforma a água em vinho de excelente qualidade, a tal ponto que os circunstantes se admiram e dizem. 

- Normalmente se guarda o vinho de pior qualidade para o fim e se serve o melhor vinho primeiro, porque no final da festa todos estão já meio embriagados de vinho e não notam a diferença, mas vós deixastes o melhor vinho para o final.

De fato Jesus não ia fazer um milagre pela metade se o fez o fez bem e de boa qualidade.

Portanto essa é uma evidência incontestável de que Jesus em sua infância já realizava milagre e certamente pedia segredo disso.

Para o Cristianismo de hoje, os únicos evangelhos oficiais ou "canônicos" são os de Marcos, Mateus, João e Lucas. Esses são, de fato, os mais antigos testemunhos sobre a vida de Cristo, escritos no final do primeiro século, e a partir do final do segundo século foram reconhecidos como os únicos válidos. 

Mas, desde muito tempo, outros textos semelhantes circularam ao lado deles, que incluíam vários episódios da vida de Jesus, muitos dos quais não coincidiam com a versão canônica. Foram chamados de "apócrifos", isto é, evangelhos "ocultos", aludindo ao fato de serem de origem duvidosa ou mesmo constituírem falsificações dos evangelhos "autênticos".

Atualmente há um grande interesse por esses evangelhos apócrifos, devido ao desejo um tanto mórbido de encontrar nesses escritos algumas verdades, mais ou menos interessantes ou comprometedoras, que a Igreja teria tentado esconder da vista dos fiéis. No entanto, deve-se enfatizar que as várias Igrejas cristãs, inclusive a católica, não se opõem à divulgação desses textos. E também deve ser enfatizado que os evangelhos apócrifos são todos posteriores aos canônicos e incluem elementos manifestamente lendários. Portanto, eles não podem ser considerados como fontes diretas sobre a vida de Jesus ou sobre as origens do cristianismo. (Embora não se possa descartar que algumas partes, certamente não muitas, desses textos tiveram como pano de fundo coleções de tradições orais sobre Jesus que não foram afortunadas o suficiente para serem geralmente reconhecidas e aceitas.)

Apesar disso, não se pode negar que os Evangelhos apócrifos tiveram grande significado para a história da teologia, da liturgia e da Igreja em geral. Assim, alguns elementos dos apócrifos, como os relacionados à Virgem Maria, foram integrados à devoção cristã dos tempos posteriores. Por outro lado, seu livreto ilustra a maneira como o cristianismo foi compreendido nos primeiros séculos de sua história, e em particular a figura de Jesus, da qual os evangelhos apócrifos oferecem uma imagem muito diferente daquela dos evangelhos canônicos.

No total, cerca de cinquenta evangelhos apócrifos são preservados, que os estudiosos classificam de várias maneiras: por sua tendência teológicos (como os evangelhos gnósticos), pelo estágio da vida de Jesus. Há, por exemplo, evangelhos da natividade, da infância ou da paixão de Cristo, ou por alguns temas colaterais, como os apócrifos Assuncionistas, que lidam com a morte (ou "dormência") da Virgem.

O CONHECIMENTO SECRETO 

Os Evangelhos Gnósticos traçam uma imagem de Jesus muito diferente daquela que aparece no restante dos Evangelhos apócrifos. Para os seguidores das correntes gnósticas, a salvação foi obtida não pela paixão e morte de Cristo na cruz, mas pela fé e pelo conhecimento revelado (gnose) que Cristo compartilhou com alguns eleitos. Nos Evangelhos Gnósticos, Jesus aparece como um ser divino emanado de um Pai Transcendente, que foi enviado à terra para resgatar os espíritos aprisionados na matéria, isto é, na carne.

Entre os Evangelhos Gnósticos, destaca-se o Evangelho de Tomé, um dos mais antigos - pode ser datado de meados do século II (constitui um conglomerado de 114 ditos de Jesus). O Evangelho de Filipe também pode ser mencionado, uma coleção de frases teológicas para serem usadas como catequese sacramental, ou para um certo rito de iniciação batismal de tipo gnóstico. Ambos foram encontrados em 1945 em Nag Hammadi (Egito), dentro de uma coleção de 50 textos transcritos em 13 códices em papiro. Embora esses códices tenham sido copiados (e talvez traduzidos para o copta) no século 4, os originais são textos gregos muito mais antigos, provavelmente dos séculos 2 e 3.

