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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A INEXORABILIDADE DO DESTINO

Muita gente se engana, quando atribui a Deus a causa das suas tristezas. Conheci um amigo que até brigou comigo por isso. Ele definitivamente além de não acreditar em Deus, tinha uma certa revolta contra o mesmo, pois acreditava que determinada tragédia que ocorrera em sua vida, com a sua família fora permitida ou autorizada por Deus.

Esse pensamento vai de encontro a teoria de que Deus é amor e é misericórdia, ou seja ele além de nos amar a todos profundamente, ainda nos dá inúmeras oportunidades para que não precisemos sofrer.

Para que entremos na análise dessa questão é imperioso saber porque sofremos. 

Há uma lei universal. Essa é a lei do amor. O Universo inteiro vibra nessa vibração. A mais positiva das vibrações que é a vibração do AMOR. 

Já observaram que quem ama dificilmente adoece? E se está doente, melhora? É porque o amor faz-nos vibrar positivamente. Começamos a perceber a beleza das coisas, de uma folha que cai, do por do sol, ou seja, passamos a ficar em estado de graça. Se pisam no nosso pé nem sentimos ou perdoamos de imediato, afinal estamos felizes e nada irá estragar essa nossa suprema felicidade.

Amar e ser correspondido, mas principalmente amar é estar no paraízo. É uma pontinha do céu na terra. É por isso que os espíritos iluminados, os anjos, vivem em um êxtase permanente, porque eles além de se amarem, também nos amam e amam a todos indistintamente, inclusive a nós. Eles desfrutam da paz infinita.

Todos nós indistintamente fomos criados também para esse estado de felicidade imensa, infinita, mas para chegarmos a isso há uma estrada a ser percorrida. Primeiro precisamos aprender a amar. Por isso somos colocados em famílias na terra, para que aprendamos a amar nossas famílias, primeiramente, para que depois em um estado mais avançado possamos aprender a amar a toda a humanidade.

Alguns espíritos iluminados já atingiram esse patamar. Por exemplo Madre Tereza de Calcutá que dedicou a sua vida a cuidar dos pobres doentes do fogo selvagem na paupérrima Calcutá. Ela renunciou às comodidades da vida material, para se entregar aos cuidados dos mais necessitados. Certa vez ao ser perguntada porque fazia isso, respondeu que não o faria por dinheiro nenhum do mundo, mas o fazia por absoluto amor. O amor para ela tinha atingido umadimensão maior do que todo o dinheiro do mundo.

Logicamente nós simples mortais ainda não atingimos esse patamar de amor, como o que atingiu Jesus que deu sua vida por amor a nós, e isso não nos é exigido, pois Deus sabe que ainda não somos capazes de tais proezas, mas estamos aprendendo, e dentro desse nosso aprendizado todas as vezes que nós infringimos a lei universal do amor, criamos uma necessidade de reparação e de retorno à condição desse amor tão necessário, para que continuemos nessa marcha ascensional em direção a essa felicidade suprema a que eu tinha aludido.

Mas o que poderia ser essa transgressão a lei do amor? Qualquer ato que tenha o intuito de fazer mal. Pode ser uma palavra, pode ser um pensamento, pode ser um gesto.

Exemplo: Matar um animal, é um ato agressivo a um ser, e esse ato embora possa ter um peso pequeno na consideração dos homens, revela um caráter destrutivo, impiedoso e que precisará ser corrigido. O mesmo se dá quando jogamos um lixo na rua. Isso revela despreocupação para com o meio ambiente, pois se o meio ambiente está sujo, as pessoas sofrerão, os animais sofrerão, e nós sofreremos, portanto é um ato de falta de amor por nós próprios, com o planeta, com o meio ambiente, com os animais e com as pessoas.

Aqui citamos pequenos delitos contra a lei do amor, mas há os grandes delitos que nem precisamos citar. A Lei de Moisés por exemplo especifica alguns, como não roubar, não matar, não dizer falso testemunho contra o próximo, honrar pai e mãe, pois a esses devemos muito, pelo menos a vida. Os homens da época de Moisés precisavam de tudo bem explicadinho, mas no tempo de Jesus bastou dizer, Amar a Deus e ao teu próximo como a ti mesmo. Ai está toda a lei e os profetas. Esse amar inclui ai também o amor a si próprio, que não é tão fácil como parece.

A terra é um mundo de provas e expiações, e Jesus mesmo o disse. Na terra tereis aflições, a felicidade não é desse mundo, e isso ocorre porque o homem é imperfeito e está aqui para aprender.

Existem duas formas de aprender. Uma é ensinando, e aplicando o ensinamento, mas quando essa fórmula de aprendizagem não funciona, o que ocorre na maioria das vezes, é preciso chamar a atenção do aluno, e essa atenção é feita com algum fato que lhe toque profundamente.

