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sábado, 19 de fevereiro de 2011

PAMPINHA O PASSARINHO DA PLATAFORMA DE PAMPO.

PAMPINHA, nome carinhosamente dado pelos funcionários embarcados na plataforma de PAMPO, na Bacia de campos, era um pardal livre que junto com seus irmãos da mesma raça, passeava tranquilo pelos céus de Macaé. Tinha seus irmãos e provávelmente seus familiares a lhe fazer companhia, voando em rojões pelos céus e pelas núvens, alimentando-se de larvas de mosquito e de todas essas sementes que não precisam ser armazenadas em celeiros porque o PAI, Deus, carinhosamente lhes proporciona todos os dias para que livres e sem preocupações com os dias de amanhã, possam desfrutar das inúmeras sombras das inúmeras arvores, riachos, campos, florestas.

Mas PAMPINHA também gostava de um abrigo, que o protegesse da chuva e eventualmente pudesse fazer um ninho, e por isso foi escolher justamente um TUBULÃO que ficava ali no PARQUE DE TUBOS, um imenso reservatório de tubulões que são utilizados nas plataformas petrolíferas e ali foi ficando. Gostou e fez de lá sua morada. O tempo foi  passando. De seu novo lar, protegido das intempéries, saia todos os dias refeito e descansado, e misturava-se com seus irmãos em rojões de passaros nos céus de Macaé, buscando o alimento e divertindo-se com essa fantática capacidade que os pássaros tem de voar em bandos pelos céus.

O tempo foi passando e um dia esse tubulão que ali estava foi colocado em um caminhão, transportado e depois colocado em um rebocador. Atravessou cem quilometros até ser recolhido para a plataforma de PAMPO.

PAMPINHA, o pássaro da nossa história, acomodado que estavas e acostumado com seu novo lar, teve impetos de sair, mas iria perder seu lar, e por isso ficou, imaginando que esse tubulão seia colocado em outro lugar, e de lá poderia sair. Começou a desconfiar quando o seu senso de direção começou a lhe dizer que estava indo longe demais, e por isso saiu, mas só encontrou o mar. Nenhum lugar para pousar, e tudo muito distante. Com esforço regressou para seu tubulão e ali ficou pois não tinha para onde ir, a não ser para uma selva de ferros contorcidos e enferrujados que compunham a selva de ferro e aço dos rebocadores e plataformas petrolíferas. 

Com o tubulão colocado na plataforma, saiu e voou em volta da plataforma, onde encontrava lugar para pousar, mas não podia ir muito mais longe dali. Um dia penetrou em um grande salão, em que forros de lã de vidro recobriam os espaços mais elevados. Abaixo armários pintados em côr cinza, e muito lugar para se proteger das intempéries. Encontrou algumas faiscas de biscoito que lhe proporcioinaram um pouco de alimento e ali foi ficando. De vez em quando voava nos espaços daquele salão. O salão era a sala de controle dos turbo geradores de Pampo. Não tinha ali mais os antigos companheiros de vôos em bandos pelos céus de Macaé, com os quais em gorgeios conversava, mas encontrou outros amigos vestidos em uniformes de cor laranja, que se simpatizaram com ele e logo lhe arranjaram alpiste e agua. Esse passarinho ali foi ficando e passou a fazer parte da família de PAMPO que logo o batizou de PAMPINHA. 

O ambiente era um ambiente refrigerado que contribuia para que PAMPINHA continuasse a ter um equlíbrio físico, tendo agua e comida a vontade, fez dali seu novo lar, e alegrava seus novos amigos que o viam voando, buscando alpiste no chão ou em um reservatório colocado estratégicamente no altode um armário.

Uma empatia e um grande amor se desenvolveu entre os funcionários que trabalhavam ali naquele ambiente e PAMPINHA. Provávelmente ele já conhecia a todos e até tinha saudades quando um deles se ausentava em seu merecido descanso de folga.

PAMPINHA ficou ali por tres anos e meio, até que um dia o ar condicionado do salão teve uma pane. O ambiente ficou quente e PAMPINHA desidratou e adoeceu.

Tive o prazer de conhece-lo no seu ultimo dia de vida. Vinha recolher o alpiste que ficava no chão, e em determinado momento, aquele passaro que não tinha medo de homens, pousou em minha mão e se alimentava de um pouco de alpiste que eu lhe oferecia, mas estava fraco. Não alçava voos mais ousados, senão voos quase rasteiros, quando alguém se propunha pega-lo. Ficava passeando pelo chão e percebia-se que não estava no seu estado normal, embora alguns achassem que era assim mesmo. Foram os primeiros e ultimos momentos em que o vi. No dia seguinte soubemos que o passarinho tinha morrido.

Nos ultimos instantes que separam a vida da morte provávelmente PAMPINHA entreviu seus irmãos a tanto tempo esquecidos voando em bandos pelos céus de Macaé e seu coraçãosinho de pássaro se acelerou. Desejou ir ao encontro deles, e finalmente desprendeu-se, alçou vôo acelerado e foi passear em paisagens deslumbrantes no paraízo dos pássaros que o pai Deus resrvou para eles.

ADEUS PARA SEMPRE PAMPINHA  QUE DEUS RETENHA EM SEUS BRAÇOS AMOROSOS VÓS QUE ACARICIASTES COM SEU CANTO AS ESTADIAS DESSES TRABALHADORES QUE APRENDERAM A AMAR UM PASSARO.

Um comentário:

  1. Só quem viveu e conviveu, livremente, com um pássaro, com uma ave, é que sabe descrever e comensurar o quanto cabe de grandioso e profundo dentro de um coração, aparentemente,tão pequeno como o de um passarinho.Entretanto, poucos entendem e muitos não acreditam que um ser tão frágil, tão vulnerável, tão pequenino, possa ser tão grandiosa e incondicionalmente feito de puro e vivenciado amor.

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