Outro evangelho de caráter gnóstico é o Evangelho de Judas, divulgado em 2006, embora tenha sido encontrado alguns anos antes. O que mais chama a atenção neste texto é o ponto de vista peculiar sobre o polêmico companheiro de Jesus, apresentado não como o traidor, mas como o discípulo que melhor compreendeu o Mestre, um verdadeiro "conhecedor", um gnóstico digno das revelações de que Jesus não fez a seus outros discípulos. Entre essas revelações, destaca-se a da constituição do universo e do futuro destino das almas. No final do Evangelho, Judas recebe a tarefa gloriosa e triste ao mesmo tempo porque ninguém poderá compreender de entregar o corpo de Jesus às autoridades. O prêmio de Judas será um lugar especial com a divindade quando sua alma for elevada ao céu.

Deixando de lado os evangelhos ligados ao gnosticismo, um dos apócrifos mais antigos e significativos é o Evangelho de Pedro, descoberto em 1886. Escrito em grego, já por volta de 190 era conhecido por Serapião, bispo de Antioquia. O texto começa abruptamente, o que indica que apenas um fragmento nos alcançou. Entre outras coisas, conta como no processo de Jesus nenhum dos judeus quis lavar as mãos, como Pôncio Pilatos fez, bem como o pedido previdente do próprio José de Arimatéia a Pilatos para que lhe concedesse o corpo de Jesus após sua morte. Em seguida, é descrita a crucificação, com duas variações importantes em relação aos Evangelhos canônicos: Jesus parece não sentir nenhuma dor, e quando estava para morrer quebra o silêncio e exclama: "Força minha, força minha, você abandonou mim!"

O Evangelho de Pedro também descreve a ressurreição, o que nenhum evangelho canônico faz. Detalhes curiosos são adicionados, como uma cruz falante que seguiu Jesus pelo ar quando ele saiu do túmulo. Ao receber a notícia da ressurreição, Pilatos ordenou que ela não fosse publicada. Naquela mesma manhã, María Magdalena foi com as amigas ao túmulo; encontrando-o vazio, um jovem deu-lhes a notícia da ressurreição e as mulheres fugiram aterrorizadas. Enquanto isso, os doze discípulos, atolados na dor, voltaram para casa. A história é interrompida quando uma aparição de Jesus a Pedro na Galiléia provavelmente seria narrada.

O Evangelho de Pedro chama a atenção pelo seu deslize para o ilusório e romântico, bem como pelo seu zelo apologético, muito mais pronunciado do que nos Evangelhos canônicos.

O MILAGRE DA NATIVIDADE 

Outro evangelho apócrifo de grande riqueza narrativa pertence ao mesmo tempo. Seu primeiro editor moderno no século 16 chamou-o de Proto evangelium de Santiago, embora o manuscrito mais antigo seja intitulado Nascimento de Maria: Revelação de Santiago. O texto conta como duas personagens ricas e idosas de Israel, Joaquin e Ana, finalmente tiveram uma filha por intervenção divina, a quem chamaram de Maria. Quando a menina tinha três anos, foi levada ao Templo em Jerusalém, onde permaneceu servindo ao Senhor e foi alimentada por um anjo. Aos doze anos, os sacerdotes decidiram entregá-la como esposa a um viúvo de Israel. Quando todos os viúvos estavam reunidos, cada um com uma vara, aconteceu que uma pomba saiu de José, razão pela qual ele foi designado marido de Maria.

José teve que sair para trabalhar, e então a anunciação do anjo e a promessa do nascimento virginal aconteceram. Aos seis meses, José voltou e encontrou Maria grávida. Quando ela negou tê-lo enganado, José ficou perplexo. Enquanto isso, a notícia chegou aos ouvidos dos sacerdotes, que acusaram José de ter abusado de Maria. Ambos foram submetidos à provação da ingestão de água benta e enviados para a montanha, mas ambos voltaram sãos e salvos.