As vezes quando precisamos aprender alguma coisa a vida nos dá pequenos toques que vão se tornando aos poucos mais fortes, até que o nosso estoque de oportunidades termina e então vem o puchão de tapete.

Como disse um orador proeminente, "KARMAS" não são para serem pagos. "KARMAS" são para serem superados.


O que é Karma:


Karma ou carma significa ação, em sânscrito (antiga língua sagrada da Índia) é um termo vindo da religião budista, hinduísta e jainista, adotado posteriormente também pelo espiritismo.

Na física, essa palavra é equivalente a lei: "Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário", ou seja, para cada ação que um indivíduo pratica vai haver uma reação, dependendo da religião o sentido da palavra pode ser diferente, mas usualmente é relacionada a ação e suas consequências.


A lei do Karma é aquela lei que ajusta o efeito a sua causa, ou seja, todo o bem ou mal que tenhamos feito numa vida virá trazer-nos consequências boas ou más para esta vida ou próximas existências. A lei do Karma é imodificável, e é conhecida em várias religiões como “justiça celestial”.

Em sânscrito, karma significa "ato deliberado". Nas suas origens, a palavra karma significava "força" ou "movimento". Apesar disso, a literatura pós-védica expressa a evolução do termo para "lei" ou "ordem", sendo definida muitas vezes como "lei de conservação da força". Isto significa que cada pessoa receberá o resultado das suas ações. É um mero caso de causa e consequência.

Apesar de muitas religiões e filosofias da Índia não incluirem o conceito de culpa, castigo, remissão e redenção, o karma funciona como um mecanismo essencial para revelar a importância dos comportamentos individuais.

No budismo, karma é usada para mostrar a importância de desenvolver atitudes e intenções corretas.
Karma e Dharma

Dharma ou darma, é uma palavra em sânscrito com diferentes significados, mas essencialmente representa uma lei ou realidade.

No hinduísmo, dharma é definido como a lei moral e religiosa que regula o comportamento do indivíduo. Também é descrito como a missão no mundo ou o propósito de vida de um indivíduo.

No contexto budista, dharma é sinônimo de bênção ou recompensa pelos bons atos praticados. O dharma, Buda e a comunidade (sangha) formam o "triplo tesouro" (triratna).

De acordo com o jainismo, dharma é a classificação dada ao elemento eterno que capacita a movimentação dos seres.

De qualquer forma, independentemente dos conceitos orientais, Deus em seu infinito amor, não deseja que soframos e por essa razão dá-nos a todos meios e formas de podermos superar nossos KARMAS que são muitos acumulados ao longo de sucessivas vidas passadas. E essa formula é praticar o inverso da falta, ou seja é praticar o bem. Praticar o amor. Para isso coloca em nossas mãos meios e formas de poder resgatar o mal que  fizemos por meio da prática de um bem equivalente.

Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados. 1 Pedro 4:8

Veja que nesse verso de I PEDRO 4:8 vem a advertência de que independente do número de erros, quando se pratica a lei do amor os nossos PECADOS, leia-se aqui, os nossos KARMAS são superados. 

As primeiras evidências de que KARMAS existem vem dos primórdios do povo Hebreu, pela palavra de Deus no monte Sinai, quando diz.

Que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniqüidade, e a transgressão e o pecado; que ao culpado não tem por inocente; que visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até a terceira e quarta geração. Êxodo 34:7

Quando se refere a terceira e quarta geração, não se refere ao que praticou a iniqüidade, mas aos descendentes que virão nessa família, aqueles próprios em outras vidas.

Por essa razão os discípulos perguntaram a Jesus a respeito do homem cego.

E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença.E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.João 9:1-3

Vê-se que os discípulos acreditavam na lei de causa e efeito, pois atribuiam a cegueira do homem ao fato de que esse tivesse um KARMA proveniente do seu pecado, e que poderia também ser referente ao pai do cego, mas na verdade aquele homem tinha nascido cego para uma missão específica. Que fosse curado por Jesus para que nele se verificasse o poder de Deus, de forma a convencer as pessoas. Isso mostra que existem razões por trás de todas as coisas e que nós não podemos compreender as vezes.

Mas como se dá a determinação sobre o que haveremos de passar e o que não haveremos de passar?

Tudo o que acontece conosco tem um caráter educativo. Normalmente se a vida é uma vida de sacrifícios, isso tem um caráter educativo. Se temos bens materiais da mesma forma, pode ser uma espécie de prova, para que se veja o que iremos fazer com esses bens. É preciso que se saiba que tudo nos é emprestado. Até o nosso corpo, e tudo iremos deixar. Os únicos bens que nos acompanharão depois da passagem para o mundo espiritual serão as nossas aquisições intelectuais e as nossas conquistas morais. Se somos melhores pessoas, se ajudamos alguns ou alguém, se deixamos amigos sinceros etc... 