Em seguida, é narrada a ordem de Augusto de recensear toda a cidade. No caminho, quando há o momento de entrega, José e Maria entraram em uma caverna. Então, sinais e prodígios maravilhosos foram produzidos, como uma parteira que estava incrédula e exigia uma verificação física da virgindade de Maria. Enquanto ela executava, a mão da parteira ficou carbonizada por sua descrença. Arrependida, ela foi mais tarde curada pegando o menino Jesus nos braços. Segue-se então a visita dos mágicos e o massacre dos inocentes, narrado sobriamente.

Deve-se notar que o Proto evangélio já anuncia todos os futuros temas que a Mariologia Cristã desenvolverá. Também é interessante notar como o autor resolve o problema dos irmãos de Jesus: José era viúvo e trouxe para o casamento com Maria alguns filhos, fruto de seu noivado anterior, que mais tarde seriam chamados, indevidamente, de filhos de Maria e irmãos de Jesus.

A INFÂNCIA DE JESUS ​​CRISTO

A notável influência exercida pelo Proto evangélio de Santiago na literatura posterior é notado no chamado Evangelho de Pseudo Mateo, um autor estranho. A primeira parte deste texto não é nada mais do que o re-trabalho do proto evangélio, enquanto o segundo contém elementos muito diversos, vindo de narrações apócrifas que devem ter sido forjadas nos séculos 4 e 5.

Esta segunda parte começa com a viagem da Sagrada Família ao Egito, na qual aconteceram muitas maravilhas. Após três anos, Jesus voltou à Palestina, especificamente à Galiléia, onde passou sua infância em meio a todos os tipos de eventos portentosos. Uma das mais conhecidas é a das doze estatuetas em forma de pássaro que Jesus fez de barro; Quando o menino bateu palmas, os pássaros voaram para longe. Jesus era temido entre seus companheiros, pois aqueles que o encaravam caíam como se atingidos por um raio. A familia encaminhou Jesus para a escola, causando óbvias dificuldades para seus professores. Quando um deles ousou punir Jesus com uma vara por uma resposta que parecia desrespeitosa, ele caiu morto no local. A criança estava semeando o terror entre seus vizinhos, então a família teve que se mudar para Belém. No final de sua história, o autor retomou a explicação dos irmãos de Jesus proposta pelo Proto evangélio de Santiago.

O Evangelho do Pseudo Mateus tentou apresentar o menino Jesus como um herói maravilhoso, onisciente e poderoso. 

Mas a imagem que emerge do texto é antes a de um menino arrogante, rebelde, caprichoso e até assassino. Apesar disso, a influência desse Evangelho em escritores posteriores, especialmente na Idade Média, foi enorme, e seus milagres entraram totalmente na Lenda de Ouro de Jacobo de Vorágine, compilada no século XIII.

PAIXÃO E RESSURREIÇÃO

Os Atos de Pilatos ou Evangelho de Nicodemos foram redigidos, como o Evangelho de Pseudo Mateus, em uma data relativamente tardia, entre os séculos IV e V. Na verdade, é composto por duas partes diferentes: uma primeira que pode ser apropriadamente chamada Atos de PiJato, e um segundo, um pouco mais curto, que não tem título e geralmente é chamado de Descida de Cristo ao Inferno.

O conteúdo dos Atos trata fundamentalmente do processo de Jesus. Nicodemos, um fariseu simpático a Jesus mencionado no evangelho de João, intercede por Cristo no tribunal. Filato também é muito favorável ao criminoso, embora no final ceda às exigências dos judeus. Acompanhe a história da crucificação de Jesus ao lado de Dimas e Gestas, os dois ladrões. Filato e sua esposa lamentaram sua morte, jejuando por um dia. Então José de Arimatéia obteve o corpo de Jesus de Pilatos, mas, depois de enterrá-lo, foi preso e ameaçado pelos judeus. Eles deliberaram como matá-lo, mas quando foram procurá-lo na prisão, encontraram-na vazia.

Enquanto isso, os guardas postados no túmulo testemunharam a ressurreição e disseram aos judeus, que não acreditaram neles. Segue-se a aparição de Jesus na Galiléia, diante de José de Arimatéia, sacerdote, doutor da Lei e levita, que narrou ao Conselho de sacerdotes a aparição e conseqüente ascensão de Jesus ao céu.

O Decenso aos infernos é apresentado como uma continuação da obra anterior, embora o autor seja outro e um pouco posterior. Foi-nos transmitido em duas recensões, uma grega e outra latina. Em grego, José de Arimatéia intervém na última reunião do Conselho de Anciãos, onde argumenta, como prova da ressurreição de Jesus, que muitos outros ressuscitaram com ele. A que José se referia. Essas pessoas - entre elas há dois chamados Leucius e Carino - pegam papel e caneta e escrevem um relatório sobre a ressurreição de Jesus e as maravilhas que ele operou no inferno.

Na recensão latina, são o sacerdote, o levita e o médico - personagens da primeira parte do Evangelho - que contam como na volta da Galiléia - onde foram testemunhas da ascensão - foram recebidos por uma grande multidão de homens para Jerusalém vestidos de branco, que revelaram ser os ressuscitados com Jesus. Entre eles, eles reconheceram Leucius e Carino, que lhes contou os maravilhosos acontecimentos após a morte de Jesus. Em seguida, eles narram como Cristo desceu ao inferno para libertar das garras de Satanás os justos que viveram antes de sua vinda à terra. Em seguida, todos foram para o paraíso. A crítica grega conclui com uma cena em que os patriarcas encontram o bom ladrão, que os esperava para entrar no paraíso com eles.

A ASSUNÇÃO DE MARIA

Há um grupo de evangelhos apócrifos que trata de um assunto que teria grande fortuna no cristianismo medieval e moderno: a assunção de Maria ao céu. São textos de data relativamente tardia - século IV ou V -, embora alguns pesquisadores afirmem ver a origem da tradição sobre a morte e assunção da Virgem em relatos antigos que remontam ao século X.

O mais significativo desses textos é o Livro de São João Evangelista. O texto começa contando como, após a ressurreição de Jesus, o arcanjo Gabriel apareceu a Maria para anunciar sua rápida partida deste mundo. Dias depois, Maria pediu em suas orações para ver os apóstolos novamente. O Espírito reuniu todos eles, mesmo aqueles que já haviam morrido, que foram ressuscitados para oferecer companhia a Maria; Cada um deles informava a Virgem sobre sua atividade apostólica, então um grande exército de anjos apareceu na casa de Maria, que realizou muitas maravilhas na natureza e entre os homens, como curas milagrosas. Os judeus, nada impressionados, decidiram marchar contra a Virgem, ou pelo menos fazer com que o governador romano a expulsasse do território. Finalmente, ele enviou suas tropas contra Maria, mas o Espírito a transportou, junto com os apóstolos, para Jerusalém.

Ao saber de sua presença na cidade santa, os judeus correram com lenha para atear fogo à casa onde Maria e seus companheiros haviam se instalado. Mas, ao se aproximar, um incêndio violento disparou, matando boa parte dos agressores. Então Cristo apareceu diante de todos, rodeado de anjos. Maria obteve de Jesus que graças especiais fossem concedidas doravante àqueles que invocavam o seu nome com fervor. Em seguida, ocorre o momento solene de trânsito: Maria abençoa cada um dos apóstolos e Deus estende as mãos e recebe a alma de Maria, enquanto seu corpo permanece na terra.

Durante a transferência do cadáver para o Jardim do Getsêmani, um judeu tentou profaná-lo, mas suas mãos ficaram penduradas no caixão, separadas do corpo; pela intercessão dos apóstolos, ele foi mais tarde curado. O corpo da Virgem foi depositado em um sepulcro, ao redor do qual se ouviram vozes de anjos e se espalhou um perfume primoroso. No terceiro dia as vozes deixaram de ser ouvidas e todos entenderam que seu corpo imaculado fora transferido para o paraíso.

Vemos, então, que os evangelhos apócrifos estão longe de ser fontes históricas sobre a vida de Jesus. Eles são propriamente obras de ficção, de extraordinária riqueza narrativa, e que tiveram uma enorme influência na devoção cristã posterior.