Os casamentos difíceis, os filhos difíceis rebeldes, os parentes rebeldes, tudo isso tem raízes no passado. Inimigos podem se reencontrar na mesma família para que se ajustem e convertam ódios passados em amor, pois pela lei universal não pode subsistir ódio. 

Todas as vezes que se odeia, se cria um vínculo magnético que irá reunir aquelas duas criaturas até que consigam converter o ódio em amor. Isso é muito bem explicado em um livro intitulado O AMOR VENCEU de Zibia Gasparetto. O livro conta a tragetoria de dois espíritos que se reencontram em diversas vidas buscando superar um ódio nutrido um pelo outro, até a solução final para isso. 

Não é por outro motivo que Jesus diz específicamente.

E por que não julgais também por vós mesmos o que é justo?Quando, pois, vais com o teu adversário ao magistrado, procura livrar-te dele no caminho; para que não suceda que te conduza ao juiz, e o juiz te entregue ao meirinho, e o meirinho te encerre na prisão.Digo-te que não sairás dali enquanto não pagares o derradeiro ceitil.
Lucas 12:57-59

Por isso é imperioso confraternizar-se com o inimigo. Pois dessa forma desfaz-se esse magnetismo.

Não é Deus quem determina o que se haverá de passar nessa vida na maioria das vezes. Quem determina isso é a nossa própria consciência, o nosso eu espiritual, ou seja o nosso inconsciente.

Quando se adentra o mundo espiritual, o foco dos nossos interesses muda. Já não ficam as preocupações com a matéria que para nós não serve mais. O interesse agora é ascender às regiões de gozo espiritual, e para isso é necessário ter energia. Essa energia só se adquire no mundo material. É conquista que se aufere superando os Karmas que são nossas dívidas e que ficam marcando-nos, pesando sobre nossa condição espiritual, tirando nossa energia e dificultando nossa entrada nas regiões iluminadas e de prazer.

Chega a um ponto em que ansiamos retornar ao mundo espiritual e pedimos para resgatar as nossas culpas, por meio de sofrimentos que concordamos em passar. Os que roubaram pedem para que sofram da mesma forma o que fizeram outros sofrerem. Os que tiraram a vida, pedem para sofrer o mesmo na carne. Ademais tudo já fica impresso no nosso psicossoma mesmo. Tudo o que fizemos de bom assim como o que fizemos de mal. 

O Pai por meio dos mentores espirituais, tentam argumentar que o peso é demais para nós, as tentações serão grandes e provavelmente poderemos sucumbir. Um plano então é traçado. Alguns amigos espirituais se comprometem a nos ajudar, aconselhar, tirar-nos de algumas furadas. Alguns espíritos que mantém um grande amor por nós, concordam até em vir conosco nos ajudar, entrando na mesma família como conjuges, como filhos etc... para amenizar nosso sofrimento, nos dar forças etc...


Do outro lado pensamos que podemos tudo, que seremos fortes, e por isso necessário se  faz a intervenção dos mentores espirituais, nossos anjos de guarda que excluem a parte que é pesada demais e que sabem que não iremos suportar.

No mundo material após o nascimento, temos a tendência a esquecer esses compromissos, que embora não recordemos ficam indeléveis na nossa intuição e moldando o nosso comportamento.

Espíritos que desejam a nossa ruína, induzem-nos às ilusões do mundo material. Bens de consumo, dinheiro, sexo, drogas, diversão, tudo aquilo que não é saudável para o espírito. Paralelamente nossos mentores espirituais nos falam, nos intuem, nos protegem. Damos ouvidos ao que mais nos impressionam, de acordo com a nossa natureza. Se mais material, se mais espiritual. Nós escolhemos nossas companhias e as cultivamos e são elas que irão nos guiar.

Quando chega o momento da provação, viramo-nos para Deus e as vezes, pode ocorrer que por ignorância, questionemos a Deus e o perguntemos, porque passamos por aquilo, sem entendermos que foram provas escolhidas por nós próprios. As vezes pedimos a Deus para nos tirar dessa furada.

Esse é um momento complicado. É como um filho que roga ao pai para que o livre de passar por determinado sofrimento. O pai vai tentar livrar a cara do filho, e nesse momento vai pesar se ele pode progredir e aprender a lição de uma forma menos dolorosa. As vezes se encontra um caminho menos doloroso e o Pai livra o filho que pede ou ameniza o quanto puder aquele sofrimento. Tem vezes que não dá, pois se o fizer, mais a frente ele sofrerá mais. É como um filho que vai tomar uma vacina e pede para não sofrer a dor da picada. O pai nesse caso não pode lhe ajudar, pois seu amor por ele lhe diz que é melhor passar pela picada da agulha do que contrair no futuro uma doença.

Cabe ao filho confiar no Pai sabendo que se ele concordou que assim foi melhor, ele o sabe porquê.

É assim que funciona a coisa.

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